Entre o Agora e o Nunca
Vamos para a lavanderia prim eiro, e…
23
VAMOS PARA A lavanderia prim eiro, e lá eu dobro, sim , toda a roupa depois de tirá-la da secadora, em vez de socá-la de volta nas m alas. Ele tenta protestar, m as eu ganho a parada desta vez. Depois vam os para a cidade e ele m e leva para todo lugar, até para o cem itério St. Louis, onde os túm ulos ficam acim a do chão, nunca vi nada parecido.
Andam os j untos até a Canal Street, rum o ao World Trade Center New Orleans e ao oceano, onde encontram os um Starbucks, tão necessário. Ficam os conversando um a eternidade tom ando café e eu conto que Natalie ligou. Falam os e falam os sobre ela e Dam on, que Andrew aprendeu rapidam ente a detestar.
Mais tarde, passam os por um a churrascaria, e Andrew tenta m e fazer entrar, j ogando na m inha cara o acordo que fizem os no ônibus. Mas eu estou sem um pingo de fom e, e tento explicar para um Andrew fam into e em síndrom e de abstinência carnívora que preciso m e preparar para com er m uito, se ele quiser que eu aprecie um filé.
E encontram os um shopping: The Shops, em Canal Place, e fico em polgada de verdade para entrar, depois de tanto tem po usando as m esm as roupas chatas a sem ana toda.
— Mas a gente acabou de lavar tudo — Andrew protesta, enquanto entram os. — Pra que você precisa de m ais roupa?
Passo a alça da bolsa no outro om bro e o puxo pelo cotovelo.
— Se a gente vai sair à noite — digo, arrastando-o —, então quero procurar algum a coisa linda e no m ínim o decente.
— Mas o que você tá usando agora tá lindo pra caram ba — ele discute.
— Só quero um j eans novo e um top — argum ento, depois paro e olho para ele. — Você pode m e aj udar a escolher.
Agora ele está interessado.
— Tá — diz, sorrindo.
Eu o puxo de novo.
— Mas não fica m uito esperançoso — saliento, puxando o braço dele para enfatizar —, falei que você pode aj udar, não escolher.
— Você tá ganhando dem ais as paradas hoj e — Andrew retruca. — Já vou avisando, gata, só vou te deixar ganhar até certo ponto, antes de tirar m inhas cartas da m anga.
— Que cartas, exatam ente, você acha que tem na m anga? — pergunto confiante, pois acho que ele está blefando.
Ele franze os lábios quando o olho, e com eço a perder m inha confiança.
— Devo lem brar — ele com enta sofisticadam ente — que você ainda está sob o voto do fazer-tudo-que-eu-m andar.
Lá se foi a confiança.
Ele abre um sorrisão, e é sua vez de m e puxar pelo braço para perto de si.
— E com o você j á m e deixou te chupar um a vez — acrescenta, arregalando os olhos —, acho que se eu m andar deitar e abrir as pernas, você ia ter que obedecer, certo?
Mal consigo olhar em volta para ver se alguém que estava passando ouviu. Andrew não disse aquilo exatam ente num sussurro, m as eu nem esperaria isso.
Então ele dim inui o passo, se aproxim a do m eu ouvido e diz baixinho: — Se não m e deixar levar a m elhor com algum a coisa sim ples logo, posso ter que te torturar de novo com m inha língua no m eio das tuas pernas. — Seu hálito no m eu ouvido, com binado com suas palavras que m e deixam m olhada, faz arrepios subirem pelo lado do m eu pescoço. — Sua vez de j ogar, gata.
Andrew se afasta e eu quero tirar aquele sorriso de seu rosto a tapas, m as provavelm ente ele iria gostar.
Dilem a: deixá-lo levar a m elhor com algum a coisa sim ples ou continuar levando a m elhor para ele m e “torturar” m ais tarde? Hum . Acho que sou m ais m asoquista do que eu im aginava.
Anoitece e estou pronta para sair. Estou usando um j eans apertado novo, um top sexy tom ara que caia colado na cintura e as sandálias pretas de salto alto m ais lindas que j á encontrei em qualquer shopping.
Andrew, parado na porta, m e devora com os olhos.
— Eu devia dar m inha cartada agora m esm o — ele diz, entrando no quarto.
Fiz duas tranças folgadas no cabelo desta vez, um a sobre cada om bro, que vão quase até m eus seios. E sem pre deixo alguns fios de cabelo louro soltos em volta do rosto, porque sem pre achei bonitinho em outras garotas, então por que não ficariam em m im ?
Andrew parece gostar. Ele passa os dedos em cada m echa.
Fico verm elha por dentro.
— Gata, fora de brincadeira, você tá um tesão.
— Obrigada... — Meu Deus, será que eu... rio.
Eu o olho de alto a baixo tam bém , e em bora ele estej a usando j eans, um a cam iseta sim ples e suas Doc Martens pretas de novo, é a coisa m ais sexy que j á vi usando qualquer roupa.
Saím os, e eu faço alguns velhos virarem a cabeça no elevador e pelo corredor. Andrew está adorando tudo isso, posso perceber. Sorri de orelha a orelha ao m eu lado, e isso m e deixa verm elha com o um a beterraba.
Prim eiro vam os para o d.b.a. e vem os um a banda tocar por m ais ou m enos um a hora.
Mas quando pedem m inha identidade e parece que não vou conseguir beber ali, Andrew m e leva para outro bar na m esm a rua.
— É tentativa e erro — ele diz, enquanto andam os até o bar de m ãos dadas. — A m aioria vai pedir a identidade, m as de vez em quando você dá sorte e eles não se dão ao trabalho, se você tiver cara de m aior de 21 anos.
— Bom , vou fazer 21 daqui a cinco m eses — digo, apertando sua m ão quando atravessam os um cruzam ento m ovim entado.
— Fiquei com m edo de você ter 17 quando a gente se conheceu no ônibus.
— Dezessete?! — Espero sinceram ente não parecer tão nova.
— Ei — ele diz, m e olhando de relance —, j á vi garotas de 15 anos que pareciam ter 20, hoj e em dia é difícil saber.
— Então você acha que pareço ter 17 anos?
— Não, você parece ter uns 20 — ele adm ite —, só tô falando.
Que alívio.
Este bar é um pouco m enor que o outro, e os frequentadores são um m isto de universitários recém -form ados e gente de uns 30 e poucos anos. Algum as m esas de bilhar estão dispostas lado a lado perto dos fundos, e a ilum inação é reduzida, localizada sobretudo nas m esas de bilhar e no corredor à m inha direita, que leva para os banheiros.
A fum aça de cigarro é espessa, diferente do bar anterior, onde ela não existia, m as isso não m e incom oda m uito. Não gosto de cigarro, m as há algo natural na fum aça de cigarro num bar. Sem ela, o lugar pareceria quase nu.
Algum tipo de rock fam iliar sai dos alto-falantes no forro. Há um pequeno palco à esquerda onde as bandas costum am se apresentar, m as ninguém está tocando hoj e. Mas isso não dim inui o clim a de festa no am biente, porque m al consigo ouvir Andrew falando com igo por cim a da m úsica e das vozes que gritam ao m eu redor.
— Sabe j ogar bilhar? — Ele se curva para gritar perto do m eu ouvido.
Grito em resposta:
— Já j oguei algum as vezes! Mas sou m uito ruim !
Ele m e puxa pela m ão e vam os para as m esas e as luzes m ais fortes, abrindo cam inho cuidadosam ente através das pessoas que ocupam praticam ente todos os espaços disponíveis.
— Senta aqui — ele fala, conseguindo baixar um pouco a voz com os alto-falantes na nossa frente. — Esta vai ser a nossa m esa.
Eu m e sento a um a m esinha redonda encostada num a parede, e logo acim a da m inha cabeça à esquerda há um a escada para um segundo andar do outro lado. Em purro o cinzeiro lotado para longe de m im com a ponta do dedo, quando um a garçonete chega.
Andrew está falando com um cara a alguns m etros dali, perto das m esas, provavelm ente para entrar num j ogo em andam ento.
— Desculpa — diz a garçonete, tirando o cinzeiro e substituindo-o por outro lim po, colocando-o de cabeça para baixo na m esa. Depois ela lim pa o tam po com um pano úm ido, levantando o cinzeiro para lim par em baixo.
Sorrio para ela. É um a garota bonita de cabelo preto, deve ter acabado de fazer seus 21 anos, e está levando um a bandej a na outra m ão.
— Vai querer algum a coisa?
Só tenho um a chance de fingir que m e fazem m uito essa pergunta sem pedirem m inha identidade, então respondo quase im ediatam ente: — Um a Heineken.
— Duas — Andrew diz, reaparecendo com um taco de bilhar na m ão.
A garçonete fica surpresa ao notá-lo e, com o Andrew quando estávam os no elevador, eu adoro. Ela balança a cabeça e m e olha de novo, fazendo aquela cara de “tu é m uito sortuda, cachorra” antes de se afastar.
— Aquele cara vai j ogar m ais um a partida, depois a m esa é nossa — Andrew diz, sentando-se na cadeira vazia.
A garçonete volta trazendo duas Heinekens e as coloca à nossa frente.
— Se precisarem de algum a coisa, é só cham ar — diz, antes de se afastar de novo.
— Ela não pediu sua identidade — Andrew diz, se debruçando por cim a da m esa para que ninguém m ais escute.
— Não, m as isso não significa que não vão m ais pedir; aconteceu um a vez num bar em Charlotte, Natalie e eu j á estávam os quase bêbadas quando pediram nossa identidade e nos expulsaram .
— Bom , então aproveite enquanto pode. — Ele sorri, levando a cervej a aos lábios e tom ando um pequeno gole.
Faço o m esm o.
Com eço a m e arrepender de ter trazido a bolsa, porque agora preciso ficar de olho nela, m as quando chega a nossa vez de j ogar, eu a coloco no chão, debaixo da m esa.
Estam os num cantinho do salão, então não m e preocupo m uito.
Andrew m e leva até a estante dos tacos.
— Qual você prefere? — pergunta, agitando as m ãos na frente da estante. — Precisa escolher aquele que você sente que é o certo.
Ah, isso vai ser divertido; ele acha m esm o que vai m e ensinar algum a coisa.
Banco a tím ida e desorientada, correndo os olhos pelos tacos com o se fossem livros num a prateleira, e finalm ente pego um . Corro as m ãos por ele e o seguro com o se fosse bater num a bola, para senti-lo. Sei que pareço um a loura burra fazendo isso, m as é exatam ente a im pressão que quero causar.
— Acho que este serve — digo, dando de om bros.
Andrew organiza as bolas com o triângulo, trocando lisas por listradas até conseguir a sequência certa, e depois as desliza sobre a m esa, colocando-as na posição.
Cuidadosam ente, tira o triângulo e o guarda num com partim ento debaixo da m esa.
Ele balança a cabeça.
— Quer espalhar?
— Não, espalha você.
Só quero vê-lo todo sexy , concentrado e debruçado sobre a m esa.
— Tá. — Andrew posiciona a bola branca. Ele dem ora alguns segundos passando giz na ponta do taco, e em seguida deixa o giz na borda da m esa. — Se você j á j ogou — diz, voltando para a posição da bola branca —, com certeza conhece o básico. — Ele aponta com o taco para a bola branca. — Obviam ente, você só bate na branca.
Isso vai ser engraçado, m as ele está m erecendo.
Balanço a cabeça.
— Se você j oga com as listradas, só pode encaçapar as listradas. Se você derrubar algum a lisa, só vai m e aj udar a ganhar.
— E a bola preta? — Aponto para a bola 8, perto do m eio.
— Se derrubar essa antes de todas as listradas — ele diz com ar som brio —, você perde. E se derrubar a bola branca, perde a vez.
— Só isso? — pergunto, passando giz na ponta do m eu taco.
— Por enquanto, sim — ele responde; acho que está m e poupando das outras regras básicas.
Andrew dá uns passos para trás e se debruça sobre a m esa, arqueando os dedos sobre o feltro azul e apoiando o taco estrategicam ente na curva do indicador. Ele desliza o taco para trás e para a frente algum as vezes, firm ando a m ira antes de parar e bater com força na bola branca, espalhando as outras por toda a m esa.
Bela tacada, am or, digo a m im m esm a.
Ele encaçapa duas bolas: um a listrada, outra lisa.
— O que vai ser? — pergunta.
— O que vai ser o quê? — Continuo bancando a burra.
— Lisas ou listradas? Te deixo escolher.
— Oh — digo, com o se tivesse acabado de entender —, tanto faz; acho que vou querer as bolas com listras.
Estam os fugindo um pouco do j eito certo de j ogar Bola 8, m as tenho certeza que ele está fazendo isso para m e facilitar.
Chega a m inha vez e eu ando ao redor da m esa, procurando a tacada perfeita.
— A gente vai cantar as j ogadas ou não?
Andrew m e olha intrigado — talvez eu devesse ter dito algo com o: posso bater em qualquer bola das m inhas? Com certeza ele ainda não sacou a farsa.
— Escolhe qualquer bola listrada que você acha que consegue derrubar e m anda ver.
Certo, pelo j eito ainda estou enrolando esse trouxinha.
— Peraí, a gente não vai apostar algum a coisa? — pergunto.
Ele parece surpreso, m as aí a surpresa se transform a em m aldade.
— Claro, o que você quer apostar?
— Minha liberdade de volta.
Andrew franze o cenho. Mas então seus lábios deliciosos se abrem num sorriso quando ele se dá conta de que, aparentem ente, não sei j ogar bilhar.
— Bom , fico m eio m agoado por você a querer de volta — ele diz, j ogando o taco de um lado para outro entre as m ãos, com o cabo apoiado no chão —, m as, claro, eu topo.
Quando penso que o acordo está feito, ele acrescenta, erguendo um dedo: — Só que, se eu ganhar, vou poder elevar esse negócio de fazer-tudo-que-eu-m andar para um novo nível.
É m inha vez de erguer um a sobrancelha.
— Com o assim , um novo nível? — pergunto, olhando para o lado, desconfiada.
Andrew apoia o taco na m esa e as m ãos na borda, debruçando-se para a luz. Seu sorriso intenso, só a intenção por trás dele, faz um calafrio percorrer m inhas costas.
— Vai apostar ou não vai? — ele pergunta.
Consigo ganhar, tenho certeza, m as agora ele m eio que m e deixou apavorada. E se ele for m elhor no bilhar e eu perder, e acabar tendo que com er baratas ou botar a bunda pelada pra fora da j anela do carro? Era esse tipo de coisa que eu queria evitar que ele m e obrigasse a fazer — nunca esqueci o que ele disse: a gente faz isso depois. Claro que posso m e recusar a obedecer qualquer ordem ; Andrew m e garantiu isso antes que partíssem os do Wy om ing, m as tudo o que quero é evitar essa situação desde o princípio.
Ou... peraí... e se for algum a coisa sexual?
Ah, agora j á topei... quase espero que ele ganhe.
— Fechado.
Ele dá um sorriso m alicioso e se afasta da m esa, levando o taco.
Um grupinho de caras e duas garotas acabaram o j ogo na m esa ao lado, e alguns com eçaram a acom panhar o nosso.
Me debruço sobre a m esa, posiciono o taco praticam ente da m esm a form a que Andrew, deslizo-o para a frente e para trás através dos dedos algum as vezes e bato bem no m eio da bola branca. A 11 bate na 15, e a 15 bate na 10, derrubando as duas na caçapa do canto.
Andrew fica m e olhando, com o taco apoiado verticalm ente entre os dedos à sua frente.
Ele ergue a sobrancelha.
— Isso foi sorte de principiante ou você tá m e enrolando?
Sorrio e vou para o outro lado da m esa calcular m inha próxim a tacada. Não respondo.
Dou só um sorrisinho e m antenho os olhos na m esa. Escolhendo de propósito o ângulo m ais próxim o de Andrew, m e curvo sobre a m esa na frente dele (discretam ente olhando para baixo para verificar se m eus peitos não estão aparecendo para os caras que estão bem na m inha frente) e avalio a tacada, antes de m eter a 9 com força na caçapa do m eio.
— Você tá m e enrolando — Andrew diz atrás de m im — e m e provocando.
Eu m e endireito e passo o olhar sorridente por ele enquanto vou para o outro lado da m esa.
Erro a tacada de propósito. A disposição das bolas está quase perfeita e eu poderia até ganhar facilm ente, m as não quero que sej a fácil.
— Ah, não, gata — ele reclam a, se aproxim ando —, nada dessa bobagem de ficar com peninha; você podia ter derrubado a 13 fácil.
— Meu dedo escorregou. — Olho para ele tim idam ente.
Ele balança sua cabeça linda para m im e estreita os olhos, sabendo m uito bem que estou m entindo.
Finalm ente, j ogam os a sério: ele encaçapa três bolas im pecavelm ente, um a tacada atrás da outra, antes de errar a 7. Eu enfio m ais um a. Aí ele derruba outra. Nos revezam os assim , estudando com cuidado cada j ogada, m as am bos errando de vez em quando para prolongar o j ogo.
Agora é pra valer. É m inha vez de j ogar, e as únicas bolas na m esa são a 4 dele, a branca e a 8. A 8 está uns 15 centím etros longe dem ais para um a tacada perfeita em qualquer um a das duas caçapas de canto, m as sei que posso fazê-la bater na borda do outro lado e voltar para cair na caçapa central da esquerda.
Mais dois caras com eçaram a assistir, sem dúvida por causa do m odo com o estou vestida (eu os ouvi com entando sobre m eus “peitos e bunda” o tem po todo, especialm ente quando m e abaixo para j ogar), m as não perm ito que eles m e distraiam .
Porém , j á notei que Andrew olha m uito para eles, e m e excita saber que ele está com ciúm e.
Aponto a m esa com o taco e canto a j ogada: — Caçapa da esquerda.
Dou a volta e m e agacho ao nível da m esa para ver se o ângulo está certo. Me endireito e verifico o ângulo da branca e da 8 de novo por outra perspectiva, e então m e debruço sobre a m esa. Um . Dois. Três. No quarto vaivém do taco, bato suavem ente na branca e ela bate na 8 no ângulo certinho, m andando-a para a borda direita, onde ela bate e corre alguns centím etros, caindo im pecavelm ente na caçapa esquerda.
Os poucos caras assistindo do outro lado fazem vários sons de em polgação contida, com o se eu não pudesse ouvi-los.
Andrew está na outra ponta da m esa, sorrindo largam ente para m im .
— Você é boa, gata — diz, organizando as bolas de novo. — Acho que você tá livre agora.
Não posso deixar de notar que ele parece um pouco triste com isso. Seu rosto pode estar sorrindo, m as ele não consegue esconder a decepção dos olhos.
— Não, não — digo —, só quero ficar livre de com er baratas ou botar a bunda na j anela do carro... Até que gosto de você no controle do resto.
Andrew sorri.