Geriatria: Guia Prático
19 Síndromes Demenciais
Introdução
As síndromes demenciais são caracterizadas por declínio cognitivo persistente que interfere no desempenho profissional ou social do indivíduo. Observa-se um declínio em relação ao nível prévio, que decorre do comprometimento de pelo menos duas funções cognitivas (memória, linguagem, praxias, gnosias, orientação espacial, capacidade de abstração e funções executivas) ou do comportamento.
Diagnóstico
Para se estabelecer o diagnóstico, é fundamental um histórico clínico detalhado, com o objetivo de identificar a cronologia e a velocidade das perdas cognitiva e funcional do indivíduo, bem como possíveis diagnósticos diferenciais.
Exame neurológico completo é importante para se desvendarem possíveis causas do
comprometimento cognitivo.
Testes de rastreio cognitivo contribuem para avaliar qual função cognitiva está afetada
e para acompanhar a evolução do quadro. Existem diversos testes de rastreio, mas recomenda-se a utilização de três deles em um primeiro momento: miniexame do estado mental (MEEM), teste de fluência verbal (FV) e teste do desenho do relógio (TDR). Outras escalas de avaliação de funcionalidade são importantes para caracterizar a perda funcional ao longo da evolução da doença, como escala de atividades básicas da vida diária (Katz), escala de atividades instrumentais da vida diária (Lawton), escala de Pfeffer,
FAST, entre outras. Os testes e as escalas citados encontram-se no Capítulo 1, Avaliação da Capacidade Funcional, que trata do assunto mais detalhadamente. Em alguns casos, pode ser necessária uma avaliação mais minuciosa, devendo ser realizado um teste neuropsicológico amplo.
Os exames de imagem podem ser tomografia computadorizada (TC) ou ressonância
magnética (RM). A coleta de liquor e a realização de eletroencefalograma devem ser exceção, a depender da suspeita clínica. Os exames imprescindíveis são os seguintes:
■ Hemograma completo
■ Ureia e creatinina
■ Proteínas totais e frações
■ Enzimas hepáticas
■ T4 livre e hormônio tireoestimulante (TSH) ■ TC ou RM de crânio
■ Glicemia
■ Vitamina B12
■ Cálcio sérico
■ Sorologia para sífilis
■ Sorologia para o vírus da imunodeficiência humana (HIV).
Diagnósticos diferenciais
◢ Comprometimento cognitivo leve . Caracteriza-se quando não existe
comprometimento funcional. Alguns casos podem evoluir para demência ao longo do tempo e outra parte permanece com comprometimento cognitivo leve. Grupos que estudam a demência na doença de Alzheimer (DA) têm investigado os fatores de risco ou predisponentes para evolução desfavorável para demência, mas ainda não há conclusões que possam ser aplicadas na prática clínica.
◢ Depressão (pseudodemência). Deve ser tratada com antidepressivos, e deve-se
acompanhar o quadro cognitivo. Em alguns casos, pode ser um sintoma inicial de alguma síndrome demencial.
◢ Delirium. Início agudo e curso flutuante, de origem multifatorial e potencialmente
reversível. Devem ser tratadas as causas. Esse assunto será abordado no Capítulo 17 deste livro.
Classificação
As síndromes demenciais manifestam-se na presença ou ausência de comprometimento estrutural do sistema nervoso central.
Quando não há comprometimento estrutural do sistema nervoso central, ou seja, as
causas são tóxicometabólicas, observam-se:
■ Hipotireoidismo
■ Uso abusivo de medicamentos e drogas ■ Insuficiências renal, hepática, cardíaca ■ Deficiência de vitamina B 12.
Na presença de comprometimento estrutural do sistema nervoso central, observam-se:
■ Demências primárias:
• Doença de Alzheimer
• Demência frontotemporal (DFT) • Demência com corpos de Lewy
• Doença de Parkinson
• Doença de Huntington
• Paralisia supranuclear progressiva
■ Demências secundárias:
• Doença cerebrovascular
• Tumores
• Hidrocefalia
• Infecções.
Características
A Tabela 19.1 resume as síndromes demenciais, suas principais características, as alterações observadas nos exames de imagem e o tratamento recomendado para cada uma delas.
Estadiamento clínico
O estadiamento clínico das demências (CDR, do inglês clinical dementia rating) pode ser
visto na Tabela 19.2.
Tratamento
Tratamento farmacológico
Os medicamentos recomendados para o tratamento estão listados na Tabela 19.3.
Tratamento não farmacológico
Além do tratamento medicamentoso, os pacientes com demência se beneficiam de uma abordagem multiprofissional, com estimulação cognitiva, terapia ocupacional, acompanhamento fonoaudiológico e fisioterapia. É imprescindível uma abordagem social e familiar para estruturação de uma adequada rede de cuidados.
Tabela 19.1 Principais características das síndromes demenciais.
Demência Principais Neuroimagem Tratamento
características
Doença de Perda de memória com RM com atro a Inibidores da
Alzheimer (DA) início insidioso, progressão hipocampal, atro a acetilcolinesterase (leve a
gradual e perda de desproporcionada nos moderada)
uência das palavras. lobos temporal medial,
Antagonista NMDA
Prejuízo no aprendizado e basal e lateral e córtex
(moderado a avançado)
na retenção de parietal medial. PET com informações recentes Estimulação cognitiva FD glicose com
hipocaptação no córtex
Causa mais frequente de
temporoparietal
demência
Demência vascular Início pode ser insidioso ou Múltiplas imagens de Controlar fatores de risco
agudo isquemia e/ou lesões na cardiovasculares
substância branca
Progressão gradual ou em Cogitar uso de inibidores
subcortical
degraus da acetilcolinesterase
Quadro clínico variável,
conforme localização do
evento vascular
Demência Início insidioso e Atro a do lobo Inibidores seletivos de
frontotemporal progressão rápida (3 a 4,5 frontotemporal bilateral à recaptação de serotonina
(DFT)(variante anos) e contínua. Início RM, aparece em fases mais (primeira linha)
comportamental) precoce avançadas da doença
Antagonista NMDA
Alterações signi cativas no Áreas de hipoperfusão na
Agonista serotoninérgico
comportamento: apatia, região ventromedial
(trazodona)
desinibição, ausência de frontal no SPECT podem crítica, perda de empatia, Metilfenidato e ser vistas antes da atro a compulsão, hiperfagia e antipsicóticos podem ser à RM
hiperoralidade cogitados para controle
de sintomas
Disfunção executiva e
re exos primitivos podem
estar presentes
Afasia progressiva Início insidioso e curso Acometimento Terapia fonoaudiológica
não uente variável. Início tardio. frontoinsular esquerdo e
Cogitar uso de inibidores
(variante da DFT) Memória preservada. gânglios da base
da acetilcolinesterase
Anomia, afasia, disartria
(galantamina)
com compreensão
relativamente preservada
Alterações de
comportamento podem
estar presentes em fases
tardias
Demência Início insidioso, curso Acometimento temporal Inibidores seletivos da
semântica ou DFT progressivo médio e inferior recaptação de serotonina
Compreensão prejudicada, Cogitar uso de inibidores
anomia e agnosia visual da acetilcolinesterase
estão presentes. Discurso é (galantamina)
uente, com substituição
de palavras
Frieza emocional
Demência na Início insidioso. Em geral, Exames de neuroimagem Inibidores da
doença de sintomas cognitivos funcional (PET, SPECT, RM) acetilcolinesterase
Parkinson aparecem anos após os mostram de ciência
Antagonista receptor
sintomas motores dopaminérgica no circuito
NMDA
frontoestriatal e
Comprometimento motor
degeneração das vias
decorrente da doença de
colinérgicas
Parkinson. Di culdade de
planejamento e uência Acometimento subcortical verbal
Depressão é comum
Cerca de 1/3 dos pacientes
com doença de Parkinson
evolui para quadro
demencial
Demência com Início insidioso, progressão RM: moderada atro a no Prevenção de quedas e
corpos de Lewy gradual e contínua. hipocampo (menos hipotensão postural e
Moderada perda de intensa que na DA) correção de dé cits memória recente, sensoriais
SPECT e PET: hipocaptação
utuações na atenção,
de glicose nas regiões Inibidores da
perda das habilidades
parietal e occipital acetilcolinesterase
visuoespaciais e da
uência verbal. Hipocaptação de F- (donepezila e
Alucinações e depressão uorodopa no núcleo rivastigmina) são comuns. Sintomas estriado tem alta Levodopa + motores parkinsonianos sensibilidade e carbidopa/benserazida
especi cidade
são frequentes. História de (30 a 50% melhoram
quedas frequentes sintomas motores)
Distúrbio do sono REM Antipsicóticos atípicos
presente em 85% dos em caso de alucinações e
pacientes psicose graves (usar com
cautela)
Sintomas cognitivos
precedem os sintomas Memantina – poucos
motores em cerca de 12 estudos meses
Paralisia Início insidioso, progressão Atro a do tronco cerebral Exercícios, prevenção de
supranuclear gradual e contínua. (variável) quedas
progressiva Moderada perda de
Tratar sintomas
memória, perda da
parkinsonianos
atenção seletiva e da
uência verbal. Apatia e
desinibição frequentes
Instabilidade postural com
quedas frequentes desde o
início do quadro
Paralisia do olhar
supranuclear vertical é
muito característica
Disfagia é frequente
Hidrocefalia de Início insidioso, curso Alargamento dos Punção lombar pode
pressão normal variável e potencialmente ventrículos (lateral, aliviar sintomas e auxiliar
reversível se o tratamento terceiro e quarto) e edema no diagnóstico for precoce periventricular. Dilatação
O tratamento de nitivo é
ventricular
derivação ventricular
desproporcional ao grau
Memória pouco de atro a cerebral. RM comprometida. Marcha com estudo de uxo com base alargada e liquórico desequilíbrios
Incontinência urinária.
Alteração da marcha é o
primeiro sinal
Síndrome de Início agudo, progressão Atro a dos núcleos da Abstinência alcoólica e
Wernicke- gradual base e do diencéfalo. controle do
Korsakoff Atro a frontotemporal em comportamento
Memória recente
estágios mais avançados (ambiental e
declarativa e remota
farmacológico)
comprometidas. Atenção,
abstração e crítica
prejudicadas;
confabulação, perda de
habilidades visuoespaciais
Marcha comprometida.
Alterações de
personalidade e
comportamento
inapropriado. História de
uso abusivo de álcool
Doença priônica – Início insidioso, progressão RM: sinal do arco-íris Não existe tratamento
Doença de contínua e rápida cortical, hiperintensidade especí co
Creutzfeldt-Jakob em gânglios da base
Apatia, labilidade Tratamento de suporte
emocional, perda de EEG: atividade periódica apetite e alterações de de alta frequência sono, de re exos e
LCR com proteína 14-3-3
coordenação; mioclonias,
sintomas parkinsonianos.
Memória geralmente
preservada
Demência Normalmente tardia no Atro a cerebral com Terapia antirretroviral
decorrente do HIV curso da doença. Apatia, signi cativa alteração da
Antidepressivos
depressão e alucinações. substância branca Di culdade na resolução Tratamento e prevenção periventricular. PET com
de problemas, desatenção, de doenças oportunistas hipometabolismo cortical
alentecimento de
processamento
Hiper-re exia,
movimentos oculares
anormais, aumento do
tônus motor, clônus,
tremor e ataxia
Neurossí lis Muitos anos após infecção, RM: áreas de infarto Penicilina G: 3 a 4
curso variável, lacunar milhões de U por via potencialmente reversível intravenosa, a cada 4 h
TC: atenuação da
por 10 a 14 dias
Sintomas cognitivos substância branca, variáveis. Ataxia pode principalmente nos lobos Previne progressão da estar presente. frontais e nas regiões doença, mas não reverte Alucinações, alterações de periventriculares, lesões estruturais personalidade e de humor associada a alargamento cerebrais já instaladas
de sulcos corticais e
dilatação ventricular
Sorologia no liquor
elevada
Hipotireoidismo Insidioso, potencialmente TC e RM normais Hormônios tireoidianos
reversível. Humor
depressivo, labilidade SPECT com emocional, insônia, hipometabolismo alentecimento da frontotemporoparietal velocidade de
pensamento, dé cit de
memória, atenção e
alterações visuoespaciais
De ciência de B12 Início insidioso, RM com alterações na Suplementação de
potencialmente reversível. substância branca vitamina B12, que pode Neuropatia periférica, ser associada à alterações de humor como suplementação de ácido
depressão, psicose e fólico e niacina mania. Alentecimento,
Reposição raramente leva
perda de memória e
à reversão completa do
di culdade de
quadro cognitivo
concentração. Alterações
da marcha, propriocepção
e atro a óptica estão
presentes
RM: ressonância magnética; PET: tomografia por emissão de pósitrons; PET com FD: tomografia por emissão de pósitrons, utilizando fluordesoxiglicose; NMDA: N-metil-D-aspartato; DFT: demência frontotemporal; SPECT: (tomografia computadorizada por emissão de fóton único, do inglês single photon emission computed tomography); EEG: eletroencefalograma; LCR: líquido cefalorraquidiano; TC: tomografia computadorizada.
Tabela 19.2 Estadiamento clínico das demências.
Dano Nenhum (0) Questionável Leve (1) Moderado Grave (3)
(0,5) (2)
Memória Sem perda de Esquecimento Perda de Perda grave de Perda de
(M) memória ou constante, memória memória, memória
perda leve e recordação moderada, apenas grave. Apenas inconstante mais para assunto
parcial de eventos altamente fragmentos eventos recentes, aprendido é são recordados
atrapalha as recordado atividades da
vida diária
Orientação Completa Completamente Di culdade Di culdade Orientado
orientação orientado, com moderada em grave em apenas em
leve di culdade relação ao relação ao relação a em relação ao tempo, tempo, quase pessoas tempo orientado em sempre
áreas desorientado familiares no espaço
Julgamento Resolve Di culdade leve Di culdade Di culdade Incapaz de
e solução de problemas para solucionar moderada séria para lidar fazer
problemas diários, como os problemas, para lidar com julgamento ou
nanceiros; similaridades e com problemas, resolver
julgamento diferenças problemas, similaridades problemas preservado similaridades e diferenças,
e diferenças, julgamento julgamento social social dani cado mantido
Relações Função Leve Não é Não há Não há
comunitárias independente di culdade independente independência independência
em trabalho, nessas tarefas nessas fora de casa, fora de casa, compras e atividades, mas parece parece doente grupos sociais parece bem o o bastante
normal a uma bastante para para ser inspeção ser levado levado fora de casual casa
para fora de
casa
Lar e Vida em casa, Vida em casa, Prejuízo Apenas tarefas Sem função
passatempos passatempos e passatempos, suave em simples são signi cativa
interesses interesses tarefas em preservadas, em casa intelectuais intelectuais casa, tarefas interesses bem mantidos levemente mais difíceis, muito restritos
prejudicados passatempos e pouco
e interesses mantidos abandonados
Cuidados Completamente Completamente Necessita de Requer Muita ajuda
pessoais capaz de cuidar capaz de cuidar ajuda assistência para cuidados
de si de si para se vestir e pessoais,
para higiene incontinências
frequentes
Cada uma das seis categorias deve ser classificada como: 0 (nenhuma alteração); 0,5 (questionável); 1 (demência leve); 2 (demência moderada); 3 (demência grave). A categoria “Memória” é considerada principal, ou seja, com maior significado, e as demais categorias são secundárias. CDR = M se outras três categorias secundárias forem iguais a M. Se três ou mais categorias estiverem abaixo ou acima de M, CDR = escore da maioria das categorias.
Adaptada de Morris (1993) e Montaño e Ramos, 2005.
Tabela 19.3 Principais medicamentos para tratamento das síndromes demenciais.
Classe Medicamento Características Posologia Efeitos
adversos
Inibidores da Rivastigmina Inibidor da Iniciar com 1,5 Náuseas e
acetilcolinesterase* acetilcolinesterase mg, de 12 em 12 vômitos,
Comprimidos de
– aprovados para e da h; aumentar bradicardia.
1,5 mg, 3 mg, 4,5
tratamento da DA butirilcolinesterase gradualmente até Atenção a
mg e 6 mg
leve a moderada 6 mg de 12 em 12 pacientes com
Solução oral e h adesivo
transdérmico insu ciência Adesivo 4,6 mg ou
9,5 mg a cada 24 renal e hepática
h
Donepezila Inibidor especí co Iniciar com 5 mg à Náuseas,
e reversível da noite e aumentar vômitos, diarreia,
Comprimidos de
acetilcolinesterase para 10 mg após 4 alterações de
5 e 10 mg
semanas sono, fraqueza,
bradicardia e
incontinência
urinária
Galantamina Inibidor reversível Iniciar com 8 mg e Náuseas, diarreia,
da aumentar dor abdominal,
Comprimidos de
acetilcolinesterase gradualmente bradicardia e
liberação
sonolência
prolongada de 8 Dose mg, 16 mg e 24 recomendada: 16 mg e 24 mg
Moduladores da Memantina Antagonista Iniciar com 5 a 10 Sonolência,
NMDA: aprovados dependente da mg e aumentar confusão, cefaleia
Comprimidos de
para tratamento da voltagem, não progressivamente e incontinência
10 mg
DA moderada a competitivo de até 10 mg de 12
Atenção a
avançada receptor NMDA em 12 h
pacientes com
insu ciência
renal e epilepsia
*Deve-se tentar alcançar a dose máxima e iniciar o mais precocemente possível. NMDA: N-metil-D-aspartato; DA: doença de Alzheimer.
Considerações finais
Cada síndrome demencial apresenta quadro clínico, evolução e fisiopatologia diferentes e, portanto, exige tratamento e abordagens distintos. É fundamental considerar os diagnósticos diferenciais para melhor compreensão do quadro e do cuidado com o paciente.
Em geral, as demências são progressivas e levam a quadros limitantes na maior parte
dos casos. Desse modo, é importante apoio aos cuidadores e orientação quanto à progressão da enfermidade. Deve-se, em qualquer fase da doença, priorizar a qualidade de vida dos pacientes e facilitar o cuidado pelos familiares ou cuidadores.
Bibliografia
Albert MS et al. The diagnosis of mild cognitive impairment due to Alzheimer’s disease: Recommendations
from the National Institute on Aging-Alzheimer’s Association workgroups on diagnostic guidelines for Alzheimer´s disease. Alzheimer’s & Dementia. 2011; 7:270-9.
Almada Filho CM et al. Manual do residente da Universidade Federal de São Paulo – Geriatria. São Paulo:
Roca, 2012. p. 147-56.
Barros AM et al. Neurossífilis – Revisão clínica e laboratorial. ArquiMed. 2005; 19(3):121-9. De Freitas IV, Py L. Tratado de geriatria e gerontologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011. p.
153-255.
Ghezzi L, Scarpini E, Galimberti D. Disease modifying drugs in Alzheimer´s disease. Drug Design,
Development and Therapy. 20123; 7:1471-9.
Halter JB th et al . Hazzard’s geriatric medicine and gerontology . 6 ed. New York: McGraw-Hill, 2009. p. 751-
65; 797-811; 813-32.
Hanagasi HA et al. Neuroimaging, biomarkers, and management of dementia with Lewy bodies. Frontiers in
Neurology. 2013; 4:1-4.
Kaye ED et al. Frontotemporal Dementia and Pharmacologic Interventions. J Neuropsychiatry Clin Neurosci.
2010; 22(1):19-29.
Lima-Silva TB et al. Functional Status in Behavioral Variant Frontotemporal Dementia: A Systematic Review.
Bio Med Research International. 2013; 1-7.
McKhann GM et al. The diagnosis of dementia due to Alzheimer’s disease: Recommendations from the
National Institute on Aging Alzheimer’s Association workgroups on diagnostic guidelines for Alzheimer’s disease. Alzheimer’s & Dementia. 2011; 7:263-9.
Montaño MBMM, Ramos LR. Validade da versão em português da Clinical Dementia Rating. Rev. Saúde
Pública. 2005; 39(6):912-7.
Morris JC. The Clinical Dementia Rating (CDR): current vision and scoring rules neurology. 1993; 43:2412-
14.
Nitrini R, Bacheschi LA. A neurologia que todo médico deve saber. 2. ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 2003. p.
323-34.
Piguet O et al. Behavioural-variant frontotemporal dementia: diagnosis, clinical staging, and management.
Lancet Neurol. 2011; 10:162-72.
Ray JN, Strafella AP. The Neurobiology and Neural Circuitry of Cognitive Changes in Parkinson´s Disease
Revealed by Functional Neuroimaging. Movement disorders. 2012; 27(12):1484-92.
Small G, Bullock R. Defining optimal treatment with cholinesterase inhibitors in Alzheimer´s disease.
Alzheimer´s & Dementia. 2011; 7:177-84.
Weder ND et al. Frontotemporal Dementias: A review. Annals of General Psychiatry. 2007; 6:15.
OceanofPDF.com