Milton Neves: uma biografia

André Rosemberg · Capítulo 10 de 22

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Milton Neves: uma biografia

A adolescência: Meu primeiro microfone

Adolescência:

meu primeiro

microfone

 

O futebol, como se viu, passou a fazer parte integrante da minha vida: respirava-o pelo rádio, decorava-o pelas páginas da Gazeta Esportiva, cuja assinatura meiava com Ivonaldo Vieira “do Banco” (na verdade, ele bancava 99% do valor) e, mesmo no Grupo Escolar, apesar de bom aluno, devaneava, rabiscando nos cadernos de Matemática, História e Inglês, a escalação daqueles escretes mágicos e o escudo do glorioso Santos Futebol Clube. Hábito esse que me acompanhou durante o ginásio, o colegial e até, vejam vocês, nos bancos da Faculdade Objetivo.

Ainda assim, a perspectiva de fazer do futebol meu ganha-pão era tão remota

quanto a de virar astronauta. Em Muzambinho, o futuro se materializava num bom emprego público, na Petrobras ou no Banco do Brasil; no máximo, para os mais abastados ou intelectualmente avantajados, um ofício mais nobilitado a ser exercido em Belo Horizonte, São Paulo ou Rio de Janeiro: Medicina, Odontologia, Direito. Entretanto, era o rumo mais humilde que minha vida tomava na adolescência.

Ainda mais que, adolescente, me tornei um rapaz meio macambúzio,

entristecido – reservado, por assim dizer. Havia muita pressão sobre os jovens. E, confesso, eu não me via dotado de qualquer habilidade em particular: órfão de pai, sem posses, sem casa bonita, uma nulidade esportiva, um péssimo pé-de-valsa, não arranhava nenhum instrumento, o que me impedia, inclusive, de participar da Fanfarra do Delega.

Aliás, o Delega e sua fanfarra merecem um parágrafo à parte, uma vez que, a

exemplo de uma fotografia esquecida na gaveta, reforçam o sépia de um tempo que nos parece mais distante do que os cinquenta anos que efetivamente se passaram.

Marcio Vieira Gomes era soldado da Polícia Militar. Casado com d. Zilda,

assumiu o cargo de delegado após se aposentar, donde deriva seu apelido. Em Muzambinho, dado a seus dotes militares, se tornou também professor de Educação Física, posto a partir do qual arrancava o couro da molecada. Sua filosofia ensinava que a disciplina física era tão importante quanto os predicados intelectuais.

Delega tinha outras paixões: adorava um jogo de baralho e queimava o pulmão

com os indefectíveis Lincoln, sem filtro. Mas, no fundo, se derretia mesmo pelo Vasco de 1929. O orgulho pelo time da Colina era tamanho que ele escambava com a molecada a escalação do escrete sensação em troca da dispensa da aula de “física”, como se dizia na época. Muito desafeito a exercícios de qualquer natureza (burramente!), e amante incondicional do futebol, eu logo decorei o onze vascaíno, que formava com Jaguaré, Brilhante e Itália; Tinoco, Fausto e Mola; Russinho, Pascoal, 84, Mario Matos e Santana.

Além de organizar a fanfarra, o Delega era técnico dos times de futsal e futebol

de campo do Colégio Estadual Salatiel de Almeida nos épicos confrontos contra os alunos da Escola Agrotécnica. Naquela beirada de fim de mundo, para os moleques de Muzambinho, cevados de hormônio, o primeiro sabor da vida adulta se sentia no amargo da cerveja, no travo do cigarro e nas disputas contra os rivais da Agrotécnica. Nós, bugres, filhos da terra; eles, viajados, oriundos de várias partes do Brasil.

E a luta que avultava era assimétrica: como equilibrar os parcos recursos

municipais com o orçamento federal que forrava a Agrotécnica? Se no material humano, a disputa podia se equilibrar na base do brio muzambinhense, no que concerne os bens materiais, a competição se mostrava injusta. Principalmente quando o assunto era a fanfarra. A nossa, bravamente regida pelo Delega, capengava com instrumentos velhos e alquebrados; a deles, reluzia com taróis, pratos, bumbos, tubas e toda a parafernalha estalando de nova.

Resultado: o espírito vira-lata se abatia sobre os meninos de Muzambinho.

Perdíamos na bola, na música e no galanteio, uma vez que as moças locais, em plena puberdade, se ouriçavam com a corte novidadeira dos meninos de fora. A nós, restava roer o osso...

Para mim, a derrota era mais doída. Eu, a imagem escarrada do “João Bosta”.

Minha primeira namorada, Maura Alves, atualmente dentista na região do ABC, me largou por insistência do pai, o fazendeiro Vitor Alves, que não enxergava no possível futuro genro, em seus verdoengos 17 anos, um arrimo promissor.

Ainda por cima, engordei na puberdade, a ponto de ter sido alcunhado de

Milton Bolão – Mirtinho Bolão, segundo o sotaque local. Os quilos a mais foram cevados por doses cavalares de Emulsão de Scott, à base de fígado de bacalhau, elixir que nauseou um sem-número de crianças nos anos 60 (até hoje a lembrança do gosto me enjoa). Sem falso drama, a mim restaria, pelo resto da vida, enfrentar o tédio muzambinhense, sem dinheiro ou namorada, até encontrar um emprego decente, mas modesto.

E foi justamente quando atravessava esse compasso sensaborão que fui

apanhado por uma das grandes coincidências que vieram a mudar minha vida: o dia em que empunhei meu primeiro microfone. O fato incidental, quase absurdo, merece um preâmbulo “sociológico”, por assim dizer, principalmente pensando nos meus leitores mais jovens que nunca ouviram falar do footing, uma verdadeira instituição do interior brasileiro do século passado (e o tempo paaaaaassa, diria Fiori Giglioti). Sem a sofisticação do estrangeirismo, em Muzambinho denominávamos a prática de “passeio”, que os janotas da capital conhecem por calçada. Mas o princípio é o mesmo.

Nas cidades miúdas da nossa “hinterlândia”, não havia muito para se fazer:

cinema, baralho, futebol e jogar prosa fora. Ao contrário dos dias de hoje, os encontros amorosos eram tímidos, pudicos, quase envergonhados: namorava-se à distância, sob supervisão familiar, no portão. Os flertes, bastante discretos, eram iniciados durante o tal do footing. Em Muzambinho, o ritual tinha lugar na avenida Avenida Doutor Américo Luz: de um lado da calçada caminhavam os rapazes; pelo outro lado, em sentido oposto, desfilavam as moças. No fim do logradouro, a passeata recomeçava – homens vindo, mulheres indo. Nesse vaivém, olhares discretos se cruzavam, noivados eram semeados e mesmo futuros casamentos ensaiados. Na cidade, o movimento fervia, principalmente, às quintas-feiras à noite e aos sábados, quando havia sessão no Cinema do Hugo. O Cinema do Hugo, aliás, foi o único cinema do mundo que suspendia, das sessões seguintes, os meninos que se comportavam mal. Era a suspensão dos capetas!

Pois, foi numa noite de cinema, em meados da década de 1960, que deixando a

sessão mais cedo, eu e mais dois amigos – Beto do Correio e Roberto Gaspar – seguimos pela avenida no embalo do footing. Quando passávamos diante do Cinema da Irma, desativado àquela altura, uma das portas se abriu e de lá saiu um cara esbaforido, fumando um Lincoln sem filtro. Benedito Dino era seu nome. Posso parecer pedante, mas nesse momento Deus apontou para mim. Meu destino estava traçado. E vou explicar por quê. De cigarro na boca, ele me chamou: “Mirtinho, vem cá, vem cá...”. Esse foi o mais potente chamado que recebi na vida.

Dito Dino estava armado de um microfone, daqueles minguadinhos. O cenário

meio mambembe era todo improvisado: uma pilha de tijolos e um resto de porta atravessado, fazendo as vezes de mesa. Havia também um emaranhado de fios e um amplificador. Estavam montando o aparato sonoro que anunciaria a quermesse a ser realizada na cidade no fim de semana: o famoso teste do “alô, alô, um, dois, três”. A coincidência reside aí: por que eu? Qualquer um poderia ter sido escolhido para proeza tão irrisória. Afinal, perambulava pela praça o povaréu de Muzambinho; em minha companhia, caminhavam mais dois colegas. Então repito, por que Dito Dino abriu a portona do cinema justamente no momento em que eu passava? Por que, em meio à barafunda da noite de cinema, ele apontou o dedo para mim e me elegeu?

Não posso negar que fiquei meio sem jeito: afinal, não tinha a menor ideia do

que dizer ao microfone. Por fim, li o cartaz que anunciava a festa: “Vamos ajudar a reformar a Igreja de São José. A quermesse vai ser boa, etc., etc.”. Quando terminei o texto, entreguei o microfone como se fosse uma cobra. Queria ficar logo livre daquilo. Todo o episódio não durou mais do que um minuto e meio.

Nós três, então, voltamos à nossa trivialidade interiorana quando um deles

comentou: “É, Mirtinho, você tem voz boa, hein?”. Qualidade confirmada prontamente pelo outro. Eu repliquei: “Ah, que voz boa nada”. Mais alguns passos, e a mesma ladainha, dessa vez da parte de três garotas: “Ei, Mirtinho, você fala bem mesmo, parabéns!”. Resultado: fiquei todo “metidão”. Seria mesmo verdade? Ou o pessoal estava me caçoando? Voltei ao cinema desativado. Me deu comichão de falar mais um pouco, mas a ousadia foi prontamente denegada. Lembro como se fosse hoje: nos alto-falantes estava tocando Oferenda, de Altemar Dutra. Na minha mineirice, insisti e insisti. Ao término da canção, Dito Dino, a contragosto, me passou o microfone. Não me fiz de rogado, armei bem a panca, empostei a voz e caprichei com toda a minha inocência: “Vamos ajudar a nossa igreja, vamos comprar os ingressos para a quermesse, pois terá leilão de frango cheio, leitoa, de meia leitoa, leitoa inteira, compareçam”. Por incrível que pareça, recebi ainda mais elogios. Essa é a história do início da minha carreira: uma grande zebra, uma grande coincidência... divina.

Depois dessa experiência, tive outros contatos fugazes com o microfone. Fui

contratado como Mestre de Cerimônia de alguns (raros) eventos, em que apresentava Sessões Literárias e bailes de formatura. Minha primeira incursão “profissional” numa rádio se deu algum tempo depois, na indefectível Continental de Muzambinho.

No ano de 1967, em vista da inexistência de uma emissora local, um grupo de

amigos – Benedito Dino, Paulo Ferreira de Carvalho, William Peres Lemos e Zé Antonio Araújo, que trabalhou na Rádio Continental do Rio de Janeiro – resolveu montar uma rádio, a Rádio Continental, que funcionava na clandestinidade, pois não tinha concessão para ir ao ar. A emissora foi muito importante na região, com uma audiência extraordinária entre 1967 e 1969 (quando foi fechada), influindo até no resultado das eleições locais. Essa rádio revelou alguns expoentes da comunicação brasileira: além deste que vos escreve, modéstia à parte; começou a carreira na Rádio Continental Wellington de Oliveira, que já fez até telejornal na Rede Globo, e, hoje, é um dos grandes mestres de cerimônia do país.

Empunhando o “potente” microfone, fiz minha voz se tornar conhecida na

cidade. Com alguns meses de “trabalho”, passei a angariar alguma fama, por assim dizer. Disso eu dou um bom exemplo. Em 1967, na principal gincana de Muzambinho, entre as tradicionais equipes Azul e Vermelho, assumi o comando da primeira. A disputa se dava através de várias provas, inclusive uma competição entre locutores, valendo 50 pontos contra 10 pontos para outras modalidades. Era o mesmo esquema de “cidade contra cidade” do Silvio Santos. A equipe Vermelha levou Wellington Oliveira para me enfrentar. Ambos éramos locutores da Continental e a rixa se transferiu para a gincana.

Disputa com 80 anos de tradição, a gincana lotou a sala do cinema para o

embate de locutores, quando o placar indicava 5 a 5. Venci Wellington na leitura de texto recortado na hora do jornal. Foi, sem dúvida, uma das maiores alegrias da minha carreira.

Apesar do “sucesso” inicial (talvez o ápice da minha carreira eram as

transmissões da corrida de São Silvestre de Muzambinho, acompanhando os atletas de dentro do velho DKW Vemag, dirigido por Walter Cipriani Jr., filho do diretor do colégio da cidade), enfrentava resistências daqueles que não acreditavam na rádio local. Um deles era o hoje meu sogro, Hélio Magnoni, o Bibi, dono do Bar Pinguim, que ficava ao lado da emissora. Ali fazia minhas refeições rápidas (eufemismo para coxinha e guaraná), no intervalo dos programas.

Numa tarde de 1967, entrei no bar onde Bibi ouvia Hélio Ribeiro e seu Poder

da Mensagem. Encontrei o amigo Alencar Bernardes, que elogiou meu trabalho e sugeriu não empostar a voz. Foi o primeiro sábio conselho que recebi em minha carreira. Meu sogro, porém, desdenhou, dizendo que não ouvia “aquela rádio de bosta” de Muzambinho e jamais a trocaria pela Bandeirantes e seus locutores famosos. Eu também os tinha como ídolos e, mostrando uma segurança (um pouco temerária, confesso) emendei: “Um dia vou trabalhar na Bandeirantes”. Quando conseguiu parar de rir, minutos e minutos depois, Bibi troçou: “só se fosse para limpar a privada”. Sempre digo que gosto de frase feita (mas desde que seja frase bem feita): para meu sogro dedico aquela que diz que o “tempo é senhor da razão”.

Nessa época, já havia decidido seguir a carreira atrás do microfone. Apesar de

bom aluno no curso científico, o professor Roberto Bianchi, de Química, alertava a tia Antônia que eu já não me concentrava mais nas aulas. À Madrinha, comuniquei, então, minha decisão. Ela foi se acostumando com a ideia de ter o sobrinho radialista.

O meu debute de carreira, entretanto, mostrou-se malfadado. Durou menos que

os quinzes minutos regulamentares do intervalo de um jogo. A maldita política... Deu-se que pelo final dos anos 60, numa eleição municipal, em plena ditadura, o quarteto proprietário da rádio resolveu apoiar o candidato da oposição. Resultado: uma denúncia anônima bateu no ouvido dos agentes do DENTEL, a agência federal responsável pela regulação das emissoras de rádio. E sobrou para o pato aqui... Conto como foi.

Rádio clandestina, modesta, o sujeito tem que se virar. Moleque novo, eu era

pau para toda obra. Pelas manhãs, fazia as vezes de DJ, o famoso discotecário, no léxico do interior. Numa quarta-feira, chegam três homens engravatados com uma pasta grande: os fiscais do DENTEL. Numa ironia do destino, naquele exato instante tocava Mi Viejo, com Piero, a última música discotecada pela Continental. Já chegaram perguntando sobre o bendito cristal, que é aparelho-chave, responsável pela transmissão. Nunca mais a rádio entrou no ar.

Adolescente, em Muzambinho (agachado, à esquerda)

Diante do portão da extinta Rádio Continental, em Muzambinho, onde antes funcionara o

cinema da Irma. Essa porta abriu caminho na vida de Milton Neves

Vai cagar, Carlinho!

 

Nas rádios AM atuais, ao contrário das FMs, quem liga e desliga o microfone dos locutores é o operador. Em Muzambinho, lá nos idos de guaraná com rolha, quando iniciei minha carreira, também eram os operadores que manejavam o equipamento, acionando o botão. Só quando havia microfone de chavinha no estúdio, a incumbência ficava para o próprio locutor.

Eu suava o couro na Rádio Continental, contribuindo para o desenvolvimento da comunicação sul-mineira. Num sábado daquele mesmo ano, os quatro proprietários da rádio estavam radiantes, pois haviam adquirido equipamentos novos em Poços de Caldas, os quais seriam estreados naquele mesmo dia. A modernização aportara em Muzambinho... para a minha desgraça. Inexperiente, não gozava do devido entrosamento com o operador.

Aquele dia, quem estava na mesa de som era o Carlos Miguel Araújo, popular “Carlinho Boca de Véia”, que nas horas vagas jogava de médio-volante no time da cidade e atualmente usufrui da merecida aposentadoria como ex-funcionário da Petrobras, em Campinas. Naquele dia especial, a diretoria da rádio parava as pessoas no “centro nervoso” de Muzambinho, representado pela Avenida Doutor Américo Luz, e pedia encarecidamente para que colocassem seus aparelhos no prefixo da rádio, 1.130kw. A ideia era testar (e bazofiar) a potência dos novos equipamentos.

Num determinado momento, o operador-disk jockey pôs para tocar a música Do you wanna dance, de Johnny Rivers. Confesso aqui: sempre tive um sotaque péssimo em inglês, dizem que sou bom em francês por obra e graça de uma boa professora de Muzambinho chamada Neusa Chame (inclusive irmã de minha sogra)... Mas meu sotaque em inglês é tão arrevesado que quando peço uma cerveja em Miami, me trazem um urso (beer, bear).

Ao término da música, num inglês arrastado, proclamei triunfalmente: “Ouvimos com Johnny Rivers, Do you wanna dance. Grande Johnny Rivers”. Soou um caipiríssimo “Jône Riverrrrs”

Na sequência, Carlinho Boca de Véia liberou o áudio da técnica e resmungou para eu maneirar no sotaque. Minha reação foi imediata: em bom português, prontamente mandei meu amigo ir cagar. Resultado, bem na hora, o operador ligou o microfone do estúdio e meu impropério navegou pelas ondas do rádio. Mas o pior ainda estava por vir.

Nem o Spielberg conseguiria fazer uma situação tão coincidente e bem feita. Qual foi? Na hora do retumbante palavrão, que na década de 60, carregava muito mais rubor do que atualmente, o carro do prefeito de Muzambinho, Domingos Mazzilli, com toda a família a bordo, sintonizava a Continental, no tempo exato de ser agraciada com o “Vai cagar, Carlinho”.

O Willys Itamaraty, carro presidencial da época, ficou estático com a autoridade máxima da cidade e sua comitiva. Resultado: foi a primeira vez que fui suspenso na carreira.

 

*

 

Outra da Continental: de improviso, a rádio ia funcionando. Baseado no Estadão, eu mandava ver no noticiário, sujeito a erros e atrasos, já que, às vezes, o jornal só chegava à noite em Muzambinho. Lembro até do maior “escorregão” que dei na Continental, quando, lendo uma chamada de primeira página, completei: “Mais detalhes na página quatro”.

Tempos duros de pobreza. A camisa florida, filha única no armário, foi presente de

Marino Campedelli, sobrinho de Dom Fernando Figueiredo, arcebispo de Santo Amaro.

No destaque, carteira profissional da Rádio Colombo (a primeira de muitas...)