Milton Neves: uma biografia
Agradecimentos
M anuel Garcia, o espanhol, foi presidente da Adidas e da Le Coq Sportif no Brasil nos anos 80 e patrocinou por anos meu programas na Rádio Jovem Pan e Mesa-Redonda da TV Gazeta. Seu diretor comercial era o saudoso amigão Adelson Porto Galina.
Sven Klaus Schimpf, fundador da loja Ilustre Móveis, hoje uma grande rede. Cafu e eu inauguramos várias de suas lojas no bairro de Pinheiros e em vários shopping centers.
Carlos Brito e Miguel Patrício, altos executivos da Ambev e InBev, foram os que me contrataram pela Brahma em 1º de janeiro de 2004. Brito, presidente mundial da InBev, hoje reside em Nova York e Patrício, na China. Com Miguel Patrício, assinei meu contrato em um guardanapo do restaurante Rodeio, de São Paulo.
Luiz de Alencar Lara, grande publicitário e meu apoiador em várias mídias e anunciantes e parceiro muito leal em nossos tempos de Schincariol nos anos 90 e 2000.
Dilo Gonçalves, saudoso diretor comercial da Rádio Jovem Pan AM. Um dos homens mais corretos que conheci em minha vida.
Paulo Roberto Gonçalves, filho de Dilo e já falecido, foi belo contato comercial e a pessoa a me orientar para abrir uma agência de publicidade e deixar de ser “contato avulso”.
Adolfo Birman, baiano, foi um rei dos móveis com sua Atlântica Decorações, que, a partir de 94, passou a patrocinar o Terceiro Tempo da Rádio Jovem Pan.
Renato Duprat, dono do Hospital Duprat, hoje São Luiz, e da extinta UNICÓR. Graças a ele, e a pedido de ‘seu’ Tuta, dono da Jovem Pan, o jornalista Cláudio Carsughi pode receber uma cirurgia cardíaca. Foi uma permuta envolvendo a rádio Jovem Pan e o hospital.
Israel Sapiro, dono das redes Copel e Classe A de Colchões é meu anunciante desde a Macabíada de 1985 na Jovem Pan, TV Gazeta e Rádio Bandeirantes.
Marcos Arbaitman, incentivador para que eu fosse cobrir Macabíadas em Israel, em 1985. A partir dessa viagem, passei a ter outra visão da vida. Sua Maringá Turismo muito anunciou também na Jovem Pan e fui seu assessor na Secretaria Estadual de Esportes e Turismo, gestão de Mário Covas, quando Arbaitman foi secretário.
Rubens Santos, o Rubens da Dimensão Turismo, então uma forte empresa brasileira a levar milhares de brasileiros à Disney. A empresa fechou, mas com ela levei meus filhos várias vezes a Orlando. Em permuta comercial com a Dimensão, a Jovem Pan cobriu as Copas de 82 e 86.
Marcos Sanches e Luiz Borgonovi, dois executivos da notável EMS, grupo farmacêutico fortíssimo do Brasil. Comigo, no rádio e na tevê, seus produtos Gerovital, Gerovital Phytus e Gripen tiveram belo aumento de market share entre 2010 e 2013.
Adhmar Zacharias, meu primeiro anunciante, entre 82 e 94. Foram campanhas memoráveis na base de “O Zacharias é Uóoooootimooooo...” O saudoso ‘seu’ Adhmar foi o “Pelé do Pneu”, mas a empresa não resistiu à sua morte e a de seus filhos, Ademarzinho e Ronaldo. Todo o trabalho de marketing do Zacharias, junto ao Terceiro Tempo da Rádio Jovem Pan, era coordenado pelos executivos Luís Antônio Piccoli e Ademir Lopes Parra.
Nelson Biondi, Maria Lucia Bindi Cruz e Júlio Vieira Neto, donos da MAV Publicidade, que tinha a conta da Rede Zacharias. Foram os primeiros publicitários a me apoiar.
Vladimir Antônio Zebini, hoje aposentado. O executivo top e palmeirense Vladimir foi grande patrocinador da Rádio Jovem Pan AM com seu Consórcio Nacional Fiat. Flávio Prado foi meu sócio na conta e, a partir dos contratos com o CNF, ele aderiu de vez à publicidade, coisa que “abominava”.
Giorgio Nicoli, o “Pelé da Cama e do Colchão”, marcou época com suas camas. Ele as produzia até de ouro. Ficou no ar comigo por anos na Rádio Jovem Pan.
Wilson e José Sanches Gallo, ex-donos da Madeirense, Materiais para Construção, ficaram por anos no ar na Rádio Jovem Pan, patrocinando o Terceiro Tempo após a saída da Rede Zacharias, em 1994. Só saíram do ar quando venderam a empresa para a C&C.
Nelson Mioshi Takata e Oswaldo Kazumi Takata, antigos donos da fortíssima Conibra, empresa de material de construção. Por quase uma década, esses maravilhosos japoneses foram o pilar maior das coberturas de F-1 da Jovem Pan. O narrador Nilson César, que corria o mundo na F-1, “quase virou um japonês”.
Hiroshi Shimuta, sobrevivente do incêndio do edifício Joelma, era advogado da Conibra e hoje é dono da Nicom, o Gigantão da Construção, meu parceiro há anos na rádio e TV Bandeirantes.
Idi e Delcir Sonda, irmãos e donos do Sonda Supermercados, anunciantes na rádio Jovem Pan (desde 1993), TV Record e Rádio Bandeirantes, são meus amigos particulares. Só nos desentendemos duas vezes: quando “burramente” resolveram “mexer” com jogadores de futebol – o que nos afastou por quatro anos – e quando da eleição de Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, a quem apoiei de olhos fechados. Ah, se arrependimento matasse... À época, quando da primeira eleição de LAOR, Delcir Sonda tentou me demover de meu público apoio ao candidato de oposição. A “conversa” durou 30 segundos e ficamos “séculos” sem nos falar. Aliás, a relação nunca mais foi a mesma.
Paschoal Grassioto, dono da Lousano, então vice-líder do mercado de fios e cabos. O religioso adventista do Sétimo Dia chegou a encostar na líder Pirelli. Mas com as acusações de sonegação fiscal, caiu em desgraça. Teve a prisão veiculada em rede nacional, pelas Redes Globo e Record e viu seu império ruir. Mas foi anunciante por anos da Jovem Pan. Hoje ele vive com imensas dificuldades no Nordeste do Brasil. Outro dia pude dar-lhe uma ajuda humanitária, afinal enquanto foi cliente meu e da Jovem Pan, honrou com suas obrigações. Mas não poderia ter feito o que fez.
Bruno Caltabiano, o grande executivo dos automóveis, morreu de tristeza tempos depois da morte de seus dois filhos a bordo daquele fatídico avião da TAM que caiu em Congonhas vindo de Porto Alegre em 2007. Mas, antes, e por muito tempo, patrocinou também as transmissões de F-1 da Jovem Pan, que, publicitariamente, eu carregava nas costas.
Nelson Schincariol, Rosan Francischinelli e Francisco Flora Neto, os três pilares da Schincariol, grande parceira minha na TV Record e na Rádio Jovem Pan por anos e anos. Jamais os esquecerei e o Nersão está no céu, morto em assalto em Itu. Atualmente, Flora é fazendeiro e Rosan segue na empresa, que, hoje, é de propriedade de um grupo japonês. Os três, impressionados com meu e nosso trabalho na Jovem Pan, no dia 1º de maio de 94, dia da morte de Ayrton Senna, via jornalista Mauro Nóbrega, “brigaram” para que eu fosse o divulgador da marca. Aliás, eu fui responsável pela primeira campanha da empresa em mídia top de linha e em rede nacional. Quando comecei, o povo falava “Xincariol”. No dia em que minha mãe faleceu, em novembro de 1995, “Nersão” fretou um jatinho -que ainda não tinha – em Sorocaba e foi ao sepultamento dela em Muzambinho, com seus diretores em plena quarta-feira. Desse gesto jamais esquecerei. E do “Nersão” continuo falando no ar, rezando pela alma dele.
Nizan Guanaes, o “Pelé da Publicidade”, atualmente responsável pela conta da Lupo, me contratou um dia pela Antarctica. Hoje, somos parceiros de Brahma há 10 anos, na tabelinha África-Milton Neves.
José Roberto Refinetti Guidi, ex-Hydra e Deca. Quem não se lembra do “Gol Jovem Pan-Hidra”? Pois isso foi ideia do saudoso e brilhante executivo do Grupo Duratex.
Saul Klein, ex-sócio das Casas Bahia, também me apoiou por mais de uma década nas rádios Jovem Pan e Bandeirantes com o “Gol Phillips” e a “Opinião de Milton Neves”.
João Riquena Neto, o rei do ar condicionado, é de Araçatuba-SP e viu sua Central Ar, em quatro anos que anuncia comigo na rádio e TV Bandeirantes, galgar à condição de líder do segmento via internet.
Cloves e Walter Cintra, pais de Rafael e Murillo, fizeram a marca de sapatos Rafarillo e, em quatro anos, desde que passaram a anunciar via Milton Neves, multiplicaram a produção de 970 pares/dia para oito mil/dia. É um case do qual muito me orgulho, afinal jamais assinamos um contrato. Com caipiras, como nós três, ainda funciona assim: no velho fio do bigode.
Carlos Botelho, o corintiano mais fanático do mundo, foi diretor de Chuveiros Lorenzetti por décadas e durante alguns anos autorizou patrocínios em programas meus na Jovem Pan e TV Record. Grande parceiro, hoje é dono de restaurante em Itu-SP. Graças a Botelho e à Lorenzetti, pude viabilizar a saída de Alberto Helena Jr. da Folha de S. Paulo para o Diário Popular. Seu salário era pago pela empresa, via minha agência.
Silvio Barone, da Sil, e Alcione Albanese, da FLC. Essas duas marcas também praticamente nasceram e se fortaleceram comigo na Rádio Jovem Pan. E, comigo, continuaram na Band e na Record. Mas, depois, principalmente com Silvio, a convivência ficou difícil porque gratidão também não é seu forte.
Valter Schalka, grande pessoa, grande santista e grande executivo. Foi ele quem me convenceu que se o Santos elegesse LAOR junto com os empresários que o apoiavam, meu clube seria “uma coisa do outro mundo”. Acabei me decepcionando com a política santista, mas conheci um grande sujeito que é o Valter Schalka.
Lupo, por mais de 15 anos esta notável marca têxtil do Brasil, me acompanhou no rádio e na tevê pelas mãos do executivo Valquirio Cabral Ferreira Filho. Valeu muito ter lhe dado dica de contratar Neymar e a vestir o Galo mais lindo do mundo. Com o Galo, a Lupo Sports teve épica exposição esportiva em todo o mundo, principalmente durante a Libertadores-2013.
Bradesco, o meu banco, jamais deixou de fazer tabelinha comigo no rádio e na tevê, desde 1989, graças ao executivo Décio Tenerello, então diretor do líder dos bancos do Brasil. Foi ele quem desatou o nó que havia entre o banco e a Rádio Jovem Pan, então em desacordo publicitário. E Tenerello fez mais: instalou uma agência do Bradesco em Muzambinho, minha terra. Na inauguração, fomos de helicóptero e chorei muito, pois nunca tinha visto minha cidade do alto.
Família Separovic Rodrigues, dona do Shopping Frei Caneca e de fazendas pelo Brasil. Os irmãos Ricardo, Mário e Neto são grandes amigos meus, de minha família e de boa parte da imprensa esportiva.
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foto da capa Talita Zaragoza
ilustrações Paulo Sayeg
edição Fernanda de Araújo Patrocinio
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Dados Internacionais de Catalogação na
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(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Rosemberg, André. Milton Neves : uma biografia /
André Rosemberg, Cláudio Júlio Tognolli. -- São
Paulo : Lazuli Editora, 2013.
ISBN 978-85-7865-113-8
1. Crônicas brasileiras 2. Jornalismo esportivo 3.
Neves, Milton, 1951 I. Tognolli, Cláudio Júlio. II.
Título.
13-06858 CDD-
070.449796
Índices para catálogo sistemático:
1. Jornalismo esportivo
CDD-070.449796
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1ª edição – São Paulo – 2016
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