Noticias de Portugal

Manoel Severim de Faria · Capítulo 92 de 177

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§. Xxvii

 

Das moedas delRey D. Joaõ o I.

ElRey D. Joaõ I. sendo Defensor do Reyno, como se vè no cap. 49. e 50, da I. p. de sua Chronica, mandou lavrar Reaes de prata de ley de 9. Dinheiros, que 72. delles faziaõ hum marco; e depois mandou lavrar outros de ley de 6. Dinheiros, e depois outros de 5. ficando sempre na mesma valia, e ganhando o mais. E com tudo isso o povo, pelo amor, que tinha a ElRey respeitou tanto esta moeda, ainda que cheya de tanta liga, que diz o Chronista, que muitos traziaõ depois estes Reaes de prata ao pescoço, como cousa santa, affirmando que lhe valia contra as enfirmidades.

Depois mandou o mesmo Rey, sendo ainda Defensor, lavrar Reaes de ley de hum Dinheiro, que valia cada hum dez soldos, e depois destes mandou fazer outros Reaes de tres livras, e meya, e de dez Dinheiros, e meyo, e o mesmo se vè do cap. 5. da 2. p. de sua Chronica.

Quando depois ElRey quiz tomar Ceita, mandou lavrar os primeiros Reaes brancos, que cada hum delles valia dez Reaes de tres livras, e meya, e eraõ de ley de dez Dinheiros, e 62. faziaõ hum marco.