Nova Castro: tragedia
Scena VIII.
S VIII.
D. Affonso, e Pacheco.
Pac. Que insolente altivez ostentar ousa!..
Eu te lamento, ó Rei, quando te vejo
Na dura precisão de repellires
Da tua alma os impulsos compassivos,
Constrangido a punir asperamente,
Para evitar terriveis consequencias.
S IX.
D. Affonso, Coelho, Pacheco, e o Embaixador.
Emb. A Filha do meu Rei, que te saúda,
Já dos Dominios teus piza as fronteiras;
Mas o boato geral de que teu filho,
Por violenta paixão allucinado,
De Beatriz ao consorcio se recusa,
Aos ouvidos chegou do meu Monarcha,
Que me ordena te diga, e te assegure,
Que se com tal repulsa, em seu desdouro,
O Tractado solemne for violado,
(O que elle não espera) dignamente
Saberá sustentar a toda a força
O decoro da filha, e do seu Throno.
Af. Dize da minha parte ao teu Monarcha,
Que para dissipar seus vãos receios,
Bastaria lembrar-se que os Reis Lusos,
Fidelissimos sempre, seus Tractados
Sabem desempenhar: não porque temão,