Nova Castro: tragedia

João Baptista Gomes Júnior · Capítulo 12 de 36

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Nova Castro: tragedia

Scena VIII.

S VIII.

D. Affonso, e Pacheco.

 

Pac. Que insolente altivez ostentar ousa!..

Eu te lamento, ó Rei, quando te vejo

Na dura precisão de repellires

Da tua alma os impulsos compassivos,

Constrangido a punir asperamente,

Para evitar terriveis consequencias.

 

S IX.

D. Affonso, Coelho, Pacheco, e o Embaixador.

 

Emb. A Filha do meu Rei, que te saúda,

Já dos Dominios teus piza as fronteiras;

Mas o boato geral de que teu filho,

Por violenta paixão allucinado,

De Beatriz ao consorcio se recusa,

Aos ouvidos chegou do meu Monarcha,

Que me ordena te diga, e te assegure,

Que se com tal repulsa, em seu desdouro,

O Tractado solemne for violado,

(O que elle não espera) dignamente

Saberá sustentar a toda a força

O decoro da filha, e do seu Throno.

Af. Dize da minha parte ao teu Monarcha,

Que para dissipar seus vãos receios,

Bastaria lembrar-se que os Reis Lusos,

Fidelissimos sempre, seus Tractados

Sabem desempenhar: não porque temão,