Nova Castro: tragedia

João Baptista Gomes Júnior · Capítulo 25 de 36

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Nova Castro: tragedia

Scena V.

Af. .................. Ignez, não desesperes.

Inflexivel não sou: meu pranto o affirma;

Mas não posso faltar aos meus deveres;

Não sou senhor de mim, tenho Vassallos;

Perante elles, perante os Ceos, e a Terra,

De tudo quanto obrar sou responsavel;

Despotico não sou; mas sou piedoso.

Tens Affonso por ti, nelle confia:

Ao Conselho d'Estado vou eu mesmo

Tua Causa advogar. Ceos, inspirai-me.

 

S V.

Ignez, e seus filhos.

 

Ign. Debalde seductoras esperanças

Por mais tempo illudir-me já não podem.

O coração me augura que he chegado

De meus dias o termo desastroso.

Sim, proximos estais, queridos filhos,

A perder vossa Mãi... vinde a meus braços...

Em breve... ai triste!.. em breve hão de faltar-vos

Os maternaes, ternissimos affagos...

Para sempre vos deixo... para sempre...

Cruel separação!.. dor insoffrivel!..

Horrorosos momentos! Ceos!.. Nem posso;

Nem me atrevo... ai de mim! a ver meus filhos:

Quanto mais os contemplo, mais me afflijo...

De todo sinto já faltar-me o alento...

O coração rebenta... que anciedade!

Ah! parece que a morte... ella já chega...

A descarnada mão... que horror! Espera

Suspende, ó Morte... deixa que primeiro...