Nova Castro: tragedia
Acto III.
S I.
Ignez só.
Miseranda!.. Que trance! Oh desventura!..
Oh sentença, cruel!.. Venceste, ó Fado.
Apraziveis lugares, testemunhas
Do mais ardente amor, ah, para sempre
A malfadada Ignez de vós se aparta...
Quanto fôra melhor, quanto mais doce
Deixar a vida, que deixar o amante!
Que!.. Eu... deixar o amante?.. Oh caro Esposo!..
Oh Ceos! podeis manda-lo, ou permitti-lo?
Sereis tambem crueis como os humanos?
Condemnareis os mesmos, que soprastes,
Sentimentos d'Amor, da Natureza?
Para hum castigo tal quaes são meus crimes?..
Se me queres punir, Deos de vingança,
Os raios tens nas mãos, accende os raios,
Meu terno coração reduze ao nada;
Mas d'outro coração, a que o ligaste,
Separa-lo jámais... Ah! nem tu mesmo,
Nem tu, que podes tudo, tanto podes...
Que proferes, blasfema! Aos Ceos te atreves?..
Oh virtude! Oh razão! Desamparais-me?..
Onde, Ignez, onde está tua constancia?
Aos teus deveres torna, entra em ti mesma.
Orgão do Ser Supremo, hum Rei te ordena,