Nova Castro: tragedia

João Baptista Gomes Júnior · Capítulo 17 de 36

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Nova Castro: tragedia

Scena IV.

Que affagues sua infancia, que os ampares;

Que os defendas da inveja, da impiedade:

Não cogites de mim, delles só cuida,

He forçoso ceder ás leis do Fado:

Longe de ti, mirrada de saudades,

Vou exhalar meus ultimos suspiros.

Ped. Oh desesperação! Que idéa horrivel

Surge dentro em minha alma! Acaso (eu tremo!)

Atrever-se-ha meu Pai...

Ign. .................. Aos seus preceitos

Obedecer devemos: intimados.

Me forão já: de Portugal banida,

Partir devo hoje mesmo para Hespanha.

Ped. Oh Furias! He possivel? Rei tyranno,

Não levarás ávante os teus projectos...

Nem elle, nem os Ceos, nem os Infernos

Poderão arrancar-te de meus braços.

Desengana-lo vou, parto a fallar-lhe:

Trema o cruel de mim, se não revoga

A barbara sentença.

Ign. ............. Oh Ceos! Que fazes?

 

S IV.

D. Pedro, Ignez, e D. Sancho.

 

Sanc. Teu Pai, Senhor, te busca: tudo prestes

Para voltar á Corte... Mas que vejo!

Elle mesmo he que vem.