Nova Castro: tragedia
Scena VIII.
Chamará com razão ao quarto Affonso
Máo Irmão, Filho ingrato, e Pai tyranno.
O culpado sou eu de Ignez na morte,
Eu que, pelos perversos enganado,
Tarde o grito escutei da humanidade.
Ah! fujamos, fujamos destes sitios,
Que a vêr a desgraçada não me atrevo...
Mas ai de mim!.. As forças me abandonão:
Eis ella chega... Amigos, soccorrei-me:
Affastai-me daqui...
S VIII.
Os mesmos, Ignez, os dois meninos seus filhos, Elvira, e duas Aias.
(55)
(55) As Aias sustentão Ignez, que vem ferida.
Ign. Ah!.... Não me fujas...
Não me fujas, Senhor... toma os teus Netos...
Para t'os entregar, agonisante,
O Maternal amor aqui me arrasta...
Tristes orphãos, adeos... Adeos, meus filhos...
Nas tuas mãos, Senhor, os deposito...
Em teu bom coração abrigo encontrem...
Ampare-os seu Avô, já que a Mãi perdem...
Possão elles hum dia, de ti dignos,
Dignos filhos do Pai mais virtuoso,
Com virtudes iguaes, egregios feitos,
Compensar-te o perdão, que me outorgaste...
E por ultima graça me concede,
Que inda antes d'expirar meu Pai te chame.
Af. Chama-me o teu algoz: não queiras dar-me
O doce nome que me não compete: