Nova Castro: tragedia

João Baptista Gomes Júnior · Capítulo 32 de 36

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Nova Castro: tragedia

Scena VIII.

Chamará com razão ao quarto Affonso

Máo Irmão, Filho ingrato, e Pai tyranno.

O culpado sou eu de Ignez na morte,

Eu que, pelos perversos enganado,

Tarde o grito escutei da humanidade.

Ah! fujamos, fujamos destes sitios,

Que a vêr a desgraçada não me atrevo...

Mas ai de mim!.. As forças me abandonão:

Eis ella chega... Amigos, soccorrei-me:

Affastai-me daqui...

 

S VIII.

Os mesmos, Ignez, os dois meninos seus filhos, Elvira, e duas Aias.

(55)

(55) As Aias sustentão Ignez, que vem ferida.

 

Ign. Ah!.... Não me fujas...

Não me fujas, Senhor... toma os teus Netos...

Para t'os entregar, agonisante,

O Maternal amor aqui me arrasta...

Tristes orphãos, adeos... Adeos, meus filhos...

Nas tuas mãos, Senhor, os deposito...

Em teu bom coração abrigo encontrem...

Ampare-os seu Avô, já que a Mãi perdem...

Possão elles hum dia, de ti dignos,

Dignos filhos do Pai mais virtuoso,

Com virtudes iguaes, egregios feitos,

Compensar-te o perdão, que me outorgaste...

E por ultima graça me concede,

Que inda antes d'expirar meu Pai te chame.

Af. Chama-me o teu algoz: não queiras dar-me

O doce nome que me não compete: