Nova Castro: tragedia

João Baptista Gomes Júnior · Capítulo 24 de 36

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Nova Castro: tragedia

Scena IV.

Mas deixar para sempre o que mais amo!..

Sou Esposa, sou Mãi... Ceos! Desfalleço!(43)

Queridos filhos... Desgraçados orphãos!..

E que será de vós quando vos falte.

A mais terna das Mãis, o Pai mais terno!..

Ah Senhor! Se inflexivel ao meu pranto,

A minha situação te não commove,

Presta ouvidos á voz da Natureza:

Mova-te a compaixão o desamparo

Destas victimas tenras, e innocentes:

Elles culpa não tem dos meus delictos.

Não te lembres, Senhor, que são meus filhos;

Ah, não: lembra-te só, que são teus netos...

Mas tu choras? Que vejo! Os Ceos me ouvírão:

Tuas lagrimas vem em meu soccorro,

Ellas o meu perdão já me annuncião.

Acaba de extinguir os meus temores,

Dize, dize, Senhor, que me perdoas.

(42) Prostra-se outra vez aos pés de Affonso. (43) Abraça os filhos com a maior ternura, e afflicção.

 

Af. Não posso resistir... Oh quem podéra

Neste instante deixar de ser Monarcha!

 

S IV.

D. Affonso, Ignez, seus filhos, e Coelho.(44)

(44) Ignez, apenas avista Coelho, levanta-se atemorisada.

 

Coel. Por ti, Senhor, se espera: vem, não tardes;

Que já começa o Povo a amotinar-se.

Ign. Oh Deos! Eu morro!