Nova Castro: tragedia

João Baptista Gomes Júnior · Capítulo 33 de 36

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Nova Castro: tragedia

Scena IX.

Bem quizera eu tambem chamar-te Filha:..

Mas não me atrevo, não; a Natureza,

Se visse por meus labios profanado

Nome tão deleitoso, estremecêra...

Teu sangue está bradando; tu só deves

O cruel detestar, que te assassina;

Mas bem vingada estás; mais desgraçado

Mil vezes do que tu, mil mortes soffro.

Ah, poupa ao teu verdugo o horror de ver-te

Exhalar d'alma os ultimos arrancos...

Eu vou, sim, porque até minha presença

Deve ser a teus olhos odiosa.(56)

Ninguem me siga, ah, não; deixem-me todos,

Fujão todos de mim; quero esconder-me

A todos os viventes, té que possa

Nos abysmos sumir-me para sempre.(57)

(56) Vai a partir, e vendo que D. Nuno o quer acompanhar, volta-se, e diz:

(57) Parte arrebatadamente.

 

S IX.

Os mesmos, excepto Affonso.

 

Ign. Ah Senhor!.. mas debalde; não me attende;

Inda mais este golpe!. Não me custão

As suas afflicções menos que a morte...

Oh quantos desgraçados tenho feito!

O triste Pai, o Esposo... Ai! triste Esposo!..

E que será de ti!.. Lembrança horrivel!..

D. Nuno, Elvira, confortai-o todos,

Á sua dor buscai dar lenitivo...

Ah, s'eu podesse ao menos vê-lo ainda...

Morrêra satisfeita... Ceos!.. já sinto