Spartacus: A Rebelião

Ben Kane · Capítulo 22 de 24

Páginas do PDF

Spartacus: A Rebelião

Glossário

 

Aceto: vinho azedo, bebida popular servida aos soldados romanos. Também

significa vinagre, o desinfetante mais comum usado por médicos romanos. O

vinagre é excelente para matar bactérias, e seu uso difundido na medicina

ocidental perdurou até o fim do século XIX.

Alba Longa: cidade antiga localizada perto de onde hoje fica Castel Gandolfo, que

precedeu a fundação de Roma e de outras cidades latinas. Perdeu sua primazia

no século VII a.C.

Ânfora (amphora, amphorae): um grande jarro de barro, com duas alças para as

mãos e pescoço estreito, usado para armazenar vinho, azeite de oliva e outros

líquidos.

Apulia: região do sudeste da Itália onde hoje está a Puglia. Aquilífero (aquiliferi): o porta-estandarte da aquila, ou águia, de uma legião. Ariminum: atual cidade de Rimini.

As (também asses): pequena moeda de bronze, que originalmente valia dois

quintos de um sestércio.

Ásia Menor: termo geográfico usado para descrever a porção mais a oeste do

continente asiático, a atual Turquia.

Atrium: ampla câmara que vem logo depois do hall de entrada em uma casa

romana. Era o centro social e devocional da moradia. Tinha uma abertura no

teto e uma piscina, o impluvium, para represar a água da chuva.

Auctorato (pl. Auctorati): cidadão romano livre que se oferece para se tornar um

gladiador.

Áureo (pl. Aurei): pequena moeda dourada que valia 25 denários. Até a época do

Primeiro Império, era cunhada de modo descontinuado.

Auxiliares: Roma gostava de usar soldados aliados de outras origens para

aumentar a eficiência de seus exércitos. Durante a maior parte do século I a.C.,

não havia cavalaria composta por cidadãos romanos. Tornou-se regra recrutar

cavaleiros de outras regiões, como alemães, gauleses e espanhóis.

Balista (Ballista; pl. Ballistae): catapulta romana de duas alças que parecia uma

balestra sobre um cavalete e lançava cargas ou pedras com grande exatidão e

força.

Basilica Aemilia: mercado grande localizado dentro da cidade de Roma, perto do

Fórum de Roma.

Bitínia: um território no nordeste da Ásia Menor que foi legado a Roma por seu rei

em 75-4 a.C.

Brennus: o líder gaulês que ficou conhecido por ter saqueado Roma em 387 a.C.

(Um personagem de meu livro The Forgotten Legion!)

Bruttium: atual península da Calábria.

Bucina (pl. Bucinae): um tipo de trombeta militar. Os romanos usavam diversos

instrumentos, entre eles a tuba, o cornu e a bucina. Para simplificar as coisas, usei

apenas um deles: a bucina.

Caldário: sala muito quente dos complexos de banho romanos. Usado como uma

sauna dos tempos modernos, a maioria também tinha uma piscina quente. Era

aquecido pelo ar quente que fluía de uma fornalha por meio de canos para

dentro de blocos ocos nas paredes e por baixo do piso elevado.

Cáliga: sandálias de couro grosso usadas pelos soldados romanos. Feitas em três

camadas resistentes — a sola, a palmilha e a camada superior —, lembram

botas com as pontas dos dedos para fora. Dezenas de fechos de metal na sola

dão boa aderência às sandálias.

Campânia: região fértil do oeste da Itália. Capacete frígio: originado na Frígia, uma região da Ásia Menor, tinha uma crina

curvada.

Cápua: atual Santa Maria di Capua Vetere, próxima a Nápoles. Possui um

anfiteatro excelente, construído sobre o local onde Spartacus teria lutado.

Centurião (em latim, centurio): os oficiais disciplinados que formavam a espinha

dorsal do exército romano. No século I a.C., havia seis centuriões em uma

coorte e sessenta em uma legião. Veja também o verbete coorte.

Ceres: a deusa do crescimento.

Charon: o balseiro do rio Styx, em Hades.

Charybdis: o redemoinho na costa leste da Sicília que ficava em frente a caverna

na qual o monstro Cila vivia.

Cila: um monstro mítico de sete metros e seis cabeças que vivia em uma caverna

diante de Charybdis, no atual estreito de Messina.

Cimbri: tribo germânica que no século II a.C. migrou para o sul da Gália, onde

encontrou os romanos e obteve diversas vitórias grandiosas. Foi aniquilado por

Marius em 102 a.C.

Cinna, Lucius Cornelius (c. 84 a.C.): pouco se sabe sobre o começo da vida desse

cônsul, que ocupou o cargo quatro vezes. Aliado de Marius e inimigo de Sulla,

ele foi morto em um motim por suas próprias tropas.

Citas: povo nômade e feroz que vivia ao norte do mar Negro. Eram tatuados,

aguerridos e ótimos cavaleiros, muito temidos. Suas mulheres eram conhecidas

por terem dado origem à lenda das amazonas. Contudo, no século I a.C. os dias

de glória deles já estavam extintos.

Cônsul: um dos dois chefes magistrados eleitos todos os anos, nomeado pelo povo

e ratificado pelo Senado. Comandante efetivo de Roma, era responsável pelos

assuntos civis e militares e por liderar os exércitos da República durante a

guerra. Um podia mandar no outro e os dois tinham que aceitar as ordens do

Senado. Os cônsules só podiam exercer um mandato. Nas primeiras décadas do

século I a.C., nobres poderosos, como Marius, Cinna e Sulla, exerceram o cargo

por anos sem fim, o que enfraqueceu perigosamente a democracia de Roma.

Coorte: uma unidade da legião romana. Nos anos 70 a.C, havia dez coortes em

uma legião com seis centúrias de oitenta legionários em cada unidade. Cada

centúria ficava sob o comando de um centurião.

Contubérnio: grupo de oito legionários que dividiam uma tenda ou barraca e que

cozinhavam e comiam juntos.

Crassus, Marcus Licinius (c. 115-153 a.C.): um importante político e general

romano que se uniu a Sulla depois da morte de Cinna — e que depois das

atitudes de Sulla em Porta Colina, ajudou a tomar Roma. Viveu de modo

modesto, apesar de ser o homem mais rico da República, ganhando muito

dinheiro ao comprar e tomar as propriedades daqueles afetados pelas

proscrições de Sulla.

Curia: a construção em Roma na qual o Senado se reunia. Delos: uma ilha grega pequena. No século I a.C., ela se tornou um porto livre e o

maior mercado de escravos do Mediterrâneo.

Denário: a moeda da República Romana. Feita com prata, valia quatro sestércios

ou dez asses (mais tarde, 16).

Dionísio: o filho de Zeus e Sémele, filha do fundador de Tebas. Reconhecido como

homem e animal, jovem e idoso, homem e afeminado, ele foi um dos mais

versáteis e indefinidos deuses gregos. Em essência, era o deus do vinho e da

embriaguez, porém, também estava associado à loucura, mania, e abençoava as

alegrias. Chamado de Baco pelos romanos, os cultos a ele eram misteriosos,

violentos e estranhos.

Dioscuri, Castor e Pollux: Os filhos gêmeos de Zeus, compartilhavam uma vida

imortal, passando metade de sua existência no monte Olimpo e metade em

Esparta.

Elísio: o paraíso habitado pelos distintos e bons depois da morte. Enna: uma cidade antiga da região central da Sicília. Epirus: antiga área a nordeste da Grécia.

Fálera: peça decorativa esculpida em forma de disco, usada como proteção para o

peito por cima das armaduras dos soldados romanos. Em geral, era feita de

bronze, mas também podia ser um metal mais precioso.

Falerniano: um vinho da região fértil do norte de Campânia. Fasces: ver litor.

Fides: boa-fé. Era tida como uma qualidade importante em Roma. O sistema no

qual os cidadãos buscavam a proteção dos ricos e poderosos existiu por séculos.

Em troca de lealdade, a pessoa esperava receber a orientação e a proteção de seu

patrono.

Forças Caudinas: vale estreito no qual um exército romano foi preso e derrotado

pelos samnis em 321 a.C.

Fortuna: a deusa da sorte. Como todas as entidades, era volúvel. Forum Annii: um vilarejo de Campus Atinas que se perdeu na história. Gália: atual França.

Gália Cisalpina: atual área ao norte da Itália, compreende a planície Po e os

limites montanhosos dos Alpes aos Apeninos.

Gládio: pouca informação é dada a respeito da longa espada “espanhola” do

exército republicano, a gladius hispaniensis. Não está claro quando ela passou a ser

usada pelos romanos, mas provavelmente foi depois de a arma ser descoberta

durante a Primeira Guerra Púnica, quando foi usada por tropas celtibéricas. O

cabo moldado era feito de osso e protegido por um cabeçote de madeira. O

gládio era empunhado na mão direita, exceto pelos centuriões e outros oficiais

importantes, que a usavam na esquerda.

Grande Cavaleiro: não se sabe quase nada sobre a religião trácia. No entanto, mais

de três mil representações de uma figura misteriosa dessa região chegaram até

nós. Elas mostram uma divindade sobre um cavalo acompanhada por um cão ou

um leão. Ela em geral aparece direcionando a lança a um porco selvagem

escondido atrás de um altar. Invariavelmente, há uma árvore por perto com uma

serpente enrolada nela, além de mulheres. Outros entalhes mostram o deus

“herói” voltando de uma caçada bem-sucedida com seus cães ou leões ou se

aproximando do altar com triunfo, com uma tigela na mão. Essa divindade

heroica não foi nomeada, mas sua importância para os trácios não pode ser

subestimada. Assim, dei a ela um nome que julguei adequado.

Hades: o inferno do submundo, cujo deus tinha o mesmo nome. Hera: mulher de Zeus e uma das principais deusas gregas. Hércules (ou, mais corretamente, Heracles): o maior dos heróis gregos, que

completou 12 trabalhos muito difíceis.

Hermes: o deus mensageiro.

Horatius: Chamado de Horácio na era moderna, o herói romano antigo que

manteve a ponte Sublícia sobre o Tibre contra um exército invasor até que

pudesse ser destruída. Depois ele nadou até um local seguro do outro lado do

rio.

Hidra: a fera de várias cabeças com hálito venenoso, que vivia em um lago na

região do Peloponeso, na Grécia. Foi morta por Hércules como um dos 12

trabalhos.

Ibéria: a península Ibérica. No século I a.C., era dividida em duas províncias

romanas, Hispania Citerior e Hispania Ulterior.

Ilíria (ou Illyricum): o nome romano para as terras que se espalham pelo mar

Adriático a partir da Itália, incluindo áreas das atuais Eslovênia, Sérvia, Croácia,

Bósvia e Montenegro.

Imperium: Poder supremo, envolvia o comando em guerras e a compreensão e a

implementação da lei (incluindo a pena capital), que era dado a cônsules,

procônsules, tribunas militares, pretores, propretores e outros magistrados.

Esse poder era simbolizado pelas fasces carregadas pelos litores.

Implúvio: ver atrium.

Juno: irmã e esposa de Júpiter, ela era a deusa romana do casamento e das

mulheres.

Júpiter: em geral, citado como Optimus Maximus — o “Maior e Melhor”. É o mais

poderoso dos deuses romanos, responsável pelo clima, em especial pelas

tempestades.

Lactans: o deus das plantações.

Lanista: em geral o proprietário de um ludo, a escola de gladiadores. Larário: um templo encontrado em lares romanos, onde os deuses domésticos

eram adorados.

Latifúndio: uma grande propriedade, em geral da nobreza romana, que utilizava

uma grande quantidade de escravos como mão de obra. O latifúndio se originou

no século II a.C., quando amplas áreas de terra foram confiscadas de italianos

derrotados por Roma, como os samnitas.

Latim: antigamente, não era apenas um idioma. Os latins eram os habitantes de

Lácios, uma área próxima a Roma. Por volta de 300 a.C., foi conquistada pelos

romanos.

Latro: ladrão ou bandido. Mas a palavra também significava “insurgente”. Legado: o oficial no comando de uma legião e um homem de classe senatorial. Lício: roupas de baixo feitas de linho usadas por nobres. É possível que todas as

classes usassem uma variante dela.

Litor: um assistente do magistrado. Eram basicamente os guarda-costas dos

cônsules, dos pretores e de outros magistrados romanos. Tais oficiais eram

acompanhados o tempo todo em público por determinado número de litores

(que dependia do seu cargo). Cada litor levava fasces, o símbolo da justiça — um

monte de varas ao redor de um machado.

Lucânia: atual Basilicata, uma região montanhosa do sul da Itália. Ludo: a escola de gladiadores.

Lira: um instrumento musical grego antigo com várias cordas. Marius, Gaius (c. 157-186 a.C.): outro político romano importante do fim do

século II a.C. e início do século I a.C. Atuou como cônsul sete vezes, um

recorde, e foi um general muito bem-sucedido. Porém, foi derrubado pela

marcha de Sulla por Roma em 87 a.C. Marius também foi responsável pela

reestruturação do exército romano. Era casado com Julia, a tia de Julius Cesar.

Marte: o deus romano da guerra.

Medo (também maidi): tribo trácia a qual Spartacus pode ter pertencido. Mênades: mulheres inspiradas à mania, ou ritual extático, por Dionísio. Eurípides

disse que elas comiam carne crua, lidavam com serpentes e rasgavam o corpo de

animais vivos.

Messana: atual Messina.

Minerva: a deusa romana da guerra e também da sabedoria. Mitrídates: o maior e mais famoso rei de Pontus, na Ásia Menor. No século I a.C.,

foi um dos principais inimigos de Roma, lutando três guerras contra a

República.

Monte Camalatrum: possivelmente o atual monte Soprano. Monte Gargano: atual promontório Gargano, a “espora” sobre o calcanhar da

“bota” italiana.

Mulsum: bebida feita da mistura de quatro partes de vinho com uma de mel.

Costumava ser consumida antes das refeições ou acompanhando pratos leves.

Munus: um combate entre gladiadores, realizado originalmente durante celebrações

à morte de alguém. A popularidade deles era sinal de que na antiga República

Romana eram usados por políticos rivais para ganhar o público e ofuscar uns

aos outros.

Netuno: Em latim, Neptunus; o deus da água, estava ligado a Poseidon, o deus

grego do mar.

Numantia: atual Garrai, perto da Espanha. Numidiano: pessoa originária da Numídia, área ao sul de Cartagena, no norte da

África.

Ops: a deusa da colheita.

Optio: oficial logo abaixo de um centurião, o segundo em comando de uma

centúria.

Ostia: uma cidade perto do rio Tibre; durante séculos, o principal porto de Roma.

(Na minha opinião, o local é “parada obrigatória” para todos interessados em

Roma antiga).

Padus: o rio Po.

Pégaso: o cavalo imortal que carrega o trovão e o raio de Zeus. Pilo: a lança romana. Era feita de um cabo de madeira de cerca de 1,20m de

comprimento, unida a uma haste de cerca de sessenta centímetros de

comprimento com uma ponta piramidal pequena. A abrangência do pilo era de

cerca de trinta metros, mas para um lançamento mais preciso, cobria-se metade

dessa distância.

Piratas cilícios: ladrões do mar de uma região ao sul da Ásia Menor que, nos

séculos I e II a.C., prejudicaram a navegação no Mediterrâneo.

Pisae: atual Pisa.

Pompei Magnus, Gnaeus (106-148 a.C.): filho de um político que estava no auge,

ele lutou na Guerra Social quando jovem. Liderou três legiões particulares para

auxiliar Sulla na guerra civil, ajudando-o a ganhar poder. Em 77 a.C., foi

mandado para a Ibéria como procônsul com a tarefa de derrotar o rebelde

Sertorius.

Pontifex Maximus: o membro-líder e porta-voz de quatro colégios do sacerdócio

romano.

Pontus: a área da Ásia Menor que incluía a costa sul do mar Negro. Pretores: magistrados seniores que aplicavam a justiça em Roma e em suas

possessões, como a Sardenha, a Sicília e a Espanha. Também mantiveram

comandos militares e criaram a legislação. Principal substituto dos cônsules, o

pretor convocava o Senado na ausência destes.

Procônsul: magistrado que atuava fora de Roma no lugar de um cônsul (ou no

caso de um pretor). Sua posição ficava fora da magistratura. Costumava ser

usado para propósitos militares, como realizar uma guerra em nome de Roma.

Propretor: ver procônsul.

Pyrrhus: rei de Epiro, mais conhecido pela guerra sangrenta contra Roma em

nome dos tarantinos, povo grego que viveu na Itália no século III a.C. O termo

“vitória pírrica” tem origem na estratégia de se obter a vitória a qualquer preço.

Rhegium: área onde atualmente fica Régio da Calábria. Samnitas: o povo de uma área na região ao sul dos Apeninos. Aguerridos, os

samnitas lutaram três guerras contra Roma nos séculos IV e III a.C. Também

ajudaram Pyrrhus, de Epiro, e Aníbal contra a República. A luta deles contra

Sulla na guerra civil foi seu último sucesso. Acredita-se que o grande número de

prisioneiros de guerra samnitas deu lugar à classe de gladiadores.

Saturno: um deus misterioso, que podia ter conexão com a semeadura, ou a um

deus etrusco mais velho. A palavra “sábado” se deriva de seu nome.

Saturnália: festival de sete dias que acontecia em meados de dezembro no século I

a.C. e uma das celebrações mais importantes do calendário romano.

Scutum: escudo do exército romano, oval e alongado, com cerca de 1,20m de

comprimento e 0,75m de largura. Era feito com três camadas de madeira, as

partes dispostas umas sobre as outras; depois, era coberto com linho ou lona e

couro. Pesava entre seis e dez quilos.

Senado: um grupo de seiscentos senadores (historicamente, eram trezentos, mas

Sulla dobrou o número) — todos nobres romanos. O Senado se reunia na Curia,

e sua função era orientar os magistrados — cônsules, pretores, questores etc. —

em questões de política interna e externa, religião e finanças. No século I a.C.,

sua posição estava muito mais enfraquecida do que antes.

Sertorius, Quintus (c. 126-73 a.C.): um nobre proeminente que se aliou a Cinna.

Foi encarregado de controlar a Espanha em 83 a.C., mas proscreveu por volta de

um ano depois. Sua campanha contra Roma foi muito bem-sucedida no início,

contudo, suas derrotas e as de seus oficiais em 76 a.C. tiveram um preço alto,

reduzindo suas atividades a partir de então.

Sestércio: uma moeda de prata que valia 2,5 asses, ou um quarto de um denário,

ou um centésimo de um áureo. Na época da antiga República Romana, seu uso

se difundiu.

Sica: uma espada comprida e curva usada pela cavalaria trácia no século I a.C.

Infelizmente, pouco se sabe sobre ela, que pode ter sido parecida com o kopis ou

a espada curva tradicional trácia.

Sígnifer: um porta-estandarte e oficial júnior. Era uma posição de status alto, e

havia um deles para cada centurião em uma legião. Normalmente, o sígnifer

usava uma armadura de escamas e uma pele de animal por cima do capacete,

que em geral tinha uma peça decorativa no rosto, e levava um escudo pequeno e

redondo em vez de um scutum. Seu signum, ou estandarte, era formado por uma

haste de madeira com uma mão erguida ou uma ponta de lança cercada por

folhas de palmeira. Na parte inferior, havia uma barra da qual pendiam

ornamentos de metal ou um pedaço de tecido colorido. O cabo do estandarte era

decorado com discos, meias-luas e peças de navio — registros das conquistas da

unidade que distinguiam uma centúria de outra.

Silarus: atual rio Sele.

Sulla Felix, Lucius Cornelius (c. 138-178 a.C.): um dos generais romanos mais

famosos. Foi um homem impiedoso que se tornou ditador, causou guerras civis

e ajudou a enfraquecer a República. Mas no fim também fortaleceu a posição do

Senado e se afastou da vida pública em vez de permanecer no poder.

Tablinum: escritório ou recepção além do átrio, que costumava dar acesso a um

jardim fechado.

Tesserário: um dos oficiais menores em uma centúria, cujas tarefas incluíam

comandar a guarda. O nome se origina da placa tessera sobre a qual era escrita a

senha do dia.

Teutones: uma tribo germânica que, no século II a.C., migrou com os cimbris para

o sul da Gália, onde encontraram os romanos. Em 102 a.C., tiveram o mesmo

destino dos cimbris.

Thurii: atual Sibari.

Trácia: área do mundo antigo que engloba Bulgária, Romênia, norte da Grécia e

sudeste da Turquia. Era ocupada por mais de quarenta tribos aguerridas.

Tribuna: um oficial sênior de uma legião, além de uma das dez posições políticas

de Roma, na qual os homens serviam como “tribunas do povo”, defendendo os

direitos dos plebeus.

Triplex acies: o posicionamento-padrão de uma legião para a batalha. Três linhas

eram formadas a certa distância uma da outra, com quatro coortes na frente e

três nas linhas do meio e da retaguarda.

Trirreme: embarcação de guerra romana clássica, que era acionada por uma única

vela e três conjuntos de remos. Cada um era remado por um homem livre, não

escravo. Excepcionalmente direcionável e capaz de alcançar até oito nós,

também tinha um bate-estacas de bronze na proa. Trirremes tinham tripulações

muito grandes em relação ao seu tamanho, o que limitava o seu alcance; por

isso eram usadas para o transporte de tropas e para proteger a costa.

Triunfo: a procissão ao templo de Júpiter de um general romano que havia

alcançado uma vitória militar importante.

Vênus: a deusa romana da maternidade e da vida doméstica. Virgens vestais: as únicas sacerdotisas mulheres de Roma, que serviam a Vesta, a

deusa da pira. Durante os trinta anos de trabalho, tinham que se manter castas.

As tarefas cerimoniais principais eram a preparação do grão misturado com sal,

usado durante os sacrifícios públicos, e o cuidado com a chama sagrada da

deusa.

Via Aemilia: estrada no norte da Itália que ia de Ariminum a Placentia, e então

para outras cidades.

Via Annia: estrada romana no norte da Itália, extensão de Via Appia, que ia de

Cápua a Rhegium.

Via Appia: a estrada principal de Roma, ao sul da Itália. Via Labicana: estrada que ia do sudeste de Roma a Labici. Vinalia Rustica: festival romano do vinho realizado em 19 de agosto. Virtus: uma virtude romana muito respeitada, associada à coragem, honra e

hombridade.

Vulcão (ou Vulcanus): deus romano do fogo destruidor, que costumava ser adorado

para impedir... incêndios!