Vigilância alimentar e nutricional e a rede de saúde
Peso ao nascer
Eventualmente, em caráter ilustrativo, serão utilizados resultados de estudos menos amplos, produzidos em amostras probabilísticas de municípios ou na rotina de serviços de saúde.
Peso ao nascer
O peso ao nascer tem sido cada vez mais valorizado como indicador das condições de saúde e nutrição da população materno-infantil, sendo identificado como o fator isolado mais importante para a sobrevivência infantil, particularmente no primeiro ano de vida200.
Embora tenha sido implantado o Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC), no ano de 1990, em nível nacional, não estão ainda disponíveis dados sistemáticos de incidência de Baixo Peso ao Nascer (BPN - ponto de corte: 2500g) para todos os estados e regiões do Brasil.
Estudos recentes têm apontado uma incidência de nascidos de baixo peso em torno de 10%, valor considerado entre médio (8%) e alto (14%), segundo proposição internacional115,200 . Dados parciais do SINASC do município do Rio de Janeiro também indicam incidência próxima a 10% 184.
Confirmando a relação deste indicador com as condições familiares de vida, os resultados da PNSN demonstram que a incidência de
BPN apresenta claro gradiente por região geográfica (Figura 9),
situação urbana ou rural, renda per capita (Figura 10) e grau de instrução da mãe115.
Figura 9 - Baixo peso ao nascer por região geográfica, PNSN, 1989.
Desenhada a partir de dados obtidos em Monteiro (1992).
Figura 10 - Baixo peso ao nascer por renda per capita, PNSN,
1989. Desenhada a partir de dados obtidos em Monteiro (1992).
Além da análise da incidência total de BPN, é importante considerar, também, quais proporções de pré-termos e de nascidos a termo (pequenos para idade gestacional, provavelmente desnutridos intra-útero) a compõem. Nos países desenvolvidos, há uma relação direta entre BPN e prematuridade, enquanto, nos subdesenvolvidos, o retardo de crescimento intra-uterino é o principal responsável pela ocorrência deste evento 142.