23 Coisas que Não Nos Contaram sobre o Capitalismo

18 - O que é bom para a General Motors não é necessariamente bom para os Estados Unidos

 

18

 

O que é bom para a General Motors não é

 

necessariamente bom para os Estados Unidos

 

O que eles dizem

 

O setor corporativo está na essência do sistema capitalista. É nele que as coisas

são produzidas, empregos criados e novas tecnologias inventadas. Sem um

vigoroso setor corporativo, não existe dinamismo econômico. Portanto, o que

é bom para os negócios, é bom para a economia nacional. Considerando-se

especialmente a crescente concorrência internacional em um mundo

globalizado, os países que dificultam a abertura e a administração de empresas

ou as obrigam a fazer coisas indesejadas perderão investimentos e empregos,

acabando, com o tempo, ficando para trás. O governo precisa conceder um

grau máximo de liberdade aos negócios.

 

O que eles não dizem

 

Apesar da importância do setor corporativo, conceder às empresas um grau

máximo de liberdade pode nem mesmo ser bom para as próprias empresas,

que dirá para a economia nacional. Na realidade, nem todas as

regulamentações são prejudiciais para os negócios. Às vezes, é do interesse a

longo prazo do setor comercial restringir a liberdade de empresas individuais

para que elas não destruam os recursos compartilhados de que todas precisam,

como os recursos naturais ou a força de trabalho. As regulamentações também

podem ajudar as empresas obrigando-as a fazer coisas que podem ser

individualmente dispendiosas para elas a curto prazo mas que aumentam a

produtividade coletiva delas a longo prazo, como oferecer treinamento aos

funcionários. No final, o que importa não é a quantidade e sim a qualidade da

regulamentação empresarial.

Como Detroit ganhou a guerra

 

Dizem que foi Detroit que ganhou a Segunda Guerra Mundial. De fato, a

União Soviética sacrificou o maior número de pessoas — o número estimado

de baixas na Grande Guerra Patriótica (como é conhecida na Rússia)

ultrapassou 25 milhões, o que equivale a quase metade de todas as mortes do

mundo inteiro. Mas ela — e, é claro o Reino Unido — não teria sobrevivido à

ofensiva nazista sem as armas que lhe foram enviadas pelo que Franklin

Roosevelt chamava de “arsenal da democracia”, ou seja, os Estados Unidos. E

a maioria dessas armas foi produzida nas fábricas dos fabricantes de

automóveis de Detroit que haviam sido transformadas para fabricar

armamentos — a General Motors (GM), a Ford e a Chrysler. Desse modo,

sem o poder industrial americano, representado por Detroit, os nazistas teriam

dominado a Europa e pelo menos a parte ocidental da União Soviética.

É claro que a história nunca é descomplicada e objetiva. O que tornou

possível o sucesso inicial da Alemanha nazista na guerra foi a capacidade do

seu exército de avançar rápido — a sua famosa Blitzkrieg ou Guerra

Relâmpago. E o que possibilitou essa elevada mobilidade do exército alemão

foi o seu alto grau de motorização, cuja tecnologia foi em grande parte

fornecida nada menos do que pela GM (por intermédio da sua subsidiária

Opel, adquirida em 1929). Além disso, estão surgindo evidências de que,

desobedecendo à lei, a GM manteve ao longo da guerra o seu vínculo com a

Opel, que além de veículos militares construía aeronaves, minas terrestres e

torpedos. Por conseguinte, parece que a GM estava fornecendo armas para os

dois lados e lucrando com isso.

Até mesmo entre os fabricantes de automóveis de Detroit, coletivamente

conhecidos como os Três Grandes, a GM se encontrava em uma posição

proeminente. Sob a liderança de Alfred Sloan Jr, que a administrou durante 35

anos (1923-1958), a GM ultrapassara a Ford como a maior fabricante de

automóveis dos Estados Unidos no final da década de 1920, vindo a se tornar

a empresa de automóveis totalmente americana, produzindo, nas palavras de

Sloan, “um carro para cada bolso e propósito”, organizados ao longo de uma

“escada de sucesso”, começando pelo Chevrolet, passando pelo Pontiac,

Oldsmobile e pelo Buick e finalmente culminando no Cadillac.

No final da Segunda Guerra Mundial, a GM não era apenas a maior

fabricante de automóveis nos Estados Unidos; ela se tornara a maior empresa

do país (do ponto de vista da receita). Ela era tão importante que, quando

perguntaram ao Sr. Charlie Wilson, ex-CEO da General Motors, na audiência

do Congresso que teve lugar quando ele foi nomeado Secretário da Defesa dos

Estados Unidos em 1953, se ele via algum conflito potencial entre os seus

antecedentes corporativos e a sua função pública, ele notoriamente respondeu

que o que é bom para os Estados Unidos é bom para a General Motors e vice-

versa.

Parece difícil questionar a lógica que respalda esse argumento. Em uma

economia capitalista, as empresas do setor privado desempenham o papel

principal na criação da riqueza, de empregos e da arrecadação fiscal. Se elas se

dão bem, a economia como um todo consequentemente prospera.

Especialmente quando a empresa em questão é uma das companhias maiores e

tecnologicamente mais dinâmicas, como a GM nos anos 1950, o seu sucesso

ou fracasso causa efeitos significativos no restante da economia, ou seja, nas

empresas fornecedoras, nos funcionários dessas empresas, nos fabricantes dos

produtos que os funcionários das empresas gigantes, cujo número pode chegar

a centenas de milhares, podem comprar, e assim por diante. Por essa razão, o

desempenho dessas empresas gigantes é particularmente importante para a

prosperidade da economia nacional.

Lamentavelmente, dizem aqueles que defendem essa lógica, esse óbvio

argumento não foi amplamente aceito durante grande parte do século XX.

Podemos entender por que os regimes comunistas eram contra o setor

privado; afinal de contas, eles acreditavam que a propriedade privada era a

fonte de todos os males do capitalismo. No entanto, no período entre a

Grande Depressão e os anos 1970, a empresa privada era encarada com

desconfiança, até mesmo nas economias mais capitalistas.

Segundo dizem, as empresas eram vistas como agentes antissociais, cuja

ambição de lucro precisava ser refreada em prol de metas supostamente mais

elevadas, como a justiça, a harmonia social, a proteção dos fracos e até mesmo

a glória nacional. Por conseguinte, foram introduzidos sistemas complicados e

incômodos de regulamentação baseados na convicção de que os governos

precisavam controlar o que cada empresa fazia no interesse da sociedade como um todo. Em alguns países, os governos até mesmo obrigaram empresas a

participar de negócios indesejados em nome do desenvolvimento nacional.

Grandes empresas foram proibidas de ingressar em segmentos do mercado

dominados por pequenas propriedades agrícolas, fábricas e estabelecimentos

comerciais, a fim de preservar o estilo de vida tradicional e proteger os

“pequenos homens” das grandes empresas. Duras regulamentações

trabalhistas foram introduzidas visando proteger os direitos dos trabalhadores.

Em muitos países, os direitos do consumidor foram ampliados de tal maneira

que chegaram a prejudicar os negócios.

Essas regulamentações, argumentam os analistas defensores da liberdade

dos negócios, não apenas prejudicavam as grandes empresas como também

pioravam a situação de todas as outras pessoas, já que reduziam o tamanho

global da torta a ser compartilhada. Ao limitar o poder das empresas de

experimentar novas maneiras de fazer negócio e ingressar em novas áreas,

essas regulamentações desaceleraram o crescimento da produtividade de um

modo geral. No final, contudo, a insensatez dessa lógica contrária à liberdade

dos negócios tornou-se excessivamente óbvia, afirma o argumento. Por

conseguinte, a partir dos anos 1970, países do mundo inteiro passaram a

aceitar a ideia de que o que é bom para os negócios é bom para economia

nacional, e adotaram uma política favorável à liberdade dos negócios. Até

mesmo os países comunistas desistiram de tentar reprimir o setor privado a

partir dos anos 1990. Precisamos refletir mais a respeito dessa questão?

 

A queda dos poderosos

 

Cinco décadas depois do comentário do Sr. Wilson, no verão de 2009, a GM

foi à falência. Apesar da sua notória aversão à propriedade estatal, o governo

dos Estados Unidos assumiu o controle da empresa e, depois de uma ampla

reestruturação, lançou-a como uma nova entidade. Nesse processo, ele gastou

a desconcertante quantia de 57,6 bilhões de dólares do dinheiro dos

contribuintes.

É possível argumentar que o resgate era do interesse nacional dos Estados

Unidos. Deixar que uma empresa do tamanho da GM e outras interligadas

sofressem um colapso repentino causaria um enorme efeito propagador negativo nos empregos e na demanda (p. ex., a queda da demanda de consumo

dos funcionários desempregados da GM, a evaporação da demanda da GM

pelos produtos dos seus fornecedores), o que agravaria a crise financeira que

estava se expandindo no país na ocasião. O governo americano escolheu o

menor dos dois males, em benefício dos contribuintes. O que era bom para a

GM ainda era bom para os Estados Unidos, poderia ser argumentado, embora

não fosse uma coisa muito boa de uma maneira absoluta.

No entanto, isso não significa que não devamos questionar, antes de mais

nada, como a GM ficou nessa situação. Quando se viu diante da dura

concorrência das importações da Alemanha, do Japão e mais tarde da Coreia a

partir dos anos 1960, a GM não reagiu da maneira que seria a mais natural,

embora difícil, ou seja, produzindo carros melhores do que os dos

concorrentes. Em vez disso, ela tentou a saída mais fácil.

A princípio, ela acusou os seus concorrentes de dumping e de outras práticas

comerciais desleais, e conseguiu que o governo americano impusesse quotas de

importação sobre os carros importados, especialmente os japoneses, e

obrigasse o mercado interno dos concorrentes a abrir as portas. Nos anos

1990, quando essas medidas se revelaram insuficientes para interromper o

declínio, a empresa tentara compensar as suas perdas no setor de fabricação de

automóveis desenvolvendo a sua sucursal financeira, a GMAC (General

Motors Acceptance Corporation). A GMAC foi além da sua função tradicional

de financiar compras de carro e começou a realizar transações financeiras

independentes. A GMAC teve bastante êxito; em 2004, por exemplo, 80% do

lucro da GM foi proveniente da GMAC.[70] No entanto, isso não conseguiu

realmente ocultar o problema fundamental, ou seja, o fato que a empresa não

era capaz de fabricar carros de qualidade a um preço competitivo. Mais ou

menos na mesma época, a empresa tentou contornar a necessidade de investir

no desenvolvimento de melhores tecnologias por meio da compra de

concorrentes estrangeiros menores (como a Saab sueca e Daewoo coreana),

mas essa medida não chegou nem perto de reviver a antiga superioridade

tecnológica da empresa. Em outras palavras, nas quatro últimas décadas, a GM

tentou de todas as maneiras evitar o seu declínio exceto fabricar carros

melhores porque tentar fabricar carros de melhor qualidade seria, bem,

excessivamente problemático.

Obviamente, todas essas decisões podem ter sido as melhores do ponto de

vista da GM na ocasião em que foram tomadas — afinal de contas, elas

possibilitaram que a empresa sobrevivesse por mais algumas décadas com um

mínimo esforço — mas elas não foram boas para o resto dos Estados Unidos.

A enorme conta que os contribuintes americanos receberam com o pacote de

resgate é a prova suprema de que, ao longo do caminho, o resto dos Estados

Unidos teria se saído melhor se a GM tivesse sido obrigada a investir nas

tecnologias e máquinas necessárias para construir carros melhores, em vez de

fazer lobby para conseguir proteção, comprar empresas concorrentes menores e

se transformar em uma financeira.

O mais importante é que todas as medidas que possibilitaram que a GM se

livrasse das dificuldades com um mínimo de esforço não foram, em última

análise, boas nem mesmo para a própria GM — a não ser que a equiparemos

aos seus executivos e a um grupo de acionistas em constante modificação.

Esses executivos recebiam salários absurdamente elevados por apresentar

lucros mais altos. Eles conseguiam esses lucros deixando de investir no

crescimento da produtividade enquanto arrochavam outros stakeholders mais

fracos — os seus próprios funcionários, os seus fornecedores e os

funcionários destes últimos. Eles compravam o consentimento dos acionistas

oferecendo-lhes dividendos e a recompra de ações em um grau tão elevado

que o futuro da empresa foi colocado em risco. Os acionistas não se

importavam; na realidade, muitos deles incentivavam essas práticas, porque a

maioria era formada por acionistas transitórios que não estavam de fato

preocupados com o futuro a longo prazo da companhia porque poderiam se

retirar a qualquer momento.

A história da GM nos transmite algumas lições saudáveis a respeito dos

possíveis conflitos entre os interesses corporativos e os nacionais — o que é

bom para uma empresa, por mais importante que seja, pode não ser bom para

o país. Além disso, enfatiza os conflitos entre diferentes stakeholders que

compõem uma empresa — o que é bom para alguns stakeholders da empresa,

como os executivos e os acionistas de curto prazo, pode não ser bom para

outros, como os funcionários e os fornecedores. Em última análise, também

nos diz que o que é bom para uma empresa a curto prazo pode nem mesmo ser bom para ela a longo prazo, ou seja, o que é bom hoje para a GM pode

não ser bom para a GM amanhã.

Alguns leitores, até mesmo aqueles que já estavam convencidos por este

argumento, podem ainda assim se perguntar se os Estados Unidos não seriam

apenas a exceção que prova a regra. A falta de regulamentação pode ser um

problema para os Estados Unidos, mas na maioria dos outros países, o

problema não é o excesso de regulamentação?

 

299 licenças

 

No início da década de 1990, a revista de negócios estabelecida em Hong

Kong, publicada em inglês, Far Eastern Economic Review, publicou um número

especial sobre a Coreia do Sul. Em um dos artigos, a revista expressou

perplexidade diante do fato que, embora fossem necessárias 299 licenças de

até 199 agências reguladoras para abrir uma fábrica no país, a Coreia do Sul

crescera mais de 6% do ponto de vista per capita nas três décadas anteriores.

Como isso era possível? Como pode um país com um regime regulatório tão

opressivo crescer tão rápido?

Antes de tentar resolver esse enigma, é preciso ressaltar que, antes da

década de 1990, não foi apenas na Coreia que regulamentações aparentemente

opressivas coexistiam com uma vigorosa economia. A situação era semelhante

no Japão e em Taiwan nos seus anos “milagrosos” entre os anos 1950 e 1980.

A economia chinesa tem sido fortemente regulamentada de uma maneira

semelhante durante as três últimas décadas de rápido crescimento. Em

contrapartida, ao longo das três últimas décadas, muitos países em

desenvolvimento na América Latina e na África subsaariana

desregulamentaram a sua economia na esperança de que essa medida fosse

estimular as atividades comerciais e acelerar o seu crescimento. No entanto,

enigmaticamente, a partir da década de 1980, eles cresceram muito mais

lentamente do que nas décadas de 1960 e 1970, quando supostamente teriam

sido refreados pela regulamentação excessiva.

A primeira explicação para o enigma é que, por mais estranho que possa

parecer para a maioria das pessoas sem experiência em negócios, os

empresários obterão 299 licenças (contornando algumas com suborno ao longo do caminho se conseguirem escapar impunes), se houver a perspectiva

de ganhar uma quantidade suficiente de dinheiro no final do processo.

Portanto, em um país que está crescendo rápido e no qual boas oportunidades

de negócios estão surgindo o tempo todo, até mesmo o incômodo de obter

299 licenças não dissuadiria os empresários de abrir uma nova linha de

negócios. Em contrapartida, se no final do processo houver pouco dinheiro a

ser ganho, até mesmo apenas 29 licenças poderão parecer opressivas.

O mais importante é que a razão de alguns países que regulamentaram

fortemente os negócios terem se saído economicamente bem é o fato de que

algumas regulamentações são na realidade boas para os negócios.

Às vezes, as regulamentações ajudam os negócios limitando a capacidade

das empresas de se envolver em atividades que lhes renderia maiores lucros a

curto prazo mas que, em última análise, destruiria a riqueza comum que todas

as empresas comerciais necessitam. Por exemplo, regulamentar a intensidade

da atividade das fazendas de peixes pode reduzir os lucros destas últimas mas

ajudar a indústria das fazendas de peixes como um todo ao preservar a

qualidade da água que elas precisam usar. Outro exemplo é que poderia ser do

interesse de empresas individuais empregar crianças para reduzir a sua folha de

pagamentos. No entanto, o uso difundido da mão de obra infantil diminuiria a

qualidade da força de trabalho a longo prazo por tolher o desenvolvimento

físico e mental das crianças. Nesse caso, a regulamentação do trabalho infantil

pode na realidade beneficiar todo o setor empresarial a longo prazo. Em um

terceiro exemplo, os bancos isolados podem se beneficiar ao emprestar

dinheiro de uma maneira mais agressiva. No entanto, se todos fizerem o

mesmo, poderão sofrer no final, pois esse comportamento de empréstimo

pode aumentar a chance da ocorrência de um colapso sistêmico, como vimos

na crise financeira global de 2008. Portanto, restringir o que os bancos podem

fazer pode na realidade ajudá-los a longo prazo, mesmo que essa medida não

os favoreça de imediato.

Não se trata apenas de a regulamentação poder ajudar as empresas por

impedi-las de enfraquecer a base da sua sustentabilidade a longo prazo. Às

vezes, as regulamentações podem ajudar os negócios obrigando as empresas a

fazer coisas que podem não ser do interesse particular delas mas que

aumentam a sua produtividade coletiva a longo prazo. Por exemplo, as empresas frequentemente não investem o bastante no treinamento dos seus

funcionários, simplesmente porque têm medo de que outras empresas os

roubem e obtenham benefícios à custa do seu esforço inicial. Nessa situação, o

fato de o governo impor a todas as empresas um requisito para o treinamento

profissional poderia na realidade aumentar a qualidade da força de trabalho,

favorecendo com isso, no final, todas as empresas. Outro exemplo é que, em

um país em desenvolvimento que precise importar tecnologias do exterior, o

governo pode ajudar as empresas a alcançar uma maior produtividade a longo

prazo proibindo a importação de tecnologias estrangeiras excessivamente

obsoletas que possam possibilitar que os importadores enfraqueçam os

concorrentes a curto prazo mas que os manterá presos a tecnologias que não

oferecem nenhuma perspectiva de progresso.

Karl Marx descreveu a restrição do governo à liberdade empresarial em

benefício do interesse coletivo da classe capitalista como “o comitê executivo

da burguesia”. Mas você não precisa ser marxista para perceber que as

regulamentações que restringem a liberdade das empresas individuais podem

promover o interesse coletivo do setor empresarial como um todo, sem

mencionar da nação como um todo. Em outras palavras, muitas

regulamentações são a favor e não contra os negócios. Muitas ajudam a

preservar os recursos que todas as empresas compartilham, ao passo que

outras ajudam os negócios obrigando as empresas a fazer coisas que

aumentam a sua produtividade coletiva a longo prazo. Somente quando

reconhecermos essa verdade seremos capazes de entender que o que importa

não é o número absoluto de regulamentações, mas sim a intenção e o

conteúdo delas.

 

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