E a Vida Continua...

Chico Xavier · Capítulo 21 de 26

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E a Vida Continua...

Retorno ao passado

 

As advertências de Ribas e a presença de Evelina, a curta distância, foram argum entos que constrangeram Fantini a revigorar no autocontrole.

 

Finda a longa crise de lágrim as, ante a surpresa que situava a senhora

 

Serpa, em nova posição, no m undo de sua alm a, reconhecia-se outro. Sofrera m odificações nos m ais recônditos m ecanism os da m ente. A exposição de

 

Desidério, franca e livre, sacudindo-o para reconhecer a extensão de suas próprias fraquezas, abatera-lhe o orgulho; no entanto, clareava-lhe as entranhas do coração para buscar vida nova. Não obstante algo atordoado, soergueu-se do chão e arrastou-se até ao local em que a m oça o esperava.

 

Entretinha-se Evelina em am istosa conversação com desencarnados doentes, que visitavam o sítio, sob a vigilância de enferm eiros atentos, em busca das em anações nutrientes do m ar.

 

Avistando, porém , o am igo que se aproxim ava, cam baleante, pôs-se-lhe correndo ao encontro.

 

— Oh! Ernesto, porque fatigado assim ? — exclam ou inquieta, ao m esm o tem po que o auxiliava a sentar-se na areia.

 

Ele não relutou em recolher-lhe o apoio e, tão logo a viu acom odar-se rente, colocou a cabeça entre as m ãos, num gesto de quem sentia dificuldade para carregar o pensam ento em fogo e tartaniudeou, chorando:

 

— Ah! Evelina, Evelina! Concordo agora em que som os dos m ortos que não tiveram as orações dos vivos... Ai de m im ! Os corações que eu m ais am ava se fecharam para sem pre com a pedra que decerto m e selou os restos físicos... Torno de m inha casa, com o um réprobo! Oh! m eu Deus! m eu Deus!

 

Em penhou-se a com panheira a reconfortá-lo, rem em orando a sua própria experiência de horas antes, m as o desolado am igo contraditou em profundo abatim ento:

 

— Não, não! Você foi vítim a de ingratidão, ao passo que recebi a condenação que m ereci...

 

Você ganhou o insulto, a m im coube o castigo!

 

Ernesto ansiava rebentar-se em notícias do sucedido, confiar-lhe as revelações que passara a senhorear: todavia, escasseavam -lhe as forças.

 

Apenas o pranto a deslizar-lhe em ondas.

Em poucos m om entos, no entanto, a perplexidade e a aflição de am bos se viram atenuadas com a vinda do carro voador, que se transportara da Via

 

Anchieta à Praia do Mar Casado (1), onde se achavam , a fim de conduzi-los a

 

São Paulo.

 

Ribas escutara as súplicas do pupilo torturado e expedira ordens de caráter urgente para que os dois tutelados do Instituto de Proteção obtivessem im ediata cobertura.

 

Evelina escorou o com panheiro e instalou-o no veículo que se alçou a grande altura. Por m ais tentasse palestra, não colhia dele senão m onossílabos.

 

Fantini silenciara, evidenciando, porém , através do olhar triste

 

(1) Prata do Guaruj á. — Nota do autor espiritual. e esgazeado, o vulcão de sentim entos contraditórios que lhe explodia no peito.

 

Alguns m inutos de voo e, atendendo-se a instruções de Ribas, foram os dois viaj ores internados, em departam ento de repouso de um a das casas espíritas-cristãs, que honorificam a vida paulistana, onde Ernesto com eçou a receber os cuidados precisos, a fim de desvencilhar-se do traum a de que fora acom etido.

 

Convenientem ente am parado, através de recursos m agnéticos, em círculo de oração, acalm ou-se para refazim ento, sob a assistência da com panheira e, então, rearm onizadas as energias, perguntou ele à am iga, com inflexão de infinita am argura:

 

— Evelina, seu pai tinha o nom e de Desidério dos Santos e seu padrasto é

 

Am âncio Terra?

— Sim . Meu nom e inteiro é Evelina dos Santos Serpa.

 

Ernesto não vacilou. Com preendeu que devia à j ovem senhora um a confissão integral da própria vida e transferiu-se da ideia à ação, com eçando pelas m em órias do casam ento com Elisa.

 

E, à frente do espanto da com panheira, em bora pinceladas a traços ligeiros, as cenas do pretérito se desdobraram , um a por um a... A aproxim ação com Desidério, desde a m eninice; o conhecim ento superficial com Brígida, com quem se avistara poucas vezes; a am izade com Am âncio, que sem pre teim ara em se conservar solteiro; as visitas frequentes de Desidério ao seu lar, que ele,

 

Fantini, não retribuia; a atração que o visitante exercia sobre Elisa, a esposa que am ara ardentem ente; os ciúm es com que os via se abeirarem um do outro; o plano de liquidar o am igo, a quem passara a detestar; o despeito silencioso, que lhe envenenara os sentim entos; a caçada funesta, o tiro intencional que disparara e as outras detonações que ouvira; a m orte de Dedé e os rem orsos da existência inteira... E, por fim , descreveu, passo a passo, as ocorrências do retorno ao lar, desde o instante em que registrara as afrontas da esposa obsessa até a últim a declaração de Desidério, que o deixara aniquilado...

 

Evelina vasculhava inutilm ente a cabeça, procurando expressões que lhe patenteassem o assom bro. Não que a narrativa a afastasse do am igo, a quem consagrava respeitoso e enternecido am or. Estranhava, sim , o dram a com plexo de que eram protagonistas, sem saber. Surpreendia-se com os m eandros da peça que o grupo representava. A par disso, acusava-se absorvida por extrem ada com paixão, perante os conflitos íntim os de todos os seus aliados de tragédia fam iliar, sentindo-se, aliás, dentre eles, a m enos atingida pela dor. Contem plou Ernesto e chorou...

 

Ao vê-la em silêncio, curtindo dignam ente as dolorosas im pressões que lhe azorragavam a alm a, inquiriu ele, ansioso:

 

— Você tam bém m e acusa?

 

— Oh! Ernesto, estim am o-nos sem pre m ais... Sou eu, sua irm ã, quem lhe pede perdão por m eu pai que tom ou sua casa, indevidam ente...

E Fantini, m ais com ovido:

 

— Não, ele nada furtou... Protegeu a m ulher e a filha que desprezei... E se falam os de escusas, sou eu quem roga tolerância para m inha filha que se lhe apossou do m arido...

 

— Não, não! — foi a vez da interlocutora j ustificar a j ovem — estou com preendendo que Vera chegou ao m eu cam inho por benfeitora, ela propiciou a Caio a segurança que não lhe pude dar...

 

— Evelina — acentuou o com panheiro, um tanto aliviado —, tenho hoj e a ideia de que só pela vida depois da m orte logram os desm anchar os enganos terríveis que acalentam os na existência terrena.

 

Ela aprovou e m antiveram -se em doce tête-à-tête, quando, por fim ,

 

Ernesto conseguiu conciliar o sono, dando-lhe oportunidade para retirar-se, em busca de ligeiro descanso.

 

Am anhecia...

 

No horário estabelecido para a volta, o veículo recolheu-os, de retorno.

 

A senhora Serpa ardia em desej os de rever o pai; no entanto, o am igo j ulgava prudente não viesse a fazê-lo sem m aior preparação. Am bos se reconheciam m elhorados, quase refeitos, tanto assim que em viagem , qual ocorria com os dem ais passageiros, debatiam tem as fundam entais da existência, quais sej am o am or, a reencarnação, o lar, o im perativo do sofrim ento...

 

Reinstalados na estância em que se dom iciliavam , continuaram sonhando o futuro. Juntos conversavam . Juntos planeavam .

 

Não seria m ais que desej ável o renascim ento de Túlio, entre Caio e Vera, cuj o m atrim ônio lhes com petia favorecer? Generosa, lem brava-se Evelina do pai sofredor e acentuava que, se pudesse e se as circunstâncias perm itissem , estim aria trabalhar igualm ente para que o genitor revoltado aceitasse a reencarnação, a fim de esquecer, esquecer...

 

Ela e Fantini m aravilhavam -se agora de com o queriam tem po e m ais tem po para os entes am ados no m undo. Orariam por eles. Suplicariam a Deus lhes prolongasse a existência no m undo físico, no interesse da equipe fam iliar e deles m esm os. A senhora Serpa j a im aginava contem plar Mancini, no am biente de Caio, para que se reconciliassem , e Ernesto concordava em que se fazia m ister analisar a conveniência de um a aproxim ação, entre Am âncio e Desidério, a fim de que lhes fosse concedido transfigurar aversão em sim patia e discórdia em união. Sonhavam , sonhavam .

 

Decorridos dez dias sobre o prim eiro regresso a São Paulo, quando am bos j á se adm itiam plenam ente refeitos, solicitaram audiência com Ribas, de m odo a expor-lhe as ideias novas e com entar os acontecim entos havidos.

 

O m entor acolheu-os com a lhaneza de hábito, ouviu-lhes atenciosam ente os proj etos; entretanto, com surpresa para os dois visitantes, sintetizou as respostas que am bos preferiam fossem m ais longas:

 

— Meus caros, quando as súplicas de nosso Fantini chegaram até nós, não som ente prom ovem os o socorro preciso com o tam bém solicitám os anotações de todos os eventos fam iliares de que se veem partícipes. Sabem os agora, em docum entação adequada, tudo aquilo de que se inform aram . Quanto aos nossos deveres de ordem m oral, j á nos entendem os aqui suficientem ente em dilatadas entrevistas. Orientação, possuím os. Com o é fácil de entender, alcançam os a faixa da ação plena no trabalho espiritual, que vocês, aliás, reclam aram , por reiteradas vezes.

 

— Será j usto continuar agindo, em favor dos nossos? — indagou Ernesto, no sincero propósito de acertar.

 

— Obrigação, m eu am igo, isto é nossa obrigação —declarou Ribas — os que conhecem precisam auxiliar os que ignoram e não apenas auxiliar sim plesm ente, m as auxiliar com m uito am or.

 

— Acaso, ser-nos-á lícito m entalizar reencarnações para Mancini e m eu pai, em futuro próxim o? — abalançou-se a dizer Evelina, tím ida.

 

— Com o não, m inha filha? para isso, contudo, é indispensável estabelecer dados concretos, com planej am ento exato. Sem dúvida, som os um a fam ília só, perante a Divina Providência, e estam os todos interligados, com o dever da assistência m útua. A evolução é a nossa lenta cam inhada de retorno para

 

Deus. Os que m ais am am vão à frente, traçando cam inho aos seus irm ãos.

 

— Estim aríam os algum a indicação, algum conselho para com eçar — aventou Fantini, evidenciando a preocupação de quem não desej ava ser im portuno.

 

O orientador resum iu:

 

— Estam os com esclarecim entos de dez dias passados. Enviarei observador im parcial ainda hoj e a São Paulo, para conhecer as condições gerais dos irm ãos im plicados no assunto, ao passo que vocês dois, am anhã m esm o, poderão visitar o sul paulista, buscando o necessário contato com os fam iliares que ainda não puderam rever. De volta, am anhã à noite, entrarem os em estudos produtivos, de vez que disporem os de elem entos esclarecedores, atuais e corretos.

 

O entendim ento foi encerrado.

 

No dia seguinte, em condução regular da cidade espiritual para o m undo físico, os dois am igos atingiram a cidade, em cuj os arredores Am âncio edificara o ninho dom éstico.

 

Seguida por aquele que se lhe fizera irm ão e benfeitor inseparável, Evelina transpôs os um brais da antiga residência.

 

E foi um doce voltar aos dias da m eninice... Parecia-lhe estar regressando sequiosa de afeto ao dom icílio solarengo, com o nos tem pos da j uventude, quando se lhe abriam as férias escolares. Além , o pom ar farto; aqui, a porteira vestida de trepadeiras silvestres. Mais alguns passos, o pátio enorm e, espraiando-se na direção dos largos terreiros de tratam ento do café...

Apoiando-se no braço do am igo, a m oça cam inhou até à porta de entrada, sob o im pério das rem iniscências que lhe senhoreavam a alm a... Atravessou-a com o enternecim ento de quem penetra um local profundam ente sagrado ao coração. O m esm o am biente revestido de paz; a sala de visitas com o velho m obiliário que lhe falava tão alto à lem brança; o relógio de parede que a genitora se orgulhava de haver recebido dos avós; os tapetes em peles dos bracaiás que Am âncio abatera, nos seus áureos tem pos de caçador, quando de várias incursões em Mato Grosso; o lustre de cinco lâm padas a penderem do teto e o piano em que tantas vezes acom panhara, extasiada, os ágeis dedos m aternos, nas interpretações de Chopin...

 

Um a surpresa banhou-a de j úbilo. Na parte superior do instrum ento, ao lado de esquecidas com posições m usicais, j azia um a foto que a retratava na j uventude e, j unto a essa recordação de fam ília, um a rosa desbotada lhe com unicava a ternura m aterna.

 

A m oça correu para a varanda lateral, em que Am âncio e a esposa costum avam descansar, após as refeições, e ali os encontrou em serena palestra, cada qual em sua poltrona. Então, dom inada por indizível em oção, aj oelhou-se diante da genitora, em cuj o rosto descobria m ais rugas, em olduradas por m ais am plas faixas de cabelos brancos, e depondo a cabeça em seus j oelhos, chorou convulsivam ente com o o fazia nas contrariedades e caprichos da infância.

 

Dona Brígida não lhe registrou a presença, em sentido direto; entretanto, parou o olhar cism arento no arvoredo próxim o, sentindo, de súbito, intraduzíveis saudades da filha. Represaram -se-lhe lágrim as que não chegavam a cair... “Que vontade de rever m inha querida Evelina!” E esta, que lhe captava os pensam entos.

 

Respondia: “Mam ãe! Mãezinha, eu estou aqui!”

 

Escoados alguns m inutos de silêncio, o dono da casa, que ainda se achava sob a curiosa observação de Ernesto a exam inar nele os estragos do tem po, endereçou expressivo olhar à com panheira e indagou:

 

— Porque parou a conversa, m eu bem ? pensando em quê? Carregava-se-lhe a voz da gentileza característica do hom em que não se perm ite deteriorar a devoção pela m ulher depois do casam ento, surpreendendo Fantini pela delicadeza com que se vazava.

— Não sei explicar, Am âncio — anotou Brígida —, m as venho sentindo im ensas saudades de nossa filha... Dois anos de ausência...

 

E m ais concentrada:

 

— Porque haveria de partir, assim tão cedo?

 

— Tolinha! — obj etou o m arido com adm irável desvelo — o irrem ediável pede esquecim ento, o passado não volta...

 

— Creio, porém , que haverá outra vida, na qual se encontrarão os que m uito se am aram neste m undo...

 

— Os filósofos dizem isso, m as os hom ens práticos afirm am , e com razão, que nada se conhece dos finados, além da certidão de óbito...

 

Nesse m om ento, Ernesto tateou-lhe a cabeça com um a das m ãos, com o a pesquisar-lhe as elucubrações im anifestas, e identificou-lhe cravadas na m em ória as cenas vivas do assassínio de Desidério, profundam ente bloqueadas nos escaninhos da m ente; no entanto, algo lhe dizia no íntim o que lhe não era lícito convocar o espírito do com panheiro a qualquer estado negativo, absolutam ente inútil, quando tudo lhe fazia crer que Am âncio se transform ara num esteio de trabalho respeitável para fam ílias num erosas.

 

Via-o, ali, não som ente devotado e terno para com a m ulher que lhe fora vítim a, porquanto era fácil adivinhar-lhe igualm ente a condição de adm inistrador estim ado e digno, através dos em pregados tranquilos e felizes que se lhe aglom eravam , em derredor da casa.

 

Além disso, pensava, porque haveria de acusá-lo, se ele, Ernesto, apenas não exterm inara Desidério por falta de pontaria? Perante Deus e a própria consciência não seria tão crim inoso quanto o am igo que tivera a infelicidade de atingir o alvo?

Sem elhantes reflexões escaldavam -lhe a cabeça, quando escutou Evelina que se queixava, em pranto, para o coração m aterno:

 

— Oh! Mãezinha, sei agora que m eu pai erra nas som bras da alm a!

 

Transform ou-se num Espírito em pedernido no ódio... Que poderem os fazer nós duas para aj udá-lo?

 

Até aí, a m ente de Brígida, fundam ente distanciada de qualquer preocupação com o prim eiro esposo, nada pôde registrar em sentido direto, senão doloroso e vago im pulso de retorno ao passado, sem perm itir que a im agem de Desidério se lhe im iscuísse na lem brança, m as a filha insistiu:

 

— Auxilie, Mãezinha, auxilie m eu pai para que volte à vida terrestre!

 

Quem sabe? A senhora e m eu pai Am âncio vivem quase sós nesta casa! Um m enino! um filho do coração!

 

Nesse trecho da súplica filial, a genitora deixou-se em polgar pela ideia de que estavam , ela e o segundo esposo, envelhecendo no corpo físico, sem qualquer descendente, e que um a criança perfilhada por eles seria talvez um apoio para o futuro.

 

Ao contato das palavras de Evelina, cresceram -lhe os pensam entos nessa direção e passou a refletir, refletir... Um m enino! Alguém que lhes povoasse a existência de esperanças novas, alguém que lhes continuasse a sustentação dos ideais de trabalho naquele dim inuto recanto de solo!

 

Movida pelo entusiasm o da filha que lhe assim ilava os pensam entos de adesão ao tem a fundam ental da m ensagem de alm a para alm a, Brígida sondou o com panheiro:

 

— Am âncio, m uitas vezes penso em nossa velhice solitária, com tantas possibilidades em m ão... Não concordaria você em que tom ássem os um garoto para ser o filho que não tem os?

— Que ideia! Em nossa idade?

 

— Não som os tão velhos...

 

— Ora, Brígida, era o que faltava! Você não acha esquisito term inarm os a vida fazendo m am adeira para criança?

 

— E se for o contrário? Deus poderá conceder-nos dilatado tem po ainda na

 

Terra... E se deixássem os aqui um bravo rapaz, que nos adm inistrasse a fazenda, dando continuidade à nossa organização?

 

Não tenho o seu otim ism o — apontou o m arido, com generosidade e carinho a lhe transbordarem da voz —, m as sem pre adm irei os seus caprichos.

 

Não m e oponho aos seus desej os, m as exij o que sej a um hom enzinho, que venha para cá ao nascer, sem que os pais nos incom odem e que chore pouco. Tudo isso, desde que você nada reclam e da trabalheira...

 

— Oh! Am âncio, que alegria!

 

Ante o j úbilo da esposa que se transfigurara, feliz, o interlocutor sentiu m isteriosa ventura acariciando-lhe as entranhas do ser. Levantara-se Evelina e avançara para ele, osculando-lhe os cabelos agrisalhados, ao m esm o tem po em que lhe estendia a destra sobre o tórax, qual se lhe afagasse o coração.