Em busca da boa morte: antropologia dos cuidados paliativos
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Em 1999, ao pesquisar em um Centro de Tratamento Intensivo de um hospital público universitário, presenciei a morte solitária de um senhor de oitenta anos, esquizofrênico crônico, cardíaco, com câncer e múltiplas metástases, conectado a aparelhos e amarrado às grades do leito. Acompanhei diversas situações semelhantes, nas quais pacientes diagnosticados como "fora de possibilidades terapêuticas" (FPT), com prognóstico de morte próxima, faleceram com seus corpos invadidos por tubos, sem a presença de familiares.
O que fazer com este paciente? Como administrar seu final de vida? Justifica-se a manutenção do aparato tecnológico quando não há mais esperança de cura? Quando interromper o tratamento curativo?
Estas - e outras - indagações então surgiram, configurando a temática sobre a qual me debrucei, até me ver imersa na causa da "boa morte".
Em busca da boa morte:
antropologia dos cuidados
paliativos
Rachel Aisengart Menezes
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MENEZES, R. A. Em busca da boa morte: antropologia dos cuidados paliativos [online]. Rio de Janeiro: Garamond; Editora FIOCRUZ, 2004. ISBN: 978-65-5708-112-9.
https://doi.org/10.7476/9786557081129.
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