Minha Versão de Você

Christina Lauren · Capítulo 9 de 25

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Minha Versão de Você

Capítulo Nove

Sua boca abre e eu sinto os golpes cuidadosos de sua língua.

Raios estouram atrás das minhas pálpebras fechadas, tão intensos que quase

consigo ouvi-los. É o meu cérebro se desfazendo, meu mundo acabando ou, talvez, eu só tenha sido atingido por um meteoro e isso seja o arrebatamento, e eu tenha recebido um último momento perfeito antes de ser mandado para o purgatório e ele ser mandado para outro lugar muito, muito melhor.

Não é o primeiro beijo dele – sei disso. Mas é seu primeiro beijo de verdade.

 

No caminho descendo a montanha, não sei nem o que fazer com as mãos, menos ainda com o embaraço das minhas emoções. O que acabou de acontecer lá em cima está tatuado em cada uma das minhas sinapses. Tenho certeza de que, mesmo daqui a décadas, vou me lembrar da sensação de cada toque.

Minha mãe sempre me diz para avaliar meus sentimentos. Então, além de vertiginoso por causa da luxúria, eu me sinto...

Nervoso.

Hesitante.

Desesperado para que aconteça outra vez, e logo.

Porém, as emoções que me deixam mais nauseado perdem a cor se comparadas à exaltação.

Eu.

Beijei.

Sebastian.

Senti sua boca na minha, senti sua língua e sua risada reverberando no espaço entre nós. Beijamos, e nos beijamos mais um pouco. Todos os tipos de beijo.

Rápido e molhado, e também aqueles mais lentos e mais profundos que me fazem pensar em sexo e em longas tardes, escondidos, no quarto de alguém. Ele mordiscou meu lábio e eu mordisquei o dele, depois Sebastian deixou escapar um ruído que ouvirei ecoando no frenesi de meus pensamentos durante o resto do fim de semana. Tudo pareceu... certo pra caramba. Como se tudo o que fiz antes com outras pessoas não fosse beijar de verdade. Talvez, pareça clichê, mas foi como se cada célula do meu corpo estivesse envolvida ali. Aqueles beijos deixaram tudo o que já fiz antes parecendo sem graça e difícil de lembrar. Nos beijamos até calafrios começarem a se arrastar por baixo de nossas roupas.

Na verdade, agora que estou pensando no que aconteceu, posso dizer que nos beijamos até Sebastian se afastar, quando minha mão flertava com a bainha de sua camisa.

Ele contou que nunca fez nada com outro menino, mas estava claro que a mecânica do ato não lhe era nova, então posso apostar que já teve namoradas. De todo modo, nós dois estávamos literalmente tremendo com a mesma fome maníaca, então, talvez, para ele, tenha sido tão único e diferente quanto foi para mim.

Será que ele já... transou? Imagino que não – tenho certeza de que Autumn daria risada e diria que alguns dos mórmons são as pessoas mais safadas do colégio, mas alguma coisa em Sebastian me diz que ele é diferente no sentido de que, fora o que fizemos hoje, ele vive de acordo com todas as regras.

Mas ele transaria? Comigo?

Esse questionamento espalha ansiedade e calor em meu sangue.

Parece claro que estou me adiantando, mas ao mesmo tempo me sinto agitado e não sei como as coisas acontecerão. Será que nós estamos... ficando ou algo assim? Mesmo que apenas às escondidas?

Ele vai sair outra vez comigo?

Em meus pensamentos, minha mãe bate o pé no chão, forçando-me a analisar melhor o que está acontecendo. Contudo, esse pensamento imediatamente evapora. A sensação de tocar em Sebastian ainda é muito recente.

Quando nos levantamos e limpamos a terra de nossas roupas, era como se alguém furasse uma bolha de sabão. Mesmo lá, a céu aberto, parecíamos realmente sozinhos. Agora, todavia, cada passo que damos colina abaixo um pouco mais desse filme protetor se dissolve. Provo se espalha lá embaixo, grande e organizada.

Não quero voltar para lá. Não quero ir para casa. Não importa o quanto eu ame minha casa, e minha família, e meu quarto, e minha música, amo mais estar com Sebastian.

Como era de se esperar, ele fica em silêncio. Caminha a uma distância segura de mim, fora do meu alcance, com os olhos concentrados em seus pés e no caminho à sua frente. Tenho certeza de que neste momento sua confusão interna é maior do que a minha, mas a minha bagunça é enorme e torna difícil encontrar o que dizer ou mesmo saber se devemos conversar sobre o que acabamos de fazer.

Nesse tipo de situação pós-pegação com meninas – minha única experiência em Provo até então –, estaríamos de mãos dadas e eu me esforçando para controlar o corpo enquanto voltávamos para a cidade. Sem dúvida o mesmo se aplicaria aos rapazes, mas não aos meninos mórmons que – o silêncio e a ausência de contato físico parecem sugerir que nós dois notamos isso – estariam sujeitos a sermões e preces se fossem vistos descendo a montanha de mãos dadas.

Mesmo assim, apesar de tudo isso, espero que esse silêncio não seja ruim. De vez em quando, ele olha para mim e sorri, o que me faz brilhar por dentro. Mas, aí, eu me lembro de seu sorriso tranquilo (apesar do estresse) depois que sua mãe deixou a sala mais cedo, de seu sorriso tranquilo quando meninas conversam com ele no colégio (mas ele só gosta de meninos) e de seu sorriso tranquilo nas suas fotografias emolduradas em sua casa (onde ele tem de esconder um dos

seus maiores segredos), e sinto uma leve pontada ao me perguntar se sou capaz de notar a diferença entre um sorriso tranquilo real e um sorriso tranquilo falso.

– Está tudo bem aí com você? – pergunto com uma voz que vacila constrangedoramente.

Seu sorriso quase não é abalado.

– Está.

Temo o que pode acontecer daqui a cinco minutos, quando chegarmos à frente da sua casa. Se houvesse um jeito de tirá-lo dessa cidade, e dirigir até a gasolina acabar, e passar a noite conversando sobre esse assunto, ajudando-o a vencer seus medos, eu faria isso. Sei o que ele vai fazer, porque é uma versão mais dramática daquilo que vivi quando beijei um menino pela primeira vez: entrar no quarto e dizer a si mesmo vários e vários motivos pelos quais o que aconteceu hoje não passou de um momento de curiosidade e nada mais.

– O que você vai fazer no fim de semana?

Ele inspira bruscamente, como se precisasse se recompor antes de conseguir responder a essa pergunta.

– Tenho um torneio de futebol amanhã, depois Lizzy e eu vamos a Orem, ajudar na mudança de uma família.

Ah, serviço. E Orem. Nojo. As casas lá são mais bacanas, mas, se é que isso é possível, a cidade é ainda mais parada do que Provo.

– De onde os pobrezinhos estão se mudando?

Ele me lança um olhar perplexo.

– De Provo, oras.

– Você fala como se as pessoas não pudessem se mudar de outro lugar para Orem.

Minhas palavras o fazem dar uma risada sincera e eu sou consumido por seus olhos repuxados.

– Não, eu só quis dizer... – Ele pensa um pouco e volta a rir. – É, está bem, eu não acho que alguém se mudaria de nenhum lugar além de Provo para Orem.

– Ei, Sebastian?

Suas bochechas enrubescem com a minha voz e seu sorriso de alguma forma consegue ser tímido e sedutor.

– Oi?

– Você se sente à vontade com o que acabamos de fazer?

Ele fica pálido e sua resposta vem rápida demais para o meu gosto.

– Sim. Sem dúvida.

– Tem certeza?

Timidez e sedução abrem espaço para magnanimidade e eu sinto como se estivéssemos discutindo se ele gostou de algum prato que minha mãe preparou.

 

– Claro que sim.

Estendo a mão para tentar tocar seu braço. É uma necessidade instintiva de ter algum contato. Mas ele se afasta e olha à nossa volta em um pânico instantâneo.

– Nós. Eu não... Não podemos.

Suas palavras saem entrecortadas, como pancadas desajeitadas no tronco de uma árvore.

– Desculpa.

– Não estamos tão perto assim da cidade.

Claramente, não sou tão bom quanto ele quando o assunto é disfarçar emoções. Ele se retrai e sussurra:

– Não estou tentando ser um cafajeste. É só a realidade. Eu não posso...

conversar assim... não aqui embaixo.

Evito minha mãe a noite toda enquanto ela me lança aquele olhar demorado de “quer conversar?” e alego que estou cheio de lição para fazer – o que é verdade, mas, numa noite de sexta-feira, não consigo enganar ninguém. Autumn liga. Manny liga. Eric liga. Todo mundo está indo a algum lugar, planejando alguma coisa para fazer, mas são as mesmas coisas que fazemos há três anos, e nos mesmos lugares. Beber cerveja sem álcool, ou cerveja de raiz, ou refrigerante, e assistir às pessoas tirarem as roupas para se agarrarem nos cantos escuros, isso não me parece ser o que quero fazer esta noite.

Quero ficar sozinho – mas não para poder ficar olhando o feed do Instagram cheio de homens lindos. Quero repassar a trilha na montanha, várias e várias vezes. Tudo, menos o fim.

É só a realidade.

Não aqui embaixo.

Eu poderia entrar nessa espiral de uma verdade deprimente, mas Sebastian me envia uma mensagem pouco antes de eu ir para a cama com o emoji de uma montanha coberta de neve e essa sua atitude é como derrubar querosene na chama que arde em meu peito.

Levanto-me e ando de um lado para outro, sorrindo para a tela.

Uma montanha. Nossa trilha. Ele está em seu quarto agora, talvez pensando em nossa caminhada mais cedo.

Meu cérebro começa a girar. Talvez ele esteja na cama.

Uma vozinha fraca levanta uma bandeira de advertência, tentando fazer meus pensamentos voltarem para o caminho certo.

Resisto à vontade de responder com um arco-íris, uma berinjela ou uma

 

língua. Em vez disso, envio o emoji de um pôr do sol sobre a montanha.

Sebastian responde com uma bola de futebol. Ah, o fim de semana dele.

Respondo com o emoji de um barco – um lembrete do que talvez possamos fazer no verão... se ele estiver aqui.

Meu celular vibra em minha mão.

Podemos conversar mais sobre o seu livro?

Sim, claro.

Meu coração acelera. Em um ataque de ansiedade, e confissões, e beijos, esqueci que Sebastian tinha lido meus capítulos e que sabia que eram sobre ele.

Esqueci – embora ele não pareça ter esquecido – que terei de entregar esse livro em algum momento.

Posso consertar.

Posso fazer alterações para que não fique tão óbvio.

A gente conversa sobre isso pessoalmente, se não for problema pra vc.

Estremeço, bato a mão na testa. Seja mais cuidadoso, Tanner.

Sim, claro.

Depois disso, ele apenas diz:

Boa noite, Tanner.

Respondo também desejando boa noite.

E me lembro de algo que ele falou mais cedo: Não sei dizer se me sinto bem ou horrível com isso.

– Tenho umas 1.500 palavras – Autumn anuncia na tarde de segunda-feira, em vez de oferecer um cumprimento.

Ela se senta em seu lugar na sala do Seminário e me olha toda cheia de expectativa.

Coço o queixo e penso: “Eu só devo ter uns 70 post-its”.

Mas, isso é mentira. Tenho capítulos e mais capítulos escritos. Apesar do que prometi a Sebastian, as palavras fluem de mim para a página todas as noites. Não mudei nada. Na verdade, acrescentei, querendo reproduzir cada segundo.

– Tanner. – Auddy soa como uma acadêmica. – Você precisa começar a pensar tendo como base o número de palavras.

– Não penso em nada em número de palavras.

– Fico muito surpresa. – Responde com bom-humor. – Um livro tem entre 60

e 90 mil palavras. Você está escrevendo em blocos de post-its?

– Pode ser que eu esteja escrevendo um livro infantil, não?

Ela olha para baixo, arqueia as sobrancelhas. Acompanho sua atenção no espaço à minha frente. Um post-it escapa do meu caderno e as únicas palavras visíveis são:

LAMBER O PESCOÇO DELE.

– Eu estou escrevendo um livro infantil – reafirmo, puxando o papel de volta.

Ela sorri.

– Fico feliz em saber.

– Quantas palavras tem em uma página?

O suspiro da Autumn é longo, sofrido e provavelmente sincero. Eu também me deixaria louco.

– Umas 250, fonte 12 e espaço duplo entre as linhas.

Faço uma rápida conta mental.

– Você escreveu sessenta páginas?

Eu escrevi mais de cem.

– Tanner. – Ela repete meu nome, dessa vez com mais ênfase. – A gente precisa entregar em maio. Já estamos no fim de fevereiro.

– Eu sei. E estou tranquilo. Juro.

Quero que ela acredite em mim, mas não quero que peça para ver meu manuscrito. Mostrar minha versão fake da história até para Sebastian foi humilhante. Se já fiquei ansioso com a transparência de “Colin”, e “Evan”, e

“Ian”, imagina se ele lesse o que escrevi sábado à noite, aquela cena em que Tanner e Sebastian ficam juntos na montanha.

– Onde você foi na sexta-feira? – Autumn indaga, distraidamente passando a ponta do lápis em uma ranhura criada por cem mil outros alunos que já se sentaram em sua carteira e fizeram exatamente o que ela está fazendo agora.

– Fiquei em casa.

Minha resposta atrai sua atenção.

– Por quê?

– Estava cansado.

– Ficou sozinho?

Respondo de forma bem direta:

– Sim.

– Vi você e Sebastian subindo a montanha na sexta à tarde.

Meu coração sai correndo, e foge desta sala, e atravessa o corredor. Sem nem olhar para trás. Até agora, nem tinha me ocorrido que alguém pudesse ter nos visto ou que alguém se importaria com nós dois andando por aí. Mas Autumn se importa com quase tudo o que eu faço. E ela nos viu indo fazer a trilha juntos –

uma trilha, obviamente, na qual terminamos nos pegando, como dois adolescentes que somos.

– A gente só foi dar uma volta.

Ela abre um sorriso enorme, confirmando, claro, que era só uma caminhada.

Mas será que estou enxergando uma certa suspeita debaixo da superfície?

Talvez, eu não esteja parecendo tão tranquilo quanto imaginava.

– Auddy – sussurro.

Mas, nesse exato momento, Sebastian entra com o professor Fujita. Todo o meu corpo parece pegar fogo, e espero que ninguém perceba. Autumn olha para a frente e os olhos de Sebastian encontram os meus antes de ele desviá-los. Seu rosto enrubesce.

– Auddy. – Puxo a manga de sua blusa. – Pode me emprestar um lápis?

Acho que ela percebe o tom de pânico em minha voz porque se vira com uma expressão mais suave.

– Claro.

Quando ela me entrega o lápis, percebemos, os dois ao mesmo tempo, que já estou segurando uma caneta.

– Para mim, não importa que esteja pensando o que está pensando – sussurro, agora fingindo que pedi o lápis só para ela se aproximar de mim. – Mas, para ele, importaria.

Vejo um emaranhado de confusão no rosto de minha amiga.

– O que eu estaria pensando?

Meu coração se liberta.

Quando olho para a frente da sala, Sebastian rapidamente desvia sua atenção de nós. Não nos víamos há seis dias. Queria que nossa primeira interação depois daquela trilha guardasse um peso secreto e precioso, mas, em vez disso, só percebo uma estranheza enorme. Ele provavelmente me viu conversando com Autumn e depois olhando para ele. Será que está preocupado com a possibilidade de eu ter contado algo a ela? Estaria preocupado com a

possibilidade de ela ter lido meu livro – a versão verdadeira? . Tento fazer que não com a cabeça para comunicar que está tudo bem, mas ele já não olha para mim.

E não olha para mim durante o resto da aula. Quando nos dividimos em grupos menores, Sebastian passa o tempo todo com McKenna e Julie, que bate os cílios e fica toda caidinha por ele. Quando Fujita vai à frente da sala e explica como se dá o desenvolvimento dos personagens e do arco narrativo, Sebastian fica em um canto da sala, lendo parte do livro de Asher.

Então o sinal toca e ele simplesmente se vira e vai embora, atravessando o corredor. Quando enfim consigo enfiar todo o meu material na mochila para segui-lo, só vejo suas costas passando pela porta e sendo banhadas pelo sol.

Durante o almoço, ando de um lado para o outro sem parar, tentando pensar em uma mensagem para enviar a ele – sem ser óbvio demais –, dizendo que não há nada com que se preocupar.

– Você está parecendo um louco. – Autumn avisa, sentada no bloco de concreto com sua bandeja de homus e legumes. – Sente-se aqui um pouco.

Solto o corpo ao seu lado para agradá-la. Roubo uma cenoura e a como em duas mordidas. Mas a ansiedade por Sebastian é como um elástico apertado junto à minha caixa torácica. E se ele estiver realmente nervoso por causa desse livro? Posso recomeçar? Sim.

Eu posso recomeçar. Aliás, devo.

Passo a mexer a perna em um novo tipo de pânico.

Autumn não parece notar.

– Você devia convidar a Sasha para o baile de formatura.

– Formatura, outra vez? – Empurro o polegar entre os dentes, mastigando-o. –

Acho que não quero ir.

– Como é que é?! Você tem que ir!

– Não, não tenho.

Ela chuta o meu pé.

– Então... O Eric me convidou.

Viro-me boquiaberto para Autumn.

– O quê?! E como foi que eu não soube disso?

– Não tenho ideia. Postei no Instagram.

– É assim que dividimos informações agora? Postagens aleatórias nas redes sociais?

Pego meu celular. É claro que vejo uma fotografia da porta da garagem dela coberta com post-its de modo a formar a palavra “Baile?”

Muito criativo, Eric.

– Você devia mesmo chamar a Sasha. Podemos ir em grupo.

Minha respiração parece enroscar na traqueia e eu seguro a mão de Autumn.

– Não posso, Auddy.

Ela tenta disfarçar a decepção. Tudo isso é bom e terrível.

Quero dizer, é claro que Sebastian não iria comigo, nem morto. Porém, agora meu coração pertence a ele e, até que decida o que fazer com meu coração, não posso pegá-lo de volta.

Autumn me observa e inspiramos e expiramos em movimentos coordenados e estranhos por alguns segundos.

Solto sua mão e pego outra cenoura, dessa vez sem qualquer culpa.

– Obrigado.

Ela se levanta, deixando o almoço para eu terminar de comer, e beija o topo da minha cabeça.

– Eu tenho que conversar com a professora Polo antes da aula. Me manda mensagem mais tarde?

Assentindo, vejo-a desaparecer dentro do prédio antes de pegar meu celular, que descansa ao meu lado. Em um esforço para melhorar essa situação toda, digito:

Como foi o seu fim de semana?