Poesia de Fernando Pessoa - Volume 1

Fernando Pessoa · Capítulo 2 de 472

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Poesia de Fernando Pessoa - Volume 1

A aranha do meu destino

Faz teias de eu não pensar.

Não soube o que era em menino,

Sou adulto sem o achar.

É que a teia, de espalhada

Apanhou-me o querer ir...

Sou uma vida baloiçada

Na consciência de existir

A aranha da minha sorte

Faz teia de muro a muro...

Sou presa do meu suporte.

10-8-1932