Poesia de Fernando Pessoa - Volume 1
Como um vento na floresta,
Como um vento na oresta,
Como um vento na oresta,
Minha emoção não tem m.
Nada sou, nada me resta.
Não sei quem sou para mim.
E como entre os arvoredos
Há grandes sons de folhagem,
Também agito segredos
No fundo da minha imagem.
E o grande ruído do vento
Que as folhas cobrem de som
Despe-me do pensamento:
Sou ninguém, temo ser bom.
30-9-1930