Vida e Morte
Vida e Morte
Stephenie Meyer
2015
A todos os meus maravilhosos amigos e leitores: Feliz aniversário de 10 anos! É difícil acreditar que faz tanto tempo que tudo começou. Mas meus filhos, que eram bebês, hoje são adolescentes enormes, então não dá para escapar da verdade.
Obrigada pelos dez anos de aventuras que superaram até as maiores expectativas que eu poderia ter para minha vida. Eu sou uma pessoa extremamente comum, mas minha experiência com vocês, fãs, me fez acreditar – pelo menos um pouquinho – em magia.
Para celebrar esse marco, inseri um bônus para que vocês possam aproveitar ainda mais o universo de Crepúsculo (e, no típico jeito Stephenie Meyer de ser, o bônus é maior que o original). Vocês encontrarão Vida e m orte. Eu adorei revisitar Forks e espero que com vocês aconteça o mesmo. Vocês são fantásticos, amo vocês.
Obrigada!
Stephenie
Para meus garotos, Gabe, Seth e Eli,
por me deixarem participar da experiência de ser um garoto adolescente.
Eu não teria conseguido escrever este livro sem vocês.
PREFÁCIO
Oi, Querido Leitor!
Mais um a vez, feliz aniversário, e bem -vindo ao novo extra em com em oração aos dez anos da prim eira edição original de Crepúsculo! Mas um a coisa de cada vez:
SINTO MUITÍSSIMO.
Sei que vai haver m uito choro e ranger de dentes porque este novo m aterial adicional (A) não é totalm ente novo e, principalm ente, porque (B) não é Midnight Sun. (Se você está achando que eu não entendo sua dor, garanto que m inha m ãe j á deixou isso bem claro para m im .) Vou explicar com o este extra surgiu e espero que a explicação torne as coisas, se não m elhores, ao m enos com preensíveis.
Pouco tem po atrás, m inha agente m e procurou e perguntou se havia algum a coisa que eu pudesse fazer para o relançam ento em hom enagem ao aniversário de dez anos de Crepúsculo. A editora estava querendo algum tipo de prefácio ou um a carta de “feliz aniversário”. Eu achei… Bom , para ser sincera, achei bem sem graça. O que eu poderia escrever que fosse divertido e em polgante? Nada. Então, pensei em outras possibilidades, e, se faz você se sentir m elhor, eu até pensei em Midnight Sun. O problem a era o tem po: não havia tem po. Sem dúvida, não o bastante para escrever um livro, nem m esm o m eio livro. Enquanto eu refletia sobre Crepúsculo depois de tanto tem po longe da história e discutia o problem a do aniversário com am igos, com ecei a pensar em algo que eu falava antigam ente, em sessões de autógrafo e entrevistas. Bella sem pre foi m uito censurada por ser salva em várias ocasiões, e as pessoas a acusavam de ser a típica donzela em apuros. A isso, sem pre respondi que Bella é um a humana em apuros, um ser hum ano norm al cercado de todos os lados por pessoas que são basicam ente super-heróis ou supervilões. Ela tam bém foi criticada por se deixar consum ir dem ais pelo interesse am oroso, com o se isso fosse exclusividade de m eninas. Mas sem pre defendi que não teria feito diferença se o hum ano fosse hom em e o vam piro fosse m ulher; ainda seria a m esm a história. Deixando o gênero e a espécie de lado, Crepúsculo sem pre foi um a história sobre a m agia, a obsessão e o frenesi do prim eiro am or.
Então pensei: E se eu testasse essa teoria? Poderia ser divertido. Com o costum a acontecer com igo, com ecei acreditando que faria um ou dois capítulos. (É engraçado/triste o fato de que ainda não m e conheço bem .) Lem bra que falei que não havia tem po? Felizm ente, este proj eto, além de ser divertido, foi rápido e fácil. Acontece que não tem tanta diferença entre um a hum ana apaixonada por um vam piro e um hum ano apaixonado por um a vam pira. E foi assim que Beau e Edy the nasceram .
Algum as observações sobre a adaptação:
1. Inverti o gênero de todos os personagens de Crepúsculo, m as há duas exceções.
• A m aior é com Charles e Renée, que continuaram sendo Charles e Renée. O m otivo é o seguinte: Beau nasceu em 1987. Era raro um pai ganhar a guarda de um a criança na época, m ais raro ainda se fosse de um bebê. Seria necessário provar que a m ãe era incapaz de algum a form a. Tenho dificuldade de acreditar que algum j uiz da época (ou m esm o de agora) confiaria a criança a um pai ausente e desem pregado, em vez de a um a m ãe com em prego fixo e fortes laços com unitários. Claro, atualm ente, se Charlie lutasse por Bella, talvez conseguisse tirá-la de Renée. Assim , o cenário m enos im provável é o que acontece em Crepúsculo. O fato de que, algum as décadas atrás, os direitos da m ãe eram considerados m ais im portantes que os do pai, assim com o o fato de que Charlie não é do tipo vingativo, tornaram possível que Renée criasse Bella… e, nesse caso, agora, Beau.
• A segunda exceção é m uito pequena, referente a alguns poucos personagens secundários m encionados apenas duas vezes. O m otivo é m eu equivocado senso de j ustiça por pessoas fictícias. Houve dois personagens no universo de Crepúsculo tratados inj ustam ente ao longo da história. Então, em vez de m exer nesses personagens, dei a eles um a virada. Nada que acrescente à tram a. Foi só um a questão m inha, eu sendo estranha e cedendo à m inha neurose. 2. Há bem m ais m udanças no texto do que o fato de Beau ser hom em tornaria necessário, então pensei em detalhá-las para vocês. As estim ativas a seguir são aproxim adas, é claro. Não contei todas as palavras que m udei e nem fiz nenhum cálculo de verdade.
• 5% das m udanças foram feitas porque Beau é um garoto. • 5% das m udanças foram feitas porque a personalidade de Beau se desenvolveu de form a um pouco diferente da de Bella. As m aiores diferenças são que ele tem m ais TOC, não se expressa nem pensa com tantos floreios e não é tão irritado; ele não tem a raiva do m undo que Bella sente o tem po todo. • 70% das m udanças ocorreram porque m e deixaram m exer no texto dez anos depois. Pude consertar quase todas as palavras que m e incom odavam desde que o livro foi im presso, e isso foi glorioso. • 10% foram coisas que desej ei ter feito da prim eira vez, m as que não m e ocorreram na época. Pode parecer a m esm a j ustificativa do item anterior, m as é ligeiram ente diferente. Não é o caso de um a palavra que pareça errada ou fora do lugar, e sim de um a ideia que eu queria ter explorado antes ou de conversas que deviam ter acontecido, m as não aconteceram . • 5% foram questões de m itologia (erros, na verdade), a m aioria relacionada a visões. Quando fui trabalhar nas sequências de Crepúsculo e até em Midnight Sun, em que pude olhar dentro da cabeça de Alice a partir da perspectiva de Edward, a form a com o as visões de Alice funcionavam foi refinada. Elas eram m ais m ísticas em Crepúsculo, e, ao avaliar isso agora, vi que Alice poderia ter sido envolvida em situações nas quais não foi. Ops. • Isso deixa um a sobra de 5% de m iscelânea, para m udanças variadas, cada um a por um m otivo diferente e, sem dúvida, egoísta. Espero que você se divirta com a história de Beau e Edy the, apesar de não ser o que estava esperando. Eu m e diverti muito criando esta nova versão. Am o Beau e Edy the loucam ente. Não previ isso, e a história deles, para m im , renovou o m undo fictício de Forks e o deixou feliz de novo. Espero que tam bém sej a assim para você. Se você tiver um décim o do prazer que tive com esta história, vai ter valido a pena.
Obrigada por ler. Obrigada por fazer parte desse m undo, e obrigada por ser um a fonte tão incrível e inesperada de alegria na m inha vida nessa últim a década.
Com am or,
Stephenie
Se o destino dele é estranho, também é sublime.
Júlio Verne,
Vinte mil léguas submarinas