Vida e Morte
Epílogo: Um Acontecimento Especial
EPÍLOG O:
UM ACONTECIMENTO ESPECIAL
— TEM CERTEZA DE que foi um a boa ideia? — perguntou ela. — Eu tinha que estar aqui.
— Me avise se for dem ais para você.
Eu assenti.
Estávam os trinta m etros no alto, nos galhos de um abeto enorm e, sentados lado a lado em um trecho grosso. Eu estava com o braço ao redor dela, e ela estava segurando m inha outra m ão com suas duas. Eu conseguia sentir os olhos dela no m eu rosto. Preocupada.
O galho oscilou debaixo de nós no vento.
A três quilôm etros, um a caravana de carros dirigia pela Calawah Way com todos os faróis acesos, apesar de ser dia. Estávam os a sudeste e na direção contrária do vento, posicionados com cuidado para não ficarm os perto de pessoas. Era longe para Edy the conseguir ouvir o que as pessoas estavam pensando, m as não havia problem a. Eu tinha certeza de que era capaz de adivinhar boa parte. O prim eiro carro era o rabecão. Logo atrás estava a viatura da polícia, j á bem fam iliar. Minha m ãe estava no banco do passageiro e Phil, atrás. Reconheci quase todo m undo nos carros que vinham em seguida. Eu não pude assistir ao velório, pois aconteceu dentro de um a igrej a. A cerim ônia do enterro teria que ser suficiente.
O rabecão era só teatro. Não havia corpo suficiente dentro da picape queim ada para que fosse necessário usar um caixão. Se eu tivesse podido conversar com m eus pais, teria dito para não desperdiçarem dinheiro e com prarem um a urna. Mas acho que, se os fazia sentir m elhor… Talvez eles quisessem ter um túm ulo para visitar.
Eu j á tinha visto onde eles m e colocariam , ou o que achavam que era eu. O buraco foi cavado no dia anterior, ao lado de vovô e vovó Swan. Os dois m orreram quando eu era pequeno, então não os conheci bem . Eu torcia para que eles não se im portassem de ter um estranho ao lado. Eu não sabia o nom e do estranho. Não quis saber todos os detalhes de com o Archie e Eleanor forj aram m inha m orte. Eu só sabia que alguém m ais ou m enos do m eu tam anho que tinha sido enterrado recentem ente fez um a últim a viagem . Supus que todos os identificadores tinham sido destruídos: dentes, im pressões digitais, etc. Eu m e sentia m al pelo cara, m as achava que ele não devia se im portar. Ele não sentiu nada quando a picape desviou para um a ravina em algum lugar de Nevada e explodiu em cham as. A fam ília dele j á tinha passado pelo luto. Havia um a lápide com o nom e dele. Com o m eus pais tinham agora. Charlie e m inha m ãe aj udaram a carregar o caixão. Mesm o de longe, eu consegui ver que Charlie parecia vinte anos m ais velho e m inha m ãe andava com o se fosse sonâm bula. Se ela não tivesse o caixão para se segurar, não sei se conseguiria andar em linha reta pelo gram ado do cem itério. Reconheci o vestido preto que ela estava usando, ela tinha com prado para um a festa form al e concluiu que a envelhecia, então acabou indo à festa de verm elho. Charlie estava com um terno que eu nunca tinha visto. Eu achava que era velho, e não novo, pois não parecia que abotoaria, e a gravata era larga dem ais. Phil tam bém aj udou, e Allen e o pai dele, o reverendo Weber. Jerem y estava atrás de Allen. Até Bonnie Black estava segurando um a das alças de m etal enquanto Jules em purrava a cadeira.
No m eio das pessoas, vi quase todo m undo que eu conhecia da escola. A m aioria estava de preto, e m uitas pessoas se abraçavam e choravam . Fiquei um pouco surpreso, eu não conhecia m uitas delas m uito bem . Achei que só estavam chorando porque era triste de um m odo geral quando um a pessoa m orria aos dezessete anos. Devia fazer com que pensassem na própria m ortalidade e tudo isso.
Um grupo de pessoas se destacou: Carine, Earnest, Archie, Jessam ine, Roy al e Eleanor, todos de cinza-claro. Eles estavam m ais eretos do que qualquer outra pessoa, e m esm o de longe a pele deles era diferente… ao m enos aos olhos de um vam piro.
Tudo pareceu dem orar m uito tem po. Baixar o caixão, o reverendo fazer um a espécie de discurso (um serm ão?), m inha m ãe e m eu pai j ogando um a flor no buraco depois do caixão, todo m undo form ando a fila constrangida obrigatória para falar com m eus pais. Eu queria que deixassem m inha m ãe ir em bora. Ela estava apoiada em Phil, e eu sabia que precisava se deitar. Charlie estava se segurando m elhor, m as parecia m altratado. Jules levou Bonnie até lá na cadeira de rodas até ela ficar atrás dele, um pouco para o lado. Bonnie esticou a m ão e segurou a de Charlie. Pareceu aj udar um pouco. Isso colocou Jules em um a posição em que pude ver bem o rosto dela e desej ei que não pudesse. Carine e o resto dos Cullen estavam perto do fim da fila. Nós os vim os se aproxim ar lentam ente da frente. Eles foram rápidos com m inha m ãe, pois não a conheciam . Archie levou um a cadeira para m inha m ãe se sentar, e Phil agradeceu; eu m e perguntei se Archie tinha visto que ela cairia. Carine passou m ais tem po com Charlie. Eu sabia que estava pedindo desculpas pela ausência de Edy the, explicando que ela estava abalada dem ais para ir. Isso era m ais do que um a desculpa para Edy the estar com igo hoj e, era criar um a história para o ano letivo seguinte, quando Edy the continuaria tão abalada que Earnest decidiria dar aulas em casa para ela.
Vi Bonnie e Jules irem em bora enquanto Charlie ainda estava falando com Carine. Bonnie lançou um olhar som brio para os Cullen, depois olhou de repente na m inha direção.
É claro que ela não podia nos ver. Olhei ao redor, tentando entender para onde ela estava olhando. Percebi que Eleanor tam bém estava nos olhando; ela não tinha dificuldade em nos encontrar e estava se esforçando para não sorrir; Eleanor nunca levava nada a sério. Bonnie devia ter se perguntando para onde Eleanor estava olhando.
Bonnie afastou o olhar em poucos segundos. Disse algum a coisa para Jules. Elas seguiram para o carro.
Os Cullen foram em bora depois das Black. A fila foi term inando, e finalm ente m eus pais ficaram livres. Phil levou m inha m ãe em bora logo; o reverendo deu um a carona para eles. Charlie ficou sozinho enquanto os funcionários da funerária enchiam o buraco. Ele não olhou. Ficou sentado na cadeira que m inha m ãe usou, olhando para o norte.
Senti m eu rosto funcionando, tentando encontrar a expressão que acom panhava m inha dor. Meus olhos estavam secos dem ais; pisquei por causa da sensação desconfortável. Quando respirei em seguida, o ar saiu da m inha garganta com o se eu estivesse engasgado.
Os braços de Edy the abraçaram bem m inha cintura. Afundei o rosto no cabelo dela.
— Sinto m uito, Beau. Eu nunca quis isso para você. Eu só assenti.
Ficam os assim por m uito tem po.
Ela m e cutucou quando Charlie foi em bora, para que eu pudesse vê-lo se afastar. — Quer ir para casa? — perguntou ela.
— Talvez daqui a pouco.
— Tudo bem .
Ficam os olhando para o cem itério praticam ente vazio. Estava com eçando a escurecer. Alguns funcionários estavam lim pando as cadeiras e recolhendo o lixo. Um deles levou m inha foto grande, a foto da escola do com eço do prim eiro ano, ainda em Phoenix. Nunca gostei m uito daquela foto. Eu quase não reconhecia o garoto com olhos azuis inseguros e sorriso desanim ado. Era difícil m e lem brar de com o era ser ele. Difícil im aginar com o ele devia ter olhado para Edy the no com eço.
— Você nunca quis isso para m im — falei, lentam ente. — O que você queria? Com o você via as coisas acontecendo, considerando o fato de que eu sem pre estaria apaixonado por você?
Ela suspirou.
— O m elhor cenário possível? Eu esperava que… eu ficasse forte o bastante para poderm os ficar j untos enquanto você era hum ano. Que pudéssem os ser… m ais do que nam orado e nam orada. Um dia, se você não m e esquecesse, m ais do que m arido e m ulher. Não poderíam os envelhecer j untos, m as eu ficaria com você enquanto você envelhecesse. Eu ficaria com você por todos os anos da sua vida. — Ela hesitou por um segundo. — E então, quando sua vida acabasse… eu não quereria ficar sem você. Encontraria um j eito de ir atrás. Ela pareceu levar um susto quando eu ri. Não foi um a gargalhada m uito robusta, m as fiquei surpreso porque a sensação foi boa. — Era um a ideia m uito, m uito horrível — falei para ela. — Você consegue im aginar? Quando as pessoas achassem que eu era seu pai? Seu avô? Eu provavelm ente seria preso.
Ela sorriu com hesitação.
— Isso não teria m e incom odado. E, se alguém prendesse você, eu o tiraria de lá. — Mas você se casaria com igo? — perguntei. — De verdade? Agora, ela deu um sorriso m aior.
— Ainda vou. Archie viu.
Pisquei algum as vezes.
— Uau. Estou… superlisonj eado. Você realm ente se casaria comigo, Edy the? — Isso é um pedido?
Pensei por m eio segundo.
— Claro. Claro que é. Quer?
Ela passou os braços ao redor de m im .
— Claro que quero. O que você quiser.
— Uau — repeti. Eu a abracei e beij ei sua cabeça. — Mas acho que eu m e sairia m elhor com a outra versão.
Ela se inclinou para trás para m e olhar, e seu rosto ficou triste de novo. — Qualquer outro cam inho tam bém acabaria aqui. — Mas teria sido possível haver… um a despedida m elhor. — Eu não queria pensar nas m inhas últim as palavras para Charlie, m as elas ficavam surgindo na m inha m ente. Era m eu m aior arrependim ento. Eu estava feliz por a lem brança não ser intensa e só podia torcer para que desaparecesse com o tem po. — E se tivéssem os nos casado? Você sabe, nos form ado j untos, passado alguns anos na faculdade e feito um casam ento enorm e em que convidássem os todo m undo que conhecem os? Deixaríam os que todos nos vissem felizes j untos. Faríam os discursos m elosos, teríam os m otivo para deixar que todos que am am os soubessem disso. Depois, ir em bora de novo, para estudar em algum lugar longe…
Ela suspirou.
— Parece ótim o. Mas você acaba com um enterro duplo no final. — Talvez. Talvez ficássem os m uito ocupados por um ano, e quando eu fosse um vam piro m aduro e sob controle, pudesse vê-los novam ente… — Ceeeerto — disse ela, revirando os olhos. — Aí todos teríam os que nos preocupar com a história de não envelhecerm os nunca… e serm os m alvistos pelos Volturi. Tenho certeza de que isso term inaria bem . — Tudo bem , tudo bem , você está certa. Não há outra versão.
— Me desculpe — disse ela baixinho de novo. — Mas, de qualquer j eito, Edy the. Se eu não tivesse sido burro o bastante para fugir e m e encontrar com aquela rastreadora. — Ela sibilou, m as continuei falando. — Isso só teria atrasado as coisas. Ainda acabaríam os aqui. Você é a vida que eu escolho.
Ela sorriu, devagar prim eiro, m as de repente o sorriso ficou enorm e e com covinhas.
— Parece que m inha vida nunca teve sentido até eu encontrar você. Você é a vida que eu estava esperando.
Segurei o rosto dela com as m ãos e beij ei-a enquanto os galhos oscilavam em baixo de nós. Eu nunca poderia im aginar um a vida assim . Havia um preço alto a se pagar, m as era um preço que eu escolheria pagar m esm o que tivesse todo o tem po no m undo para considerar.
Nós dois sentim os quando o celular dela vibrou no bolso. Achei que seria Eleanor, perguntando sarcasticam ente se nos perdem os no cam inho de volta, m as Edy the atendeu:
— Carine.
Ela escutou por um segundo e arregalou os olhos. Consegui ouvir a voz de Carine falando m uito depressa do outro lado. Edy the pulou do galho ainda com o celular na m ão.
— Estou indo — prom eteu ela enquanto descia, dim inuindo a velocidade da queda com um galho aqui e ali. Fui rapidam ente atrás dela. Ela j á estava correndo quando bati no chão e não m e esperou alcançá-la. Devia ser m uito sério.
Eu saí correndo atrás, usando toda a força adicional que tinha por ser novo. Foi o bastante para m antê-la à vista enquanto corria na rota m ais direta até em casa. Meus passos eram quase três vezes m ais longos do que os dela, m as, ainda assim , correr atrás dela era com o correr atrás de um raio. Só quando estávam os perto de casa foi que ela m e deixou alcançá-la. — Tom e cuidado — avisou ela. — Tem os visita. E saiu correndo de novo. Forcei-m e ainda m ais para conseguir alcançá-la. Eu não tinha um a percepção positiva de visitantes. Não queria que ela os encontrasse sem m im ao lado.
Consegui ouvir rosnados antes de chegarm os ao rio. Edy the m anteve o salto baixo e reto até o gram ado. As persianas de m etal tinham sido fechadas na parede de vidro. Ela correu pelo lado sul da casa. Fiquei atrás dela o tem po todo. Ela pulou a am urada e parou na varanda. Todos os Cullen estavam ali, encolhidos em um grupo defensivo. Carine estava alguns passos à frente de todos, em bora eu conseguisse perceber que ninguém estava feliz de ela estar ali. Ela estava inclinada na direção dos degraus, olhando para a frente, com expressão de súplica no rosto. Edy the correu até o lado dela, e algum a coisa rosnou na escuridão na frente da casa.
Eu subi na varanda, e Eleanor puxou m eu braço quando tentei ir até Edy the. — Deixe que ela traduza — m urm urou Eleanor. Pronto para fugir das m ãos dela, pois nem Eleanor era forte o bastante para m e im pedir enquanto eu era tão j ovem , olhei para além de Carine para ver os vam piros que estávam os encarando. Não sei o que eu estava esperando. Um grupo grande, talvez, j á que os Cullen pareciam tão na defensiva. Eu não estava preparado para ver três lobas do tam anho de cavalos. Elas não estavam rosnando agora, todas as cabeças enorm es estavam erguidas e os focinhos apontavam para m im .
A que estava na frente, preta e m aior do que as outras duas, em bora elas fossem três vezes m aiores do que eu sonhava que um lobo podia ser, deu um passo para a frente, exibindo os dentes.
— Sam — disse Edy the com intensidade. A cabeça da loba se virou para olhar para ela. — Vocês não têm o direito de estar aqui. Não rom pem os o acordo. A loba-m onstra rosnou para ela.
— Elas não atacaram — disse Carine para Edy the. — Não sabem o que querem . — Elas querem que a gente vá em bora. Estavam tentando expulsar você. — Mas por quê? — perguntou Carine. As lobas pareciam estar ouvindo cada palavra com atenção. Podiam entender? — Elas achavam que violam os o acordo, que m atam os Beau. A loba grande rosnou, um som longo e baixo. Parecia um a serra sendo arrastada em um a corrente.
— Mas… — com eçou Carine.
— Obviam ente — respondeu Edy the antes que ela pudesse term inar. — Elas ainda acham que violam os o acordo, que escolhem os transform á-lo. Carine olhou para as lobas.
— Posso j urar que não foi assim que aconteceu. A que Edy the cham ou de Sam continuou rosnando baixo. Filetes de saliva escorriam dos dentes expostos.
— Beau — m urm urou Edy the. — Você pode contar? Elas não vão acreditar em nós.
Eu estava paralisado o tem po todo. Tentei afastar a surpresa enquanto ia para o lado de Edy the.
— Não estou entendendo. O que elas são? De que acordo vocês estão falando? — Sussurrei as palavras rapidam ente, m as ficou óbvio pelas orelhas alertas e pelos olhos observadores das lobas que elas estavam ouvindo. Lobas que entendiam o que dizíam os? Eleanor disse que Edy the estava traduzindo. Ela falava lobês? — Beau — disse Edy the com voz m ais baixa. — Essas são as lobas quileute. Você se lem bra da história?
— As… — Fiquei olhando para os anim ais enorm es. — Elas são lobisomens? A loba preta rosnou m ais alto, m as a m arrom -escura atrás deu um a bufada engraçada que quase pareceu um a gargalhada. — Não exatam ente — disse Edy the. — Muito tem po atrás, fizem os um acordo com outra líder de m atilha. Elas pensam que o violam os. Você pode contar com o foi transform ado?
— Hã, tudo bem … — Olhei para a loba preta, que parecia estar no com ando. — Eu, hã, sou Beau Swan…
— Ela sabe quem você é. Você j á conheceu Sam , na praia em La Push. Ela. As lem branças hum anas enevoadas m e distraíram por um segundo. Eu m e lem brei da m ulher alta em La Push. E de Jules dizendo que as lobas eram irm ãs dela. Que a tataravó fez um acordo com os frios. — Ah — falei.
— Apenas explique o que aconteceu.
— Certo. — Olhei para a loba de novo e tentei im aginar a m ulher alta que tinha que estar lá dentro. — Hã, algum as sem anas atrás, houve um a rastreadora, er, um a vam pira rastreadora, que passou por aqui. Ela gostou do m eu cheiro. Os Cullen a m andaram pular fora. Ela foi em bora, m as Edy the sabia que ela estava planej ando tentar m e m atar. Fui para Phoenix para m e esconder até os Cullen poderem … Bem , cuidar dela, sabe. Mas a rastreadora m e encontrou. Era um j ogo para ela, um j ogo com os Cullen, e eu era só um peão. Mas ela não queria só m e m atar. Ela… Acho que pode-se dizer que ficou brincando com a com ida. Os Cullen m e encontraram antes que ela m e m atasse, m as ela j á tinha m e m ordido. Ei, ainda tem os aquela fita de vídeo? — Olhei para Edy the, que estava olhando para as lobas. Ela balançou a cabeça. Eu m e virei para Sam . — Que pena. A rastreadora film ou tudo. Eu poderia m ostrar exatam ente o que aconteceu.
As lobas se olharam . Os olhos de Edy the estavam apertados enquanto ela se concentrava no que elas estavam pensando. De repente, a loba preta estava olhando para ela de novo.
— Isso é aceitável — disse Edy the. — Onde?
A loba preta bufou, e as três se afastaram da casa. Quando chegaram à beirada das árvores, viraram -se e correram para a floresta. Os Cullen convergiram até Edy the.
— O que aconteceu? — perguntou Carine.
— Elas não sabem o que fazer — disse Edy the. — Pediram que elas acabassem com a gente. Sam é a verdadeira chefe da tribo, m as só em segredo. Ela não é descendente direta da cacique com quem fizem os o acordo. Elas querem que conversem os com a cacique atuante, a verdadeira tataraneta da últim a chefe-loba.
— Mas… não seria Bonnie? — com entei, arfando. Edy the m e olhou.
— Sim . Elas querem um encontro em um local neutro, para que Bonnie possa ver você e tom ar um a decisão.
— Me ver? Mas não posso chegar tão perto… — Pode, sim , Beau — disse Edy the. — Você é o recém -nascido m ais racional que j á vi.
— É verdade — concordou Carine. — Nunca vi ninguém se adaptar tão facilm ente. Se eu não soubesse, diria que você tinha um a década de idade. Não era que eu achasse que elas estavam m entindo, só achava que não entendia a m agnitude do que estavam propondo.
— Mas é Bonnie. Ela é a m elhor am iga do m eu pai. E se eu a m achucar? — Nós estarem os lá — disse Eleanor. — Não vam os deixar você fazer nenhum a besteira.
— Na verdade… — disse Edy the.
Eleanor olhou para ela, chocada.
— Me pediram para levarm os a m esm a quantidade que a m atilha delas, só três. Já aceitei. Beau, eu, e a outra tem que ser Carine. Ficou claro que Eleanor ficou m agoada.
— Isso é seguro? — perguntou Earnest.
Edy the deu de om bros.
— Não é um a em boscada.
— Ou elas ainda não decidiram fazer um a em boscada. Ainda — disse Jessam ine.
Ela estava de pé de form a protetora ao lado de Archie, e havia algum a coisa errada com ele. Ele parecia m eio atordoado.
— Archie? — cham ei. Eu nunca o tinha visto parecer que… que estava perdido na situação e não à frente dela.
— Eu não as vi — sussurrou ele. — Não sabia que estavam vindo. Não consigo ver agora… não consigo ver esse encontro. É com o se não existisse. Consegui ver que isso era novidade só para m im . Os outros j á tinham ouvido antes de chegarm os, e Edy the j á tinha lido na m ente dele. — O que quer dizer? — perguntei.
— Nós não sabem os — respondeu Edy the rispidam ente. — E não tem os tem po para descobrir agora. Querem os estar lá quando elas chegarem . Não querem os que tenham a chance de m udar de ideia.
— Vai dar tudo certo — disse Carine para os outros, com os olhos em Earnest. — As lobas só estão tentando proteger as pessoas daqui. Elas são heroínas, não vilãs. — Elas acham que nós som os vilãos — observou Roy al. — Heroínas ou não, Carine, ainda tem os que aceitar que são nossas inim igas. — Não precisa ser assim — sussurrou Carine. — E não im porta esta noite — disse Edy the. — Esta noite, Beau precisa explicar a Bonnie, para que não tenham os que fazer a escolha entre ir em bora de Forks e gerar desconfianças ou lutar com três lobas que m al passaram da m aioridade e que só estão tentando proteger a tribo.
— Archie não consegue ver se vocês vão estar em perigo — lem brou Jessam ine. — Vam os ficar bem . Bonnie não vai querer m achucar Beau. — Não sei se isso é verdade agora. E sei que ela não vai ter o m enor problem a em ver você ser ferida.
— Eu consigo ouvir as lobas m uito bem . Elas não vão nos atacar de surpresa. — Nos diga para onde ir — disse Eleanor. — Vam os ficar longe e só nos aproxim arem os se você cham ar.
— Eu prom eti. Não há m otivo para voltar atrás na m inha palavra. Precisam os que elas vej am que podem confiar em nós, agora m ais do que nunca. Não! — disse Edy the quando Jessam ine aparentem ente pensava em outro argum ento. — Não tem os tem po. Voltarem os logo.
Eleanor resm ungou, m as Edy the a ignorou.
— Beau, Carine, vam os.
Eu saí correndo atrás dela, e consegui ouvir Carine fazendo a m esm a coisa. Edy the não correu tão rápido dessa vez, e nós dois a alcançam os com facilidade. — Você parece bem confiante — disse Carine para Edy the. — Dei um a boa olhada na m ente delas. Elas tam bém não querem essa briga. Nós som os oito. Elas não sabem se vão vencer se houver luta física. — Eu não posso. Não vou m achucá-las.
— Não discordo disso. Mas causaria problem as se fôssem os em bora agora. — Eu sei.
Eu escutei, m as m eus pensam entos estavam distantes, pensando em Bonnie e Charlie e o fato de que eu não devia chegar perto de hum anos agora. Eu tinha ouvido bastante dos outros sobre os anos de recém -nascido, principalm ente Jessam ine, e não estava pronto para tentar ser a prim eira exceção à regra. Claro, eu não tive dificuldade para absorver a m aioria das coisas e todo m undo estava surpreso com o quanto… eu estava calmo, m as isso era diferente. Edy the tom ou m uito cuidado para garantir que eu nunca fosse testado quando chegasse à coisa m ais im portante, não m atar ninguém . E, se eu fizesse besteira hoj e, além de destruir o m undo do m eu pai, pois ele precisava de um a am iga agora com o nunca antes, eu tam bém deflagraria um a espécie de guerra entre os Cullen e as lobisom ens gigantes.
Eu nunca m e senti desaj eitado no novo corpo, m as de repente aquela sensação de desgraça im inente tom ou conta de m im . Ali estava m inha chance de fazer besteira de um m odo espetacular.
Edy the nos guiou para nordeste. Atravessam os a estrada na parte em que virava para leste, na direção de Port Angeles, e continuam os para o norte por um curto intervalo de tem po, seguindo um a estrada m enor. Edy the parou em um terreno baldio na lateral da estrada escura, um a área onde as árvores foram cortadas recentem ente por m adeireiros.
— Edy the, não sei se consigo fazer isso.
Ela segurou m inha m ão.
— Estam os a favor do vento. Carine e eu vam os tentar segurar você se algum a coisa acontecer. Só se lem bre de não lutar conosco. — E se eu não conseguir m e controlar? E se eu m achucar você? — Não entre em pânico, Beau, sei que você vai conseguir. Prenda a respiração. Saia correndo para longe se ficar ruim .
— Mas, Edy the…
Ela colocou o dedo nos lábios e seguiu para o sul. Não dem orou para um par de faróis aparecer. Eu estava esperando que o carro passasse. Afinal, as lobas nem caberiam no pequeno sedã. Mas só parou não m uito longe de onde estávam os esperando, e percebi que Bonnie estava dentro, com outra pessoa no banco do m otorista. De repente, duas das lobas apareceram , vindas da floresta do outro lado da rua. Elas se separaram para ficar de cada lado do carro; pareceu um gesto de proteção. A m ulher no banco do m otorista saiu e foi até Bonnie. Eu sabia que não era Sam , em bora o cabelo tam bém estivesse curto. Fiquei olhando para ela, m e perguntando se a tinha conhecido na praia tam bém , m as ela não era fam iliar. Com o Sam , ela era alta e parecia forte.
Ficou claro que ela não só parecia forte. Ela pegou Bonnie nos braços e carregou-a com o se a m ulher m ais velha não pesasse nada. Um pouco parecido com a form a com o os Cullen m e j ogaram de um lado para o outro, com o se eu fosse um travesseiro de penas. Talvez as lobas (porque obviam ente aquela era a loba cinza que não estava com as outras duas do trio) tam bém fossem m ais fortes do que os hum anos norm ais.
Sam e a loba m arrom -escuro vieram na frente enquanto a m ulher alta carregava Bonnie. Sam parou a trinta m etros de onde estávam os. — Não consigo ver tão bem quanto vocês — disse Bonnie secam ente. Sam andou m ais dez m etros.
— Oi, Bonnie — disse Carine.
— Não consigo ver, Paula — reclam ou Bonnie de novo. A voz dela soou rouca e fraca para m im ; eu só vinha ouvindo vam piros havia quase um m ês. O bando de m etade lobas e m etade m ulheres andou lentam ente até ficarem a dez m etros de nós. Prendi a respiração, apesar de o vento fraco ainda estar soprando de trás de m im .
— Carine Cullen — disse Bonnie friam ente. — Eu devia ter j untado as peças antes. Só quando vi você no enterro foi que percebi o que tinha acontecido. — Mas você estava enganada — disse Edy the. — É o que Sam diz — respondeu Bonnie. — Não sei se ela está certa. Bonnie desviou o olhar para m im , e ela trem eu.
— Só tem os a palavra de Beau e a nossa. Você vai acreditar em algum a delas? — perguntou Edy the.
Bonnie lim pou a garganta, m as não respondeu. — Por favor — disse Carine, e a voz dela estava bem m ais gentil do que a das outras. — Nós nunca fizem os m al a ninguém aqui. Não vam os com eçar agora. Seria m elhor para nós não irm os em bora im ediatam ente, senão iríam os sem discutir.
— Vocês não querem parecer culpados — concordou Bonnie com sarcasm o. — Não, nós preferim os não — disse Carine. — E, na verdade, nós não violam os o acordo.
Bonnie olhou para m im .
— Então onde está Beau? Você espera que eu acredite que ele está dentro daquela coisa que tem um a leve sem elhança com ele? — A m ágoa estava forte na voz dela, m as o ódio tam bém . Fiquei surpreso pela reação dela. Eu estava m esm o tão diferente? Com o se eu não estivesse aqui? — Bonnie, sou eu — falei.
Ela fez um a careta ao ouvir m inha voz.
Eu estava sem ar. Segurei a m ão de Edy the e respirei de leve. Ainda com o vento ao m eu favor, foi tranquilo.
— Sei que pareço e soo m eio diferente, m as ainda sou eu, Bonnie. — É o que você diz.
Eu levantei a m ão livre com im potência.
— Não sei com o convencer você. O que falei para Sam era verdade, outra vam pira m e m ordeu. Ela teria m e m atado, m as os Cullen chegaram lá a tem po. Eles não fizeram nada de errado. Sem pre tentaram m e proteger. — Se eles não tivessem se m etido com você, isso nunca teria acontecido! A vida de Charlie não estaria em pedacinhos, você ainda seria o garoto que conheci. Eu j á tivera essa discussão e estava preparado. — Bonnie, tem um a coisa que você não sabe sobre m im … eu tinha um cheiro muito bom para vam piros.
Ela se encolheu.
— Se os Cullen não estivessem aqui, aqueles outros vam piros ainda teriam vindo para Forks. Talvez tivessem m atado m ais gente do que eu enquanto estivessem aqui, m as posso j urar que, se Charlie tivesse sobrevivido, estaria sentindo m inha falta do m esm o j eito agora. E não haveria sobrado nada do garoto que você conhecia. Você pode não conseguir ver, m as eu ainda estou aqui, Bonnie. Bonnie balançou a cabeça, m as com m enos raiva, ao que pareceu. Com m ais tristeza. Ela olhou para Carine.
— Vou concordar que o acordo continua intacto. Você pode m e dizer seus planos? — Vam os ficar aqui m ais um ano. Vam os em bora depois que Edy the e Archie se form arem . Vai parecer natural assim .
Bonnie assentiu.
— Tudo bem . Vam os esperar. Peço desculpas por nossa infração esta noite. Eu… — Ela suspirou. — Foi um erro. Fiquei… transtornada. — Nós entendem os — disse Carine delicadam ente. — Não houve m al nenhum . Talvez até tenha sido bom . É m elhor nos entenderm os o m áxim o possível. Talvez até possam os conversar de novo um dia…
— O acordo não foi violado — disse Bonnie com voz dura. — Não peça m ais de nós.
Carine assentiu um a vez.
Bonnie olhou para m im de novo e seu rosto se transform ou em tristeza. A brisa m udou de direção.
Edy the e Carine seguraram m eus braços ao m esm o tem po. Bonnie arregalou os olhos, depois os apertou com raiva. Sam rosnou um a vez. — O que vocês estão fazendo com ele? — perguntou Bonnie. — Protegendo você — disse Edy the com rispidez. O lobo m arrom -escuro deu um passo à frente. Eu respirei rapidam ente e m e preparei para sair correndo se fosse ruim . Foi ruim .
O arom a de Bonnie foi com o fogo descendo pela m inha garganta, m as foi m ais do que apenas dor. Foi m il vezes m ais atraente do que qualquer um dos anim ais que eu tinha caçado, não ficava nem no m esm o nível. Era com o alguém exibindo um filé m ignon perfeitam ente preparado na m inha frente depois de eu passar um ano só com endo biscoito velho. Só que m ais do que isso. Eu nunca tinha experim entado drogas, m as achei que a com paração de Edy the com heroína podia ser a versão m ais próxim a.
Mas, ao m esm o tem po que eu queria saciar m inha sede… e m uito… eu soube na m esm a hora que não precisava. Eu não queria chegar m ais perto dela, não, tinha certeza de que conseguiria segurar m esm o se precisasse. Eu achava que, quando essa coisa de recém -nascido viesse com tudo, eu não conseguiria pensar nem decidir. Que não seria m ais um a pessoa, que seria um anim al. Eu ainda era eu. Um eu com m uita sede, m as eu. Só dem orei m eio segundo para entender isso tudo. — Não, não se preocupe, Bonnie — falei rapidam ente. — Sou novo nisso, e elas não querem que eu… m e descontrole, sabe? Mas estou bem . Edy the tirou lentam ente a m ão do m eu braço. Carine olhou para m im com o rosto m eio… im pressionado.
Os olhos de Bonnie ainda estavam apertados, m as consegui ver que ela tam bém estava confusa. Talvez não esperasse que eu agisse tanto com o eu m esm o. Decidi tirar vantagem da oportunidade inesperada. Respirei novam ente, e apesar de continuar doendo do m esm o j eito, eu soube que ficaria bem . — Então parece que não vou ter chance de falar com você de novo — eu disse. — E lam ento que sej a assim . Acho que não entendo todas as regras ainda. Mas, com o vocês estão aqui, se eu pudesse pedir um favor… O rosto dela ficou tenso de novo.
— O quê?
— Meu pai. — Minha respiração deu aquela travada esquisita de novo, e precisei de um segundo para continuar. Edy the colocou a m ão nas m inhas costas, m as foi para m e consolar dessa vez. — Por favor, você pode… cuidar dele? Não deixe que fique m uito sozinho. Eu nunca quis fazer isso com ele… nem com a m inha m ãe. É a parte m ais difícil de tudo. Para m im , está tudo bem . Estou bem . Se houvesse algum a coisa que eu pudesse fazer para m elhorar as coisas para eles, eu faria, m as não posso. Você cuida dele para m im ? O rosto de Bonnie ficou vazio por um m inuto. Não consegui lê-lo. Eu queria conseguir ouvi-la com o Edy the ouvia.
— Eu teria feito isso de qualquer j eito — disse Bonnie. — Eu sei. Mas não pude deixar de pedir. Você acha… que pode m e avisar se houver algum a coisa que eu possa fazer algum dia? Você sabe, de longe? Ela assentiu lentam ente.
— Acho que pode haver um pouco de Beau ainda aí dentro. Eu suspirei. Ela não ia acreditar se eu contasse que eu estava aqui por inteiro, m as só havia m ais coisa por cim a.
— Tem algo m ais que eu possa fazer por você? Parei por um décim o de segundo, surpreso com a oferta. Consegui ver que Edy the e Carine tam bém estavam surpresas. Mas havia um a coisa que eu queria. — Você… — com ecei. — Você vai contar para Jules sobre isso? — Eu olhei para as lobas enorm es ao lado de Bonnie. — Ou vai sem pre ser segredo? Não entendi o olhar que surgiu no rosto dela.
— Jules vai saber em pouco tem po.
— Ah. Tudo bem . Bom , se ela puder saber sobre m im , você pode dizer que estou feliz? Não é tão ruim essa coisa de vam piro.
Bonnie trem eu.
— Vou dizer o que você falou.
— Obrigado, Bonnie.
Ela assentiu, olhou para a garota alta que a estava carregando e indicou com o queixo o cam inho pelo qual elas tinham se aproxim ado. Quando elas se viraram , vi um a lágrim a escapar pelo canto do olho dela. As lobas tam bém se afastaram de nós.
Eu esperava que não fosse a últim a vez que eu veria Bonnie. Torcia para que, quando Jules soubesse do segredo, eu tam bém pudesse vê-la. Ou pelo m enos falar com ela de novo. Esperava que talvez um dia as lobas vissem que os Cullen tam bém eram heróis.
O carro de Bonnie se afastou. As lobas sum iram em m eio às árvores. Esperei até Edy the term inar de ouvir a partida delas.
— Me conte tudo — falei.
Ela sorriu.
— Conto quando chegarm os em casa, para eu não ter que repetir. Houve m uita coisa. — Ela balançou a cabeça com o se estivesse im pressionada. Nós saím os correndo. Não tão rápido quanto antes. — Nossa. Lobisom ens de verdade. Esse m undo é m ais esquisito do que eu achava — com entei.
— Concordo — disse Edy the.
— Isso m esm o, você achava que não existiam m ais lobisom ens. Isso deve ter sido um choque.
— Elas não foram a coisa m ais chocante que vi hoj e. Olhei para ela e depois para Carine. Carine sorriu com o se tivesse sido um a piada.
— Eu sabia que você era especial, Beau, m as aquilo foi im pressionante. Jessam ine não vai acreditar.
— Ah. Mas… — Eu fiquei olhando para ela. — Você disse que sabia que eu conseguiria.
Ela riu.
— Bem , eu tinha certeza de que o vento não m udaria de direção. Carine riu e trocou um olhar com Edy the. Ela acelerou enquanto Edy the passou a ir m ais devagar. Em um segundo, estávam os sozinhos. Acom panhei o ritm o de Edy the e parei quando ela parou. Ela colocou as m ãos dos dois lados do m eu rosto.
— Foi um longo dia. Um dia difícil. Mas quero que saiba que você é extraordinário e eu te am o.
Puxei-a para bem perto de m im .
— Posso encarar qualquer coisa desde que você estej a com igo. Ela passou os braços pelo m eu pescoço.
— Então vou ficar aqui.
— Para sem pre — falei.
— Para sem pre — concordou ela.
Eu m e inclinei até m eus lábios encontrarem os dela. O para sem pre ia ser incrível.
POSFÁCIO
AQUI ESTAMOS DE novo, gentil leitor.
Sei que é m uito esperar que você leia um prefácio e um posfácio, m as tem algum as coisas que eu queria dizer e que não podia incluir no com eço sem estragar a diversão da leitura.
Obviam ente, eu trapaceei. Não segui a história original na conclusão dessa m inha experiência de trocar os gêneros, e não lam ento. Foi em polgante, e adorei escrever um final alternativo.
Mas quero dizer rapidam ente que o fato de Beau se tornar vam piro não teve nada a ver com o fato de ele ser garoto e não garota. Essa m udança tam bém não quer dizer que sej a esse o final que eu prefiro nem que eu ache que o original estava “errado”. Esse sem pre foi o grande e se?, e eu queria ver qual seria a sensação se Crepúsculo tivesse sido o fim da história. Se, com o Beau, Bella tivesse saído do aeroporto cinco m inutos antes.
Há m uita felicidade na união de Beau e Edy the, em tirar a barreira que os separava m ais cedo. Mas tam bém há grande tristeza. Com o hum ana, Bella teve que aguentar bem m ais sofrim ento do que Beau, m as, no final, sei que ela diria que valeu a pena. Beau vai ficar bem , m ais do que bem , vai ser feliz, m as sem pre terá um grande arrependim ento. Bella pôde colocar a casa em ordem e está confiante que ficou com a m elhor versão da história. E esse é o final de Beau e Edy the. Você pode im aginar o resto, quando, onde e com o eles se casaram … o que Victor poderá tentar para se vingar… o que Beau e Jules vão dizer um para o outro quando se reencontrarem … se Beau e Roy al vão se tornar am igos… se os Volturi liderados por Sulpicia são um a organização m ais benigna e m enos corrupta (eu acho que sim )… Espero que você tenha gostado de ter essa visão diferente de Crepúsculo, que não é tão diferente assim (exceto pelo final, pelo qual não peço desculpas). Mais um a vez, agradeço por tudo que você foi para m im nos últim os dez anos.
Obrigada!
Stephenie
P.S. Não fiz um a play list para este livro com o costum o fazer porque as m úsicas que estou ouvindo agora não existiam em 2005, quando a história com eça, e pareceram não com binar. Mas, se você estiver interessado na “trilha sonora” que está na m inha cabeça para este livro, ela é basicam ente form ada pelos discos: Royal Blood, de Roy al Blood, Seeds, de TV on the Radio, e 2.0, de Big Data.
Table of Contents
Vida e Morte
PRÓLOGO
1. À PRIMEIRA VISTA
2. LIVRO ABERTO
3. FENÔMENO
4. CONVITES
5. TIPO SANGUÍNEO
6. HISTÓRIAS DE TERROR
7. PESADELO
8. PORT ANGELES
9. TEORIA
10. INTERROGAÇÕES
11. COMPLICAÇÕES
12. OSCILANDO
13. CONFISSÕES
14. A MENTE DOMINA A MATÉRIA
15. OS CULLEN
16. CARINE
17. O JOGO
18. A CAÇADA
19. DESPEDIDAS
20. IMPACIÊNCIA
21. TELEFONEMA
22. ESCONDE-ESCONDE
23. A ESCOLHA
24. MUDANÇA
EPÍLOGO: UM ACONTECIMENTO ESPECIAL
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Stephenie Meyer
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