A fronteira
Agradecimentos
Um amigo querido recentemente chamou minha atenção ao fato de que eu venho escrevendo esta história por um terço da vida. O que começou com um livro intitulado The Power of the Dog, prosseguiu com O Cartel e agora é concluído com A Fronteira me consumiu por mais de vinte anos. Uma jornada de décadas não se caminha sozinho, mas acompanhado, passo a passo, não apenas pelos personagens ficcionais que habitam esse mundo imaginário, mas também de pessoas de verdade — relacionamentos, longos e estimados, sem os quais essa peregrinação nem teria começado, muito menos terminado.
A essas pessoas eu devo muito além do que jamais poderia pagar.
Shane Salerno — meu amigo, colega escritor e agente extraordinário — estava lá no começo e incrivelmente está aqui no término. A palavra lealdade nem começa a descrever sua firmeza, crença, aconselhamento e defesa fervorosa. Sem ele e a Story Factory, estes livros — e minha carreira — não existiriam.
Meu filho, Thomas Winslow, era um menino quando me ajudava a arquivar conteúdo para o meu primeiro livro. Agora ele é um jovem realizado com seu próprio trabalho (mais importante) e eu não poderia ser mais orgulhoso dele, ou grato por seu papel em minha vida e em meu trabalho.
Minha esposa, Jean Winslow, está inexplicavelmente mais linda do que no começo dessa jornada, e suportou minhas obsessões, meus temperamentos e as vicissitudes da vida de um escritor. Ela sempre me acompanhou em turnês literárias e viagens de pesquisa, literalmente me levando para verificar os detalhes dos terrenos (“Meu bem, fique aqui e eu vou caminhar até lá e ver se é possível atirar em você desta posição”), e me deu carona a lugares que nem sempre eram os mais agradáveis do mundo. Seu alto astral, senso de aventura e seu amor incondicional são a alegria da minha existência.
Sonny Mehta editou os dois primeiros livros e duas mil páginas de
manuscrito. Eu sempre serei grato por sua famosa noção estética apurada, paciência extraordinária e sua gentileza.
David Highfill herdou o último volume, uma tarefa difícil, à qual ele
trouxe seus talentos consideráveis, sensibilidade e destreza, pelos quais tenho imensa gratidão.
Muita gente me apoiou nessa jornada.
Eu não chegaria a lugar algum sem os livreiros, alguns dos quais
venderam pessoalmente centenas dos meus livros, e com carinho me acolheram em suas lojas, tornando-se verdadeiros amigos.
Não posso deixar de mencionar o pessoal de marketing e das editoras.
Literalmente carregaram meus livros consigo, são os heróis e heroínas ocultos do mundo da escrita, e eu sou grato a eles.
Assim como aos leitores. Sem leitores, eu não teria este emprego que
adoro. São eles, no fim das contas, o sentido disso tudo, e seu apoio, incentivo e gratidão representam o mundo para mim. Não tenho como agradecê-los o suficiente.
Aos críticos que escreveram resenhas tão bacanas, aos jornalistas que
me deram tanta visibilidade e aos colegas escritores que têm sido tão generosos, eu dedico minha profunda gratidão.
À minha mãe, Ottis Winslow, por me emprestar sua varanda, na qual
vastas porções destes livros foram escritas.
Aos muitos amigos que me deram ajuda, comida, música e riso —
Teressa Palozzi, Pete e Linda Maslowski, Thom Walla, John e Theresa Culver, Scott Svoboda e Jan Enstrom, Andrew Walsh, Tom Russell (America’s Bard), M. A. Gillette, o falecido James Gillette, Bill e Ruth McEneaney, Mark Rubinsky e o falecido rev. Lee Hancock, Don Young, Steven Wendelin, o falecido Jim Robie, Ron e Kim Lubesnick, Ted e Michelle Tarbert, Cameron Pierce Hughes, o compositor David Nedwidek e Katy Allen, Scott e Deb Kinney, Jon e Alla Muench, Jim e Josie Talbert, Neal Griffin, o pessoal de Mr. Manita’s, Jeremy’s on the Hill, Wynola Pizza, El Fuego, Drift Surf, The Right Click, e The Red Hen.
Eu não poderia — e não iria querer — ter feito essa caminhada sem
vocês.
A Liate Stehlik, da William Morrow, muito obrigado por sua confiança em mim. Isso tem grande valor.
A Andy LeCount, pelo empenho vigoroso que fez por mim.
E a Brian Murray, Michael Morrison, Lynn Grady, Kaitlin Harri, Jennifer Hart, Shelby Meizlik, Brian Grogan, Juliette Shapland e Samantha Hagerbaumer — um sincero obrigado pelo apoio incansável.
Sharyn Rosenblum e Danielle Bartlett literalmente viajaram vários quilômetros comigo; nós ficamos juntos em engarrafamentos, estações de trem e lobbys de hotel. Sua eficiência, humor e consideração têm sido uma imensa gentileza.
A Chloe Moffett, Laura Cherkas e Laurie McGee, eu tenho uma grande dívida por seu trabalho detalhado, cuidadoso e criativo em meu manuscrito. Elas me salvaram de muitos erros.
A Deborah Randall e a todo o pessoal da Story Factory, muito obrigado pelo apoio e inestimável contribuição.
A Matthew Snyder e Joe Cohen da CAA, meus sinceros agradecimentos por ficarem comigo nessa longa viagem.
Cynthia Swartz e Elizabeth Kushel, que têm sido infalivelmente criativas e gentis. Ao meu advogado, Richard Heller, eu devo muito.
Este é um trabalho de ficção. No entanto, qualquer leitor familiar com o cenário das drogas irá reconhecer que alguns de seus elementos tiveram ampla inspiração em fatos da vida real. Portanto, eu consultei muitas fontes.
Meu mais profundo agradecimento é dirigido às muitas pessoas que compartilharam suas histórias e experiências comigo. Minha dívida com elas é impagável.
Para este volume, eu consultei inúmeras fontes impressas, incluindo Enrique’s Journey, de Sonia Nazario, e Adiós, Niño: The Gangs of Guatemala City and the Politics of Death, de Deborah T. Levenson.
Entre os trabalhos jornalísticos que eu consultei estão:
Tim Rogers da Splinter; Kirk Semple, John Otis, Sonia Nazario, Azam Ahmed, J. David Goodman e Michael Wilson, Sam Quinones, William Neuman, Julia Preston, Wil S. Hylton, e Jeff Sommer — New York Times; Laura Weiss — LobeLog; Leighton Akio Woodhouse — The Intercept; Tyche Hendricks — KQED; Jessie Knadler — WEMC e WMRA; Chico Harlan, David Nakamura, Joshua Partlow e Julia Preston — Washington Post; Rodrigo Dominguez Villegas — Migration Policy Institute; Leon Watson e Jessica Jerreat — Daily Mail; Nina Lakhan, Amanda Holpuch, Lois Beckett, Rory Carroll e David Agren — The Guardian; Tracy Wilkinson e Molly Hennessy-Fiske — Los Angeles Times; Sarah Yolanda McClure — Center for Latin American Studies; Lorne Matalon — Fronteras; Laura C. Mallonee — Hyperallergic; Roque Planas, Tom Mills, e Avinash Tharoor — HuffPost; Ian Gordon, James Ridgeway e Jean Casella, e Laura Smith — Mother Jones; Amanda Taub — Vox; Aseem Mehta — Narratively; Christopher Woody, Jeremy Bender e Christina Sterbenz — Business Insider; Yemeli Ortega — MSN; Josh Eells — Rolling Stone; Duncan Tucker, Luis Chaparro e Nathaniel Janowitz — Vice News; John Annese, Larry McShane e Christopher Zoukish — New York Daily News; Ian Frazier — The New Yorker; Kristina Davis e Greg Moran — San Diego Union-Tribune; Cora Currier — ProPublica; Amanda Sakuma — MSNBC; Claudia Morales, Vivian Kuo e Jason Hanna — CNN; La Jornada; InSight Crime; Borderland Beat; Blog del Narco; Mexico News Daily; Univision; El Universal; Council on Hemispheric Affairs; e The Associated Press.
Ao final dessa trilha literária de vinte anos, eu olho para trás sabendo
que não há autor mais bem servido e apoiado, nem com melhores amigos ou uma família mais amorosa, não há autor que se sinta mais feliz com seu trabalho. Para mim, essa longa caminhada mais que valeu cada passo. Minha maior esperança é que isso também valha para o leitor.