A Mágica da Arrumação
Não mude o método para adaptá-lo à sua personalidade
Um dia, estava arrumando uma das gavetas do armário do corredor e fiquei confusa: o conteúdo parecia o da gaveta do banheiro, que eu havia organizado no dia anterior. Ela estava em outro cômodo, porém guardava as mesmas coisas – amostras de maquiagem e perfumes, sabonetes, escovas de dente e lâminas de barbear. Comecei a separar os itens por categoria, organizar tudo em caixas e colocar de volta na gaveta, exatamente como tinha feito no banheiro. Foi então que compreendi: organizar a casa usando a localização como critério era um erro grave.
Muitas pessoas se surpreendem ao saber que essa técnica aparentemente viável é uma armadilha muito comum. A raiz do problema reside no fato de que as pessoas guardam a mesma coisa em mais de um lugar. Para evitar essa situação, minha recomendação é organizar tudo por categoria. Por exemplo, em vez de decidir que hoje você vai arrumar determinado cômodo, estabeleça metas como “roupas hoje, livros amanhã”. Uma das principais causas da desorganização é ter coisas demais, e o motivo desse excesso é justamente ignorar a quantidade de itens repetidos que possuímos. Se você guarda objetos do mesmo tipo em lugares diferentes e arruma um cômodo de cada vez, nunca terá uma dimensão real da quantidade de itens iguais que possui. Para evitar isso, organize por categoria e não por localização.
Não mude o método para adaptá-lo à sua
personalidade
Livros sobre organização normalmente nos fazem acreditar que a causa da bagunça varia de pessoa para pessoa e que cada um deve encontrar o método que mais se adeque à sua personalidade. À primeira vista, o argumento é convincente e nos leva a concluir: “Então é por isso que não consigo manter a casa arrumada. O método que uso não combina com meu jeito de ser.” Ou seja, teoricamente poderíamos escolher entre as técnicas específicas para preguiçosos, ocupados, exigentes ou desleixados aquela que melhor nos representasse.