Bilionário Desconhecido: Blake

J. S. Scott · Capítulo 14 de 28

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Bilionário Desconhecido: Blake

Capítulo 13

Pela forma como ela segurava as costelas, supus que provavelmente tinha alguma fratura.

Os longos cabelos loiros tinham desaparecido e os olhos dela pareciam imensos no rosto magro.

— Eu sei que estou horrível, mas vou sobreviver, Colter — disse ela em tom estoico.

Assenti abruptamente e disse a mim mesmo que ela certamente continuaria viva.

Eu não a resgataria novamente.

Enquanto o médico cuidava dos ferimentos dela, minha fúria atingiu o limite. Cada corte, cada ferimento, para cada vez que eles a feriram ou encostaram nela, eu queria dar em dobro aos sequestradores.

Talvez fosse algo bom o fato de eu não ter conseguido ver bem os ferimentos dela antes de sairmos do acampamento.

Se eu tivesse sabido como eles a tinham brutalizado, teria matado a tiros cada um dos filhos da puta sem um pingo de remorso.

 

Harper

Eu acordei gritando e, quando finalmente percebi o que estava fazendo, engoli um soluço de medo.

Eu sonhara com Dani.

Eu a vira sem cabeça e impotente no meu pesadelo.

Passei os braços em volta do corpo para me reconfortar, recusando-me a acreditar que era alguma premonição. Eu não era médium e fora apenas um sonho.

— Ela está bem. Ela está bem. Ela está bem. — Balancei o corpo enquanto entoava o mantra, torcendo para que começasse a acreditar nele em breve.

Mas parecera tão real que eu estava com uma dor na boca do estômago.

— Harper! — gritou Blake ao entrar correndo no meu quarto. — O que aconteceu?

Ele obviamente me ouvira e eu sabia que gritara alto o suficiente para acordar os mortos. — Desculpe, foi um pesadelo — disse eu a ele em tom reconfortante. — Estou bem agora.

Eu o vi parado na porta, com a luz do corredor destacando o estado bagunçado dele. Com apenas a calça do pijama de flanela, vi os músculos definidos dos braços, do peito e do abdômen. Ele parecia tão sólido e tão forte, mas tão querido. Os cabelos dele estavam desgrenhados e ele fazia uma careta de preocupação.

— Tem certeza? Parecia que alguém estava matando você. — Dani —

sussurrei. — Eu estava sonhando com a minha irmã.

Blake entrou no quarto e fechou parcialmente a porta para que a luz não me cegasse. Em seguida, sentou-se na cama, recostou-se na cabeceira e puxou meu corpo contra o seu. Aceitei o abraço reconfortante e deitei a cabeça em seu ombro, sentindo o calor de sua pele contra meu rosto. —

Desculpe. — Não se desculpe — respondeu ele com voz rouca. — Quero ficar ao seu lado. Sei como está com medo. Ora, você teria que ser louca para não estar com medo.

Depois de ver o vídeo de Dani, eu estava aterrorizada achando que ela morreria. Com o governo ainda sem fazer nada do que poderia fazer e os sequestradores obviamente ficando inquietos, eu tinha certeza de que minha irmã não tinha muito tempo.

Blake e eu tínhamos jantado mais cedo. Depois, trabalhei em alguns desenhos enquanto ele lidava com uma papelada. A noite se passara de forma agradável, mas nossa atração e a química entre nós estavam sempre lá, sempre presentes. Blake era um ímã enorme que me fazia ter vontade de me agarrar a ele de forma desesperada.

Finalmente eu fora para a cama antes que fizesse algo idiota. Só o que eu queria era ficar nua e suada com aquele homem maravilhoso que esfregava minhas costas para me reconfortar. E não era porque eu estava emotiva ou cansada.

Eu queria Blake Colter e, apesar de não ter reconhecido de forma consciente, sentira falta dele por mais de doze anos.

Meu coração deu um salto quando ele passou a mão nos meus cabelos.

A ternura dele fazia com que fosse ainda mais difícil de afastá-lo.

Eu estava sofrendo e Blake era o único que conseguiria acabar com a dor.

Não só eu estava com medo pela minha irmã, como ainda tentava lidar com as emoções voláteis que Blake me fazia sentir.

Suspirei e fiquei imaginando como ele conseguira se afastar de todas as mulheres que provavelmente tinham se jogado aos pés dele. Blake era tão viciante que eu já me perguntava como o deixaria quando tudo aquilo terminasse. Ele era lindo e sexy, mas também era brilhante e gentil. Era o tipo de homem com que todas as mulheres sonhavam, mas raramente encontravam. Eu sabia que ninguém como ele jamais cruzara meu caminho.

— Melhor? — perguntou ele com voz gutural. — Sim.

— Então acho melhor eu dar o fora daqui antes que faça algo de que nós dois nos arrependeremos — sugeriu ele com voz sofrida.

— Eu nunca me arrependeria — encorajei. — Eu sim — respondeu ele.

— Somos adultos, Blake. Não somos mais crianças. — Eu aceitaria feliz.

Senti o corpo dele ficar tenso e o quarto ficou em silêncio enquanto ele entrelaçava os dedos nos meus cabelos. — Pelo amor de Deus, Harper.

Você não faz ideia de como isso é difícil para mim.

Tive um pressentimento e, enquanto deixava minha mão percorrer o peito forte e o abdômen dele, tracei cada músculo até chegar ao pijama de flanela para acariciar um pênis muito rígido.

Ele sibilou em aprovação e colocou a mão sobre a minha, como se tivesse medo de que eu a afastasse. — Toque em mim, caralho. Toque em mim.

O comando dele foi alto e com uma necessidade profunda que me fez agir. Movi a mão sob o elástico da cintura do pijama e passei os dedos em volta do pênis. Era tão macio e sedoso que eu o acariciei, adorando a textura da pele sobre a rigidez.

— Você é tão gostoso, Blake — disse eu, com a voz tão cheia de desejo que mal reconheci como sendo minha.

Ele assumiu o controle e, antes que eu percebesse o que acontecia, estava sob ele. As mãos largas seguravam as minhas sobre a minha cabeça.

— Não consigo mais fazer isto, Harper. Não consigo lutar contra isso, contra a forma como desejo você — rosnou ele.

— Então não lute — aconselhei. — Por favor, não lute. — Eu queria aquilo, queria Blake.

— Não vou — respondeu ele ao me sentar e puxar a camisola de algodão sobre a minha cabeça. Em seguida, jogou-a no chão do quarto. —

Não consigo. Preciso demais de você.

Estremeci quando ele passou os braços em volta de mim novamente, desta vez, pele com pele. Meus mamilos rígidos encostaram no peito dele.

Não houve hesitação quando ele abaixou a cabeça e beijou-me, devorando minha boca como se estivesse desesperado. Eu me abri para ele e deixei que nossas línguas se entrelaçassem, mostrando que precisava dele tanto quanto precisava de mim.

Talvez mais.

Eu estava ofegante quando a boca dele finalmente deixou a minha. A língua provocante dele percorreu meu pescoço.

— Blake — disse eu com um suspiro.

Ele mordeu minha pele de leve e, em seguida, passou a língua sobre ela. — É tão bom ouvir o meu nome saindo da sua boca — respondeu ele com a voz abafada contra o meu pescoço.

Percebi como dissera o nome dele poucas vezes. — Sei exatamente quem você é agora — respondi com a voz excitada. — Blake.

— Isso mesmo — respondeu ele. — O homem que está prestes a fazer você gozar com tanta força que gritará meu nome quando terminarmos.

Estremeci de excitação. — Quero só ver — desafiei. — Querida, é o que pretendo fazer.

Ele soltou meus pulsos para descer pelo meu corpo com a boca.

Entrelacei os dedos nos cabelos dele, saboreando a sensação dos cachos ásperos nas mãos. — Sim.

Aquela não parecia ser a primeira vez, mas eu não queria que parecesse. Éramos adultos e Blake era gentil, mas também era um macho dominante, algo que, incrivelmente, me deixava ainda mais excitada.

Eu me contorci quando os dentes e a boca de Blake morderam de leve um dos meus mamilos sensíveis. Ele chupou com força antes de usar a língua para aliviar o toque.

Arqueei as costas e meu corpo estremecia sempre que ele mudava de um seio para o outro, tornando a sensação de dor e prazer tão excitante que eu estava prestes a perder o controle.

— Por favor — implorei, sentindo a pressão acumular. — Preciso gozar. — Você vai. Quando estiver pronta — exigiu ele.

— Estou pronta — choraminguei quando os dedos dele sondaram a seda delicada da minha calcinha.

— Ainda não — negou ele.

Blake puxou a seda com força, que cedeu. Rapidamente ele descartou a calcinha inutilizada, jogando-a no chão.

Joguei a cabeça de um lado para o outro enquanto ele continuava a provocar meus mamilos. Os dedos dele invadiram minha boceta.

— Blake, por favor — gritei, desesperada para tê-lo dentro de mim.

— Eu quis isto durante anos, querida. Não vou estragar tudo.

Não havia absolutamente nada que ele pudesse fazer de errado. Não enquanto estivesse tocando em mim. As mãos e a boca de Blake pareciam fogo líquido e eu certamente era inflamável.

— Transe comigo — implorei. — Não quero mais brincar.

— Não estou brincando — retrucou ele. — Tudo neste momento é muito sério.

O polegar dele circulou meu clitóris e, em seguida, fez pressão sobre o feixe de nervos, incitando uma série de gemidos que nem tentei controlar.

Ergui os quadris, tentando desesperadamente aumentar o atrito e a pressão.

Mas ele recuou, provocando-me até que eu estivesse quase louca.

— Agora — exigi.

Ele se moveu entre as minhas coxas. Em seguida, dobrou minhas pernas e abriu-as com impaciência. — Há muitos anos não sinto o seu gosto. E você é doce demais — murmurou ele logo antes de abaixar a cabeça e correr a língua pela minha fenda.

Eu teria saltado da cama se Blake não estivesse me segurando com firmeza. — Mais. Mais. — Eu não conseguiria aguentar a provocação mais um segundo. Ele me deu o que eu pedi, passando a língua entre as minhas dobras, procurando e encontrando meu clitóris. Mas ele não me deu o suficiente e eu sabia que era deliberado. — É uma sensação tão incrível.

Meu corpo queimava, sem controle, e ofeguei quando os dentes de Blake morderam meu clitóris de leve, seguido de movimentos intensos da língua.

Com urgência, agarrei os cabelos dele e puxei seu rosto contra minha boceta, implorando sem palavras pelo que precisava para explodir.

A língua dele era como seda ao lamber de cima abaixo da minha pele trêmula. Ele não aceitou minha súplica silenciosa. Tinha planos próprios, algo que eu não sabia se conseguiria aguentar.

Blake, quando jovem, fora gentil e insistente.

Blake, como adulto, era faminto, dominante e no controle. — Ai, meu Deus. Não aguento mais — disse eu sem fôlego.

— Sim, aguenta — respondeu ele com a voz abafada, pois a boca estava cheia com a minha carne trêmula.

Minhas pernas começaram a tremer e o nó nas minhas entranhas começou a se desfazer enquanto Blake acariciava meu clitóris sem parar com a língua, finalmente dando-me o que eu precisava.

— Isso. Assim. Isso.

Entoei meu mantra enquanto a língua faminta continuava invadindo e conquistando, deixando-me trêmula quando o clímax finalmente sacudiu meu corpo. Blake continuou a provocar meu clitóris de forma exigente, lambendo cada gota dos fluidos da minha boceta enquanto eu implodia. Ele se posicionou rapidamente sobre mim, apoiando o peso do corpo nas mãos ao me beijar como um louco, deixando que eu sentisse meu gosto em seu beijo.

Isso só me inflamou ainda mais.

Meu corpo ainda tremia e eu precisava dele dentro de mim.

Não precisei pedir. Obviamente, Blake não esperaria. Ele me preencheu com um movimento forte dos quadris, gemendo ao se enterrar em mim e afastar a boca da minha. — Harper! — Meu coração galopou quando ele disse meu nome como se estivesse voltando para casa. De muitas formas, era exatamente essa a sensação. Era como se finalmente estivéssemos onde deveríamos estar.

— Blake! — gritei, adorando o som do nome dele.

Passei as pernas em volta da cintura dele, tentando puxá-lo o mais perto possível. Adorei sentir o peso dele quando ele abaixou o corpo sobre os cotovelos e beijou-me enquanto ainda se movia dentro de mim, estendendo meus músculos internos. Foi uma dor absolutamente maravilhosa.

— Blake. Blake. Blake.

Gritei o nome dele com cada investida do pênis. Passei os braços em volta do pescoço dele e Blake me beijou sem parar, mordendo de leve meus lábios e meu pescoço. Finalmente, ele apoiou a boca na minha têmpora e murmurou: — Minha. Você é minha, Harper. Sempre foi minha.

— Sim — concordei com satisfação, enterrando as unhas nas costas dele ao sentir o prazer da posse dele aumentando até ser uma necessidade.

— Preciso de você, Blake. Preciso de você.

Ele aumentou o ritmo, investindo dentro de mim ao morder de leve meu ombro, e disse: — Você me tem, querida. Sempre teve.

As palavras dele me fizeram agarrá-lo com mais força, com os dedos enterrando-se na pele dele. Arqueei as costas e apertei as pernas em volta da cintura dele quando o orgasmo me atingiu com força. — Blake!

Eu ainda estava gritando, mas não me importei. Meu corpo estava em chamas e eu queimava no calor de Blake, enquanto ele continuava a investir

freneticamente como se fosse um homem possuído.

Continuei enterrando as unhas na pele dele, com o prazer do clímax iminente tão intenso que parecia que eu ia despedaçar.

Blake se ergueu, segurou meus quadris e puxou-os contra si próprio enquanto tentava investidas mais fortes e profundas.

Eu explodi enquanto gritava o nome dele sem parar, com o corpo pulsando em volta do pênis.

— Harper — gemeu ele com voz rouca. — Você é tão gostosa, querida.

Meu canal continuava pulsando e a semente quente dele me invadiu enquanto eu estremecia de puro prazer ao vê-lo perder o controle.

Blake enterrou o rosto contra o meu pescoço e saboreei os jatos de ar quente contra a pele enquanto ele tentava recuperar o fôlego.

Meu coração ainda batia com força e eu continuava sem fôlego quando agarrei os cabelos dele. Blake abaixou a cabeça para me beijar.

Ele rolou com nossos corpos e bocas ainda juntos, espalhando-me sobre o corpo forte ao completar o abraço sensual.

O quarto ficou em silêncio. O único som que podia ser ouvido era nossa respiração pesada.

Meu corpo estava saciado e contente quando deitei sobre Blake como um cobertor.