Bilionário Desconhecido: Blake
Capítulo 26
Perdi o bebê. Tive o que é chamado de gravidez tubária, quando o óvulo fertilizado se prende à trompa. Ela rompeu e precisei de uma cirurgia de emergência. Não posso mais ter filhos, Blake. Sou infértil.
Vi o brilho nos olhos dele e quase consegui ouvir as perguntas formando-se em sua mente. Eu queria deixar a explicação simples, mas percebi que não me livraria sem responder a mais perguntas.
Harper
—Você sabia que estava grávida? — Os olhos de Blake tinham uma expressão feroz e a mandíbula estava cerrada quando ele fez a pergunta. —
Eu tinha acabado de descobrir — expliquei. — Eu mal tinha aceitado o fato de estar grávida. E sim, eu ia contar a você. Você tinha o direito de saber.
Mas não cheguei tão longe antes de ter que passar pela cirurgia. A gravidez não era viável. Descobri, depois da cirurgia, que tinha endometriose nas duas trompas, que estavam bloqueadas. O médico removeu uma delas e tentou limpar a outra, mas tenho cicatrizes agora e meu ginecologista testou para ver se um óvulo passaria. Ele disse que as chances são praticamente nulas.
— Há outras maneiras. Fertilização in vitro?
— Possível, mas difícil. Blake, depois que perdi o bebê, fiquei deprimida. Desanimada. Não sei se consigo passar por algo assim de novo.
Não fui eu mesma durante anos.
Ele tirou o casaco e jogou-o na cadeira. Em seguida, colocou os braços em volta de mim e puxou-me para o colo. — Você queria o bebê quando achou que a gravidez era normal?
Olhei para ele com os olhos vermelhos e as lágrimas ainda escorrendo.
— Sim. Quando me acostumei com a ideia de que estava grávida, eu queria muito o bebê. Eu tinha como sustentá-lo e ainda continuar a faculdade. E eu o queria porque... — Eu nem sabia como explicar.
— Porque era nosso — terminou ele.
Eu assenti. — Porque era seu — corrigi. — Eu não consegui admitir isso para mim mesma na época, mas sei agora que é verdade.
Ele usou o polegar para limpar algumas das lágrimas do meu rosto ao perguntar: — Achou, mesmo por um momento, que o fato de não poder ter filhos faria alguma diferença no que sinto por você?
— Faz diferença para mim — admiti. — Você disse que queria ser pai e seria um pai maravilhoso.
— Não me importo nem um pouco, Harper. Odeio o fato de você ter sofrido e queria muito que tivesse me procurado para que eu pudesse lhe dar apoio. Mas, sob as circunstâncias, entendo por que não fez isso. Porém, não somos mais jovens universitários. E tudo o que eu sempre quis foi você.
— Você vai querer uma família, Blake — protestei.
— Não posso ter uma família sem você — disse ele com voz rouca. Os olhos suplicavam para que eu entendesse.
— Nem pode ter uma comigo — disse eu com tom de incerteza. —
Harper, você é tudo para mim. Se eu não tiver você, não terei nada.
— Eu amo você — disse eu, sem conseguir mais conter as emoções.
Meu Deus! Amei este homem forte e teimoso que não me esqueceu.
Senti o corpo dele estremecer contra o meu. — Eu também amo você, querida. Estive tentando fazer você entender isso desde o momento em que a vi de novo. Não existe outra mulher para mim. Nunca existiu e nunca existirá.
Passei os braços em volta do pescoço dele e abracei-o com força, apoiando a cabeça em seu ombro. — Então, basicamente, estamos ferrados.
— Querida, eu estou ferrado desde o dia em que você olhou para mim naquele abrigo. Mas, se disser que será minha, serei um ferrado muito feliz.
Bati de leve no braço dele. — Isto não é algo que você pode decidir sem pensar bem, Blake. Se me aceitar, você provavelmente não terá filhos.
— Por que não podemos adotar uma criança, uma daquelas sem-teto que precisam de pais? Harper, uma criança não precisa ter o meu DNA para que eu a ame e para que nós sejamos pais. — Ele acariciou o meu pescoço, tentando me reconfortar.
Eu sempre quisera adotar uma criança e planejara fazer isso como mãe solteira quando me estabelecesse em algum lugar. Para muitas crianças que precisavam de um lar, um pai ou uma mãe estável era muito melhor do que nenhum. Mas o fato de Blake realmente não parecer se importar se a
criança fosse filha natural dele ou não fez meu coração flutuar com uma felicidade que nunca ousei acreditar que existisse.
Eu poderia ter Blake.
E poderíamos ter a nossa família.
Tudo o que eu tinha que fazer era acreditar que ele ficaria feliz com isso.
Recuei e inclinei a cabeça, encontrando os olhos cinzentos acolhedores.
Meu coração derreteu como se fosse manteiga. — Você consegue conviver com o fato de nunca podermos ter um filho nosso?
— De que adianta passar pelo processo de tentarmos ter um filho quando tantas crianças precisam de um lar? — perguntou ele, soando genuinamente perplexo.
— Meu Deus, você é um homem tão incrível, Blake Colter — disse eu com voz maravilhada.
— Não sou tão incrível assim — retrucou ele. — Muitas pessoas adotam.
Sim, era verdade. Mas normalmente era uma decisão tomada quando não havia outra opção ou para aumentar a família. Mas meu Blake maravilhoso queria adotar porque era certo. — Eu amo você. Eu amo você pelo seu apoio, sua compreensão e seu coração generoso. Amo o fato de você me aceitar, mesmo eu sendo defeituosa.
— Você. Não. É. Defeituosa. — A voz dele era grave. — Harper, eu a engravidei e depois não estava lá para dar apoio a você. Você estava gravemente doente e quem estava lá?
— Ninguém — respondi com sinceridade. — Eu não queria que meus pais soubessem e tudo aconteceu muito depressa. A única pessoa que sabe é Dani e só contei para ela anos depois, quando eu soube que tinha cicatrizes demais para ser fértil.
Ele me puxou contra o corpo e segurou-me lá, acariciando meus cabelos. — Fique comigo, Harper. Nunca me deixe de novo. Quero estar ao seu lado quando precisar de mim. Quero que se case comigo e nós seremos felizes para sempre. Prometo. Eu preciso só de você. O resto é bônus.
— Eu amo você — sussurrei contra o ombro dele. — Eu amo você demais. Eu queria que você tivesse tudo.
— Eu tenho — disse ele com voz rouca. — Eu a tenho bem aqui, nos meus braços. E, desta vez, você não vai a lugar algum.
— Não, não vou. — Suspirei feliz. — Pelo menos, não agora. Tenho que voltar a Boston em alguns dias.
Ele me ergueu, colocando minhas pernas nos lados do corpo dele. —
Então acho melhor eu me ocupar logo.
Sorri para ele, um sorriso de pura felicidade. — Fazendo o quê, exatamente? — Convencendo você de que, se casar comigo, eu a farei tão feliz que nunca sentirá que falta alguma coisa — respondeu ele.
Ai, meu Deus. Eu viveria em um constante estado de sonho se Blake fosse meu. — E como pretende fazer isso, senador Colter? — perguntei em tom malicioso.
— Fazendo você gozar até que não consiga mais se mexer, mesmo que queira — informou ele com um sorriso sexy.
Meu coração batia depressa quando comecei a desabotoar lentamente a camisa dele. — Talvez devesse ser meu trabalho fazer você feliz. Fui eu quem partiu e quero muito ficar com você para o resto da vida — sugeri.
— Não me entenda mal, adoro a ideia de você fazer isso. Porém, querida, só o que precisa fazer é respirar para que eu continue querendo você. Nunca deixei de querer. — Ele falou com a voz baixa e cheia de luxúria.
Quando cheguei ao último botão, abri a camisa dele e coloquei as mãos sobre o peito musculoso. Tudo o que eu queria era derreter contra o corpo protetor de Blake. — Eu também nunca deixei.
Ele se levantou, levando-me com ele, e segurou-me até que meus pés estivessem no chão. Ele me soltou para tirar a camisa. Rapidamente, tirei toda a minha roupa na frente dele, mostrando que não tinha mais segredos.
Eu era dele, pronta para me expor completamente... literal e figurativamente.
Jurei que nunca mais haveria segredos entre nós de novo. Se Blake conseguia lidar com o fato de eu não poder ter filhos com tanta facilidade, não havia nada que não pudéssemos resolver juntos.
Ele me observou com um olhar feral enquanto eu me despia, tirando o restante das próprias roupas sem afastar o olhar de mim.
O ar à nossa volta estava cheio de tensão sexual, mas nenhum de nós disse nada. Nós nos comunicamos com os olhos e o corpo. Ele entendeu exatamente o que eu queria transmitir e, no momento em que deixei cair a última peça de roupa, Blake abriu os braços.
Eu me aproximei dele, mordendo o lábio inferior para me impedir de gemer quando a minha pele encostou na dele. Passei os braços em volta da cintura dele e acariciei a pele quente de suas costas. Ele agarrou meus cabelos para puxar minha cabeça para trás e devorar-me com o beijo mais intenso que já me dera.
Meu corpo respondeu de forma quase violenta, com crescente excitação ao perceber como ele precisava de mim e como estávamos vulneráveis um ao outro.
Gemi contra a boca de Blake, desesperada para que nossos corpos se juntassem. Porém, ele liberou meus lábios e continuou segurando meus cabelos, passando a boca sobre cada centímetro de pele nua que encontrou.
— Blake. Por favor. Preciso de você — murmurei, agarrando os cabelos dele.
Minhas emoções transbordavam do corpo e eu precisava liberá-las.
— Você me terá. Cada centímetro — respondeu ele, recuando um passo para que pudesse colocar as mãos nos meus seios, provocando os mamilos.
Em seguida, ele desceu a mão e colocou os dedos entre as minhas coxas.
— Isso — disse eu em tom encorajador. — Toque em mim.
Eu já estava molhada e pronta para ele. Senti quando o corpo de Blake ficou tenso ao deslizar os dedos com facilidade pelas minhas dobras. —
Querida, você está tão pronta para mim...
— Estou pronta há tempos. — Deslizei a mão entre nós e segurei o pênis rígido.
— Harper, não — rosnou ele, afastando a minha mão. — No momento, preciso estar dentro de você.
Ele passou os braços em volta da minha cintura, pegou-me no colo e levou-me até uma mesa, colocando as minhas mãos sobre a superfície depois de deixar que meus pés encostassem no chão. — Aguente firme —
disse ele ao usar os pés para fazer com que eu abrisse as pernas.
Eu sabia o que ele faria e estava pronta. Meu sexo se contraiu ao pensar em recebê-lo o mais fundo possível.
Estremeci de ansiedade quando ele se posicionou atrás de mim, com as mãos acariciando minhas costas e meu traseiro. Ele colocou a mão entre minhas coxas, massageando o clitóris sensualmente enquanto eu esperava que me possuísse.
— Blake. Por favor — implorei, precisando que ele transasse comigo de forma quente, dura e rápida para saciar a dor dentro de mim.
Ele agarrou meus cabelos de novo, puxando minha cabeça para cima.
— Olhe — insistiu ele. — Olhe para nós enquanto faço você gozar.
Eu não tinha notado o espelho na parede até que ele falou aquilo. Meus olhos voaram para o rosto dele. Ele já me observava e nossos olhos se encontraram no espelho.
O desejo nu de Blake e os olhos prateados devoraram minha imagem. E
eu não tinha nada a esconder. Não mais. Eu amava aquele homem ferozmente e nunca mais esconderia minhas emoções dele. Lancei um olhar cheio de desejo a ele e exigi: — Transe. Comigo. Agora. — Ele perdeu o controle, com as mãos ásperas agarrando meus quadris, e, com uma investida rápida, enterrou-se fundo dentro de mim, estendendo-me até que gemi de satisfação. — Ai, meu Deus. Isso.
Mantive a cabeça erguida, observando avidamente a expressão de Blake ficar selvagem e faminta, com a tensão crescendo enquanto ele entrava e saía de mim. — Tão molhada. Tão apertada. Meu Deus, Harper, nunca vou ter o suficiente de você.
— Pegue tudo. Tudo o que quer — encorajei-o sem fôlego, precisando que Blake finalmente, depois de todos aqueles anos, me reclamasse para sempre.
— Minha. — Aquela única palavra saiu da boca dele.
— Sim. Sempre fui sua. Possua-me.
Ele começou a se mover de forma quase selvagem, mas apreciei a força e o ritmo punitivos.
Eu precisava disso. Eu precisava dele.
Quanto mais forte eram as investidas, mais feroz era nosso desejo.
Minhas mãos deslizaram para a frente para segurar as bordas da mesa de madeira sólida. Eu me sentia como se estivesse perdendo o juízo enquanto nossa respiração pesada e o som de nossos corpos encontrando-se eram os únicos sons na sala.
Senti o clímax acumulando-se a uma intensidade que quase me assustou quando o rosto de Blake mostrou uma expressão descontrolada.
A mão dele deslizou do meu quadril para a frente do meu corpo. Ele colocou os dedos dentro da minha boceta e acariciou o clitóris enquanto continuava o ritmo frenético com o pênis.
— Blake. Ai, meu Deus. Não aguento — gritei. — Aguenta. Goze para mim — comandou ele.
Olhei para o espelho, sem me reconhecer direito na imagem carnal quando o orgasmo tomou conta do meu corpo. — Blake! Eu amo você! Eu amo você! — As palavras saíram da minha boca em um grito de êxtase que não consegui controlar.
— Isso, querida. Goze para mim.
As pulsações eram tão intensas e os espasmos tão fortes que mal consegui ficar de pé enquanto Blake investia mais algumas vezes até finalmente gozar com um gemido longo. — Eu amo você, Harper. Sempre foi só você.
Estremeci com as palavras dele e com os espasmos finais do orgasmo.
Blake me puxou contra o próprio corpo, passando os braços seguramente em volta da minha cintura para que eu não caísse.
Ele saiu de dentro de mim e pegou-me no colo, carregando-me de volta para o sofá. Em seguida, deitou-se e colocou-me sobre ele. Deitei a cabeça no peito dele e ouvi as batidas de seu coração voltarem para um ritmo mais lento. Meu corpo estava saciado e meu coração cheio de tanta felicidade que eu mal conseguia respirar. Acariciei o maxilar e o pescoço dele. — Eu amo você — repeti, sem conseguir dizer aquilo o suficiente agora que finalmente dissera.
— Eu também amo você. E vamos nos casar — disse ele, passando os braços de forma protetora em volta do meu corpo.
Eu sorri. Sem ter mais motivos para objetar, respondi: — Sim. Sim, vamos. Nunca mais vou fugir.
— Porra, amém — disse ele com alívio na voz.
Eu ri, perguntando-me o que os eleitores dele diriam se o ouvissem xingar tão livremente.
Ele bocejou e percebi que estava realmente exausto. — Você não tem uma cama perfeitamente boa aqui?
Ele sorriu para mim. — Tenho. Uma ótima. Quer vê-la? — Claro.
Ele se levantou comigo nos braços e com um sorriso feliz no rosto que fez meu coração dar um salto.