Bilionário Desconhecido: Blake
Capítulo 16
— Eu não iria tão longe — resmungou ele. — Tenho que ir. Farei com que Danica telefone para Harper assim que ela puder.
Desligamos após uma breve despedida e botei o telefone de volta sobre a mesinha de cabeceira.
Ponderei por alguns minutos se deveria ou não acordar Harper para contar sobre a irmã dela.
Não importava o quanto eu estivesse furioso naquele momento, sabia que ela gostaria de saber.
Eu tinha percebido o estresse e a ansiedade no rosto dela em todos os momentos do dia. E a exaustão dela era evidente.
Saí da cama, decidindo que, se fosse eu, gostaria de saber no momento em que um dos meus irmãos estivesse fora de perigo.
Quando Harper ficasse sabendo, talvez conseguisse descansar um pouco e os pesadelos com a irmã cessariam.
Depois disso, vamos nos concentrar em nós.
Estava na hora de Harper Lawson e eu acertarmos o fato de que ela era minha, para sempre.
Talvez ela não quisesse um compromisso no momento, mas eu esperara muito tempo. Poderia esperar um pouco mais.
Harper
—Harper?
Eu estava em algum ponto intermediário de sono quando ouvi Blake chamar meu nome. Eu não estava realmente dormindo, mas também não estava acordada.
Pestanejei várias vezes ao abrir os olhos quando ele se sentou no outro lado da cama.
Sentando de súbito, percebi que era dia. A expressão no rosto dele parecia dura e tensa. Ele ainda usava a mesma calça de pijama e supus que tivesse acabado de acordar.
— O que aconteceu? É Dani? — Está bem acordada? — perguntou ele.
— Sim — respondi imediatamente. — Diga.
Meu estômago parecia ter um nó. Cheguei mais perto dele e coloquei a mão em seu ombro para garantir que estava escutando.
— Marcus a encontrou. Ela está de volta à Turquia em um hospital, sendo tratada por causa da desidratação e da desnutrição. Mas está bem.
Está com alguns ferimentos infeccionados, mas está em processo de recuperação.
O alívio invadiu meu corpo e minha mão caiu do ombro de Blake. —
Graças a Deus. Posso vê-la? — perguntei, com os olhos cheios de lágrimas.
Ele balançou a cabeça negativamente. — Até você conseguir um visto e viajar para lá, Dani já estará a caminho de casa. Tate e Marcus ficarão com ela para garantir que não fuja do hospital. Depois, eles a trarão para
Washington para que, se puder, dê algumas informações. Se ela precisar de mais cuidados médicos, poderá ser atendida em Washington. Ela viajará confortavelmente no jatinho de Marcus.
Uma risada chocada escapou da minha boca, mas eu sabia que, se tivesse a oportunidade, Dani tentaria dar o fora do hospital por conta própria. Ela sempre odiara ser o centro das atenções, pois não conseguia lidar muito bem com isso. Quando éramos crianças, a cirurgia de amígdalas dela fora uma provação grande para os meus pais.
— Então posso encontrá-la em Washington — decidi. — Quanto tempo levará para que ela chegue lá?
Blake deu de ombros. — Provavelmente daqui a uma semana, se Marcus conseguir mantê-la no hospital para receber tratamento. Ela estava muito desidratada e Marcus disse que está muito magra.
— Ela está... emocionalmente bem? — A pergunta saiu da minha boca sem que eu soubesse realmente o que estava perguntando. Só o que eu queria saber era se ela ainda era a mesma Dani.
— Quer saber se a estupraram? Assenti devagar. — Sim.
— Não sei dizer — admitiu Blake. — Ela foi muito agredida, mas, se Marcus não mencionou algum ataque sexual, duvido. Ele parecia muito furioso com tudo o que fizeram com ela, mas não mencionou nada sobre isso.
— Ela se recuperará. É uma das pessoas mais fortes que conheço —
disse eu em tom firme, recusando-me a acreditar que minha irmã não seria mais ela mesma. — Ela não sabe sobre vocês dois...
— Marcus contará a ela quando estiver forte o suficiente para entender
— interrompeu Blake. — Duvido que continuará deixando que ela acredite que ele é um grande escroto. — Ele fez uma pausa antes de acrescentar: —
Pensando bem, ele não é exatamente gentil ou coisa parecida, mas também não é o tipo de machucar alguém deliberadamente.
Lágrimas de gratidão começaram a escorrer pelo meu rosto. — Não sei como algum dia pagarei pelo que vocês todos fizeram. Eu estava com tanto medo que a matassem.
— Talvez agora consiga dormir sem ter pesadelos — respondeu ele com voz rouca ao colocar a mão gentilmente no meu rosto, limpando as lágrimas com o polegar.
Sem pensar duas vezes, joguei-me nos braços dele. Ele agarrou meu corpo nu, segurando-me com força enquanto eu chorava.
— Obrigada — sussurrei no ouvido dele.
Eu sabia que Blake não só dera cobertura a Marcus, como também cobrara todos os favores que pudera em Washington. Sem dúvida, continuaria a fazer isso porque os irmãos dele poderiam se ver em maus lençóis com o governo, já que tinham feito algo completamente fora da linha em outro país.
Eu não tinha dúvidas de que ele também ajudaria minha irmã a resolver a situação dela lá.
Chorei lágrimas de alegria por minha irmã estar segura enquanto me agarrava a Blake, deixando-me mergulhar no calor dele.
Ele apertou um pouco mais os braços em volta de mim, acariciando minhas costas enquanto eu botava para fora toda a ansiedade e a tensão que tivera como companhias constantes desde que eu percebera que Dani estava sendo mantida prisioneira por um grupo de rebeldes que provavelmente a matariam.
— Chorar tanto assim não pode ser bom — resmungou Blake quando senti que ele apoiava o queixo no topo da minha cabeça.
Funguei quando meus soluços pararam. — Não sei, parece muito bom para mim — respondi com um sorriso. — Acho que é terapêutico.
— Então continue, se é o que quer — cedeu ele.
Recuei ligeiramente e abri um sorriso enorme para ele. — Obrigada.
Mas chorei mais durante as últimas semanas do que em muito tempo. Acho que está na hora de ficar feliz por minha irmã estar bem. Eu queria poder vê-la.
Apesar de acreditar em Blake, eu só queria ver o rosto de Dani.
Ele assentiu. — Eu sei. Eu queria que ela estivesse bem o suficiente para voltar imediatamente. Mas é mais seguro assim.
— Se ela precisava de atendimento médico, minha necessidade egoísta de abraçá-la pode esperar — disse eu.
— Pedi a Marcus que a fizesse telefonar para você assim que estivesse acordada e alerta o suficiente para ter uma conversa. Ela está fraca no momento.
— Tenho certeza de que ela precisa dormir. — Eu sabia muito bem que não conseguira dormir desde que Dani desaparecera. Eu só podia tentar
imaginar como ela dormira pouco, sabendo que poderia morrer a qualquer momento.
Ele me estudou cuidadosamente antes de perguntar: — Quer fazer uma coisa para mim?
Assenti lentamente. Naquele momento, eu faria qualquer coisa pelos Colters, só para mostrar como estava grata pelo que tinham feito para resgatar minha irmã.
— Passe algum tempo comigo — pediu ele com voz rouca. — Fique comigo esta semana e depois voe para Washington comigo. Dani estará perto de chegar ou quase no fim de sua jornada para chegar lá.
Olhei para ele confusa. — Por quê? Isso não seria nenhum favor. Eu suspendi meu trabalho em Boston até a semana que vem. Não tenho mais nada a fazer. Não é exatamente nenhum sacrifício. — Hesitei por um momento antes de perguntar: — Ou estamos falando de sexo?
Ele balançou a cabeça negativamente. — Sexo ou não. Só acontecerá se você quiser. Só quero que fique comigo.
Eu não sabia muito bem como lidar com o pedido dele. Não conseguia entender. Talvez ele estivesse pedindo que eu pagasse com sexo, talvez isso fizesse sentido. Mas não era o que ele estava pedindo.
— O que quer que eu faça?
— Trate-me como Blake, e não como Marcus. — Já faço isso.
Ele balançou a cabeça. — Você passou anos odiando Marcus ou um homem que achou que fosse ele. Passe a me conhecer, o homem para quem realmente entregou sua virgindade. Talvez, se passar a conhecer a mim, não fique mais tão furiosa comigo.
Eu o encarei, examinando a sinceridade do olhar dele. — Não estou mais com raiva, Blake. De verdade. Não me arrependo do que aconteceu anos atrás. Nenhum de nós teve culpa do mal-entendido.
Ele segurou meus braços de leve. — Então mostre. Deixe tudo isso terminar conosco sentindo o que sentimos há doze anos.
Passei a língua sobre os lábios secos ao me perguntar se Blake e eu poderíamos ser apenas amigos. A ideia de nunca mais o encontrar depois de sair de Washington era tão dolorosa que meu coração já sentia a dor. Para mim, sermos amigos seria difícil porque eu sempre desejaria mais, coisas que não poderia ter. — Nunca deixarei de ver você como o único homem
que consegue me fazer gozar como nunca imaginei que conseguiria — disse eu em tom direto.
Um sorriso lento se formou no rosto dele. — Ficarei feliz em agradar você de novo sempre que quiser.
Meu coração deu um salto quando vi o convite nos olhos dele. Isso me deu vontade de transar com ele até que meu coração dolorido estivesse satisfeito. Mas essa seria apenas uma solução temporária.
Como se conseguisse ouvir meus pensamentos, Blake comandou: —
Não pense, Harper. Apenas sinta e aproveite. Seja exatamente quem você é.
— Se eu fosse agir com base nos meus instintos naturais, precisaria que você estivesse nu — respondi com sinceridade. — Depois, precisaria que transasse comigo até que eu não conseguisse fazer mais nada além de gritar seu nome. E teria que deixar primeiro que eu fizesse tudo o que quisesse com você. É exatamente o que estou pensando neste momento. Os olhos dele brilharam e ele me encarou com uma intensidade que não consegui identificar. Ele se levantou e soltou a calça do pijama, libertando o pênis rígido e inchado.
Blake não parecia ter qualquer inibição sobre estar nu. Obviamente, com um corpo como o dele, ninguém se importaria.
— Achei que não pediria nunca — disse ele com voz rouca ao se deitar sobre as cobertas. — Sou todo seu.
Meu sexo se contraiu e meu coração flutuou quando olhei para Blake, que se deixou vulnerável e despido – literalmente – para mim.
— Preciso tocar em você — disse eu, nervosa.
— Então, pelo amor de Deus, faça isso. Se não colocar as mãos e esses belos lábios no meu corpo agora, terei você embaixo de mim em cinco segundos. Não vou conseguir me segurar — rosnou ele.
Sorri e aproximei-me dele, com as mãos trêmulas ao finalmente tocar nele exatamente da forma como quisera durante tantos anos. Todas as necessidades que eu guardara explodiram quando minhas mãos encostaram no peito dele. Minhas emoções finalmente explodiram.