Hábitos Atômicos

James Clear · Capítulo 21 de 26

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Hábitos Atômicos

O Lado Negativo de Criar Bons Hábitos

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O Lado Negativo de Criar Bons Hábitos

 

O S HÁBITOS CRIAM A BASE PARA A MAESTRIA. No xadrez, somente depois que os movimentos básicos das peças se tornam automáticos é que

um jogador pode se concentrar no próximo nível do jogo. Cada informação

que é memorizada abre o espaço mental para um raciocínio mais intenso.

Isso se aplica a qualquer empreendimento. Quando conhece os movimentos

simples tão bem que é capaz de realizá-los sem pensar, você fica livre para

prestar atenção aos detalhes mais avançados. Dessa forma, os hábitos são a

espinha dorsal de qualquer busca pela excelência.

No entanto, os benefícios dos hábitos têm um custo. No início, cada

repetição desenvolve fluência, velocidade e habilidade. Mas então, quando

um hábito se torna automático, você fica menos sensível ao feedback. Entra

em modo de repetição irracional. Torna-se mais fácil deixar erros passarem.

Quando você consegue fazer “bem o suficiente” no piloto automático, para

de pensar em como fazer melhor.

A vantagem dos hábitos é que podemos fazer coisas sem pensar. A

desvantagem dos hábitos é que nos acostumamos a fazer as coisas de uma

determinada maneira e paramos de prestar atenção a pequenos erros. Você

presume que está melhorando porque está ganhando experiência. Na

realidade, está apenas reforçando a que já tem — não as aprimorando. Na

verdade, algumas pesquisas mostraram que uma vez que uma habilidade tenha sido dominada normalmente ocorre um ligeiro declínio no

desempenho ao longo do tempo.

Normalmente, esse pequeno declínio de desempenho não é motivo de

preocupação. Você não precisa de um sistema para melhorar continuamente

a maneira de escovar os dentes, amarrar os sapatos ou fazer sua xícara de

chá pela manhã. Com hábitos como esses, bom o bastante costuma ser

suficiente. Quanto menos energia você gasta em escolhas triviais, mais

poderá gastá-la naquilo que realmente importa.

No entanto, quando deseja maximizar seu potencial e atingir níveis de

desempenho de alto nível, precisa de uma abordagem com mais nuances.

Você não pode repetir as mesmas coisas cegamente e esperar se tornar

excepcional. Hábitos são necessários, mas não são suficientes para a

maestria. É preciso uma combinação de hábitos automáticos e prática

deliberada.

 

Hábitos + Prática Deliberada = Maestria

 

Para se tornar excepcional, certas habilidades precisam se tornar

automáticas. Os jogadores de basquete precisam ser capazes de driblar sem

pensar antes de conseguir avançar para arremessos com a mão não

dominante. Os cirurgiões precisam repetir a primeira incisão tantas vezes

que possam fazê-la com os olhos fechados, para que se concentrem nas

centenas de variáveis que surgem durante a cirurgia. Mas, depois de um

hábito ser dominado, é preciso retomar a parte penosa da tarefa e começar a

construir o próximo.

Maestria é o processo de estreitar seu foco em um pequeno elemento de

sucesso, repetindo-o até que você interiorize a habilidade e, então, usar o

novo hábito como base para avançar para a próxima fronteira de seu desenvolvimento. As tarefas antigas ficam mais fáceis na segunda vez, mas

não ficam mais fáceis no geral, porque agora você concentra sua energia no

próximo desafio. Cada hábito desbloqueia o próximo nível de desempenho.

É um ciclo sem fim.

 

DOMINANDO UM HÁBITO

 

DOMINANDO UMA ÁREA

 

FIGURA 20: O processo de maestria requer que você progressivamente acumule as melhorias, cada hábito sendo construído sobre o último até que um novo nível de desempenho seja atingido e uma gama maior de habilidades, internalizada.

 

Embora os hábitos sejam poderosos, você precisa de uma maneira de

permanecer consciente de seu desempenho ao longo do tempo, para que

continue a se aperfeiçoar e melhorar. É precisamente no momento em que

começa a sentir que dominou uma habilidade — bem quando as coisas

começam a parecer automáticas e você fica confortável — que precisa

evitar cair na armadilha do convencimento. A solução? Estabelecer um

sistema de reflexão e revisão.

COMO REVER SEUS HÁBITOS E FAZER AJUSTES

 

Em 1986, o Los Angeles Lakers tinha um dos times de basquete mais

talentosos já reunidos, mas raramente é lembrado dessa maneira. A equipe

começou a temporada da NBA de 1985–1986 com um impressionante

recorde de 29–5. “Os especialistas diziam que poderíamos ser o melhor

time na história do basquete”, disse o técnico Pat Riley após a temporada.

Surpreendentemente, o Lakers tropeçou nos playoffs de 1986 e sofreu uma

derrota que encerrou sua temporada nas West Conference Finals. O “melhor

time da história do basquete” nem jogou o campeonato da NBA.

Depois desse golpe, Riley estava cansado de ouvir sobre quanto talento

seus jogadores tinham e quanto a equipe era promissora. Ele não queria ver

flashes de brilho seguidos por um gradual desvanecimento no desempenho.

Queria que os Lakers jogassem com todo seu potencial, noite após noite.

No verão de 1986, ele criou um plano para fazer exatamente isso, um

sistema que chamou de programa Career Best Effort [Melhor Esforço da

Carreira, em tradução livre], ou CBE.

“Quando os jogadores ingressaram no Lakers”, explicou Riley,

“rastreamos suas estatísticas de basquete até o ensino médio. Chamo isso de

Pegar Seus Números. Procuramos um indicador preciso do que um jogador

é capaz de fazer e, em seguida, o incluímos em nosso plano para a equipe,

com base na noção de que ele manterá e, depois, melhorará suas médias.”

Depois de determinar o nível de desempenho de um jogador, Riley

adicionou um passo fundamental. Ele pediu a cada jogador para “melhorar

seu desempenho em pelo menos 1% ao longo da temporada. Se

conseguisse, seria um CBE, ou melhor esforço da carreira”. Semelhantes à

equipe britânica de ciclismo, mencionada no Capítulo 1, os Lakers

buscaram o desempenho máximo melhorando um pouco a cada dia.

Riley teve o cuidado de salientar que CBE não envolvia apenas pontos ou

estatísticas, mas empregar seu “melhor esforço espiritual, mental e físico”.

Os jogadores recebem crédito por “permitir que um oponente trombe com

você quando sabe que uma falta será marcada contra ele, mergulhar atrás de

bolas perdidas, ir atrás de rebotes, recuperando ou não a bola, ajudar um

colega de time quando o jogador que ele está marcando passar por ele e

outros atos de ‘herói anônimo’”.

Como exemplo, digamos que Magic Johnson — a estrela do Lakers na

época — fez 11 pontos, 8 rebotes, 12 assistências, 2 roubadas de bola e 5

erros de passe em um jogo. Magic também recebeu crédito por uma ação de

“herói anônimo” por mergulhar em bolas perdidas (+1). Finalmente, ele

jogou um total de 33 minutos nesse jogo hipotético.

Os números positivos (11 + 8 + 12 + 2 + 1) somam 34. Então, subtraímos

os 5 erros de passe (34–5) para obter 29. Finalmente, dividimos 29 por 33

minutos jogados.

 

29/33 = 0,879

 

O número de CBE da Magic aqui seria 879. Esse número era calculado

para todos os jogos de um jogador, e o CBE médio era o número que

deveria ser melhorado em 1% durante a temporada. Riley comparou o CBE

atual de cada jogador não apenas com suas performances passadas, mas

também com os outros jogadores da liga. Como disse Riley: “Classificamos

os membros do time junto com oponentes da liga que ocupam a mesma

posição e têm definições de função semelhantes.”

O jornalista esportivo Jackie MacMullan observou: “Riley anunciava os

melhores jogadores da liga em letras garrafais no quadro-negro a cada

semana e os comparava com os jogadores correspondentes na própria escalação. Jogadores sólidos e confiáveis geralmente tinham nota na casa

dos 600, enquanto os de elite marcavam pelo menos 800. Magic Johnson,

que obteve 138 Dobro Triplos em sua carreira, muitas vezes marcou mais

de mil.”

O Lakers também enfatizava o progresso ano a ano, realizando

comparações históricas dos dados do CBE. Segundo Riley: “Comparamos o

mês de novembro de 1986 e o de novembro de 1985, e mostramos aos

jogadores se eles estavam indo melhor ou pior do que no mesmo ponto da

temporada anterior. Depois mostramos a eles como foram os números de

desempenho de dezembro de 1986, contra os de novembro daquele ano.”

O time implementou o CBE em outubro de 1986. Oito meses depois, foi

campeão da NBA. No ano seguinte, Pat Riley liderou sua equipe para outro

título quando o Lakers se tornou o primeiro time em 20 anos a vencer

campeonatos consecutivos da NBA. Depois da proeza, Pat declarou:

“Sustentar um esforço é a coisa mais importante para qualquer

empreendimento. A melhor maneira de ser bem-sucedido é aprender a fazer

as coisas do jeito certo e depois fazê-las da mesma maneira todas as vezes.”

O programa CBE é um excelente exemplo do poder de reflexão e revisão.

Os jogadores do Lakers já eram talentosos. O CBE os ajudou a tirar o

máximo proveito do que tinham e garantiu que seus hábitos melhorassem.

A reflexão e a revisão possibilitam o aprimoramento de longo prazo de

todos os hábitos, porque os tornam conscientes de seus erros e ajudam a

considerar possíveis caminhos para a melhoria. Sem reflexão, podemos dar

desculpas, criar racionalizações e mentir para nós mesmos. Não temos

nenhum processo para determinar se estamos tendo um desempenho melhor

ou pior em comparação a ontem.

Os profissionais com os melhores desempenhos em todos os campos

praticam vários tipos de reflexão e revisão, e o processo não precisa ser complexo. O corredor queniano Eliud Kipchoge é um dos maiores

maratonistas de todos os tempos e medalhista de ouro olímpico. Ele ainda

toma notas após cada treino, nas quais revisa seu treinamento para o dia e

procura por áreas que devam ser melhoradas. Da mesma forma, a nadadora

e medalhista de ouro Katie Ledecky registra seu bem-estar em uma escala

de 1 a 10 e inclui notas sobre sua nutrição e qualidade do sono. Ela também

registra os tempos obtidos por outros nadadores. No final de cada semana, o

treinador repassa suas anotações e acrescenta seus comentários.

E não são apenas os atletas. Quando o comediante Chris Rock está

preparando material novo, ele primeiro se apresenta em pequenas casas

noturnas dezenas de vezes e testa centenas de piadas. Leva consigo um

bloco de anotações para o palco e registra as partes que foram bem e as que

precisa fazer ajustes. As melhores piadas formarão a espinha dorsal de seu

novo show.

Conheço executivos e investidores que mantêm um “diário de decisão” no

qual registram as principais decisões que tomam a cada semana, por que as

fizeram e qual é o resultado esperado. Eles revisam suas escolhas no final

de cada mês ou ano para ver onde acertaram e onde erraram.1

O aprimoramento não envolve apenas aprender hábitos, também exige

ajustes constantes. A reflexão e a revisão garantem que você gaste seu

tempo com as coisas certas e faça as correções de curso sempre que

necessário — como fez Pat Riley ao ajustar o esforço de seus jogadores

todas as noites. Você não quer continuar praticando um hábito se ele se

tornar ineficaz. Pessoalmente, utilizo dois modos primários de reflexão e

revisão.

Todo mês de dezembro, faço uma Revisão Anual, em que reflito sobre o

ano anterior. Avalio meus hábitos para o ano contando quantos artigos

publiquei, quanto de exercícios pratiquei, quantos novos lugares visitei e

muito mais.2 Então, reflito sobre o meu progresso (ou falta dele)

respondendo a três perguntas:

 

1. O que correu bem este ano?

2. O que não correu tão bem?

3. O que aprendi?

 

Seis meses depois, faço um Relatório de Integridade. Como todo mundo,

cometo muitos erros. Meu Relatório de Integridade me ajuda a perceber

onde errei e me motiva a retomar meu curso. Esse tempo é meu momento

de revisitar meus valores fundamentais e avaliar se tenho vivido de acordo

com eles. É quando reflito sobre minha identidade e como posso trabalhar

para ser o tipo de pessoa que desejo me tornar.3

Meu Relatório de Integridade anual responde a três perguntas:

 

1. Quais são os valores fundamentais que impulsionam minha vida e

meu trabalho?

2. Como estou vivendo e trabalhando com integridade agora?

3. Como posso definir um padrão mais alto no futuro?

 

Esses dois relatórios não tomam muito tempo — apenas algumas horas

por ano —, mas são períodos cruciais de refinamento. Eles impedem o

declínio gradual que acontece quando não presto muita atenção. Fornecem

um lembrete anual para revisitar minha identidade desejada e considerar

como meus hábitos estão me ajudando a ser o tipo de pessoa que gostaria de

ser. Indicam quando devo melhorar meus hábitos e assumir novos desafios,

e quando devo focar meus esforços e me concentrar nos fundamentos.

A reflexão também gera um senso de perspectiva. Os hábitos diários são

poderosos por causa da forma como se acumulam, mas se preocupar demais com todas as escolhas diárias é como se olhar em um espelho bem de

frente. Verá cada imperfeição e perderá a visão geral. Há muito feedback.

Por outro lado, nunca revisar seus hábitos é como nunca se olhar no

espelho. Você não está ciente das falhas facilmente corrigíveis — manchas

em sua camisa, restos de comida em seus dentes. Há pouco feedback. A

reflexão e a revisão periódicas são como se ver no espelho de uma distância

normal. Você vê as mudanças importantes que devem ser feitas sem perder

de vista o todo. O objetivo é ver toda a cordilheira e não ficar obcecado

com cada pico e vale.

Finalmente, a reflexão e a revisão são o momento ideal para revisitar um

dos aspectos mais importantes da mudança de comportamento: a

identidade.

 

COMO ABANDONAR AS CRENÇAS QUE O AMARRAM

 

No começo, repetir um hábito é essencial para criar evidências de sua

identidade desejada. Entretanto, à medida que você se apega a essa nova

identidade, essas mesmas crenças podem impedi-lo de atingir o próximo

nível de crescimento. Ao trabalhar contra você, sua identidade cria um tipo

de “orgulho” que o incentiva a negar seus pontos fracos e o impede de

crescer de verdade. Essa é uma das maiores desvantagens de criar hábitos.

Quanto mais sagrada uma ideia for para nós — isto é, quanto mais

profundamente estiver ligada à nossa identidade — mais fortemente a

defenderemos contra a crítica. Isso se aplica a todos os setores. A

professora que ignora os métodos de ensino inovadores e se atém a seus

planos de aulas “testados e aprovados”. O gerente veterano que está

empenhado em fazer as coisas “à sua maneira”. O cirurgião que rejeita as

ideias dos colegas mais jovens. A banda que produz um primeiro álbum de arrasar e depois fica presa em um padrão. Quanto mais nos apegamos a uma

identidade, mais difícil se torna crescer além dela.

Uma solução é evitar que um único aspecto de sua identidade seja uma

parte esmagadora de quem você é. Nas palavras do investidor Paul Graham:

“Mantenha sua identidade pequena.” Quanto mais você deixar uma única

crença o definir, menos será capaz de se adaptar quando a vida o desafiar.

Se vincular toda sua identidade a ser o armador do time, o sócio de uma

empresa ou qualquer outra coisa, a perda dessa faceta irá arruiná-lo. Se

você é vegano e depois desenvolve uma condição de saúde que o obriga a

mudar a dieta, terá que lidar com uma crise de identidade. Quando se apega

muito fortemente a uma identidade, você se torna frágil. Se perdê-la, se

perde junto.

Durante quase toda minha juventude, ser atleta era uma parte importante

da minha identidade. Depois que minha carreira de beisebol terminou, tive

dificuldades de me encontrar. Quando você passa a vida inteira se definindo

de um jeito e isso desaparece, quem você se torna?

Veteranos militares e ex-empresários relatam sentimentos semelhantes. Se

a sua identidade está envolvida em uma crença como “Sou um grande

soldado”, o que acontece quando seu período de serviço termina? Para

muitos donos de empresas, sua identidade é algo como “sou o CEO” ou

“sou o fundador”. Se passou o tempo todo trabalhando em seu negócio,

como se sentirá depois de vender a empresa?

A chave para atenuar essas perdas de identidade é redefinir a si mesmo de

tal forma que consiga manter aspectos importantes de sua identidade,

mesmo que seu papel específico mude.

 

“Sou atleta” se torna “Sou o tipo de pessoa que é mentalmente

resistente e ama um desafio físico”

“Sou um ótimo soldado” se transforma em “Sou o tipo de pessoa

que é disciplinada, confiável e ótima trabalhando em equipe”

“Sou o CEO” se traduz em “Sou o tipo de pessoa que constrói e

cria coisas”

 

Quando escolhida de forma eficaz, uma identidade é flexível e não frágil.

Como a água fluindo por um obstáculo, sua identidade trabalha junto com

as circunstâncias em transformação, e não contra elas.

A seguinte citação do Tao Te Ching condensa perfeitamente essas ideias:

 

Os homens nascem macios e elásticos;

mortos, eles são rígidos e duros.

As plantas nascem tenras e flexíveis;

mortas, são secas e frágeis.

Assim, quem for rígido e inflexível,

é um discípulo da morte.

Quem for gentil e flexível,

é um discípulo da vida.

O duro e rígido será quebrado.

O suave e flexível irá prevalecer.

 

— Lao Tzu

 

Os hábitos trazem inúmeros benefícios, mas a desvantagem é que podem

nos prender em nossos padrões anteriores de pensamento e ação — mesmo

quando o mundo estiver mudando ao nosso redor. Tudo é impermanente. A

vida está em constante mudança, então é preciso avaliar periodicamente se

os seus velhos hábitos e crenças ainda o servem a contento.

A falta de autoconsciência é um veneno. A reflexão e a revisão são o

antídoto.

Resumo do Capítulo

 

A vantagem dos hábitos é que podemos fazer coisas sem pensar. A

desvantagem é que deixamos de prestar atenção aos pequenos

erros.

Hábitos + Prática Deliberada = Maestria

A reflexão e a revisão são processos que permitem a você

permanecer consciente de seu desempenho ao longo do tempo.

Quanto mais nos apegamos a uma identidade, mais difícil se torna

crescer além dela.

 

1 Criei um modelo para os leitores interessados em manter um diário de decisão. Ele integra o diário de hábitos, está em atomichabits.com/journal [conteúdo em inglês].

2 Você pode ver minhas Revisões Anuais em jamesclear.com/annual-review [conteúdo em inglês].

3 Veja meus Relatórios de Integridade em jamesclear.com/integrity [conteúdo em inglês].

 

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