Hábitos Atômicos

James Clear · Capítulo 4 de 26

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Hábitos Atômicos

Como Criar Hábitos Melhores em Quatro Passos Simples

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Como Criar Hábitos Melhores em Quatro

 

Passos Simples

 

E M 1898, UM psicólogo chamado Edward Thorndike conduziu um experimento que estabeleceria as bases para nossa compreensão de

como os hábitos se formam e as regras que guiam nosso comportamento.

Thorndike estava interessado em estudar o comportamento dos animais e

começou trabalhando com gatos.

Ele colocava cada gato em um dispositivo conhecido como caixa quebra-

cabeça, que fora projetado para que o gato pudesse escapar através de uma

porta “por meio de algum ato simples, como puxar uma cordinha,

pressionar uma alavanca ou pisar em uma plataforma”. Por exemplo, uma

caixa continha uma alavanca que quando pressionada abria a porta lateral

da caixa. Uma vez aberta a porta, o gato poderia sair e correr até uma tigela

com comida.

A maioria dos gatos queria fugir assim que era colocada dentro da caixa.

Eles enfiavam o nariz nos cantos, as patas pelas frestas e arranhavam os

objetos soltos na caixa. Depois de alguns minutos de exploração, eles

apertavam a alavanca mágica, a porta se abria e eles escapavam.

Thorndike registrou o comportamento de cada gato em muitas tentativas.

No começo, os animais se moviam aleatoriamente pela caixa. Mas assim que a alavanca era pressionada e a porta se abria, o processo de aprendizado

começava. Gradualmente, cada gato aprendeu a associar a ação de

pressionar a alavanca com a recompensa de escapar da caixa e chegar à

comida.

Depois de 20 a 30 tentativas, o comportamento se tornou tão automático e

habitual que o gato conseguia escapar em poucos segundos. Thorndike

observou: “O Gato 12 levou os seguintes tempos para realizar o ato: 160

segundos, 30, 90, 60, 15, 28, 20, 30, 22, 11, 15, 20, 12, 10, 14, 10, 8, 8, 5,

10, 8, 6, 6, 7.”

Durante os três primeiros ensaios, o gato escapou em uma média de 1,5

minutos. Durante os últimos três, ele escapou em uma média de 6,3

segundos. Com a prática, cada gato cometia menos erros e suas ações se

tornavam mais rápidas e automáticas. Em vez de repetir os mesmos erros, o

gato começou a ir diretamente para a solução.

A partir de seus estudos, Thorndike descreveu o processo de

aprendizagem afirmando que “comportamentos seguidos de consequências

satisfatórias tendem a se repetir e aqueles que produzem consequências

desagradáveis têm menos probabilidade de se repetir”. Seu trabalho fornece

o ponto de partida perfeito para discutir como os hábitos se formam em

nossas próprias vidas. Ele também fornece respostas para algumas questões

fundamentais, como: o que são hábitos? Por que o cérebro os constrói?

 

POR QUE SEU CÉREBRO CRIA HÁBITOS

 

Um hábito é um comportamento repetido o suficiente para se tornar

automático. O processo de formação de hábitos começa com tentativa e

erro. Sempre que você encontra uma nova situação na vida, seu cérebro

precisa tomar uma decisão. Como respondo a isso? Na primeira vez que

você se depara com um problema, não tem certeza de como resolvê-lo.

Como o gato de Thorndike, você está apenas tentando descobrir o que

funciona.

A atividade neurológica no cérebro é alta durante esse período. Você está

analisando cuidadosamente a situação e tomando decisões conscientes

sobre como agir. Está absorvendo uma tonelada de novas informações e

tentando entender tudo. O cérebro está ocupado aprendendo o curso de ação

mais eficaz.

Ocasionalmente, como um gato pressionando uma alavanca, você tropeça

em uma solução. Está se sentindo ansioso e descobre que correr o acalma.

Está mentalmente exausto depois de um longo dia de trabalho e percebe que

jogar videogame o relaxa. Está explorando, explorando, explorando e —

BUM — uma recompensa.

Depois de se deparar com uma recompensa inesperada, você altera sua

estratégia para a próxima vez. Seu cérebro imediatamente começa a

catalogar os eventos que precederam a recompensa. Espere um minuto —

isso foi bom. O que eu fiz antes disso?

Esse é o ciclo de feedback por trás de todo comportamento humano: tente,

falhe, aprenda, tente de maneira diferente. Com a prática, os movimentos

inúteis desaparecem e as ações úteis são reforçadas. É assim que um hábito

é formado.

Sempre que você enfrenta um problema repetidamente, seu cérebro

começa a automatizar o processo para resolvê-lo. Seus hábitos são apenas

uma série de soluções automáticas que resolvem os problemas e as tensões

que você enfrenta regularmente. Como descreve o cientista comportamental

Jason Hreha: “Os hábitos são, simplesmente, soluções confiáveis para

problemas recorrentes em nosso ambiente.”

À medida que os hábitos são criados, o nível de atividade no cérebro

diminui. Você aprende a observar pistas que indicam o sucesso e ignora todo o resto. Quando uma situação semelhante surge no futuro, você sabe

exatamente o que procurar. Não há mais a necessidade de analisar todos os

ângulos de uma situação. Seu cérebro pula o processo de tentativa e erro e

cria uma regra mental: se isto, então aquilo. Esses scripts cognitivos são

seguidos automaticamente sempre que a situação é apropriada. Agora,

sempre que se sentir estressado, você terá vontade de correr. Assim que

entrar em casa depois do trabalho, vai direto para o videogame. Uma

escolha que antes exigia esforço agora é automática. Um hábito foi criado.

Hábitos são atalhos mentais aprendidos com a experiência. De certo

modo, eles são apenas uma lembrança de passos já seguidos anteriormente

para resolver um problema. Sempre que as condições estiverem corretas,

você pode utilizar essa memória e aplicar automaticamente a mesma

solução. A principal razão pela qual o cérebro se lembra do passado é para

prever melhor o que funcionará no futuro.

A formação de hábitos é incrivelmente útil porque a mente consciente é o

obstáculo do cérebro. Por ser capaz de prestar atenção a apenas um

problema de cada vez, seu cérebro está sempre trabalhando para guardar

sua atenção consciente para qualquer tarefa que seja mais essencial. Sempre

que possível, a mente consciente delega tarefas para que a mente não

consciente as realize automaticamente. Isso é exatamente o que acontece

quando um hábito é formado. Os hábitos reduzem a carga cognitiva e

liberam a capacidade mental, para que você possa direcionar sua atenção

para outras tarefas.

Apesar de sua eficiência, algumas pessoas ainda se perguntam sobre os

benefícios dos hábitos. O argumento é o seguinte: “Os hábitos tornarão

minha vida sem graça? Não quero me engessar em um estilo de vida de que

não goste. Será que rotina demais não tira a vibração e a espontaneidade da

vida?” Certamente não. Essas questões estabelecem uma falsa dicotomia. Fazem você pensar que é preciso escolher entre construir hábitos e alcançar

a liberdade. Na realidade, os dois se complementam.

Hábitos não restringem a liberdade. Eles a criam. Na verdade, pessoas que

não controlam seus hábitos muitas vezes são as que têm menos liberdade.

Sem bons hábitos financeiros, você sempre estará lutando pelo próximo

tostão. Sem bons hábitos de saúde, sempre parecerá ter pouca energia. Sem

bons hábitos de aprendizagem, sempre sentirá que está atrás da curva. Se

está sempre sendo forçado a tomar decisões em tarefas simples — quando

devo me exercitar, onde vou escrever, quando pago as contas —, então tem

menos tempo para a liberdade. Somente quando tornarmos os fatos básicos

da vida mais fáceis é que conseguimos criar o espaço mental necessário

para o pensamento livre e a criatividade.

Por outro lado, quando você tem seus hábitos arraigados, e os elementos

básicos da vida estão determinados e são realizados, sua mente está livre

para se concentrar em novos desafios e dominar o próximo conjunto de

problemas. Construir hábitos no presente permite que você faça mais do

que deseja no futuro.

 

A CIÊNCIA POR TRÁS DOS HÁBITOS

 

O processo de construção de um hábito se divide em quatro estágios

simples: estímulo, desejo, resposta e recompensa.1 Decifrar essas peças

fundamentais nos ajuda a entender o que é um hábito, como funciona e

como melhorá-lo.

 

FIGURA 5: Todos os hábitos passam por quatro estágios na mesma ordem: estímulo, desejo, reposta e recompensa.

Esses quatro estágios padrão são a espinha dorsal de todos os hábitos, e

seu cérebro os percorre sempre na mesma ordem todas as vezes.

Primeiro, há o estímulo. Ele aciona o cérebro para iniciar um

comportamento. É uma informação que prevê uma recompensa. Nossos

ancestrais pré-históricos prestavam atenção a sinais que indicavam a

localização de recompensas primárias como comida, água e sexo. Hoje,

passamos a maior parte do tempo reconhecendo estímulos que predizem

recompensas secundárias, como dinheiro e fama, poder e status, elogios e

aprovação, amor e amizade ou um sentimento de satisfação pessoal. (Claro,

essas buscas também aumentam indiretamente nossas chances de

sobrevivência e reprodução, e esse é o motivo mais profundo por trás de

tudo que fazemos.)

Sua mente está continuamente analisando seu ambiente interno e externo

em busca de estímulos de recompensas. Como o estímulo é a primeira

indicação de que estamos perto de uma recompensa, isso naturalmente leva

a um desejo.

Os desejos são o segundo passo, e eles são a força motivadora por trás de

cada hábito. Sem algum nível de motivação ou desejo — sem desejar a

mudança — não temos razão para agir. O que você almeja não é o hábito

em si, mas a mudança de estado que ele proporciona. Você não almeja

fumar um cigarro, mas a sensação de alívio que ele proporciona. Não é

motivado por escovar os dentes, mas sim pela sensação de ter uma boca

limpa. Não quer ligar a televisão, quer se divertir. Todo desejo está ligado à

vontade de mudar seu estado interno. Esse é um ponto importante que

discutiremos em detalhes mais adiante.

Os desejos diferem de pessoa para pessoa. Em teoria, qualquer

informação pode desencadear um desejo, mas, na prática, as pessoas não

são motivadas pelos mesmos estímulos. Para um jogador, o som das máquinas caça-níqueis pode ser um estímulo potente, que desencadeia uma

intensa onda de desejo. Para quem raramente joga, os sons e barulhos do

casino são apenas ruído de fundo. Os estímulos são insignificantes até

serem interpretados. Os pensamentos, sentimentos e emoções do

observador são o que transforma um estímulo em desejo.

O terceiro passo é a resposta. Ela é o verdadeiro hábito que você pratica,

que pode assumir a forma de um pensamento ou uma ação. Se a resposta

ocorre ou não depende de como você está motivado e quanto atrito está

associado ao comportamento. Se uma determinada ação requer mais esforço

físico ou mental do que está disposto a gastar, você não fará isso. Sua

resposta também depende da sua capacidade. Parece simples, mas um

hábito só consegue se arraigar se você for capaz de praticá-lo. Se quer

enterrar uma bola de basquete, mas não consegue pular alto o suficiente

para alcançar o aro, bem, você está sem sorte.

Finalmente, a resposta oferece uma recompensa. As recompensas são o

objetivo final de todo hábito. O estímulo significa perceber a recompensa.

O desejo, querer a recompensa e a resposta, obtê-la. Buscamos recompensas

porque elas servem a dois propósitos: (1) elas nos satisfazem e (2) nos

ensinam.

O primeiro objetivo das recompensas é satisfazer seu desejo. Sim, as

recompensas oferecem benefícios em si mesmas. Comida e água fornecem

a energia de que precisa para sobreviver. Conseguir uma promoção traz

mais dinheiro e respeito. Ficar em forma melhora sua saúde e suas

perspectivas de namoro. Mas o benefício mais imediato é que as

recompensas satisfazem seu desejo de comer, conquistar status ou

aprovação. Pelo menos por um momento, recompensas oferecem satisfação

e alívio do desejo.

Em segundo lugar, as recompensas nos ensinam quais ações valem a pena

lembrar no futuro. Seu cérebro é um detector de recompensas. Ao longo de

sua vida, seu sistema nervoso sensorial monitora continuamente quais ações

satisfazem seus desejos e proporcionam prazer. Os sentimentos de prazer e

decepção fazem parte do mecanismo de feedback que ajuda seu cérebro a

distinguir ações úteis de inúteis. As recompensas fecham o ciclo de

feedback e completam o ciclo de hábitos.

Se um comportamento é insuficiente em qualquer um dos quatro estágios,

isso não se tornará um hábito. Elimine o estímulo e seu hábito nunca

começará. Reduza o desejo e não terá motivação suficiente para agir.

Dificulte o comportamento e não será capaz de colocá-lo em prática. E se a

recompensa não satisfizer seu desejo, você não terá mais motivos para

repetir a ação no futuro. Sem os três primeiros estágios, um comportamento

não ocorre. Sem os quatro, ele não é repetido.

 

O CICLO DE HÁBITOS

 

FIGURA 6: Os quatro estágios do hábito são mais bem descritos como o ciclo do feedback. Eles criam um ciclo infinito que não para nunca enquanto você viver. Esse “ciclo de hábitos” está continuamente analisando o ambiente, prevendo o que acontecerá em seguida, experimentando diferentes respostas e aprendendo com os

resultados. 2

Em resumo, o estímulo desencadeia um desejo, que motiva uma resposta,

que fornece uma recompensa, que satisfaz o desejo e, em última instância,

se associa ao estímulo. Juntos, esses quatro estágios formam um feedback

neurológico — estímulo, desejo, resposta, recompensa; estímulo, desejo,

resposta, recompensa — que finalmente permite que você crie hábitos

automáticos. Esse ciclo é conhecido como o ciclo de hábitos.

Esse processo de quatro estágios não é algo que acontece ocasionalmente,

mas sim um ciclo de feedback interminável que está em execução e

atividade durante todos os momentos de sua vida — inclusive agora. O

cérebro está continuamente examinando o ambiente, prevendo o que

acontecerá a seguir, experimentando respostas diferentes e aprendendo com

os resultados. Todo o processo é concluído em uma fração de segundo, e

nós o usamos de novo e de novo sem perceber tudo o que foi empacotado

no momento anterior. Podemos dividir esses quatro estágios em duas fases:

a fase do problema e a da solução. A fase do problema inclui o estímulo e o

desejo, e é quando você percebe que algo precisa mudar.

A fase de solução inclui a resposta e a recompensa, e é quando você age e

atinge a mudança que deseja.

 

Fase do Problema Fase da Solução

 

1. Estímulo 2. Desejo 3. Resposta 4. Recompensa

 

Todo comportamento é motivado pelo desejo de resolver um problema.

Às vezes o problema é que você percebe algo bom e quer obtê-lo. Às vezes,

o problema é que está sentindo dor e quer aliviá-la. De qualquer maneira, o

propósito de todo hábito é resolver os problemas que enfrenta.

Na tabela a seguir, mostro alguns exemplos de como isso acontece na vida

real.

Imagine entrar em um quarto escuro e acender a luz. Você já executou

esse hábito simples tantas vezes que o faz automaticamente. Os quatro

estágios são percorridos em uma fração de segundo. O desejo de agir

emerge sem a necessidade de pensar.

No momento em que nos tornamos adultos, raramente notamos os hábitos

que governam nossas vidas. A maioria de nós nunca pensa duas vezes no

ato de amarrar o mesmo sapato todas as manhãs, ou desligar a torradeira

após cada uso, ou sempre vestir roupas confortáveis quando chegamos em

casa do trabalho. Depois de décadas de programação mental,

automaticamente nos inserimos nesses padrões de pensamento e ação.

 

FASE DO PROBLEMA FASE DA SOLUÇÃO

 

1. Estímulo 2. Desejo 3. 4. Recompensa

Resposta

 

Seu telefone vibra Você quer descobrir o Pega seu Você satisfaz seu desejo de

com uma nova conteúdo da mensagem. telefone e ler a mensagem.

mensagem de texto. lê a Pegar seu telefone se

mensagem. associa ao sinal de seu

telefone.

 

Você está respondendo Você começa a se sentir Você rói as Satisfaz seu desejo de

e-mails. estressado e unhas. reduzir o estresse. Roer as

sobrecarregado de unhas se associa a trabalho. Você deseja responder e-mails. sentir que está no

controle.

FASE DO PROBLEMA FASE DA SOLUÇÃO

 

1. Estímulo 2. Desejo 3. 4. Recompensa

Resposta

 

Você acorda! Você quer se sentir alerta. Quer beber Você satisfaz seu desejo de

uma xícara se sentir alerta. de café. Beber café fica associado a

acordar.

 

Você sente o cheiro de Você fica com vontade de Você Você satisfaz seu desejo de

uma loja de donuts pedir um donut. compra um comer um donut. Comprar

enquanto caminha donut e o um donut é associado a

pela rua perto de seu come. andar na rua perto do

escritório. escritório.

 

Você atingiu um Você se sente impotente e Você pega Você satisfaz seu desejo de

obstáculo em um quer aliviar a frustração. seu alívio.

projeto no trabalho. telefone e Verificar as mídias sociais

verifica as se associa à sensação de

mídias estagnação no trabalho.

sociais.

 

Você entra em um Você quer enxergar. Você Você satisfaz seu desejo de

quarto escuro. acende o ver. Ligar o interruptor de

interruptor luz torna-se associado a

de luz. estar em um quarto escuro.

 

AS QUATRO LEIS DA MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

 

Nos próximos capítulos, veremos, repetidamente, como os quatro estágios

de estímulo, desejo, resposta e recompensa influenciam quase tudo o que

fazemos todos os dias. Mas, antes de fazermos isso, precisamos transformar esses quatro estágios em uma estrutura prática que podemos usar para

projetar os bons hábitos e eliminar os maus.

Refiro-me a este quadro como as Quatro Leis da Mudança de

Comportamento, e ele fornece um conjunto simples de regras para criar

bons hábitos e abandonar os maus. Pense em cada lei como uma alavanca

que influencia o comportamento humano. Quando as alavancas estão nas

posições certas, criar bons hábitos é fácil. Quando estão nas posições

erradas, é quase impossível.

 

COMO CRIAR UM BOM HÁBITO

 

A 1º Lei (Estímulo) Torne-o claro.

 

A 2ª Lei (Desejo) Torne-o atraente.

 

A 3ª Lei (Resposta) Torne-o fácil.

 

A 4ª Lei (Recompensa) Torne-o satisfatório.

 

Podemos inverter essas leis para aprender a cortar um mau hábito.

 

COMO SE LIVRAR DE UM MAU HÁBITO

 

Inversão da 1ª Lei (Estímulo) Torne-o invisível.

 

Inversão da 2ª Lei (Desejo) Torne-o desinteressante.

 

Inversão da 3ª Lei (Resposta) Torne-o difícil.

 

Inversão da 4ª Lei (Recompensa) Torne-o insatisfatório.

Seria irresponsável de minha parte afirmar que essas quatro leis são uma

estrutura exaustiva para a mudança de qualquer comportamento humano,

mas acho que está bem próxima. Como você verá em breve, as Quatro Leis

da Mudança de Comportamento se aplicam a quase todos os campos, do

esporte à política, da arte à medicina, da comédia à administração. Essas

leis podem ser usadas independentemente do desafio que esteja

enfrentando. Não há necessidade de estratégias totalmente diferentes para

cada hábito.

Sempre que quiser mudar seu comportamento, simplesmente pergunte a si

mesmo:

 

1. Como posso torná-lo claro?

2. Como posso torná-lo atraente?

3. Como posso torná-lo fácil?

4. Como posso torná-lo satisfatório?

 

Se você já se perguntou: “Por que não faço o que digo que vou fazer? Por

que não perco peso, paro de fumar, economizo para a aposentadoria nem

começo aquele negócio? Por que digo que algo é importante, mas parece

que nunca arranjo tempo para isso?” As respostas a essas perguntas estão

em algum lugar dessas quatro leis. A chave para criar bons hábitos e

abandonar os maus é entender essas leis fundamentais e como alterá-las de

acordo com suas especificações. Todo objetivo está fadado ao fracasso se

contrariar a natureza humana.

Seus hábitos são moldados pelos sistemas em sua vida. Nos capítulos

seguintes, discutimos essas leis uma a uma e mostramos como pode usá-las

para criar um sistema no qual os bons hábitos surgem naturalmente e os

maus hábitos desaparecem.

Resumo do Capítulo

 

Um hábito é um comportamento repetido o suficiente para se tornar

automático.

O objetivo final dos hábitos é resolver os problemas da vida com o

mínimo de energia e esforço possíveis.

Qualquer hábito pode ser dividido em um ciclo de feedback que

envolve quatro estágios: estímulo, desejo, resposta e recompensa.

As Quatro Leis da Mudança de Comportamento são um conjunto

simples de regras que podemos usar para criar hábitos melhores:

(1) torná-los claros, (2) torná-los atraentes, (3) torná-los fáceis e (4)

torná-los satisfatórios.

 

1 Os leitores de O Poder do Hábito, de Charles Duhigg, reconhecerão esses termos. Duhigg escreveu um ótimo livro, e minha intenção é continuar de onde ele parou integrando esses estágios em quatro leis simples que você possa aplicar para construir melhores hábitos na vida e no trabalho.

2 Charles Duhigg e Nir Eyal merecem um especial reconhecimento por sua influência nessa imagem. Essa representação do ciclo de hábitos é uma combinação da linguagem popularizada no livro de Duhigg, O Poder do Hábito, e um desenho popularizado pelo livro de Eyal, Hooked.

 

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