Lágrimas Abençoadas
Capítulo XIII
Maria não respondeu. Frei Antonio interrogou com os olhos a vontade de Alvaro, e conheceu-o opprimido.
--Vão, vão--disse o padre--Nós voltaremos.
--Maria!--disse Alvaro--eu ainda te não ouvi uma palavra. Seja só uma... diz-me: «perdôo-te.»
Maria exclamou entre soluços:
--Deus sabe que nunca te accusei; se me tivesse queixado com ira, pedia-te perdão agora.
--É, pois certo, meu Deus?--disse Alvaro.
--O que?--perguntou a prioreza.
--É certo que é possivel a felicidade para mim?
XIII
Alvaro da Silveira hospedou-se em casa do capellão. As suas horas eram repartidas conforme o programma da prioreza. Frei Antonio já não ousava confiar em si, e suffocava sempre a alegria do coração que exultava com a rehabilitação de Alvaro.
Maria, porém, acreditava-o, e a prelada tambem. Alvaro parecia feliz com ellas, feliz com o padre, feliz com a leitura em que empregava o tempo livre.