Lágrimas Abençoadas

Camilo Castelo Branco · Capítulo 82 de 89

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Lágrimas Abençoadas

Capítulo XIII

Maria não respondeu. Frei Antonio interrogou com os olhos a vontade de Alvaro, e conheceu-o opprimido.

--Vão, vão--disse o padre--Nós voltaremos.

--Maria!--disse Alvaro--eu ainda te não ouvi uma palavra. Seja só uma... diz-me: «perdôo-te.»

Maria exclamou entre soluços:

--Deus sabe que nunca te accusei; se me tivesse queixado com ira, pedia-te perdão agora.

--É, pois certo, meu Deus?--disse Alvaro.

--O que?--perguntou a prioreza.

--É certo que é possivel a felicidade para mim?

 

XIII

Alvaro da Silveira hospedou-se em casa do capellão. As suas horas eram repartidas conforme o programma da prioreza. Frei Antonio já não ousava confiar em si, e suffocava sempre a alegria do coração que exultava com a rehabilitação de Alvaro.

Maria, porém, acreditava-o, e a prelada tambem. Alvaro parecia feliz com ellas, feliz com o padre, feliz com a leitura em que empregava o tempo livre.