Ordem imperial e aldeamento indígena: Camacãns, Gueréns e Pataxós do Sul da Bahia
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CEDOC-UESC. Diário de Itabuna, ano III, nº 730, data: 1960.
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Notas
Apresentação
1. “Meu nome é Waly Salomão/Um nome árabe, Waly Dias
Salomão/Nasci numa pequena cidade na caatinga baiana/Do sertão baiano/Filho de pai árabe e uma sertaneja baiana/A memória é uma ilha de edição/Nasci sob um teto sossegado/Meu sonho era um pequeninho sonho meu/ […]”. In: O Rappa. O silêncio que precede o esporro. Warner Music, 2003.
↵
2. Monteiro, John Manuel. Tupis, tapuias e historiadores:
Estudos de história indígena e do indigenismo”. Tese de Livre Docência, Universidade Estadual de Campinas, 2001.
↵
3. CUNHA, Manuela Carneiro da (org.). História dos índios no
Brasil. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal de Cultura/Fapesp, 1992; MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
↵
Introdução
1. MONTEIRO, John Manuel. Tupis, Tapuias e Historiadores:
Estudos de História Indígena e do Indigenismo. Tese de livre docência. Unicamp, 2001, p.1.
↵
2. Idem, p. 2.
↵
3. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., p. 3.
↵
4. Idem, p. 5.
↵
5. Idem, ibidem.
↵
6. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., p. 6.
↵
7. Idem, p. 7.
↵
8. A exemplo de Negros da Terra, estudo no qual Monteiro
recuperou a importância da escravidão indígena como elemento-chave para pensar e compreender as bases da sociedade colonial paulista: Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia da Letras, 1994.
↵
9. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses
indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais do Rio de Janeiro. 2 ed., Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013, p. 28.
↵
10. OLIVEIRA, João Pacheco de. Uma etnologia dos índios
misturados?” Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. Mana. Rio de Janeiro, v. 4, n. 1, p. 47-77, 1998.
↵
11. Idem, p. 49.
↵
12. Idem, p. 50.
↵
13. Idem, p. 52.
↵
14. Ibidem.
↵
15. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Op., cit., p. 33.
↵
16. Idem, p. 34.
↵
17. MOTT, Luiz. Bahia: Inquisição e Sociedade. Salvador:
EDUFBA, 2010; PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. O Tempo da Dor e do Trabalho: A conquista dos territórios nos sertões do leste. Universidade de São Paulo. Tese de doutorado, 1998.
↵
18. MOTT, Luiz. Bahia: inquisição e sociedade. Salvador: EDUFBA,
2010, p. 196.
↵
19. Idem, p. 198.
↵
20. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. O Tempo da Dor e do
Trabalho: A conquista dos territórios nos sertões do leste. Universidade de São Paulo. Tese de doutorado, 1998, p. 19.
↵
21. DIAS, Marcelo Henrique. Economia, sociedade e paisagens
da capitania e comarca de Ilhéus no período colonial. Tese de doutorado. Universidade Federal Fluminense: Niterói-RJ, 2007a, p. 193.
↵
22. MARCIS, Teresinha. A integração dos índios como súditos
do Rei de Portugal: uma análise do projeto, dos autores e da implementação na capitania de Ilhéus, 1758-1822. Tese de doutorado. Universidade Federal da Bahia. Salvador-BA, 2013, p. 22.
↵
23. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 22.
↵
Capítulo I - Nem tudo era sergipano: a
escrita do mito pioneiro e a
invisibilização indígena nas origens
de itabuna
1. Cf. PESAVENTO, Sandra Jatahy. História e história cultural.
3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012, p. 40: Representar é, pois, fundamentalmente, estar no lugar de, é presentificação de um ausente; é um apresentar de novo, que dá a ver uma ausência. A ideia central é, pois, a da substituição, que recoloca uma ausência e torna sensível uma presença.
↵
2. FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso: aula inaugural no
Collège de France, pronunciada em 2 de dezembro de 1970. 22. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012.
↵
3. PORTELLI, Alessandro. “O massacre de Civitella Val di Chiana
(Toscana, 29 de junho de 1944): mito e política, luto e senso comum”. In: AMADO, Janaína; FERREIRA, Marieta de Moraes (Orgs.). Usos e abusos da história oral. 8 ed., Rio de Janeiro: FGV, 2006, p. 120-121.
↵
4. FOUCAULT, Michel. Op., cit., p. 8.
↵
5. FOUCAULT, Michel. Op., cit., p. 10.
↵
6. CEDOC; Diário de Itabuna, ano III, nº 698, 14 de maio de
1960.
↵
7. CEDOC; Diário de Itabuna, Quarta-feira, 17 de agosto de
1960, Ano III, nº 730, p. 4.
↵
8. HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. São Paulo:
Centauro, 2003, p. 105.
↵
9. CEDOC; Diário de Itabuna, 16 de julho de 1960, ano III, nº
739, s/p.
↵
10. Plínio de Almeida, no prefácio de O Jequitibá da Taboca,
esclarecia que havia a possibilidade de que o leitor encontrasse “alguns descuidos” na obra [apresentada], em face do curto espaço de tempo que o autor teria tido para apresentar o livro:
GONÇALVES, Oscar Ribeiro. O jequitibá da Taboca: ensaios históricos de Itabuna. Itabuna: Oficinas Gráficas da Imprensa da Bahia, 1960, p. 16.
↵
11. RIBEIRO, Danilo Ornelas. Do fazer jornalístico às
sociabilidades de elites: a construção da Itabuna moderna (1957-1964). Monografia. Universidade Estadual de Santa Cruz: Ilhéus, 2010, p. 18.
↵
12. DANTAS, Robson Norberto. Entre a arte, a história e a
política: Itinerários e representações da “ficção brasiliana” e da nação brasileira em Adonias Filho (1937-1976). Tese de doutorado. UNICAMP, Campinas: São Paulo, 2010, p. 180-181.
↵
13. HALBWACHS, Maurice. Op., cit., p. 72.
↵
14. Idem, ibidem.
↵
15. Idem, p. 93.
↵
16. MAHONY, Mary Ann. Um passado para justificar o presente:
memória coletiva, representação histórica e dominação política na região cacaueira da Bahia. Especiaria, v. 10, n. 18, jul-dez., 2007. p. 746.
↵
17. Idem, p. 748.
↵
18. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 751.
↵
19. Idem, p. 752.
↵
20. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 755.
↵
21. Idem, p. 757.
↵
22. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 761.
↵
23. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 762.
↵
24. Idem, p. 764.
↵
25. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 765.
↵
26. Idem, p. 773.
↵
27. DANTAS, Robson Norberto. Op., cit., p. 145.
↵
28. DANTAS, Robson Norberto. Op., cit., p. 146.
↵
29. LE GOFF, Jacques. História e memória. 5. ed., Campinas: São
Paulo, Editora da Unicamp, 2003, p.469-470.
↵
30. Frei Ludovico de Livorno foi o primeiro frade capuchinho italiano
designado como diretor do aldeamento São Pedro de Alcântara ou aldeamento de Ferradas, em início do século XIX. Ele atuou junto aos indígenas aldeados por três décadas e se configurou como um personagem fundamental acerca dos direcionamentos do trabalho indígena na região sul da Bahia. Além das relações estabelecidas com o governo provincial, ele mantinha uma estreita ligação com os particulares da região, o que lhe denotava grande prestígio político e social. Ele caracterizou-se, ao longo de sua atuação na região, como um grande administrador do trabalho dos homens e mulheres aldeados, atuou não apenas junto aos índios de Ferradas, mas em grande parte da região sul da Bahia. Ver os capítulos II e III.
↵
31. GONÇALVES, Oscar Ribeiro. O jequitibá da Taboca. Itabuna:
Oficinas Gráficas da Imprensa da Bahia, 1960, p. 15.
↵
32. Idem, p. 16.
↵
33. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Op., cit., p. 55.
↵
34. GONÇALVES, Oscar Ribeiro, Op., cit., p. 29.
↵
35. MONTEIRO, John Manuel. Tupis, Tapuias e Historiadores:
Estudos de História Indígena e do Indigenismo. Tese de livre docência. Campinas: Unicamp, 2001, p. 172.
↵
36. GONÇALVES, Oscar Ribeiro, Op., cit., p. 28.
↵
37. FOGUEIRA, Manoel Bonfim; GONÇALVES, Oscar Ribeiro.
Ensaios históricos de Itabuna: O Jequitibá da Taboca, 1949-1960. 2. ed. Ilhéus: Editus, 2011, p. 27.
↵
38. HALBWACHS, Maurice. Op., cit., p. 109.
↵
39. FOGUEIRA, Manoel Bonfim; GONÇALVES, Oscar Ribeiro. Op.,
cit., p. 29.
↵
40. CEDOC; Diário de Itabuna, 14 de maio de 1960, Ano III, nº
698, p. 1.
↵
41. PEREIRA FILHO, Carlos. Terras de Itabuna. Rio de Janeiro:
Elos, 1960, p. 13-14.
↵
42. PEREIRA FILHO, Carlos. Op., cit., p. 14.
↵
43. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 765.
↵
44. PEREIRA FILHO, Carlos. Op., cit., p. 16.
↵
45. Idem, p. 20.
↵
46. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 778.
↵
47. ANDRADE, José Dantas de. Documentário Histórico
Ilustrado de Itabuna. Itabuna: Gráfica Editora Itabuna, 1968, p. 18.
↵
48. FREIRE, José Alves de Souza. Firmino Alves: Fundador de
Itabuna. Itabuna: Edições ITAGRAF, 1963, p. 22.
↵
49. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Op., cit., p. 89.
↵
50. CEDOC; Diário de Itabuna, Sexta-feira, 1º de julho de 1960,
Ano III, nº 730, p. 1
↵
51. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 739.
↵
52. Idem, p. 774.
↵
53. Idem, ibidem.
↵
54. PEREIRA FILHO, Carlos. Op., cit., p. 30-31.
↵
55. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Op., cit., p. 95.
↵
56. RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento.
Campinas, São Paulo: Editora da Unicamp, 2007, p. 435.
↵
57. RICOEUR, Paul. Op., cit., p. 452.
↵
58. Idem, p. 453.
↵
59. Idem, p. 454.
↵
60. Idem, p. 451.
↵
61. RICOEUR, Paul. Op., cit., p. 455.
↵
62. Idem, Ibidem.
↵
63. Ibidem.
↵
64. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Op., cit., p. 91.
↵
65. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Op., cit., p. 96.
↵
66. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 746.
↵
67. ANDRADE, José Dantas de. Op., cit., p. 21.
↵
68. DANTAS, Robson Norberto. Op., cit., p. 149.
↵
69. PEREIRA FILHO, Carlos. Op., cit., p. 15
↵
70. Idem, ibidem.
↵
71. Idem, p. 27.
↵
72. PEREIRA FILHO, Carlos. Op., cit., p. 26.
↵
73. Idem, ibidem.
↵
74. ROCHA, Lurdes Bertol. O centro da cidade de Itabuna:
trajetórias, signos e significados. Ilhéus: Editus, 2003, p. 118.
↵
75. Idem, p. 125.
↵
76. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p. 789.
↵
77. SILVEIRA, Adelino Kfoury. Itabuna, minha terra. Itabuna:
Gráfica Santa Helena, 2002, p. 14-15.
↵
78. Idem, p. 15.
↵
79. PESAVENTO, Sandra Jatahy. Op., cit., p. 91.
↵
80. Carlos Correia Oliveira. Disponível em:
<www.ba.portaldatransparencia.com.br>. Acesso em: 9 dez. 2014, às 22: 57.
↵
81. Autoria de Carlos Correia Oliveira. Divulgação oficial da eleição
do Hino de Itabuna: Diário Oficial do Município: 4 de junho de 2010, ano II, nº 365. Disponível em:
<www.ba.portaldatransparencia.com.br>. Acesso em: 9 dez. 2014, às 23:40.
↵
82. Autoria de Nicolau Midlej. Blog Itabuna Centenária. Disponível
em: <cemanosdeitabuna.ning.com>. Acesso em: 10 dez. 2014, às 00:09.
↵
83. GINZBURG, Carlo. O fio e os rastros: verdadeiro, falso,
fictício. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, p. 321.
↵
84. RICOEUR, Paul. Op., cit., p. 147.
↵
85. Idem, p. 253.
↵
86. RICOEUR, Paul. Op., cit., p. 254.
↵
87. Idem, p. 256.
↵
88. Idem, p. 259.
↵
89. Idem, ibidem.
↵
90. RICOEUR, Paul. Op., cit., p. 289.
↵
Capítulo II - O aldeamento de ferradas
e a ocupação territorial de cachoeira
de itabuna
1. Ver MARCIS, Teresinha. A integração dos índios como
súditos do rei de Portugal: uma análise do projeto, dos autores e da implantação na Capitania de Ilhéus, 1758-1822. Tese de doutorado. Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2013, p. 196: Segundo a autora, em 1759, o ouvidor Freire de Veras seguiu para a Capitania de Ilhéus a fim de realizar trabalhos de reformas nos aldeamentos, que compreendiam a instalação das vilas.
↵
2. Cf. MARCIS, Teresinha. Idem, p. 218: O mesmo ouvidor Freire
Luís de Veras havia sido responsável por redefinir as freguesias de Ilhéus nos moldes do arcebispado baiano, após a expulsão dos jesuítas.
↵
3. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 205.
↵
4. Idem, p. 218.
↵
5. Idem, ibidem
↵
6. Idem, ibidem.
↵
7. MATTOS, Izabel Missagia de. Civilização e revolta: os
Botocudos e a catequese na Província de Minas. Bauru, SP: EDUSC, 2004, p. 30.
↵
8. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. “Os Botocudos e sua trajetória
histórica”. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: FAPESP, Companhia das Letras, 1992, pp.416-417.
↵
9. FREITAS, Antônio Guerreiro de; PARAÍSO, Maria Hilda
Baqueiro. Caminhos ao encontro do mundo: a capitania, os frutos de ouro e a princesa do sul- Ilhéus, 1534-1940. Ilhéus: Editus, 2001, p. 51.
↵
10. Idem, Ibidem.
↵
11. Ofício enviado ao Conde da Ponte, Governador da Capitania da
Bahia, Rio de Janeiro; 19/8/1809, Seção Decretos e Cartas Régias, Maço 1809, apud, FREITAS, Antônio Guerreiro de; PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit., 51-52.
↵
12. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit., 1992, p. 413-430.
↵
13. FREITAS, Antônio guerreiro de; PARAÍSO, Maria Hilda
Baqueiro. Op. cit., p. 52.
↵
14. Idem, p. 53.
↵
15. CAMPOS, João da Silva. Crônicas da Capitania de São Jorge
dos Ilhéus. Rio de Janeiro: MEC-CFC, 2006, p. 369.
↵
16. OLIVEIRA, João Pacheco de. “Uma etnologia dos índios
misturados?” Situação colonial, territorialização e fluxos culturais. Mana. Rio de Janeiro: PPGAS Museu Nacional UFRJ, vol. 4, n. 1, 1998, p. 54.
↵
17. Idem, Ibidem.
↵
18. Idem, p. 56.
↵
19. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 189.
↵
20. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 191
↵
21. Idem, p. 196.
↵
22. Idem, p. 197.
↵
23. Idem, p. 199.
↵
24. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 215.
↵
25. SOUZA, Telma Moreira de. Entre a cruz e o trabalho: a
exploração da mão de obra indígena no sul da Bahia (1845-1875). Dissertação de Mestrado. UFBA, 2007, p. 130.
↵
26. Ocupados em discutir os meandros e engendramentos da
política indigenista imperial, podemos destacar: CUNHA, Manuela Carneiro da. “Política indigenista no século XIX”. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: FAPESP, Companhia das Letras, 1992; MOREIRA NETO, Carlos de Araújo. Os índios e a ordem imperial. Brasília: CGDOC-FUNAI, 2005; SAMPAIO, Patrícia Melo. “Política indigenista no Brasil imperial”. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo (Orgs.). O Brasil Imperial, volume I: 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009; SAMPAIO, Patrícia Melo. Espelhos partidos: etnia, legislação e desigualdade na Colônia. Manaus: Editora da Universidade Federal do Amazonas, 2011.
↵
27. DIAS, Marcelo Henrique. “A inserção econômica dos
aldeamentos jesuíticos na capitania de Ilhéus”. In: Um lugar na história: a capitania e comarca de Ilhéus antes do cacau. CARRARA, Ângelo Alves; DIAS, Marcelo Henrique (Orgs.). Ilhéus: Editus, 2007b, p. 230.
↵
28. Fala que recitou o presidente da Província da Bahia, João
Maurício Wanderley, 1º de março de 1853, p. 35. In: Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
29. DIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007b, p. 114-115.
↵
30. No escopo do aparato teórico que trata do conceito de fronteira,
destacamos neste estudo: João Pacheco de Oliveira (1998), Maria Regina Celestino de Almeida (2001; 2013) e Vânia Losada Moreira (2010; 2011), que trataram da questão da construção de fronteiras étnicas no mundo territorializado.
Nesse bojo de reflexão teórica sobre fronteira, são fundamentais os direcionamentos teóricos de Frederik Barth, 2011: Grupos étnicos e suas fronteiras, como referência fundamental para pensar a ideia de fronteira étnica entre os grupos sociais em situação de contato.
↵
31. MUÑOZ, Laura. “Bajo el cielo ardiente de los trópicos: Las
fronteras del Caribe em el siglo XIX”. In: Fronteiras: Paisagens, personagens, identidades. GUTIÉRREZ, Horácio; NAXARA, Márcia R. C. e LOPES, Maria Aparecida de S. (Orgs.). Franca: ENESP, São Paulo: Olho d’Água, 2003, p. 55.
↵
32. NACUZZI, Lidia R. “Introdução”. In: LUCAIOLI, Carina;
NACUZZI, Lidia. (Orgs.). Espacios de interacción en las tierras bajas del sur de América. Buenos Aires: Sociedad Argentina de Antropologia, 2010, p. 12.
↵
33. Muito embora a data da primeira edição do livro Crônica da
Capitania de São Jorge dos Ilhéus conste do ano de 1947, ele foi escrito na década de 1930 por encomenda do então intendente de Ilhéus Eusínio Lavigne, como nos lembra Marcelo Dias na introdução de sua tese de doutoramento: DIAS, Marcelo Henrique. Economia, sociedade e paisagens da Capitania e Comarca de Ilhéus no período colonial. Tese. UFF, Niterói-RJ: 2007a.
↵
34. CAMPOS, João da Silva. Op., cit., p. 323-324.
↵
35. CAMPOS, João da Silva. Op., cit., p. 380.
↵
36. APEB: Seção Arquivo Colonial e Provincial; série Justiça-
correspondências juízes de Ilhéus; maço 2401; ano 1868, fl. 8.
↵
37. CAMPOS, João da Silva. Op., cit., p. 391.
↵
38. APEB: Seção Colonial e Provincial; série Justiça-
correspondências juízes de Ilhéus; maço 2401; ano 1868.
↵
39. FREITAS Antônio Guerreiro de; PARAISO, Maria Hilda
Baqueiro. Op., cit., p. 65.
↵
40. APEB: Seção Arquivo Colonial e Provincial; série Justiça-
correspondências juízes de Ilhéus; maço 2395-I; 1843.
↵
41. Sobre as políticas indigenistas voltadas a atender o projeto de
colonização e captação de mão de obra indígena, ver: MOREIRA NETO, Carlos de Araújo (2005); SAMPAIO, Patrícia melo (2009, 2011); CUNHA, Manuela Carneiro da. (1992); ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. (2013); MOREIRA, Vânia Losada (2010).
↵
42. MOREIRA, Vânia Maria Losada. “Entre as vilas e os sertões:
trânsitos indígenas e transculturações nas fronteiras do Espírito Santo (1798-1840)”, Nuevo Mundo, Mundos Nuevos [Online], Debates, posto on-line no dia 31 janeiro 2011. Acesso em: 8 mar. 2014. Disponível em:
<http://nuevomundo.revues.org/60746>. DOI: 10.4000/nuevomundo. 60746, p. 1.
↵
43. FREITAS, Antônio Guerreiro de; PARAÍSO, Maria Hilda
Baqueiro. Op. Cit., p.50.
↵
44. MONTEIRO, John Manuel. Tupis, Tapuias e historiadores:
Estudos de História Indígena e do Indigenismo. Tese de livre docência. Unicamp: Campinas, 2001, p. 143.
↵
45. APEB; seção Arquivo Colonial e Provincial; série Agricultura;
maço 4613; ano 1826.
↵
46. ANDRADE, João Cordeiro. Missões Capuchinhas na
Comarca de São Jorge dos Ilhéus (1816-1875). Monografia. Ilhéus, UESC, 2003.
↵
47. FREITAS, Antônio Guerreiro de; PARAÍSO, Maria Hilda
Baqueiro. Op., cit., p. 53.
↵
48. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. 1992, Op., cit., 1992, p. 416-
417.
↵
49. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 241-246.
↵
50. APEB: Livros de Notas da Vila de Ilhéus; livro 5; ano 1814;
folhas 39-40.
↵
51. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 245.
↵
52. Idem, p. 246.
↵
53. Idem, ibidem
↵
54. APEB: Livros de Notas da Vila de Ilhéus; livro 5, Ano 1814,
folhas 39-40.
↵
55. CAMPOS, João da Silva. Op., cit., p. 305.
↵
56. FREITAS, Antônio Guerreiro de; PARAÍSO, Maria Hilda
Baqueiro. Op., cit., p. 65.
↵
57. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 148.
↵
58. MOREIRA, Vânia Maria Losada. “Nós índios, índios nós
senhores de nossas ações… Direito de domínio dos índios e cristandade em conflito (vila de Nova Benavente, Capitania do Espírito Santo, 1795-1798)”. In: Em terras lusas: conflitos e fronteiras no Império Português. MOTTA, Márcia; SERRÃO, José Vicente e MACHADO, Marina (Orgs.). Vinhedo. Editora Horizonte, 2013, p. 282.
↵
59. LISBOA, Balthazar da Silva. Annaes do Rio de Janeiro.
Editora Leitura: Rio de Janeiro. Tomo VI. 1835, p. 207-209.
↵
60. Idem, p. 209-211.
↵
61. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 212-217.
↵
62. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 217-219.
↵
63. AN; Códice 807; volume 2. Relato de Frei Ambrósio de Rocca –
Prefeito do Hospício da Piedade – sobre o estabelecimento dos missionários franceses e italianos na Província da Bahia; 24 de janeiro de 1824, fl. 115.
↵
64. AMOROSO, Marta Rosa. Catequese e evasão: Etnografia do
aldeamento indígena São Pedro de Alcântara, Paraná (1855-1895). Tese de doutorado. USP: 1998, p. 21.
↵
65. AMOROSO, Marta Rosa. Op., cit., p. 252-253.
↵
66. Idem, p. 255.
↵
67. SAMPAIO, Patrícia Melo. “Política indigenista no Brasil
Imperial”. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo (Orgs.). O Brasil Imperial, volume I: 1808-1831. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p. 180.
↵
68. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op. cit., p. 134.
↵
69. MALHEIROS, Márcia. “Homens da fronteira”. Índios e
capuchinhos na ocupação dos sertões leste do Paraíba ou Goytacazes século XVIII e XIX. Tese de doutorado. Universidade Federal Fluminense, Niterói: Rio de Janeiro, 2008, p. 13.
↵
70. KODAMA, Kaori. Os índios no Império do Brasil: a etnologia
do IHGB entre as décadas de 1840 e 1860. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ; São Paulo: EDUSP, 2009, p. 244.
↵
71. KODAMA, Kaori. Op., cit, p. 248.
↵
72. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op. cit., p. 140-141.
↵
73. Idem, p. 140.
↵
74. KODAMA, Kaori. Op., cit, p. 249.
↵
75. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op. cit., p. 140.
↵
76. KODAMA Kaori. Op., cit. p.250.
↵
77. Ibidem.
↵
78. AN; Códice 807; volume 2. Relato de Frei Ambrósio de Rocca –
Prefeito do Hospício da Piedade – sobre o estabelecimento dos missionários franceses e italianos na Província da Bahia; 24 de janeiro de 1824, fl. 115.
↵
79. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 140.
↵
80. KODAMA, Kaori. Op., cit., p. 250.
↵
81. Segundo as observações do historiador Pietro Vittorino Regni,
em Os capuchinhos na Bahia, uma contribuição para a história da Igreja no Brasil, Frei Luís de Grava assumiu a administração do aldeamento em substituição a Rainero de Ovada a partir de 1860. Observamos que em correspondência de 1859, Egídio de Sá solicita ao governo provincial um novo missionário, por ocasião da saída do frei Rainero de Ovada. Embora não tenhamos encontrado nenhuma correspondência assinada pelo referido missionário substituto, visto que, depois dessa data, a documentação compilada não faz mais menção ao aldeamento, e sim à colônia agrícola de nacionais, ali estabelecida e dirigida por frei Luís de Grava, a fala do presidente da Província da Bahia, de 1º de abril de 1860, confirma a nomeação de Luís de Grava, conforme solicitação de Egídio de Sá.
↵
82. Sobre o papel dos capuchinhos no processo de catequese nos
aldeamentos ver: CUNHA, Manuela Carneiro da (1992); KODAMA, Kaori (2009); MALHEIROS, Márcia (2008).
↵
83. LISBOA, Balthazar da Silva. Annaes do Rio de Janeiro.
Editora Leitura: Rio de Janeiro. Tomo VI. 1835, p. 210.
↵
84. Fala do presidente da província da Bahia na abertura da
Assembleia Legislativa, 1º de março de 1872, p. 145. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível
em: <http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
85. SOUZA, Telma Moreira de. Op., cit., p. 167.
↵
86. Idem, p. 174.
↵
87. LISBOA, Balthazar da Silva. Annaes do Rio de Janeiro.
Editora Leitura: Rio de Janeiro. Tomo VI. 1835. Nas referidas correspondências, e na escrita regional, ressaltamos que a atuação de Ludovico é descrita como essencial para o êxito da política de aldeamento naquela região. Além disso, é importante observar que a atuação indígena aparece nos relatos do frade à Balthazar e, por isso mesmo, as cartas identificadas são fundamentais para a construção dos nosso objeto de estudo.
↵
88. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p.184.
↵
89. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 207-209.
↵
90. BARTH, Frederik. “Grupos étnicos e suas fronteiras”. In:
POUTIGNAT, Philippe; STREIFF-FENART, Jocelyne. Teorias da etnicidade: seguido de grupos étnicos e suas fronteiras. 2. ed. São Paulo: Ed. UNESP, 2011.
↵
91. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 209-211.
↵
92. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op. cit., p. 146.
↵
93. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 209-211.
↵
94. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 214-217.
↵
95. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 214-217.
↵
96. OLIVEIRA, João Pacheco de. Op., cit., p. 60.
↵
97. Idem, p. 56. Na mesma direção de Oliveira, outros autores, a
exemplo de Maria Regina Celestino de Almeida (2001; 2013) e Vânia Losada Moreira (2010; 2011), trataram da questão da construção da identidade do índio no mundo territorializado, processo no qual as fronteiras étnicas entre aldeados e colonizadores são mantidas na interação entre os dois mundos. Nesse bojo de reflexão teórica sobre a etnicidade, são fundamentais os direcionamentos teóricos de Frederik Barth* como referência fundamental para pensar a ideia de fronteira étnica entre os grupos sociais em situação de contato. *Grupos étnicos e suas fronteiras. In: POUTIGNAT, Philippe; STREIFF-FENART, Jocelyne. Teorias da etnicidade: seguido de grupos étnicos e suas fronteiras. 2. ed. São Paulo: Ed. UNESP, 2011.
↵
98. AMOROSO, Marta Rosa. Op., cit., p. 92.
↵
99. Idem, p. 90.
↵
100. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 217-219.
↵
101. Em Crônica da capitania de São Jorge dos Ilhéus, João da Silva
Campos, páginas 380-381, observa que: “Mais ou menos em 1860, começou a ser povoado o sítio em que hoje se ergue a cidade de Itabuna, conforme um anuário nela publicado (713), sendo os seus primeiros moradores quase todos sergipanos. Em princípio de 1861 já a câmara de Ilhéus pedia a criação de um distrito policial em Cachoeira de Itabuna, zona onde existia
grande pupulação, não somente de naturais do município, como do centro e do norte da província, e de Sergipe que para ali afluíam desde alguns anos atrás”.
↵
102. OFMCap: Arquivo Histórico Nossa Senhora da Piedade; Caixa
Ea-2; Missões - Colônia de Itabuna; ano 1926; p.279.
↵
103. O fragmento citado está fora do marco temporal delimitado para
esta pesquisa, no entanto, se faz pertinente citá-lo pela relevância da informação trazida. Não se sabe se o termo empregado na documentação: “Colônia de Itabuna”, faz apenas alusão à colônia agrícola ali instalada na década de 1870 ou se o nome permanece após sua extinção, o fato é que o fragmento citado e a sequência do relato do documento deixam evidente que aquela localidade foi, em momento anterior, o aldeamento dos índios de Ferradas.
↵
Capítulo III - Territorialização e
trabalho: atuação dos aldeados de
ferradas nos serviços públicos e
particulares
1. CUNHA, Manuela Carneiro da. Política Indigenista no século
XIX. In: CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: FAPESP, Companhia das Letras, 1992, p. 138.
↵
2. SAMPAIO, Patrícia Maria Melo. Espelhos partidos: etnia,
legislação e desigualdade na Colônia. Manaus: Editora da Universidade Federal do Amazonas, 2011, p. 245.
↵
3. Idem, p. 246.
↵
4. Idem, ibidem.
↵
5. Idem, ibidem.
↵
6. SAMPAIO, Patrícia Melo. Op., cit., 2009, p. 184.
↵
7. Idem, ibidem
↵
8. Idem, p.133
↵
9. LOPES, Fátima Martins. Em nome da liberdade: As vilas de
índios do Rio Grande do Norte sob o Diretório Pombalino no século XVIII. Tese de doutorado. Universidade Federal de Pernambuco. Recife, 2005, p. 395.
↵
10. Idem, Ibidem.
↵
11. Idem, ibidem.
↵
12. MOREIRA, Vânia Maria Losada. Op., cit., 2013, p.263.
↵
13. FULLER, Claudia Maria. “Os corpos de trabalhadores e a
organização do trabalho livre na província do Pará (1838-1859)”. Mundos do trabalho. Florianópolis: GT Mundos do Trabalho/Associação Nacional de História, v. 3, n. 6, 2011, p. 57.
↵
14. MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e
bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia da Letras, 1994, p. 8.
↵
15. MAMIGONIAN, Beatriz G.; POPINIGIS, Fabiane. Dossiê
(Outros) Trabalhadores livres no Atlântico oitocentista. Mundos do trabalho. Florianópolis: GT Mundos do Trabalho/Associação Nacional de História, v. 3, n. 6, 2011, p. 4.
↵
16. MAMIGONIAN, Beatriz G. “Em nome da liberdade: abolição do
tráfico de escravos, o direito e o ramo brasileiro do recrutamento de africanos (Brasil-Caribe britânico, 1830-1850)”. Mundos do trabalho. Florianópolis: GT Mundos do Trabalho/Associação Nacional de História, v. 3, n. 6, 2011 p. 74.
↵
17. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses
indígenas: Identidade e cultura nas aldeias do Rio de Janeiro. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013, p. 102.
↵
18. Idem, ibidem
↵
19. Idem, p. 241.
↵
20. Muito embora os profissionais do Arquivo Público do Estado da
Bahia se empenhem num trabalho criterioso, comprometido e responsável com o tratamento e conservação das fontes sob a custódia da instituição, os livros de notas da vila de Ilhéus estão, em sua maioria, em péssimo estado. Isso dificultou o nosso trabalho de pesquisa e, por isso, o demonstrativo das escrituras para a região da Cachoeira de Itabuna se limita ao conjunto dos livros possíveis de consulta.
↵
21. Sobre a Lei de Terras de 1850 e a permanência da prática da
posse da terra após a promulgação da referida lei, ver: SILVA, Lígia Osório. Terras devolutas e latifúndios: efeito da Lei de 1850. Campinas: Editora da UNICAMP, 1996.
↵
22. Os estudos mais atuais sobre a região sul da Bahia que
detenham atenção sobre questões relacionadas à lavoura do cacau, têm como principal referência a tese de doutoramento de MAHONY, Mary Ann. The World Cacao Made: Society, Politics and History, in Southern Bahia, Brazil, 1822-1919. Dissertation of the degree of doctor of Philosophy. Yale University. Estados Unidos, 1996. Bem como estudos relacionados: “Instrumentos necessários” escravidão e posse de escravos no sul da Bahia no século XIX, 1822-1889. Afro-
Á
Ásia. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais. Universidade Federal da Bahia, n. 25-26, 2001, p. 95-139.
↵
23. SILVA, Lígia Osório. Op., cit., p. 153.
↵
24. MOTTA, Márcia Menendes. Nas fronteiras do poder: conflito e
direito à terra no Brasil do século XIX. 2. ed. Rio de Janeiro: EDUFF, 2008, p. 130-131.
↵
25. MOTTA, Marcia Menendes. Op., cit., p. 57.
↵
26. Idem, p. 155.
↵
27. Idem, p. 171.
↵
28. MAHONY, Mary Ann. “Instrumentos necessários” escravidão e
posse de escravos no sul da Bahia no século XIX, 1822-1889. Afro-Ásia, n. 25-26. Universidade Federal da Bahia. 2001, p. 137.
↵
29. Nesse processo, é bastante pertinente a definição de fronteira
de MUÑOZ, Laura. Bajo el cielo ardiente de los trópicos: Las fronteras del Caribe em el siglo XIX. In: GUTIÉRREZ, Horacio; NAXARA, Márcia R. C. e LOPES, Maria Aparecida de S. (Orgs.). Fronteiras: paisagens, personagens, identidades. Franca: UNESP, S. Paulo: Olho D’Água, 2003, p. 56: “La frontera se manifesta más como área de contacto, de encuentros y entrecruzamientos. Desde puestos de observación móviles, flotantes a veces, esas miradas perciben la imagen de una frontera viva, mutable, porosa, una zona de interacción”.
↵
30. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., 2001, p. 137-138.
↵
31. Idem, p. 96.
↵
32. Idem, p. 105-106.
↵
33. Idem, ibidem
↵
34. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., p.105-106.
↵
35. Ibidem.
↵
36. Idem, p. 107.
↵
37. Idem, p. 108.
↵
38. Idem, p. 137.
↵
39. APEB. Seção Arquivo Colonial e Provincial, série Justiça -
juízes de Ilhéus, maço 2401, fl. 8, ano 1868.
↵
40. CAMPOS, João da Silva. Op., cit., p. 391.
↵
41. MOREIRA, Vânia Losada. “A serviço do império e da nação:
trabalho indígena e fronteiras étnicas no Espírito Santo (1822-1860)”. Anos 90, Porto Alegre, v. 17, n. 31. 2010a, p. 14-15.
↵
42. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 133.
↵
43. SAMPAIO, Patrícia Melo. Op., cit., 2009, p. 186.
↵
44. KODAMA, Kaori. Op., cit., p. 257.
↵
45. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 133.
↵
46. Idem, p. 141.
↵
47. SAMPAIO, Patrícia Melo. Op., cit., 2009, p. 188.
↵
48. MOREIRA, Vânia Losada. Op., cit., 2010a, p. 28.
↵
49. Idem, p. 15.
↵
50. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
Maço 2395; Ano 1845.
↵
51. MOREIRA NETO, Carlos de Araújo. Op., cit., p. 258.
↵
52. APEB, Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; Maço nº
2396; Ano 1848.
↵
53. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Agricultura; Maço nº
4613; Ano 1826.
↵
54. FREITAS, Antônio Guerreiro de; PARAISO, Maria Hilda
Baqueiro. Op., cit., p. 65.
↵
55. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Agricultura;
Maço 4612; Ano 1855.
↵
56. ANDRADE, João Cordeiro. Missões Capuchinhas na Comarca
de São Jorge dos Ilhéus (1816-1875). Monografia. Ilhéus, UESC, 2003, p. 59.
↵
57. APEB, Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; Maço
2396; Ano 1848.
↵
58. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; Maço
2396; Ano 1850.
↵
59. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Agricultura;
Maço 4612; Ano 1859.
↵
60. APEB: Seção ArquivoColonial e Provincial, Série Justiça-
correspondências juízes de Ilhéus, Maço 2401; Ano 1868.
↵
61. CAMPOS, João da Silva. Op., cit., p. 394.
↵
62. APEB: Seção Arquivo Colonial e Provincial, Série
Justiça/correspondências juízes de Ilhéus; Maço 2401; fl.08, Ano 1868.
↵
63. Relatório do presidente da província da Bahia na abertura da
Assembleia Legislativa de 1872, p. 143. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
64. Caracterizamos a região sul da Bahia como região de fronteira
a partir do aparato teórico que trata este conceito mais especificamente para os estudos indígenas: João Pacheco de Oliveira (1998), Maria Regina Celestino de Almeida (2001; 2013) e Vânia Losada Moreira (2010; 2011), que trataram da questão da construção da identidade do índio no mundo territorializado, processo no qual as fronteiras étnicas entre aldeados e colonizadores são mantidas na interação. Nesse bojo de reflexão teórica sobre fronteira, são fundamentais os direcionamentos teóricos de Frederik Barth (2011)- Grupos étnicos e suas fronteiras- como referência fundamental para pensar a ideia de fronteira étnica entre os grupos sociais em situação de contato.
↵
65. APEB; Seção: Arquivo Colonial e Provincial, Série: Juízes de
Ilhéus/1840-1850; Maço 2396; ANO 1849.
↵
66. APEB, Seção Arquivo Colonial e Provincial, Série Agricultura;
Maço 4613; Ano 1850.
↵
67. DIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007b, p. 188-189.
↵
68. Oscar Ribeiro Gonçalves, ao tratar da chegada dos imigrantes
sergipanos Félix Severino do Amor Divino e Manoel Constantino à Ilhéus, observa o contato com os índios como obstáculo que os imigrantes teriam que superar e, ressalta que ambos, “sozinhos neste dito lugar êrmo [às margens do Rio Cachoeira], como teriam eles contemplado aquele cenário?… A
mata, os caboclos e as feras eram seus únicos vizinhos”: GONÇALVES, Oscar Ribeiro. O jequitibá da Taboca. Ensaios históricos de Itabuna. Itabuna: Oficinas gráficas da Imprensa Oficial da Bahia, 1960, p. 28-29. Na descrição apresentada por José Dantas de Andrade: “Nos raros encontros entre índios e desbravadores, a vitória ficava sempre com os segundos, obrigando a que os silvícolas, compreendendo a inutilidade de suas flechas contra as espingardas […], fossem se aprofundando cada vez mais nas matas, cedendo terreno ao avanço dos brancos”. ANDRADE, José Dantas de. Documentário histórico ilustrado de Itabuna. Itabuna: Gráfica Editora Itabuna LTDA, 1968, p. 21.
↵
69. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
Maço 2396; Ano 1849.
↵
70. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
Maço 2396; Ano 1849.
↵
71. Seção Arquivo Colonial e Provincial; Ofício do diretor geral dos
índios. Casemiro de Sena Madureira, de 9 de novembro de 1952. Apud SOUZA, Telma Mirian Moreira de. Op., cit., p. 168.
↵
72. CEDOC; PERRET, H. Jornal O Crepúsculo: Salvador, edição
nº 13, ano 1846, p. 190.
↵
73. CEDOC; PERRET, H. Jornal O Crepúsculo: Salvador, edição
nº 13, ano 1846, p. 191.
↵
74. CEDOC; Jornal O Crepúsculo: Salvador, edição nº 13, ano
1846, p. 192.
↵
75. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Agricultura;
Maço 4613; Ano 1850.
↵
76. CEDOC; PERRET, H. Jornal O Crepúsculo: Salvador, edição
nº 13, ano 1846, p. 190.
↵
77. PARAISO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit., 1998, p. 319.
↵
78. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., 2001, p. 98.
↵
79. DIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007b, p. 185.
↵
80. IDIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007b, p. 205-2.
↵
81. Idem, p. 206.
↵
82. Idem, p. 205.
↵
83. SCHWRTZ, Stuart B. Segredos internos: engenhos e escravos
na sociedade colonial, 1550-1835. Tradução Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia da Letras, 1988, p. 45.
↵
84. Idem, p. 60.
↵
85. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 1994, p. 130.
↵
86. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 1994, p. 129.
↵
87. Idem, p. 9.
↵
88. ALMEIDA, Maria Regina celestino de. Op., cit., 2013, p. 218.
↵
89. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 1994, p. 100.
↵
90. Cf. DIAS, Marcelo Henrique. A capitania de São Jorge dos
Ilhéus: economia e administração. In: DIAS, Marcelo Henrique; CARRARA, Angelo Alves (Orgs.). Um lugar na história: a capitania e comarca de Ilhéus antes do cacau. Ilhéus: Editus, 2007, p. 59: o fato de não se ter desenvolvido plenamente na Capitania [de Ilhéus] a economia do açúcar, não significou um estado crônico de miséria e isolamento para todo o seu
território. Pelo contrário, a necessidade de manter um polo produtor de alimentos próximo às zonas agro-exportadoras de forte concentração populacional […] levou a administração colonial a tomar uma série de medidas no intuito de evitar a expansão dos engenhos e das lavouras de tabaco na capitania de Ilhéus, ao mesmo tempo em que orientava os colonos, inclusive com medidas radicalmente opressivas, para a produção da mandioca – o pão da terra – e de outros gêneros alimentícios.
↵
91. Idem, p. 232.
↵
92. MOREIRA NETO, Carlos de Araújo. Op., cit., p.258.
↵
93. Fala que recitou o presidente da província da Bahia, João
Maurício Wanderley, 1º de março de 1853, p. 35. In: Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
94. DIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007b, p. 185.
↵
95. MAHONY, Mary Ann. Op., cit., 2001, p. 108.
↵
Capítulo IV - Os fluxos de encontros
na fronteira oitocentista em cachoeira
de itabuna
1. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 2001, p. 55.
↵
2. Idem, ibidem.
↵
3. Idem, p. 62.
↵
4. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 2001, p. 63.
↵
5. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Op., cit., 2013, p.147.
↵
6. BOCCARA, Guillaume. “Poder colonial e etnicidade no Chile:
territorialização e reestruturação entre os Mapuche da época colonial”. Tempo: UFF, v. 12, n. 23, 2007, p. 60.
↵
7. BOCCARA, Guillaume. Op., cit., p. 71.
↵
8. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário,
maço 2395-1, ano 1840.
↵
9. BARTH, Frederik. “Grupos étnicos e suas fronteiras”. In:
POUTIGNAT, Philippe; STREIFF, Jocelyne. Teoria da etnicidade: seguido de grupos étnicos e suas fronteiras. 2. ed., São Paulo: Ed. Unesp, 2011, p. 188.
↵
10. PRATT, Mary Louise. Os olhos do império: relatos de viagem
e transculturação. Bauru, São Paulo: EDUSC, 1999, p. 32.
↵
11. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-1; ano 1840.
↵
12. Idem.
↵
13. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit., 1998, p. 279.
↵
14. Idem, ibidem
↵
15. Os botocudos são assim referidos: são aqueles que não
aceitam o aldeamento e/ou dificultam a ação colonizadora, já quando aldeados, eles são os guerens. A documentação traz o termo Gueren apenas para designar os índios aldeados, transferidos do Almada para Ferradas, depois disso, os encontramos genericamente denominados de Botocudos em todos os registros documentais. Portanto, optamos por manter o
termo botocudo no desenvolvimento do capítulo, pela impossibilidade de diferenciar os grupos indígenas designados sob este termo nas fontes.
↵
16. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-1; ano 1840.
↵
17. Idem.
↵
18. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-1; ano 1842.
↵
19. PRATT, Mary Louise. Op., cit, p. 30-31.
↵
20. NACUZZI, Lidia R. Introdução. In: LUCAIOLI, Carina P.;
NACUZZI, Lidia R. (Orgs.). Fronteras: Espacios de interacción en las tierras bajas del sur de América. Buenos Aires: Sociedad Argentina de Antropologia, 2010, p. 8.
↵
21. MOREIRA, Vânia Maria Losada. “1808: a guerra contra os
botocudos e a recomposição do império português nos trópicos”. In: CARDOSO, José Luís; MONTEIRO, Nuno Gonçalo e SERRÃO, José Vicente (Orgs.). Portugal, Brasil e a Europa Napoleónica. Lisboa: ICS. Imprensa de Ciências Sociais, 2010b, p. 404.
↵
22. Idem, p. 406.
↵
23. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Agricultura;
maço 4613; ano 1826.
↵
24. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Agricultura;
maço 4613; ano 1826.
↵
25. Segundo Maria Hilda Baqueiro Paraíso, 1998, p.279: Após
tentativas frustradas de fazerem frente à conquista de suas terras, os Kamacã-Mongoió optaram por aceitar o aldeamento e
as relações de dominação impostas pelos conquistadores, destacando-se, dentre eles, a família de João Gonçalves da Costa.
↵
26. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit., 1992, p. 416-417.
↵
27. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro . Op., cit., 1992, p. 416-417.
↵
28. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Agricultura;
maço 4613; ano 1826.
↵
29. Antonina, apud AMOROSO, Marta Rosa. Catequese e evasão:
Etnografia do aldeamento indígena São Pedro de Alcântara, Paraná (1855-1895). Tese de doutorado. Universidade de São Paulo, 1998, p. 66.
↵
30. Idem, p. 64.
↵
31. Idem, p.63
↵
32. Idem, p. 69.
↵
33. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-I; ano 1843.
↵
34. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-I; ano 1843.
↵
35. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-I; ano 1843.
↵
36. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-I; ano 1843.
↵
37. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-I; ano 1845.
↵
38. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Judiciário;
maço 2395-I; ano 1845.
↵
39. MONTERIO, John Manuel. Op., cit., 1994, p. 170.
↵
40. Idem, ibidem.
↵
41. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 207-209: Carta de
Ludovico a Lisboa, de 1819, na qual ele relata que os índios de Ferradas, depois de aldeados, entravam e saiam do “sítio”; em outra carta – nota: 96 do capítulo II-, de 1829, o mesmo Ludovico deixa claro que os índios mantinham um trânsito entre o aldeamento e outras aldeias mais ou menos independente.
↵
42. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série
Judiciário/juízes de Tl héus; maço 4611; 26 de novembro de 1849.
↵
43. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série
Judiciário/juízes de Ilhéus; maço 4611; 26 de novembro de 1849.
↵
44. Idem
↵
45. APEB; Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série
Judiciário/juízes de Ilhéus; maço 4611; 26 de novembro de 1849.
↵
46. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit, 1998, p. 278.
↵
47. Idem, p. 279.
↵
48. PERRONE-MOISÉS, Beatriz. “Indios livres e índios escravos:
Os princípios da legislação do período colonial (séculos XVI a XVIII)”. In: CUNHA, Manuela Carneiro da. (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, FAPESP, 1992, p. 119.
↵
49. PERRONE-MOISÉS, Beatriz. Op., cit., p. 119.
↵
50. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit., 1998, p. 279.
↵
51. BARTH, Frederik. Op., cit., p. 197.
↵
52. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 207-209.
↵
53. APEB; Seção: Arquivo Colonial e Provincial; Série: Agricultura;
maço 4612; ano 1859.
↵
54. MATTOS, Izabel Missagia de. Civilização e revolta: os
Botocudos e a catequese na Província de Minas. Bauru, SP: EDUSC, 2004, p. 26.
↵
55. MATTOS, Izabel Missagia de. Op., cit., p. 26.
↵
56. LISBOA, Balthazar da Silva. Op., cit., p. 216-217.
↵
57. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 134.
↵
58. Idem, ibidem.
↵
59. LOPES, Fátima Martins. Op., cit., p. 395.
↵
60. MATTOS, Izabel Missagia de. Op., cit., p. 401.
↵
61. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 2001, p. 142.
↵
62. VARNHAGEN, Francisco Adolpho. “Discurso Preliminar: os
índios perante a nacionalidade brazileira”. In: Os Índios e a ordem Imperial. MOREIRA NETO, Carlos Araújo. Brasília: Funai, 2005 [1852], p. 326.
↵
63. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 2001, p. 143.
↵
64. MOREIRA NETO, Carlos de Araújo. Op., cit., p. 234.
↵
65. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 136.
↵
66. MOREIRA, Vânia Maria Losada. Op., cit., 2010b, p. 399.
↵
67. Idem, p. 400.
↵
68. PARAÍSO, Maria Hilda Baqueiro. Op., cit., 1992, p. 416.
↵
69. Idem, p.416-417
↵
70. MATTOS, Izabel Missagia de. Op., cit., p. 30.
↵
71. DIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007b, p. 190.
↵
72. APOLINÁRIO, Juciene Ricarte. “Os Akroá nos sertões coloniais:
uma história de guerra e ‘paz’ entre currais e descobertos auríferos”. In: OLIVEIRA, João Pacheco de (Org.). A presença indígena no Nordeste: processos de territorialização, modos de reconhecimento e regimes de memória. Rio de Janeiro: Contra capa, 2011, p. 150.
↵
73. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; maço
2395-1; ano 1840.
↵
74. Idem
↵
75. MOREIRA, Vânia Maria Losada. Op., cit, 2010b, p. 400.
↵
76. CARVALHO, Maria Rosário de. “Indios do sul e extremo sul
baianos: reprodução demográfica e relações interétnicas”. In: OLIVEIRA, João Pacheco de (Org.). A presença indígena no Nordeste: processos de territorialização, modos de reconhecimento e regimes de memória. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2011, p. 367.
↵
77. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; maço
2395-I; ano 1840.
↵
78. Idem.
↵
79. MONTEIRO, John Manuel. Op., cit., 2001, p. 143.
↵
80. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; maço
2396; ano 1840.
↵
81. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; maço
2395-I; ano 1842.
↵
82. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; maço
2395-I; ano 1842..
↵
83. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; maço
2395-I; ano 1842.
↵
84. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Judiciário; maço
2395-I; ano 1840.
↵
85. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Agricultura; maço
4613; ano 1855.
↵
86. DIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007b, p. 188-189.
↵
87. Idem, p. 190.
↵
Capítulo V - A “extinção” do
aldeamento são pedro de alcântara:
nação, política indigenista e invisibilização dos índios na ordem
imperial
1. KODAMA, Kaori. Op., cit., p. 212.
↵
2. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 142.
↵
3. Sobre o conceito de Civilização, ver ELIAS, Nobert. O
processo civilizador: Uma história dos costumes. Volume 1. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar, 1994. p. 51-52. O autor analisa as mudanças de costumes operadas no ocidente a partir do estabelecimento e da consolidação das monarquias absolutistas na Europa. Verificou que, na França, tal processo se consolidou com a gradativa adoção dos comportamentos aristocráticos pela burguesia em ascensão.
↵
4. MACHADO, Marina Monteiro. A trajetória da destruição.
Índios e terras no Império do Brasil. Dissertação de mestrado. UFF, Niterói, 2006, p. 45.
↵
5. KODAMA, Kaori. Op., cit., p. 100.
↵
6. Idem, p.101-102.
↵
7. Idem, p.102.
↵
8. Idem, p. 108.
↵
9. KODAMA, Kaori. Op., cit., p. 112
↵
10. Idem, p. 107
↵
11. Idem, p. 108
↵
12. Idem, ibidem.
↵
13. Idem, p. 179.
↵
14. KODAMA, Kaori. Op., cit., p. 154-155.
↵
15. Idem, p. 180.
↵
16. Idem, p. 181
↵
17. Idem, ibidem.
↵
18. KODAMA, Kaori. Op., cit., p. 181
↵
19. GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. “A disputa pelo passado
na cultura histórica oitocentista no Brasil”. In: CARVALHO, José Murilo de (Org.). Nação e cidadania no Império: novos horizontes. Civilização Brasileira, 2007, p. 99-100.
↵
20. GUIMARÃES, Manoel Luiz Salgado. Historiografia e nação no
Brasil: 1838-1857. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2011. p.127.
↵
21. GUIMARAES, Manoel Luiz Salgado. Op., cit., p.144.
↵
22. Idem, p. 152.
↵
23. Idem, p. 154.
↵
24. Idem, p. 156.
↵
25. GUIMARAES, Manoel Luiz Salgado. Op., cit., p. 207.
↵
26. Idem, p. 208.
↵
27. Idem, p. 212.
↵
28. MOREIRA, Vânia Maria Losada. “O ofício do historiador e os
índios: sobre uma querela no Império”. Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 30, n. 59, 2010c, p. 66.
↵
29. Idem, p. 68.
↵
30. MACHADO, Marina Monteiro. Op., cit., 2006, p. 100.
↵
31. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 139.
↵
32. Idem, ibidem.
↵
33. Idem, p. 141.
↵
34. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 141.
↵
35. Idem, p. 144.
↵
36. Idem, p. 133.
↵
37. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Os índios na história
do Brasil. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p. 142.
↵
38. Idem, p. 142-143.
↵
39. KODAMA, Kaori. Op., cit., p.261.
↵
40. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Op., cit., 2010, p. 141.
↵
41. DIAS, Marcelo Henrique. Op., cit., 2007a, p. 220.
↵
42. Idem, p. 242.
↵
43. Idem, p. 194.
↵
44. MARCIS, Teresinha. Op., cit., p. 190.
↵
45. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 145.
↵
46. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Op., cit., 2010, p. 152.
↵
47. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Op., cit., 2010, p. 154.
↵
48. Relatório do presidente da província da Bahia, de 1869, p.72-
73. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930).
Disponível em: <http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
49. Conforme a fala presidencial de João Maurício Wanderley, de 1º
de março de 1853, p. 35: […] o mapa n. 9. Mostra quaes as aldeãs existentes na Província […]. O principal e mais importante destes aldeamentos he o de São Pedro d’ Alcantara, situado à margem setentrional do rio Cachoeira, 12 légoas acima da Villa de Ilhéos.
↵
50. APEB: Seção Arquivo Colonial e Provincial; Série Justiça/juízes
de Ilhéus (1868-1870); maço 2401; 16 de agosto de 1868, fl. 8.
↵
51. Fala do presidente da Província da Bahia, de 1º de março de
1872, p. 144. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
52. Idem, p. 142.
↵
53. Fala do presidente da Província da Bahia, de 1º de abril de
1860, p. 32. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
54. REGNI, Pietro Vittorino. Os capuchinhos na Bahia: uma
contribuição para a história da Igreja no Brasil. Volume 2. Gráfica Editora Palloti. 1988, p. 501.
↵
55. SOUZA, Telma Mirian Moreira de. Op., cit., p. 169.
↵
56. Fala do presidente da província Antônio Cândido da Cruz
Machado, 1º de março de 1874, p. 109. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
57. REGNI, Pietro Vittorino. Op., cit., p. 503.
↵
58. Relatório do presidente da Província da Bahia Venâncio José
de Oliveira Lisboa, 1º de março de 1875, p. 52. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível
em: <http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
59. REGNI, Pietro Vittorino. Op., cit., p. 505.
↵
60. Fala do presidente da província João Antônio de Araújo Freitas
Henriques, 1º de março de 1872, p. 144. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
61. LYRA, Henrique Buckingham. “A ‘crise’ de mão de obra e a
criação de colônias agrícolas na Bahia: 1850-1889”. In: DIAS, Marcelo Henrique; CAR-RARA, Ângelo Alves (Orgs.). Um lugar na história: a capitania e comarca de Ilhéus antes do cacau. Ilhéus: Editus, 2007, p. 250.
↵
62. Idem, p.245.
↵
63. LYRA, Henrique Buckingham. Op., cit., p. 247.
↵
64. Idem, p. 253.
↵
65. Fala do presidente da província Antônio Cândido da Cruz
Machado, 1º de março de 1874, p.109. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
66. REGNI, Pietro Vittorino. Op., cit., p. 503
↵
67. Relatório do presidente da província Francisco Gonçalves
Martins, 1870, p. 35. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
68. Fala do presidente da província Antônio da Costa pinto, 1º de
março de 1861, p. 33. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
69. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 133.
↵
70. ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Op., cit., 2010, p. 144.
↵
71. Idem, ibidem.
↵
72. Fala do presidente da província Antônio Cândido da Cruz
Machado, 1º de março de 1874, p. 109. In: Falas e Relatórios Provinciais Presidenciais (1830-1930). Disponível em:
<http://www.crl.edu/brazil/provincial/bahia>.
↵
73. CUNHA, Manuela Carneiro da. Op., cit., p. 146.
↵
74. FERREIRA, Talita Almeida. Posto Indígena Paraguaçu:
Território de conflitos e resistências indígenas (1026-1936). Monografia de especialização. Universidade Estadual de Santa Cruz. Ilhéus-BA, 2012.
↵
75. FERREIRA, Talita Almeida. Op., cit., p. 26-27.
↵
Considerações finais
1. Em seu estudo, André Rosa Ribeiro observa que o controle
sobre os patrimônios das famílias tradicionais e escravocratas de Ilhéus, ao longo do século XIX, que envolvia os principais núcleos agrários da região, se dava por relações matrimoniais que eram estabelecidas por laços de parentesco e de vizinhança. Desse modo, “a vizinhança nos antigos distritos municipais era formada basicamente por parentes consanguíneos ou de afinidade, membros da família extensa Sá, cujo núcleo formou-se a partir dos seguintes sobrenomes: Sá Bittencourt e Câmara, Homem d’ El-Rei, de origem mineira; Adami, Hohlenwerger e Lavigne, de origem europeia”: RIBEIRO, André Luís Rosa. Família, poder e mito: o município de S. Jorge de Ilhéus (1880-1912). Ilhéus: Editus, 2001, p.34.
↵
2. APEB; Seção Colonial e Provincial; Série Agricultura/índios;
maço: 4612; 21 de maio de 1859.
↵
Anexos
1. O total de aldeados registrado nas comarcas de Ilhéus e Porto
Seguro não totaliza o número real da população indígena aldeada das duas comarcas; o total demonstrado na tabela acima se restringe às populações dos aldeamentos citados no relatório do Diretor Geral dos Índios, de 1856.
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Ayalla Oliveira Silva
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