Um contemporâneo do Infante D. Henrique

Alberto Pimentel · Capítulo 11 de 51

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Um contemporâneo do Infante D. Henrique

Capítulo 28

d'outra por um braço [28] ».

É o primeiro ferimento recebido, ao serviço de Portugal, por Alvaro Vaz. Qualquer que fosse, porém, a sua gravidade, de novo o vemos a combater esforçadamente logo no primeiro combate regular que o infante D. Henrique ordenou contra os mouros.

«Mas o infante D. Henrique, vendo que o commettimento por aquella vez não succedia como esperava, e que sua gente recebia dos mouros muito damno, a fez recolher: de que ficaram até vinte christãos mortos e quinhentos feridos: e mandou ficar as bombardas e engenhos em{42} seus alojamentos juntos com o muro d'onde tiravam, cuja guarda encommendou ao recebel-a ao capitão Alvaro Vaz e a outros, que, por estarem afastadas do arraial e pegadas ao muro, receberam dos inimigos muita affronta e trabalho: e elles, na defensão d'ellas e offensão que aos mouros faziam, deram de si

claro testemunho de valentes cavalleiros»[29].

No segundo combate contra os mouros, o capitão Alvaro Vaz continua a assignalar-se:

«E n'este mesmo dia era fóra D. Alvaro de Castro, e o capitão, e Gonçalo Rodrigues de Sousa, e Fernam Lopes d'Azevedo, com setenta de cavallo: e, topando com quinhentos mouros de cavallaria e muitos de pé, pelejaram com elles e, a seu salvo,{43} lhe mataram quarenta, e tornaram victoriosos a recolher-se com o conde (de Arrayolos) e com os outros, que dos mouros vinham bem