Um contemporâneo do Infante D. Henrique

Alberto Pimentel · Capítulo 2 de 51

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Um contemporâneo do Infante D. Henrique

Capítulo 2

Lisboa [2] [3] . Ferdinand Denis tambem se refere a este facto.{17}

Casado com D. Urraca Moniz, deixou um filho, Vasco Lourenço de Almada, que foi o instituidor do morgado da sua familia na villa do mesmo nome, e que morava em Lisboa nos seus paços de

Valverde [4], junto ao Rocio.

Este Vasco Lourenço teve um filho e uma filha.

O filho, João Vaz de Almada, casou com D. Joanna Annes, de quem houve uma filha, e dois filhos: Pedro Vaz de Almada, primogenito; Alvaro Vaz de Almada, que por morte do irmão herdou

o morgado instituido pelo avô[5].

Merece chronica a vida de João Vaz de Almada, pai de Alvaro Vaz.{18}

Foi feito cavalleiro por D. João I depois da batalha de

Aljubarrota[6].

Em 1400 enviou-o D. João I a Castella, com o arcebispo de Lisboa e o doutor Martim Docem para negociar um tratado de paz ou treguas, e em 1404 a Inglaterra, tambem com Martim Docem, para tratar do casamento de D. Beatriz, filha natural do rei, e irmã do

duque de Bragança, com o conde de Arundel e de Surry[7].

Mais tarde, quando D. João I se apercebia para a conquista de Ceuta, enviou João Vaz de Almada outra vez a Inglaterra para levantar quatrocentas lanças ao serviço de Portugal.

Parece que João Vaz levou comsigo{19} seu filho Alvaro, porquanto ha noticia de uma carta de Henrique V, rei de Inglaterra, ás auctoridades do porto de Londres, ordenando-lhes que deixem sahir livremente os homens de armas e trezentas e cincoenta lanças

que Alvaro Vaz havia contratado para o rei de Portugal [8].