Um contemporâneo do Infante D. Henrique
Capítulo 17
E que fôra agraciado com a ordem da Jarreteira[17].
Pela minha parte não ouso confirmar estas noticias, mas apenas acceitar, como authentica, a morte de João Vaz de Almada em Inglaterra.{28}
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Fallemos agora de Alvaro Vaz de Almada, o bom capitão, o heroe famoso de um cyclo de heroes, que deu honra e gloria a Portugal.
O snr. Oliveira Martins figura Alvaro Vaz acompanhando o seu dilecto amigo o infante D. Pedro de Alfarrobeira logo ao principio da sua celebre viagem, logo que, como dizia o povo, começou a correr as sete partidas do mundo.
Á sahida de Castella, onde o infante fôra visitar D. João II, galopava a seu lado, segundo a expressão do snr. Oliveira Martins, o seu fiel Achates, Alvaro Vaz de Almada, fadado para um destino igualmente cruel.
Outras affirmações faz ainda o snr. Oliveira Martins. Precisamos conhecel-as.
«D'esta Jornada, agora começada, principia{29} a amizade constante que ligou em vida Alvaro Vaz a D. Pedro, etc.»
«Dois annos haveria apenas que Alvaro Vaz voltára ao reino coberto de gloria. Batalhára pelos inglezes em Azincourt, no proprio anno da tomada de Ceuta, e o rei Henrique V dera-lhe o condado de Avranches, na marka franceza, com a ordem da Jarreteira. Essas guerras de França, começadas havia tres annos, tinham de durar meio seculo, e talvez os viajantes partissem com idéa de tambem intervir n'ellas. Alvaro Vaz, cavalgando ao lado do infante, contar-lhe-hia os casos de bravura presenciados no dia famoso de Azincourt; e D. Pedro, em volta, lhe diria como fôra a jornada de