Um contemporâneo do Infante D. Henrique
Capítulo 68
Por carta de D. Affonso V, de 10 de outubro d'aquelle anno de 1449, foram privados de todos os seus beneficios, dignidades, officios, honras, prerogativas, isenções, privilegios, liberdades, etc., os partidarios do infante que se acharam em Alfarrobeira.
O conde de Avranches não escapou a esta medida geral, que abrangia tanto os vivos como os mortos.
«Morto o conde de Avranches, foram-lhe logo os bens confiscados como de reo de alta traição: a casa da actual rua do Almada, sobre o Calhariz, campo então, e afastado, e mais uns terrenos em Caparica. Tudo se doou em 25 de agosto de 1449 a Alvaro Pires de Tavora, chamado o velho, filho de Lourenço Pires de Tavora e de Alda Gonçalves, e do conselho d'elrei D. Affonso V. Esses bens conservam-se{128} ainda, na sua maior parte, em poder do actual representante dos Tavoras, o sr. marquez de Vallada,
etc.»[68]
Quantos lisboetas ignorarão ainda hoje que foi o famoso conde de Avranches, espelho da cavallaria portugueza, como muitos escriptores lhe chamam, que deu o nome a essa aliás modesta rua, proxima do Calhariz!
Alvaro Vaz de Almada, primeiro conde de Avranches, casou duas vezes.
A primeira com D. Isabel da Cunha, filha de Alvaro da Cunha, quinto senhor de Pombeiro, o qual era filho de João Lourenço da
Cunha e de sua mulher a celeberrima D. Leonor Telles [69].{129}
A lista dos filhos de Alvaro Vaz de Almada, publicada nos Retratos dos varões e donas, é deficiente. Nos nobiliarios da Torre do Tombo encontra-se a seguinte noticia genealogica, que deve completar a sua biographia: