A existência de Deus comprovada por um filósofo ateu

Dany-Robert Dufour · Capítulo 2 de 59

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A existência de Deus comprovada por um filósofo ateu

Sumário

 

INTRODUÇÃO

 

I. PEQUENOS AJUSTES ENTRE ESPÉCIES NATURAIS E ESPÉCIES SOBRENATURAIS

A neotenia humana como grande narrativa subjacente do

Ocidente moderno

Filosofar em tempos neotênicos

Que é a neotenia humana?

A inaptidão para o instante

Uma presença dissipada no tempo

Primeiro órgão específico do corpo neotênico: a voz

A fala e o re-presente

Alucinação e ficção

Obrigação de falar e obrigação de escrever

Segundo órgão do corpo neotênico: a pele

Terceiro órgão neotênico: o sexo

O grande órgão neotênico: o cérebro

Quinto órgão do corpo neotênico: a mão

A atividade protética

Os três componentes da segunda natureza

A dominação no neotênio

Uma nova prova da existência de Deus...

Deus, o grande “d’homensticador”

A desumanidade do homem

II. O NEOTÊNIO E SEU DUPLO: OS NOMES DE DEUS

1. A construção discursiva do Outro

O Outro lacaniano, uma razão no real...

O Outro simbólico é... imaginário

O sujeito, do submisso ao soberano

A suposição

A semiose

A trindade enunciativa

Do religioso ao político

 

2. Os nomes de deuses

Construir a ficção central

A servidão voluntária

Encenação do grande Sujeito

O autodesdobramento narrativo da Physis

“Apenas uma voz”: a autofundação sonora de Deus

Ele Ele

A autofundação do Rei

A edificação do grande Sujeito régio

Corpo em glória, corpo em sofrimento...

Falar, cantar – o adestramento dos corpos

Filipe IV no espelho

Velázquez, o astuto pascalino e o analista

O Povo

O Proletariado

 

III. IGUAIS A DEUS?

Lacan: o pequeno sujeito do espelho

Eu, Antonin Artaud, sou meu filho, meu pai, minha mãe...

Benveniste: de “Ehyeh ascher ehyeh” a “é eu quem diz eu”

I|I

 

IV. DO POSSÍVEL INCONVENIENTE DA MORTE DE DEUS

Beckett: “eu digo eu sabendo que não sou eu”

Um sujeito suposto não mais saber quem, onde, quando e quanto

ele é

O sexo do sujeito pós-moderno

 

V. REFAZER O NEOTÊNIO...

Retrato do sujeito como neotênio desassujeitado

Prometeu desacorrentado

Sair do neotenato... para entrar onde?