Educação nova: as bases, o corpo da criança

Augusto Joaquim Alves dos Santos · Capítulo 31 de 72

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Educação nova: as bases, o corpo da criança

1) Cânon antropométrico da Idade adulta

De facto, antes dessa idade (coincidente com a instalação da puberdade), o que mais aumenta no organismo são as dimensões verticais (alturas), ao passo que, depois, o que sobretudo concorre para o crescimento são as dimensões horizontais (larguras, espessuras, grossuras).

 

Fica, assim, mais uma vez demonstrado, pelos factos, que a lei da alternância (como expressão da lei das proporções) é efectivamente o

grande princípio regulador [89] de tôda a energética do crescimento.

4.—Com os elementos enumerados e sumàriamente descritos, nas páginas precedentes, podemos agora organizar os cânones antropométricos da criança portuguesa, em tôdas as idades da sua evolução somática: 1) nascença; 2) infância; 3) puerícia; 4) adolescência; 5) puberdade; e 6) nubilidade ou idade adulta.

As percentagens dêstes cânones, assim como os seus valores numéricos absolutos (expressos em centímetros) são sempre calculados sobre as médias das respectivas mensurações.

Na falta destas (infelizmente, freqùente), recorre-se a valores de tabelas estrangeiras, organizadas com elementos colhidos em meios, tanto quanto possível, assimiláveis ao nosso.

 

1)

Cânon antropométrico da Idade adulta

 

A

P [90] ( altura dos segmentos )

 

Sexo masculino Sexo feminino

Partes do corpo Valor Valor

Percentagem métrico Percentagem métrico

absoluto [91] absoluto

1) Cabeça[92] 13,3% cm 53,5% 22 ,18 82cm,39

I. 2) Pescoço[93] cm 4,2% 7,10 Busto [94] cm 3) Tórax 58 ,38

4) Ventre[95] 35%

5) Bacia [96]

1)

Espádua

2) Braço cm 19,5% 32,53

Superior Cotovêlo 3)

(torácico)[97] —- cm 69 4)

Antebraço cm 14% 23,45 5) Punho

II. 6) Mão 11,5% cm 19,19

Membros

1) Anca

2) Côxa cm 20% 33,36

Inferior cm 4) Perna 3) Joelho

(abdominal)[98] 46,5% 71 ,61

5) 23% cm 38,36 Tornozêlo

6) Pé 4,5% cm 7,61

 

B

P (grossura dos segmentos)

 

Valores métricos absolutos

Partes do corpo

Sexo masculino Sexo feminino

I. [99] cm cm Cabeça 56 53

II. [100] cm cm Tronco 83 85

III. [101] cm Braço 31 —

IV. [102] cm Antebraço 27 —

V. [103] cm Côxa 53,5 —

VI. [104] cm Perna 39 —

 

C

D (espessura e largura dos segmentos)

Valores métricos absolutos

 

Partes do corpo

Sexo masculino Sexo feminino

I. Cabeça [106] cm cm transverso ântero-posterior[105] cm cm 19 ,7 18,6 15 14 ,7

 

II. Tronco [108] cm cm transverso ântero-posterior[107] cm cm 20 ,4 18,5 28 ,4 24 ,8

 

III. Bacia [110] cm cm transverso ântero-posterior[109] cm cm 20 ,5 20

26 27

 

D

Outras

 

Sexo Sexo

masculino feminino

de todo o corpo 66 quil. 52 quil.

Densidade do cérebro 1 quil., 360 1 quil., 200

(pêso) do cérebro, em relação ao 2% corpo

Índice cefálico 76,4 75,7 Índices 1.º 139 133

torácicos 2.º 50 55

Índice pélvico[111] 78 74

 

A presente síntese gráfica (figura n.º 11) representa o corpo humano,

na [112] idade adulta , segundo as proporções do antropologista Topinard;

e as os figuras seguintes (n. 12, 13, 14 e 15) resumem (de conformidade com os elementos considerados) as proporções do corpo da criança portuguesa, nas diferentes idades da sua evolução.

São expressões gráficas dos cânones antropométricos (em parte,

conjecturais) que elaboramos, sob [113] forma numérica. Resta agora, para complemento do nosso estudo, determinar as características mentais e morais de cada uma daquelas idades, em ordem a fazer corresponder aos cânones somáticos que as exprimem, os cânones psíquicos, por que se revelam.