Educação nova: as bases, o corpo da criança
Capítulo IX
Faze inspeccionar os dentes, uma ou duas vezes por ano, por um dentista, a fim de que êle descubra os focos mórbidos e os faça desaparecer, antes que sejam muito extensos.
IX
O tártaro (pedra) deve ser extraído, de tempos a tempos.
X
Os dentes e as raízes que não possam ser conservados e tratados, devem ser extraídos, sejam dolorosos ou não.
INSTRUÇÕES SOBRE PEDOMETRIA
Condições gerais:—As modificações morfológicas, fisiológicas e psíquicas, produzidas pelos exercícios de educação física (exercícios neuro-musculares e de adaptação aos meios) podem ser medidas ou apreciadas e formarem dois grupos principais: somático e físico-psíquico.
As mensurações constituem o processo mais racional de verificar os efeitos dos exercícios, se nelas se observarem as indicações seguintes:
O observador possuìrá a técnica de medir e conhecerá a razão e o fim de cada medida. Tomará as medidas à mesma hora, de preferência de manhã, antes de qualquer exercício ou refeição e tanto quanto possível nas mesmas condições e em períodos bem determinados, ex.: em Outubro e Junho.
Estas medidas e observações serão apontadas em colunas individuais no livro das mensurações, donde se tirarão tôdas as notas para a organização das médias e dos índices de classificação individual somática e fisiológica.
Os alunos serão medidos e observados de torso nu e descalços e as alunas só com os fatos de gimnástica.
Para se assegurar bem da medida deverá esta repetir-se, acto contínuo, as vezes que forem necessárias.
Nota.—As mensurações obtidas gráficamente por bons instrumentos oferecem mais confiança.
TÉCNICA:
Para medir a altura:—O examinando colocar-se há na craveira na atitude de sentido.
Para medir o pêso:—Torna-se necessário uma balança decimal bem tarada e de fácil manejo. Os alunos serão pesados em ceroulas; as alunas com os seus fatos de gimnástica.
Para medir a capacidade vital:—É necessário utilizar um espirómetro, como o de Charles Verdin, colocá-lo a conveniente altura, usar duas tubuladuras de borracha com as competentes embocaduras de vidro para se poderem substituir a cada exame e desinfectar convenientemente.
Modo de medir:—O examinando, em face do aparelho, toma o tubo de vidro (embocadura) na bôca, depois de ter enchido quanto pode o pulmão, cerra os lábios sôbre o tubo para não perder ar e expira suavemente todo o ar que possa, o que será registado pelo espirómetro.
Para medir a mobilização torácica:—O examinando, de calcanhares juntos, mantêm os braços laterais e horizontais. Fazem-se 3 provas e tira-se a média.
Diâmetros xifoìdianos:—É necessário um compasso de espessura como o grande de Collin.
Modo de medir:
Diâmetro transverso:—Aplicam-se as pontas do compasso nos pontos mais laterais do tórax e no nível do ponto esterno-xifoìdiano; o examinando faz, então, a maior inspiração e logo a seguir a mais completa expiração e toma-se nota dos diâmetros máximo e mínimo.
Diâmetro ântero-posterior:—Aplica-se uma das pontas do compasso no ponto esterno-xifoìdiano e a outra na linha das apófises espinhosas e ao nível daquele ponto; no resto procede-se como no transverso.
Perímetros xifoìdianos:—Na falta dum instrumento que nos dê com precisão e facilidade gráficamente o perímetro torácico é mais prático usar, com o devido cuidado, a fita métrica inextensível.
Modo de medir com a fita:—Aplica-se esta horizontalmente ao nível do ponto esterno-xifoìdiano, o examinando faz a máxima inspiração e logo a seguir a máxima expiração e o observador toma nota dos perímetros máximo e mínimo.
Perímetro umbilical:—Procede-se como no perímetro torácico.
Nota.—Os perímetros tomam-se só aos alunos.
Para medir a fôrça de pressão e de tracção:—Para a de pressão é necessário um dinamómetro como o de Collin; para a de tracção um dinamómetro como o de Andrew.
Modos de medir:—Na pressão toma-se o dinamómetro na concha da mão e cerra-se esta com a máxima fôrça, repete-se duas vezes e toma-se a prova maior; na tracção tomam-se os anéis das cadeias, um em cada mão, tiram-se para os lados, repete-se e toma-se a maior prova.