Esplêndida

Julia Quinn · Capítulo 22 de 27

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Esplêndida

Capítulo 21

 

Antes que Emma pudesse recuperar o fôlego, se viu em Westonbirt, assistindo a mais de uma centena de operários e criados darem os toques

nais no que certamente eram os preparativos de casamento mais

rápidos em décadas. Caroline e Eugenia estavam amando aquilo tudo, e Emma teve que admitir que haviam operado um verdadeiro milagre. Caroline repetia com frequência que poderia ter conseguido um resultado melhor se tivesse tido um pouco mais de tempo, o que fez Emma rir porque os preparativos excederam qualquer coisa que ela poderia ter sonhado em Boston.

Depois de alguns desacordos amigáveis entre Sophie e Belle em relação à cor do vestido das damas – se pêssego ou azul –, Emma

nalmente declarou que o verde-menta seria a cor do dia, o que acabou

se mostrando uma sábia decisão, porque as duas caram maravilhosas em seus vestidos.

Mas seria a noiva que conquistaria o coração de todos. Na última prova do vestido de noiva, Belle arquejara e dissera que nunca vira Emma tão linda. O vestido era em um modelo ligeiramente antiquado, com a cintura bem marcada em vez de seguir a última moda, que era logo abaixo do busto. Emma gostava do novo estilo, e tinha vários vestidos desse modelo, mas achava que não serviria para um vestido de noiva. Madame Lambert concordara na mesma hora e criara um vestido suntuoso de seda mar m, com um decote discreto que mal roçava os ombros de Emma, mangas longas e justas, e camadas de saias que faziam o vestido ondular graciosamente a partir da cintura. Emma decretara que o vestido deveria ser relativamente simples, e por isso não havia pedrarias nem laços.

O resultado era de tirar o fôlego. O corte favorecia o corpo pequeno de Emma, destacando a cintura na e a linha elegante do pescoço. Mas a cor da seda foi o maior acerto. Emma começara com o branco em mente, mas Madame Lambert se recusara e insistira no mar m. E estava absolutamente certa – a cor do tecido combinava perfeitamente com o tom da pele de Emma, que parecia cintilar.

Embora pudesse ser apenas amor.

Ainda assim, Emma achou que o vestido ajudava.

Finalmente, o dia do casamento havia chegado e Emma acordou com a sensação de que umas trinta borboletas batiam asas em seu estômago. Como se aproveitasse a deixa, Belle entrou no quarto e perguntou, sem preâmbulos:

– Nervosa?

– Terrivelmente.

– Ótimo. Todos esperam que você que nervosa. A nal, o casamento é um grande passo. Provavelmente é o maior acontecimento da vida de uma mulher. Depois de nascer, é claro, e morrer, suponho, mas…

– Chega! – pediu Emma.

Belle deu um sorrisinho travesso.

– Sua diabinha – murmurou Emma, e jogou um travesseiro na prima.

– Pedi que trouxessem chocolate quente para o seu café da manhã. Achei que você não iria querer comer nada muito substancial.

– Não mesmo – concordou Emma baixinho, olhando pela janela.

Belle percebeu a expressão séria da prima e perguntou na mesma hora:

– Você não mudou de ideia em relação ao casamento, não é?

Emma saiu do devaneio.

– Não, é claro que não. Amo Alex, você sabe. Não sei se já disse isso, mas amo.

– Eu sabia!

– Só queria que meu pai pudesse entrar ao meu lado. Sinto falta dele. E agora vou morar tão longe…

Belle deu uma palmadinha carinhosa na mão de Emma para consolá-la.

– Eu sei. Mas você tem a nós, no m das contas. E a família Ashbourne a adora. E seu pai virá visitá-la, tenho certeza disso. Mas não diga ao meu pai quanto você sente falta do tio John. Ele está praticamente explodindo de orgulho diante da ideia de levar você ao altar.

Elas ouviram batidas na porta, em seguida Sophie entrou no quarto, ainda de camisola.

– Interceptei a criada na escada e ela voltou para a cozinha para pegar mais um chocolate quente – falou. – Espero que não se importe. Ela deve estar de volta logo.

– É claro que não – disse Emma com um sorriso. – Quanto mais chocolate, maior a alegria.

– Não consigo acreditar na agitação em que está esta casa – continuou Sophie. – Vocês já foram lá embaixo?

Emma e Belle balançaram a cabeça, negando.

– Parece um hospício. Eu quase atropelei um criado. E os convidados já começaram a chegar!

– Você está brincando! – disse Belle. – As pessoas devem ter se levantado às quatro da manhã para já estarem aqui.

– Bem, Alex quase virou um bicho quando a mamãe sugeriu que convidássemos todos para passar a noite. Só alguns poucos eleitos tiveram permissão para vir na noite passada, e Alex insistiu para que absolutamente todos partissem até a noite de hoje.

Emma enrubesceu.

– Você já o viu?

– Não – disse Sophie, pegando uma das xícaras de chocolate que a criada acabara de trazer. – Mas Dunford já está andando por aí. Ele disse que Alex está quase subindo pelas paredes. Imagino que esteja bastante ansioso para acabar logo com essa história de casamento.

– Bem, ele não é o único – disse Emma, perguntando-se quando seu estômago pararia de dar cambalhotas.

O casamento estava programado para começar ao meio-dia em ponto e, às onze e meia, Emma espiou pela janela o espetáculo montado no gramado sul de Westonbirt.

– Santo Deus, deve ter umas duzentas pessoas lá embaixo.

– Eu diria que há cerca de quatrocentas – falou Belle, juntando-se à prima na janela. – A mamãe teria preferido uma lista de seiscentos convidados, mas…

– Mas não houve tempo su ciente – completou Emma. – Eu sei.

Ela continuou olhando para o jardim e balançou a cabeça diante da grandeza da cerimônia. Havia tendas alegremente listradas espalhadas pelo jardim, protegendo as hordas de convidados do sol do início de julho. Como Alex prometera, havia mais arranjos de ores do que Emma era capaz de contar.

– Ai, meu Deus – sussurrou ela. – Eu jamais devia ter permitido que a tia Caroline organizasse um casamento tão grandioso. Não conheço nem metade dessas pessoas.

– Mas todas conhecem você! – comentou Sophie, entusiasmada.

– Você consegue acreditar que vai ser uma duquesa? – perguntou Belle.

– Não. Para ser sincera, não – falou Emma baixinho.

Então, antes que ela se desse conta, já era meio-dia e estava parada na entrada da tenda, tão nervosa que mal conseguia ouvir o quarteto de cordas tocando sua peça preferida de Mozart.

– Boa sorte – disse Sophie pouco antes de entrar na tenda. – Irmã.

Belle seguiu Sophie alguns minutos mais tarde, mas não antes de apertar com carinho a mão da prima, para tranquilizá-la.

– Amo você, Emma Dunster.

– Essa é a última vez que alguém vai me chamar assim – sussurrou Emma.

– Emma Ridgely também soa bem para mim – disse Henry, pegando o braço dela. – Ainda mais com o título “duquesa de Ashbourne” ao nal.

Emma deu um sorriso nervoso.

– Você vai se sair bem – disse tio Henry, e acrescentou com carinho: – Sei que vai ser muito feliz.

Emma assentiu, piscando para afastar as lágrimas.

– Obrigada por tudo, tio Henry. Por tudo. O senhor sabe quanto o amo.

Henry tocou o rosto da sobrinha.

– Eu sei – disse ele, a voz rouca de emoção. – Vamos em frente? Acho que o seu duque vai acabar vindo até aqui e arrastando-a para o altar se não chegarmos logo lá.

Emma respirou fundo e deu o primeiro passo. Quando viu Alex esperando no altar, todos os seus medos e ansiedades começaram a desaparecer. A cada passo, a alegria em seu peito crescia e ela nem reparou nas centenas de pessoas que haviam se virado no assento para ver a noiva radiante atravessando a nave.

Alex prendeu a respiração no instante em que Emma entrou na tenda. Ela estava tão linda que ele não sabia como descrever. Era como se a beleza acumulada dentro dela agora irradiasse por cada poro. Tudo em Emma parecia cintilar, da pele sedosa aos olhos violeta até a cor intensa dos cabelos, que se destacavam mesmo sob o véu delicado.

Finalmente, Henry e Emma chegaram até Alex, e Emma não conseguiu evitar sorrir quando o tio pousou sua mão sobre a do futuro marido. Ela buscou os olhos de Alex e encontrou um carinho inegável, além de uma imensa ansiedade, possessividade e, sim, amor. Ele talvez nunca dissesse as palavras, mas Emma viu claro como o dia em seus olhos: Alex a amava.

Ele a amava e, subitamente, a vida pareceu duas vezes mais luminosa do que parecia minutos antes.

O restante da cerimônia passou tão rapidamente que, mais tarde, Emma só conseguiu se lembrar de breves trechos. Charlie muito orgulhoso por estar segurando a almofadinha com as alianças; o calor das mãos de Alex quando ele colocou a aliança no dedo dela; os sorrisos atrevidos de Dunford e Ned ao verem Alex beijar a noiva um tanto apaixonadamente demais quando o vigário os declarou marido e mulher; a imagem do rosto úmido de lágrimas de Caroline quando os recém-casados desceram a nave ao m da cerimônia.

A festa se estendeu pelo resto da tarde e noite adentro. Emma se viu sendo parabenizada por centenas de desconhecidos e centenas de conhecidos. Alex cou o máximo possível ao lado dela, mas mesmo quando eram socialmente forçados a se separarem, Emma sentia os olhos dele nela, e mal conseguia conter o arrepio de amor e desejo que disparava por seu corpo.

Por m, depois de danças e de dezenas de brindes, Alex puxou Emma de lado e sussurrou em seu ouvido:

– Sei que ainda é cedo, mas poderíamos, por favor, sair daqui? Quero você só para mim.

– Achei que você nunca pediria… – respondeu Emma com um suspiro, o sorriso mais largo a cada segundo.

Os dois acenaram para os convidados em despedida e pararam ao lado de Eugenia antes de partirem.

– Quero todos fora daqui hoje mesmo – falou Alex com rmeza. – Não me importo se só vão chegar em casa ao amanhecer. É o que normalmente acontece de qualquer modo.

– Posso presumir que essa rigidez não se estende aos membros da sua família? – perguntou Eugenia com uma expressão muito divertida.

– É claro que não. Terão até amanhã de manhã – disse Alex, dando um beijo no rosto da mãe. – Gostaria de um pouco de privacidade com a minha mulher, se não se importa.

– Fique tranquilo, até o meio-dia já teremos ido embora – garantiu Eugenia. – Imagino que não planejem sair do quarto antes disso, certo?

Emma enrubesceu até a raiz dos cabelos.

– Não mesmo – a rmou Alex sem o menor constrangimento. – Embora eu agradeça se puder pedir para alguém nos levar o desjejum amanhã de manhã.

– Não se preocupe, lho querido, tomarei conta de tudo – disse Eugenia, e seus olhos caram marejados quando ela levou a mão ao rosto dele. – Estou muito feliz por você.

Alex e Emma sorriram em despedida para Eugenia e desceram o longo corredor que levava à suíte principal. Emma quase precisou correr para acompanhar as longas passadas de Alex, e quando ele começou a puxá-la escada acima ela parou para recuperar o fôlego.

– Por favor – pediu ela, rindo o tempo todo. – Só um instante.

Alex parou na mesma hora e segurou o rosto dela entre as mãos. Seus olhos estavam cheios de uma mistura curiosa de intensidade e divertimento.

– Não posso esperar – disse apenas.

Emma deixou escapar um gritinho quando Alex ergueu-a nos braços e carregou-a pelo resto do caminho até o quarto.

– En m sós – disse ele dramaticamente, fechando a porta com um chute, para não precisar colocá-la no chão. – Se importa se eu a beijar?

– Não.

– Ótimo.

E, quando o beijo terminou, Emma estava sem fôlego e aquecida.

– Nervosa? – perguntou Alex.

– Não. Hoje de manhã eu estava, mas agora não estou mais.

Os olhos de Alex cintilaram quando entendeu o que isso queria dizer, mas ainda assim não quis apressá-la. Tinham a noite toda – a semana toda, na verdade. Ele pegou a mão de Emma e andou pelo quarto com ela.

– Este é o seu novo quarto – falou, indicando o ambiente com um gesto.

Emma olhou ao redor. A decoração era totalmente masculina.

– Você pode redecorar, se quiser – garantiu Alex. – Nada muito cor-de-rosa, eu espero.

Emma conteve um sorriso.

– Acho que podemos chegar a um acordo.

Alex pegou a mão dela de novo.

– Há um cômodo anexo que é o cialmente o quarto da duquesa, mas pre ro que você passe a maior parte do tempo aqui.

– Ah, é mesmo? – brincou Emma.

– Poderíamos transformar o quarto da duquesa em uma sala de estar para você, como todas as bugigangas femininas que quiser – disse ele, ansioso. – Mas não acho que seja preciso manter a cama que está lá. Estou pensando em pedir que a levem para os aposentos da Sra. Goode. Ela já está conosco há muitos anos e acho que seria um belo presente. Muito mais confortável do que a cama que ela tem agora.

– Acho uma ideia brilhante – falou Emma com tranquilidade, parando perto dele.

– Ah, Emma, estou tão feliz por você ser nalmente minha.

– E eu estou feliz por você ser meu.

Alex deu uma gargalhada.

– Chegue um pouco mais perto para que eu nalmente possa despir esse seu lindo vestido, Vossa Graça.

– Emma – retrucou ela em um tom rme. – Não quero mais ouvi-lo me chamando de “Vossa Graça”.

– É uma dama impagável, Vossa Graça.

Alex passou os braços ao redor dela e começou a abrir os minúsculos botões que desciam pelas costas do vestido de noiva. Os gestos eram de uma lentidão agoniante e uma pontada quente de desejo descia pela coluna de Emma a cada toque.

Ela deixou escapar um gemido baixo e pousou as mãos nos ombros de Alex para se equilibrar. Todo o quarto parecia utuar em uma névoa de sensualidade e ela mal conseguia se manter de pé.

As mãos de Alex caram imóveis quando alcançaram o meio das costas dela.

– Hum, acho que está na hora de soltarmos os seus cabelos.

Com dedos habilidosos, ele tirou os grampos que mantinham as mechas presas no alto da cabeça de Emma.

– Embora eu goste desses ozinhos que cam soltos quando eles estão presos assim.

Alguns segundos depois, toda a massa ruiva de cabelos desceu pelas costas dela e Alex levou alguns cachos macios ao rosto, beijando-os e sentido o perfume inebriante.

– Adoro seus cabelos – murmurou, correndo os dedos por eles. – Já disse que quero uma lha com cabelos exatamente dessa cor?

Emma balançou a cabeça sem dizer nada. Eles nunca haviam conversado sobre lhos. Ela presumira que Alex iria querer um herdeiro – todos os homens queriam –, mas nunca sonhara que o marido fosse querer uma menininha que se parecesse com ela.

– De minha parte, andei pensando em um menininho com cabelos escuros e olhos verdes – disse Emma, hesitante.

As mãos de Alex voltaram aos botões nas costas do vestido dela.

– Ora, teremos que trabalhar com dedicação até termos o que ambos desejamos, não acha?

Alex abriu os botões com toda a rapidez e, em poucos segundos, o vestido caiu no chão, deixando Emma apenas com a camisa de baixo, de seda na.

Ele começou a afastar a camisa de baixo dos ombros dela, mas Emma o deteve.

– Shhh… Minha vez agora.

Ela levou a mão à gravata dele e desfez lentamente as dobras intrincadas. Depois passou à camisa branca engomada, apreciando cada centímetro de pele que revelava até ter aberto todos os botões. Alex só conseguiu suportar aquela tortura maravilhosa por um instante até que, com um gemido, ergueu Emma nos braços e a carregou para a enorme cama de dossel.

– Ah, Deus, você é tão linda – disse com reverência, tocando o rosto dela. – Tão linda.

Emma se entregou à paixão do momento e passou os braços ao redor de Alex quando ele se juntou a ela na cama. Mesmo enquanto se livrava das peças de roupa restantes, Alex não conseguia parar de tocá-la, e o calor das suas mãos, combinado com o toque sensual da seda contra a pele, estava deixando Emma fora de si. Ela repetiu o nome dele em um gemido várias vezes, mal percebendo as palavras.

– Shhh, estou aqui, meu bem – murmurou ele.

Era verdade, tranquilizou-se Emma, sentindo a nudez gloriosa de cada centímetro do corpo dele pressionada contra ela. Mas a camisa de baixo ainda era um empecilho, e Emma começou a puxá-la para cima com pressa, pois não queria nada separando os corpos.

– Cuidado – disse Alex, contendo as mãos dela. – Acabei me apegando muito a essa peça de roupa.

Ele levou as mãos aos quadris de Emma, ainda cobertos pela seda da roupa de baixo, e começou a deslizá-la para cima, deixando rastros de fogo até revelar os seios. Alex deixou escapar um murmúrio e se inclinou lentamente para beijar os mamilos escuros. Emma se contorceu de prazer e agarrou a nuca dele para mantê-lo onde estava.

– Hum, lembro que você gostou disto – falou Alex com uma risadinha, encantado com a natureza espontânea da esposa.

– Alex, tire logo minha camisa de baixo – exigiu Emma, em um tom ardente.

– Muito bem – brincou ele, nalmente tirando a camisa pela cabeça dela e jogando-a no chão.

Emma levantou os olhos para o marido. Ele ainda parecia controlado demais. Será que não estava louco de paixão como ela? Com um sorrisinho diabólico, Emma se inclinou e começou a beijar os mamilos dele da mesma forma. A reação de Alex foi instantânea e mais intensa do que Emma imaginara.

– Meu Deus, Emma, onde você aprendeu isso?

Ela deixou a boca subir até encontrar a dele.

– Com você. Quer me ensinar mais alguma coisa?

– Talvez na semana que vem – gemeu Alex. – Acho que não conseguiria aguentar muito mais por esta noite.

Ela riu, satisfeita, enquanto ele se dedicava a beijá-la com ardor. Naquele momento, todas as brincadeiras cessaram, e restaram apenas dois corpos famintos buscando um ao outro, cheios de paixão e desejo.

Emma parecia incapaz de parar de tocá-lo. Suas mãos subiram pelas coxas musculosas, passaram pelo peito até chegarem aos ombros. Cada toque in amava a paixão de Alex, que correu as mãos por toda a extensão do corpo dela até encontrar os cachos macios que protegiam sua região mais íntima. Emma arquejou de desejo e agarrou-se a ele, tentando puxá-lo mais para perto. Alex abriu lentamente as dobras da carne dela e deslizou um dedo para dentro. Emma estava mais do que pronta para recebê-lo.

– Você está tão molhada – disse ele com a voz carregada de desejo. – Tão molhada, tão quente, tão pronta para mim.

– Por favor, Alex… – implorou Emma.

Ele se posicionou acima dela e encaixou apenas a ponta do membro. Era uma tortura não penetrá-la completamente e sentir seu doce calor, mas Alex sabia que o corpo dela ainda não estava habituado e queria lhe dar tempo para que se ajustasse ao seu tamanho.

Mas Emma queria mais.

– Ah, Alex, por favor. Eu quero mais – disse em um gemido, agarrando os quadris dele e tentando puxá-lo para mais perto.

Alex não conseguiu resistir ao apelo e arremeteu com um grito rouco, preenchendo-a completamente. A respiração dele saía em arquejos e foi preciso fazer um esforço para manter o ritmo compassado enquanto a penetrava e recuava, acariciando-a intimamente.

Emma teve a sensação de estar em uma espiral em direção ao paraíso. Ela lutou para retardar o clímax, querendo prolongar a perfeição daquele momento, mas logo se viu arrastada para aquela sensação de liberdade absoluta que apenas Alex conseguia lhe proporcionar. Emma soube que a batalha estava perdida quando ele deslizou a mão entre os corpos dos dois e tocou-a intimamente. Então, ciente de que em um instante seu mundo explodiria em sensações, ela deixou escapar em um grito estrangulado:

– Alex… Alex… eu amo tanto você!

Ele cou paralisado.

– O que você disse? – perguntou ele com a voz abalada.

Emma se sentiu pairando à beira do precipício. Precisava que ele continuasse a se mover.

– Por favor, Alex. Por favor, não pare agora.

– O que você disse? – repetiu ele, sentindo cada músculo do corpo retesado.

Os olhos violeta de Emma encontraram o verde dos olhos dele, a alma exposta.

– Eu amo você.

Alex sustentou o olhar dela por mais um instante antes de arremeter novamente, dessa vez com um novo senso de urgência. Aquilo era tudo de que Emma precisava, e ela sentiu que perdia totalmente o contato com a realidade. Arqueando o corpo na cama com a força do êxtase, Emma gritou o nome do marido e tudo colapsou em um prisma de luz e paixão. A tensão dos músculos internos de Emma ao redor de sua ereção acabou com os últimos vestígios de controle de Alex, e ele soltou um grito rouco de triunfo enquanto explodia dentro dela.

Muitos minutos mais tarde, os dois entrelaçados, braços e pernas jogados em uma deliciosa bruma de satisfação, Alex deixou escapar um suspiro profundo e enterrou o rosto na curva macia do pescoço de Emma.

– Tive medo de nunca ouvir aquelas palavras – disse ele baixinho.

Emma en ou os dedos nos cabelos cheios e escuros dele e os acariciou.

– Eu ainda tenho medo de nunca ouvi-las.

Alex se afastou e segurou o rosto dela entre as mãos.

– Eu amo você, Emma Elizabeth Dunster Ridgely – disse ele em um tom solene. – Amo você com todo o meu coração, com toda a minha alma. Amo você como nunca sonhei ser possível amar uma mulher. Amo você como…

– Pare! – pediu Emma, os olhos marejados.

– Por que, meu bem?

– Estou feliz demais – disse ela com a voz embargada.

– Você nunca vai estar feliz demais. Na verdade, pretendo passa o restante da vida devotado a garantir que cada dia da sua vida seja mais feliz do que o anterior.

– Acho que isso não será muito difícil, desde que você esteja ao meu lado.

Alex sorriu.

– Como se eu fosse capaz de abandoná-la.

– Ótimo! – disse ela, em um tom atrevido.

– Como se você fosse deixar que eu a abandonasse – brincou ele. – Minha deliciosa duquesa americana. Você provavelmente iria atrás de mim com uma espingarda.

Emma se sentou e o acertou com um travesseiro.

– Seu bruto!

Rindo, feliz, ela deixou que o marido a deitasse de novo na cama.

– Além do mais, nem sei como usar uma espingarda – falou Emma enquanto recuperava o fôlego.

– Como assim? A minha duquesa que sobe em árvores, que sabe pescar, não sabe atirar com uma espingarda? Estou desapontado.

– Bem, sou melhor do que a média com uma pistola.

Alex se inclinou para beijá-la.

– Isso se parece mais com você.

– Alex?

– Hum?

– Não precisamos voltar correndo para Londres, precisamos?

– Não, acho que não. Por que pergunta?

– Acho que estou me afeiçoando a Westonbirt.

Alex ngiu estar amuado.

– A Westonbirt ou a mim?

– A você, seu bebezão. Mas em Londres nunca vou conseguir ver você, porque as pessoas exigem tanto do seu tempo. Acha que podemos passar uma temporada aqui?

Alex aconchegou a esposa junto ao peito, feliz com o amor recém-descoberto que brilhava em seu coração.

– Acho que podemos dar um jeito.