Gabriela, baiana de todas as cores

Sônia Regina de Araújo Caldas · Capítulo 22 de 30

Páginas do PDF

Gabriela, baiana de todas as cores

Terceira capa estrangeira

Não foi percebida nenhuma representação que pudesse ser considerada como divergente do discurso de Amado ou do discurso dos capistas brasileiros ou, ainda, da cultura brasileira.

 

Terceira capa estrangeira

Título GABRIELA

País ALEMANHA

Editora SEM REFERÊNCIA

Ano 1962

Autoria da capa SEM REFERÊNCIA

Autoria da ilustração SEM REFERÊNCIA

Técnica a ilustração XILOGRAVURA

Tradução SEM REFERÊNCIA

Versão do texto da capa CARMEN SILVA MEDEIROS ( para fins

deste trabalho)

AAlemanha ocupa posição central geopolítica na Europa e abriga a segunda maior população do continente. Derrotado por duas guerras mundiais, o país esteve dividido por quarenta anos em Alemanha Ocidental e Oriental, funcionando como pilar do equilíbrio geopolítico europeu durante a guerra fria. O Muro construído em Berlim por autoridades orientais em 1961, um ano antes do lançamento dessa edição, tinha como finalidade deter o fluxo de refugiados para o Ocidente. Esse Muro passou a ser o símbolo da guerra fria que esbarrou nas mais importantes tentativas de desenvolvimento econômico do bloco de países socialistas. A queda do chamado Muro de Berlim aconteceu em 1989, marcando o início da reunificação e reforçando o papel da Alemanha como país-chave no cenário mundial.

Não há referência da autoria da capa nem da ilustração dessa edição.

Essa capa traz na sua ilustração apenas uma semelhança com o texto amadiano, uma vez que a figura representada lembra uma mulher com uma flor no cabelo, num ambiente com supostas plantas floridas ao seu redor. A posição da flor no cabelo pode remeter à personagem Gabriela que costumava usar uma flor no cabelo, e a indicação de plantas por perto pode sugerir que, no ambiente dessa personagem, estavam presentes, elementos da natureza. O texto das orelhas explica o subtítulo original, Cravo e Canela, que não foi citado na capa, e explica sumariamente a trama do romance, inclusive com observações críticas que convergem para a criação amadiana.

Algumas representações nessa ilustração diferem do que expressa o texto literário: a figura da mulher é bastante magra e de cor clara, o que diverge da descrição de Amado de uma personagem roliça e cor de canela. Além do mais, o título também vem fracionado, citando apenas parte do título amadiano, sem as indicações que associam a personagem à cor e ao sabor do cravo e da canela. A falta dessas indicações no título dificulta a relação entre a edição traduzida e a primeira edição brasileira, assim como a distancia do texto original, parecendo ser outro trabalho literário. No entanto a aproxima da primeira edição francesa e da ilustração de Di Cavalcanti.