Gabriela, baiana de todas as cores
A luz
“A história do homem ocidental é, em última análise, a história
do livro.”
Wilson Martins
“A leitura é sempre apropriação, invenção, produção de
significados.”
Roger Chartier
A luz e o livro
A luz branca que provém do Sol é a principal fonte luminosa com a qual o homem lida. Esta luminosidade é, na verdade, a mescla de luzes que contêm comprimentos de ondas diferentes, cuja mistura na retina do olho humano vai permitir a sensação de várias cores. Assim, a percepção visual é o processamento, em etapas sucessivas, de uma informação que chega ao olho humano por intermédio da luz. Portanto, existem cores e imagens porque existe luz, e a percepção visual é a relação entre o homem e o mundo que o cerca.
Logo, não existem cores “reais”, pois o que a percepção humana capta são vários comprimentos de onda que compõem a luz, os que são absorvidos e refletidos pelos objetos que estão à sua volta. As cores percebidas por cada indivíduo vão depender dos fatores perceptivos, psicológicos e culturais. A imagem percebida dependerá da capacidade fisiológica do globo ocular de quem olha, e as sensações dependerão das influências psicológicas na sua experiência de vida e do significado ou simbolização de cada objeto na cultura em que esse indivíduo convive.
Nesse sentido, é a luz que faz o homem perceber as coisas, pois sem luz nenhuma imagem ou cor seria vista, sendo o livro, por sua vez, “luz” que dá horizonte cultural ao meio social, permitindo a disseminação do conhecimento para a humanidade. Sob esta perspectiva, procurou-se estabelecer uma relação entre o livro como “luz” que transmite o conhecimento e a verdadeira luz, que dá origem à percepção visual das imagens e das cores.
A leitura de um livro pode ser relacionada com a percepção da cor, considerando que ambas podem sofrer influência dos matizes. Na percepção da cor, os matizes seriam os comprimentos das ondas de luz que fazem ver cores diferentes, e na leitura do livro, poderiam ser os múltiplos sentidos dados ao texto pelo leitor, de acordo com a sua visão de mundo.
A cor, como reflexo da luz, não tem existência material, assim como o que foi narrado no romance Gabriela, Cravo e Canela também não tem existência real, sendo, por isso, chamado de ficção. O aparecimento da cor está condicionado à luz como objeto físico e estímulo, e ao olho humano como aparelho decifrador, tal como a existência dos personagens e imagens que Amado pintou com palavras nesta ficção, está condicionada ao produto livro como objeto físico e ao olhar do observador-leitor, que corporifica os personagens mediante os traços e cores impressos nas embalagens-capas
A chegada do livro na civilização pode ser comparada à entrada da luz, pois a criação do que hoje chamamos livro tornou-se de grande importância para a formação intelectual dos povos. Através da história oral e do livro, a maioria dos povos vem passando os seus conhecimentos para os seus descendentes e vem-se fazendo conhecer por outras civilizações, por isso o livro tem sido um sinal do poder social e do saber intelectual, sendo considerado símbolo da sabedoria e da ciência no universo, por isso é comum se ouvir dizer que o universo é um imenso livro.
Na história do livro, vários deles obtiveram lugares de destaque para a humanidade e contribuíram, dessa forma, para este olhar especial: os livros silibinos, que eram consultados pelos romanos para encontrar respostas divinas para suas angústias; o livro dos mortos, uma coletânea de fórmulas sagradas, que era enterrado com os mortos na sua tumba, a fim de que acompanhasse e ajudasse o falecido na sua travessia dos infernos até a chegada à luz eterna e o liber mundi, que era considerado a mensagem divina para seguidores do esoterismo islâmico.
O islamismo é considerado a religião do livro devido ao valor dado ao Corão. Na China, o livro é considerado atributo dos sábios. Para os adeptos do catolicismo, a Bíblia é considerada o livro dos livros, pois divulga a palavra de Deus. O cristianismo deu “a máxima consagração” ao livro. Era a religião do livro santo. Cristo é o único Deus que a arte antiga representava com um livro” (CURTIUS, 1979, p. 322). Na sua origem, o cristianismo produziu escrituras sagradas, documentos de fé. O livro, portanto, traz consigo um valor que não é somente material.
A crença no valor simbólico do livro, por seus valores intelectuais, dificulta a visão deste como objeto comercial, isto é, como objeto de consumo corrente, puramente utilitário, perecível e dotado de valor mercantil. Vários conceitos foram associados ao livro durante a sua existência, a ponto de, para muitos leitores, o livro fechado significar a matéria virgem, a qual conserva o seu segredo, e o livro aberto, a matéria fecundada, pois o conteúdo já está tomado por quem o lê. Para outros, o livro era comparado a um coração, considerando que, aberto, oferecia seus pensamentos e sentimentos ao leitor, enquanto, fechado, os esconderia.
A responsabilidade da confecção de um livro, muitas vezes, é esquecida di-ante da simbologia de que o livro é um meio de difusão do saber de alguém, sua palavra, seus conhecimentos. O livro sintetiza o espírito de uma época, e sua realização gráfica nasceu da notável união da arte e da técnica, pois é obra conjunta de escritores, artistas e tipógrafos.
Pode-se definir o livro como um conjunto de diversas folhas de papel, pergaminho ou outro material, impressas ou manuscritas, reunidas e presas de modo a formar um volume destinado à divulgação. Sabe-se que o termo livro deriva do latim liber, que significa casca de árvore, e o termo biblos, de origem grega, tem o mesmo significado. Encontram-se registros de que a história do livro tem mais de cinco mil anos, apesar de grande parte dos autores, que o investigaram, afirmar a dificuldade de precisão quanto ao
início da sua confecção 1.
Outras civilizações se destacaram com publicações impressas em pequenas tábuas de argila no período VII a.C., mas o papiro foi o suporte que teve maior difusão, levando muito tempo para ser substituído pelo pergaminho, extraído da pele de animais, especialmente do carneiro, e confeccionado pelos habitantes de Pérgamo, que o denominaram, inicialmente, de membrana pergamena. O pergaminho foi sempre um material de preço elevado, o que provocou, segundo al-guns autores, sua reutilização, resultando no fenômeno dos palimpsestos, com escritos anteriores que eram raspados e reescritos. Inicialmente, eles eram escritos apenas de um só lado, como os papiros, que foram chamados de volumen, até que descobriram a possibilidade de escrever dos dois lados, passando, então, a serem denominados de codex. Começam, então, a ter características semelhantes ao livro de hoje, pois esses manuscritos eram reunidos pelo dorso e recobertos com uma capa semelhante às encadernações modernas. Apesar desse aspecto, que até hoje é conservado, a noção de página somente aparece no fim da Idade Média, pois, anteriormente, mesmo sendo escrita dos dois lados, apenas possuía numeração em cada folha, originando as denominações retro e verso.
O livro em forma de codex viveu por mais de dez séculos e tornou-se característico da civilização cristã.
As ilustrações praticadas nos manuscritos medievais eram as
miniaturas 2 , pequenos ornamentos, letras capitulares, fantasias, que funcionavam como decoração no impresso, e as iluminuras, desenhos ilustrativos do texto verbal impresso no livro. Encontram-se relatos de que a ilustração dos livros tem a sua origem na civilização romana, pois havia em Roma o hábito de ilustrar a história do texto com a representação gráfica dos episódios, ou então alegrá-lo com desenhos coloridos, que não tinham nenhuma relação com o texto verbal impresso. A diferença entre esses dois tipos de ilustração, para alguns autores, era apenas o número de cores empregado já que, na iluminura, a quantidade de cores era maior que na miniatura. Outros autores chegam a afirmar que a miniatura pode ser considerada a espécie e a iluminura, o gênero.
Existem registros que demonstram que a arte da ilustração dos livros se iniciou com os romanos, por volta do século III, mas algumas narrativas assinalam que os papiros e pergaminhos gregos
já vinham enriquecidos com vinhetas3 e desenhos no próprio texto, muito antes dos romanos.
Diz-se que ilustrar é esclarecer, comentar, elucidar ou servir como exemplo ou modelo. Normalmente uma ilustração, como ato e efeito de ilustrar, adorna um texto verbal com imagens que o representam através das várias técnicas artísticas – desenho, pintura, fotografia e gravura. Immanuel Kant, grande influenciador do movimento filosófico Iluminismo ou Ilustração, século XVIII, que tinha como objetivo a liberdade de pensamento para que reinasse a luz, afirmava que ilustrar é ter a coragem de se servir do seu próprio entendimento.
Ao mesmo tempo, as artes e as letras, desde a segunda fase da Idade Média, começaram a se deslocar dos conventos para os castelos e, com isso, os artistas passaram a representar, em suas ilustrações, os personagens com os traços e roupas dos seus contemporâneos, dando-lhes pormenores típicos, ou seja, uma “cor local”. A partir desse momento, as representações passaram a ser chamadas de realistas e não simbolistas, daí a chamada fase “naturalista”, que alcançou seu apogeu no século XV. As cores nas ilustrações vão sofrer influências orientais e, além do vermelho originário e do azul-claro comuns, os artistas passam a empregar nas suas iluminuras o dourado e o prateado, sendo denominados de
crisógrafos 4os artistas que trabalhavam com caracteres em ouro e prata. Com isso, as ilustrações deixaram de ser binárias, impressas em apenas duas cores, ou ternárias, impressas em três cores, transformando-se numa verdadeira pintura que, com o passar do tempo, deu lugar à pintura moderna.
Com essa transformação, os pigmentos que foram usados nessas iluminuras foram o preto, o branco, o vermelho, o azul, o verde, o glauco (amarelo) e o rosa (retirado do pau-brasil), e as ilustrações se tornaram uma “luz” colorida que invadia as páginas desses volumes, contribuindo para transformá-los em objetos de uma cultura própria, evidenciando, através das imagens impressas, o jogo das relações sociais e do poder.
Por muito tempo, o livro, produzido em abadias, castelos e conventos, era um objeto precioso, de grande formato, bastante ilustrado, mas pouco manejável. Com o advento das universidades, o livro passa a destinar-se à difusão e à circulação do saber. Consequentemente, surgem as oficinas livreiras dirigidas por leigos que, assim como os copistas, ofereciam seus serviços a particulares.
Com o passar do tempo, o alto custo do pergaminho foi superado por outro material descoberto pelos chineses e introduzido na Europa pelos árabes – o papel, palavra que, etimologicamente, se originou do papiro. Desde a descoberta da técnica de fabricação do papel, marcada pelo ano de 751, no Oriente, até quando alguns prisioneiros chineses foram obrigados a ensiná-la aos habitantes da Ásia Central, passaram-se, em média, seis séculos e meio. O grande desenvolvimento do papel está atrelado ao livro e à palavra escrita, pois, com esta união, a história da civilização ocidental passou a ser escrita no papel. Mas o papel somente passou a ser divulgado e vulgarizado a partir do século XVIII e início do século XIX, respondendo à necessidade de um material barato e considerado, na época, inesgotável, capaz de substituir com infinitas vantagens o pergaminho. Até o século XVIII, a fabricação do papel era manual, e a primeira máquina surgiu em 1798 e, coincidentemente, essas máquinas apareceram num período histórico de substituição da monarquia absolutista por regimes mais democráticos.
É importante observar a contribuição do papel, juntamente com a imprensa e, finalmente, do livro, para a Renascença e todo o desenvolvimento democrático da cultura ocidental. Com a facilidade de acesso a esses processos editoriais que proporcionaram a divulgação do pensamento, a cultura ocidental expandiu, para muitos países, principalmente os colonizados, os seus padrões estéticos e o seu modo de ver através das artes e, especialmente, através da literatura. O livro passou a ser um dos maiores meios de divulgação, mostrando uma hierarquia estética como legítima e a preservação de um senso comum de valores. Era o olhar de quem tinha possibilidade de fazer o livro sendo mostrado para outras civilizações, e, pelo valor dado ao livro, este olhar passava, na maioria das vezes, a ser visto como documento e verdade por quem lia.
Dessa e de outras formas, o Ocidente continuou passando para outras culturas um corpo sistemático de representações e de normas, “ensinando” a outras civilizações a conhecer e agir, anulando a diferença do pensar e engendrando uma lógica de identificação que foi unificando o pensamento.
A conseqüência de ter em mãos a possibilidade de construção do livro e a divulgação desse produto favoreceram para que o discurso construído nos países ocidentais se tornasse, para os países não-ocidentais, semelhante ao que poderíamos chamar de “Discurso Competente” que, segundo Chauí (1989), é um discurso que se torna instituído, “que pode ser proferido, ouvido e aceito como verdadeiro e autorizado” porque foi emitido por quem tem conhecimento, por “supostos” especialistas que assumiram a posição superior de transmissão do conhecimento para outras culturas, com o respaldo do poder editorial.
Muitos desses discursos que, na sua maioria, eram baseados na realidade ocidental, passam a ser aceitos como verdadeiros por aqueles que compravam e liam os livros, mesmo que vivessem em culturas completamente diferentes. Este processo provocou uma obscuridade entre saber e poder, de forma que a competência instituída pelo saber de quem publicava o livro passou a ser uma arma para a dominação. Por meio do discurso publicado, era ensinado a cada leitor como se deveria relacionar com o mundo e com os demais seres humanos, instituindo modelos e provocando no leitor, muitas vezes, a ilusão de participação de um pseudo-saber. Este procedimento, ainda hoje, é muito discutido, já que alguns autores consideram que larga faixa do mundo não-europeu ou não-ocidental continua sofrendo grande influência da metodologia de pensamento da Europa. É evidente que outros fatores contribuíram para o domínio do pensamento europeu, mas não se pode deixar de mostrar a importante contribuição do livro.
Com o passar do tempo, as máquinas foram-se aperfeiçoando e a produção do papel bem como do livro, tornou-se cada vez maior. Este progresso técnico se acentuou, a partir do século XIX, ajudando a transformar o papel e, de forma consequente, o livro, em elementos de crescente difusão com imensa variedade e baixo custo, resultando, hoje, numa grande popularidade e com numerosos requintes de fabricação.
Por outro lado, alguns autores afirmam que os orientais também foram pioneiros na arte de imprimir, pois utilizavam, desde o segundo século da nossa era, algumas técnicas de impressão na pele humana, nos tecidos, na madeira e nos metais, construindo uma outra história, mas foi na Europa que estes processos de gravação se destacaram como uma projeção do manuscrito. Esta modificação na técnica de impressão do livro provocou reações, já que passou a ser “sobrenatural”, pois era a arte de escrever sem a mão ou a pena, chegando ao ponto de vários colecionadores de manuscritos, na Europa, rejeitarem este novo processo de impressão e não aceitarem nenhum livro impresso.
O impresso, no Ocidente, aparece com as primeiras impressões xilográficas, técnica elaborada com o uso de madeira cavada num processo relevográfico, e nas quais as matrizes eram entintadas no alto relevo para, através de pressão, reproduzir a imagem no suporte. A xilografia imprimia em folha única como nos manuscritos, e, inicialmente, receberam o nome de tabelares ou tabulares porque eram feitas de tabuinhas. Os primeiros exemplares dessas impressões datam do século XV e, na maioria, são reproduções de imagens de santos, baralhos e calendários. Ao lado dessas xilogravuras, aparecem outras técnicas e, posteriormente, destaca-se a gravura em metal, feita por meio de um processo calcográfico, ou seja, as matrizes recebiam as tintas nos sulcos do baixo relevo para, através da pressão, reproduzir a imagem no papel. Essas técnicas de gravação evoluíram chegando aos tipos móveis, que vieram a ser o primeiro passo para a chamada imprensa. Nesta nova arte, cuja criação foi atribuída a Gutenberg, as letras (ou tipo gráfico) eram construídas em metal separadamente, para, através da sua junção em palavras e frases, formar a matriz do texto. Difundiu-se rapidamente no transcurso do século XV, chegando a mais de cem as cidades européias que instalaram oficinas tipográficas.
Os livros desse período tinham aspecto semelhante aos códices e eram chamados de incunábulos porque eram produto de uma arte incuna (no início), estendendo-se, mais ou menos, até o ano de 1550. A partir, então, do surgimento da imprensa, as ilustrações manuais praticamente desapareceram, dando lugar, então, a ilustrações feitas mecanicamente.
A partir de 1550, a impressão tipográfica expandiu-se e aperfeiçoou os tipos de caracteres usados. Em conseqüência, os livros, com o passar do tempo, perderam as características dos códices e assumiram uma fisionomia própria, com partes mais definidas como frontispício, numeração de páginas e o freqüente uso de ilustrações. A impressão de ornamentos e textos enfeitados acentuou-se
durante o Barroco 5, mas com a reação ao movimento, no fim do século XVIII, voltou a ser mais leve e harmônica. Nesse período, os progressos técnicos modificaram tanto os métodos de produção de textos impressos quanto o hábito de editores e leitores. Até 1800,
falava-se apenas em tipografia6 para impressão gráfica, porém, mais ou menos nesse período, surge a litografia, ou seja, a
impressão com matriz em pedra, de processo planográfico 7, através de aderência e rejeição química, que deu origem à impressão off-set. É impossível deixar de registrar, também, a contribuição da invenção da fotografia em 1817, que favoreceu o aperfeiçoamento e a multiplicação das impressões em cores e tiragens sucessivas, além de outras máquinas com processos modernos oriundos da junção do aperfeiçoamento dos vários processos já descobertos ou inventados.
No século XIX, acelera-se a velocidade de composição do texto gráfico com a criação de máquinas mais potentes. Máquinas continuaram sendo inventadas no decorrer do século XX até hoje, e o crescimento da indústria gráfica tornou-se revolucionário com o aparecimento da computação e de equipamentos que não mais utilizam chapa para imprimir, transformando radicalmente o processo de composição e impressão gráfica.
O resultado de toda essa evolução gerou tiragens dos exemplares dos livros cada vez maiores, com qualidade sempre superior, conquistando camadas também cada vez maiores de leitores. A produção sempre crescente de livros de bolso e de coleções, que começaram a surgir por volta de 1930, e a venda de livros em bancas de jornal, em alguns países, foram de grande contribuição para a disseminação e vulgarização do produto livro, dado seu baixo custo.
O que se percebe é a importância da criação e evolução do papel e da impressão gráfica para a história do livro, mas hoje um tipo diferente de livro já é uma realidade, o livro eletrônico, que aparece como conseqüência do aperfeiçoamento dos computadores, que permitem ao leitor o armazenamento de, em média, quatorze mil obras, em um pequeno aparelho com formato de um livro de pequeno porte, o que evita a conseqüente destruição da natureza para a fabricação da celulose, a matéria-prima usada na produção do papel industrial. Este novo livro vem facilitando, também, a aquisição de conhecimentos sem passar por alguns dos problemas até hoje não solucionados pela indústria do livro impresso graficamente. É importante salientar que o livro eletrônico ainda atinge pouquíssimas pessoas devido ao seu alto custo.