Iniciação - Viagem Astral
Começo
Começo... Tudo tem seu começo!... Quem começa é sempre ajudado e quem começa
bem, nunca perde o caminho
Nós, do plano espiritual, somos sete os responsáveis por esta obra, orientados, porém, por nosso adestrado companheiro no serviço do Bem, Miramez.
Miramez é mestre nas operações de toda ordem, no que concerne ao deslocamento do corpo astral do físico, como hábil magnetizador e projetor de fluidos em quaisquer circunstâncias.
Kahena é uma alma dedicada às coisas da natureza, que a obedecem num fechar de olhos, colocando em nossas mãos todos os suprimentos indispensáveis ao trabalho empreendido.
Abílio é o preparador de ambientes, para que possamos exercitar todos os tipos de labores com a máxima garantia, pois o êxito depende de muitas mãos.
Fernando é aquele que se especializou em transmitir, fazendo o candidato sentir em primeiro plano as suas quase visíveis imagens, que ele projeta com muito amor na retina do aprendiz e no coração de quem ouve.
Celes é o Espírito que trabalha mais junto a Kahena, que utiliza seus recursos junto à natureza para se materializar diante dos encarnados em desdobramento, com bastante esplendor.
Galeno é o preparador geral, o encarregado de explanar o Evangelho, servindo-se de Celes para conversar com todos os ouvintes. É conhecedor profundo da Boa Nova do Cristo e o seu coração pulsa no mesmo ritmo do Amor.
E a este que dita estas linhas, servindo-se também da mediunidade, foi entregue a tarefa de fazer as reportagens e transformá-las em livro, levando os homens a entenderem o modo pelo qual se processa um desdobramento espiritual.
Já foi dito com muita propriedade que a vã filosofia está longe de entender o que se passa entre o Céu e a Terra, e isso é certíssimo. Tudo o que escrevermos a esse respeito, ainda ficará muito aquém do que há para se dizer. O tempo é que irá revelando a Verdade, pelos processos que o Senhor achar mais conveniente.
Pode parecer que estamos usando e abusando da paciência do leitor, por não termos começado, ainda, a tratar dos trabalhos de viagens astrais com aqueles que se apresentaram para tais exercícios. Essa demora é proposital e é um preparo, no sentido de desenvolver uma melhor compreensão do que vamos narrar e dos processos engenhosos do desdobramento.
Nós, como já dissemos, somos sete os responsáveis; contudo, os cooperadores são inúmeros, desde os Espíritos familiares, até aqueles que nos chegam de outras faixas de aprendizado com endereço certo para melhor enriquecimento da Verdade. Há uma profusão de trocas incessantes, de valores espirituais em todos os campos da vida.
Ao terminar esta página, tivemos a idéia, dois companheiros e eu, de fazer um retrato escrito dos amigos responsáveis por nossos trabalhos. Os outros foram contra essa atitude, mas, notamos que era por força da humildade e não para impedir que o fizéssemos. Pedimos desculpas, porém, e tomamos a
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liberdade de fazê-lo assim mesmo. Ao se passarem alguns dias é que nos sentimos meio envergonhados: esquecêramo-nos de que deveríamos, por pressão das circunstâncias, escrever sobre a nossa própria vida, coisa que não pretendíamos. Porém, como falar a respeito dos outros e esquecer da nossa história? Escrevendo, pareceria vaidade; não escrevendo, estaríamos escondendo o nosso passado. Ficamos em uma encruzilhada! Foi aí que todos apoiaram a idéia inicial: fazer os retratos escritos. Não tivemos outro jeito! Celes, carioca brincalhão, deu boas gargalhadas, dizendo que eu havia armado a arapuca e fora preso por ela. Eis que nesse momento o benfeitor Miramez se aproximou de mim e, em um tom grave, mas construtivo, falou com sabedoria:
- Irmão Lancellin, tudo no mundo tem seu valor. Se tens vontade de escrever, escreve; no entanto, não deves te esquecer das lições que podem ser extraídas de tuas palavras. Não deves perder o tempo precioso somente em contar histórias. Lembrar do passado, sem que esse passado nos seja útil, é pretender regredir ao erro!
Guardamos a lição como advertência, não somente para esse momento, mas para toda a vida.
Aqui, do mundo espiritual, quase sempre temos vontade de falar com os homens. A via mediúnica é a que nos apresenta como meio e é a que usamos; não obstante, encontramos inúmeros obstáculos: o primeiro é achar o médium adequado para as nossas correspondências com mais segurança; outro, é a dúvida dos leitores que se esquecem de usar o raciocínio, buscando a chancela daqueles cujas faculdades o tempo e o trabalho consagraram. Em muitos casos, relegam coisas preciosas, sem usar os dons que possuem para o exame do que lhes vem às mãos. Todavia, é nesse apuro da verdade, nessas seleções de valores, que encontramos os tesouros, e isso, ao invés de nos esmorecer, nos deixa cada vez mais animados.
Continuemos plantando por onde passarmos, sem medida, sem restrições sem inveja, sem ciúmes, sem barreiras ideológicas ou familiares, aquela semente que Jesus Cristo nos deu pronta para semear: o Amor.
Continuemos plantando por onde passarmos, sem medida, sem restrições,
sem inveja, sem ciúmes, sem barreiras ideológicas ou familiares, aquela
semente que Jesus Cristo nos deu pronta para semear: o Amor.
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