Menores em tempo de maioridade
II. Procedimentos metodológicos
1. Revisão bibliográfica
A questão do “menor carente”, “abandonado” e que sofreu um processo de institucionalização tem sido focalizada em diversos estudos e pesquisas. Estuda-se, geralmente, o mundo dos assistidos nos meandros da instituição. Não se enfoca, entretanto, o que lhes acontece após vários anos de confinamento nestes internatos para menores. Ressaltaremos a seguir alguns estudos que consideramos pertinentes a tal enfoque.
a) ALTOÉ, S. Infâncias Perdidas – 1990.
É um estudo de sete internatos de menores na faixa etária de 3 meses a 18 anos. Esta pesquisa analisa os mecanismos institucionais, as condições de vida do menor interno e as possíveis repercussões psicossociais que podem ocorrer ao menor, que vive em instituição total até a maioridade.
b) VALADARES, A. O Menor Institucionalizado – 1984.
Este estudo, realizado por uma psicóloga, analisa aspectos da vida do adolescente interno num estabelecimento da FUNABEM. Trata-se: de um dos primeiros trabalhos que, nos seus dois últimos capítulos, aborda a questão do jovem que sai do internato, fazendo uma análise de suas representações, do mundo social e suas dificuldades de inserção na sociedade. Os informantes da pesquisa se restringiram aos jovens que são associados da ASSEAF – “Associação de Ex-alunos da FUNABEM”.
c) ALVIM, R. e ALTOÉ, S. Eternos Menores – 1987.
Este artigo, escrito por uma antropóloga e uma psicóloga, aborda algumas questões relativas à dificuldade do ex-interno se inserir no mundo social, do trabalho e familiar.