O Genocídio do Negro Brasileiro: Processo de um Racismo Mascarado

Folha de rosto

O

 

GENOCÍDIO

 

DO

 

NEGRO

 

BRASILEIRO

 

Processo de um

 

Racismo Mascarado

 

ABDIAS NASCIMENTO

 

Prefácios de FLORESTAN FERNANDES e WOLE SOYINKA

Posfácio de ELISA LARKIN NASCIMENTO

SUMÁRIO

 

Capa

 

Créditos

 

Folha de rosto

 

Dedicatória

 

Prefácio à Edição Brasileira - Por Florestan Fernandes

 

Prefácio à Edição Nigeriana - Por Wole Soyinka

 

Prólogo: A História de uma Rejeição

 

I. Introdução

 

II. Escravidão: O Mito do Senhor Benevolente

 

III. Exploração Sexual da Mulher Africana

 

IV. O Mito do “Africano Livre”

 

V. O Branqueamento da Raça: Uma Estratégia de

 

Genocídio

 

VI. Discussão Sobre Raça: Proibida

 

VII. Discriminação: Realidade Racial

 

VIII. Imagem Racial Internacional

IX. O Embranquecimento Cultural: Outra Estratégia de

 

Genocídio

 

X. A Perseguida Persistência da Cultura Africana no

 

Brasil

 

XI. Sincretismo ou Folclorização?

 

XII. A Bastardização da Cultura Afro-Brasileira

 

XIII. A Estética da Brancura nos Artistas Negros

 

Aculturados

 

XIV. Uma Reação Contra o Embranquecimento: O Teatro

 

Experimental do Negro

 

XV. Conclusão

 

Anexos

 

1. Colóquio do Segundo Festival Mundial de Artes e

 

Culturas Negras e Africanas: Relatório das Minorias

 

2. Teatro Negro Brasileiro: Uma Ausência

 

Conspícua[177]

 

3. Arte Afro-Brasileira: Um Espírito Libertador[185]

 

Posfácio: O Genocídio no Terceiro Milênio - Por Elisa

 

Larkin Nascimento

 

Bibliografia

In Memoriam

 

PIO ZIRIMU, diretor do colóquio do Segundo Festival Mundial de Artes e Culturas Negras e Africanas, o Festac ’77, faleceu antes de sua realização, em 30 de dezembro de 1976. Pouco antes, dirigiu ao autor do presente volume uma carta, datada de 15 de dezembro de 1976, da qual transcrevemos os seguintes trechos:

 

Lamento não ter-lhe dado notícias antes. Só tenho a confessar que falhei. Não fui capaz de conseguir que seu trabalho fosse aceito pelos poderes constituídos. […] Estou convencido que o material deve ser publicado. […] Espero que as forças da história ainda trabalhem, continuem a trabalhar, para trazer à luz o que você tão claramente disse em seu trabalho.

 

Até o instante da sua morte, Pio Zirimu dedicou-se por inteiro ao esforço de transformar o colóquio num evento cultural de verdadeira significação histórica para a África e para os negros de todo o mundo. À realização de tal objetivo sacrificou sua vida. Nos deixou um legado de trabalho corajoso e honesto, um raro modelo de integridade pessoal. O professor Zirimu merece nosso respeito e profunda gratidão.

 

A.N.