O Genocídio do Negro Brasileiro: Processo de um Racismo Mascarado

Capítulo 212

[212]. Cf. Abdias Nascimento (org.), Dramas Para Negros e Prólogo Para Brancos (Rio de Janeiro: Teatro Experimental do Negro, 1961) e O Negro Revoltado (Rio de Janeiro: GRD, 1968; segunda edição, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982).

[213]. Abdias Nascimento, Combate ao Racismo, v. 1 (Brasília: Câmara dos Deputados, 1983), p. 98-111; Elisa Larkin Nascimento, Abdias Nascimento (Brasília: Senado Federal, 2014, coleção Grandes Vultos que Honraram o Senado), p. 292-303.

Machado & Shakespeare

 

da Teles, Adriana Costa

 

9788527310956

 

296 páginas

 

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Dizer que Machado de Assis é um clássico de nossa

 

literatura constitui atualmente um truísmo quase despido

 

de sua essência significativa. Porém, na verdade, só esse

 

termo pode transmitir a abrangência de sua obra e sua

 

relação com a literatura universal. Esse fato foi

 

particularmente acentuado pelas pesquisas e pela crítica

 

modernas, sobretudo no século XX, com destaque, cabe

 

notar, aos trabalhos de Eugênio Gomes, passando pelo

 

revelador enfoque que Helen Caldwell fez de Dom

 

Casmurro como o Otelo tupiniquim. A revisão

 

contemporânea percebeu que Shakespeare é, dentre os

 

chamados clássicos, uma das ocorrências mais constantes

 

no texto machadiano e, em nossos dias, a detecção crítica

 

da presença do genial dramaturgo inglês na obra do nosso escritor princeps só faz avolumar-se. É o que torna tanto

 

mais significativa e importante a contribuição de Adriana

 

da Costa Teles neste Machado e Shakespeare:

 

Intertextualidades, que a editora Perspectiva publica em

 

sua coleção Estudos. Ampliando uma investigação

 

acadêmica existente e perscrutando as aparições, diretas

 

ou subliminares, do bardo seiscentista na pena do bruxo

 

oitocentista do Cosme Velho, compõe a autora um volume

 

que, por sua qualidade, se torna referência, não só por

 

catalogar palavras idas e vividas que, de novo e sempre,

 

interrogam o leitor e agitam o seu espírito, como por

 

dissecar a relação intelectual desses dois vivisseccionistas

 

das nossas mazelas de ontem, hoje e sempre.

 

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O Ator-Compositor

 

Bonfitto, Matteo

 

9788527310901

 

176 páginas

 

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Como pensar em "composição" no trabalho do ator? Eis o

 

ponto de partida deste importante estudo realizado em O

 

Ator-Compositor, por Matteo Bonfitto, que vem integrar a

 

rica e diversificada bibliografia teatral publicada pela

 

Editora Perspectiva nas suas diversas coleções. Apesar de

 

numerosas pesquisas sobre a atuação empreendidas por

 

grandes nomes do teatro ocidental do século XX, a

 

"interpretação de si mesmo" continua sendo até hoje uma

 

prática que se faz presente no processo criativo do

 

comediante e se define como uma espécie de forma

 

congenial ou estilo inerente. Com base nesse fato e

 

conduzido pela idéia de que o teatro é, sobretudo, um

 

exercício de arte objetivado com deliberação no corpo do

 

intérprete, a pesquisa aqui projetada "rastreia" nas práticas artísticas os elementos essenciais que, em conjunto com a

 

investigação sistemática, levaram ao desenvolvimento de

 

diferentes métodos de construção e plasmação da obra de

 

auto-incorporação do autor-objeto.

 

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Brecht e o Teatro Épico

 

Rosenfeld, Anatol

 

9788527310925

 

184 páginas

 

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Brecht e o Teatro Épico, de Anatol Rosenfeld, um dos

 

maiores comentadores do dramaturgo alemão em língua

 

portuguesa - organizado por Nanci Fernandes e que a

 

editora Perspectiva publica em sua coleção Debates -,

 

expressa não só o crítico que procura interpretar com

 

objetividade as realizações em exame, como experiências

 

pessoais de um espectador diante dos espetáculos, e vem

 

pontuar as concepções e as teses formuladas no seu já

 

consagrado O Teatro Épico.

 

Tendo acompanhado de perto o desenvolvimento de

 

Bertold Brecht e sua obra, desde Berlim, em 1929, e com

 

ele compartilhado o milieu cultural e os questionamentos

 

éticos, estéticos e filosóficos então na ordem do dia na Alemanha e em todo o Ocidente, e tendo sido,

 

posteriormente, parte integrante dos debates intelectuais

 

que agitavam a cena brasileira, Anatol estava, como

 

nenhum outro, apto a traduzir, contextualizar e instigar

 

entre nós uma recepção ativa das teorias e inquietações do

 

autor da Ópera dos Três Vinténs.

 

Assim, os artigos aqui reunidos visam não apenas nos

 

permitir uma aproximação com a obra, sempre

 

vocacionada para o novo, de Brecht, por meio da reflexão

 

incisiva de um interlocutor que durante vários anos pensou

 

o teatro, mas visam também um aprofundamento nas

 

ideias sempre férteis de um dos mais agudos e refinados

 

críticos e teóricos a atuar entre nós.

 

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Cidade Caminhável

 

Speck, Jeff

 

9788527310888

 

272 páginas

 

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Apenas recentemente no Brasil começamos a entender a

 

importância do espaço público das ruas como elemento-

 

chave de integração social e econômica. E à medida que

 

seu uso se torna mais intenso e que, por extensão, tais

 

espaços se tornam mais disputados, evidenciam-se os

 

problemas de conforto, abuso e saturação associados a

 

eles. A óbvia constatação de que a rua é o elo entre um

 

indivíduo qualquer que ocupa um lugar qualquer, e outro,

 

em outro lugar, demonstra sua relevância para o

 

estabelecimento de relacionamentos de qualquer natureza.

 

Em Cidade Caminhável, o urbanista Jeff Speck reúne

 

experiências de grandes e médias cidades norte-

 

americanas para demonstrar que a vitalidade dos centros urbanos está diretamente ligada à assunção do pedestre – o

 

cidadão a pé – como o protagonista essencial da

 

reativação, requalificação, animação e integração dessas

 

áreas.

 

Em prosa leve e objetiva, Cidade Caminhável estrutura-se

 

sobre a noção de caminhabilidade, que estabelece os

 

parâmetros fundamentais de atração da pessoa pedestre

 

para o centro – utilidade, segurança, conforto e interesse –,

 

criando as condições básicas para a fluidez do transporte

 

público, o florescimento do comércio e a ativação dos

 

equipamentos culturais e de lazer. Enfim, para uma cidade

 

voltada para as pessoas.

 

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Obra Aberta

 

Eco, Umberto

 

9788527310895

 

352 páginas

 

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Enfoque revolucionário e atual dos problemas da estética e

 

da teoria da informação, este livro é uma leitura

 

obrigatória para todo aquele que, de algum modo, se ocupa

 

da literatura, do teatro, da crítica, da publicidade, do

 

design industrial e das artes plásticas, entre outras áreas. -

 

As sucessivas reedições e o papel que desempenharam na

 

formação e no debate de ideias, bem como na visão e na

 

escritura de mundo que a antropologia, a semiótica e a

 

tecnologia instituíram no Brasil como marcos e critérios

 

de contemporaneidade, subscrevem em sua totalidade a

 

leitura desta Obra Aberta que a editora Perspectiva fez e

 

cuja validade esta nova edição, revista e ampliada,

 

confirma plenamente.

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