O mistério da cruz egípcia

Ellery Queen · Capítulo 2 de 36

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O mistério da cruz egípcia

Prólogo

 

Há um pequeno mistério conectado aos vários grandes mistérios de O mistério da cruz egípcia , que é um enigma que tem pouco, ou nada, a ver com a história em si. Poderia muito bem ser chamado de “ ” O mistério de um título. Foi trazido à minha atenção pelo próprio autor — meu amigo, Ellery Queen — em um bilhete anexo ao manuscrito, que ele mandara do seu cantinho na Itália depois de pedidos urgentes por telegrama do seu criado muito dedicado.

O bilhete dizia, entre outras coisas: “Mete bronca, J.J. Isso não é a baboseira de sempre de le crime égyptologique. Nenhuma pirâmide, nenhuma adaga cóptica no escuro da meia-noite de um museu sinistro, nenhum fellahin, nenhum mandachuva asiático de qualquer tipo… na verdade, nenhuma egiptologia. Por que, então, O mistério da cruz egípcia, você pergunta? Com razão, admito. Bem, o título é provocativo, para começar; ele me atrai de verdade. Mas se não há importância egípcia! Ah, eis a beleza. Espere para ver”.

Frase típica de Ellery, veja bem; o que, como os seus leitores estão aptos a dizer, são sempre interessantes e frequentemente enigmáticas.

A investigação desses assassinatos apavorantes foi um do últimos trabalhos de meu amigo. É o quinto caso de Ellery Queen a ser apresentado ao público em forma de ficção. É composto de elementos extraordinários: um amálgama inacreditável de fanatismo religioso ancestral, uma colônia nudista, um marinheiro, um vingador do antro de superstição e violência da Europa Central, um “ ” … deus reencarnado estranhamente louco do Egito Faraônico na superfície, um pot-pourri de ingredientes impossíveis e fantásticos; na realidade, o pano de fundo de uma das séries de crimes mais ardilosas e tenebrosas nos anais da polícia moderna.

Se está decepcionado com a ausência daquele extraordinário velho excêntrico caçador de criminosos, o inspetor Richard Queen — sempre insisto que Ellery não faz justiça ao pai —, permita-me tranquilizá-lo. Ele voltará. Em O mistério da cruz egípcia, no entanto, Ellery fez um peculiar jogo solo devido a certas ramificações geográficas do caso. Fiquei tentado a solicitar que o editor recomendasse um atlas como leitura complementar deste livro ou que usasse como frontispício um mapa dos Estados Unidos. Começou na Virgínia Ocidental…

Mas lá vou eu. Afinal, essa história é de Ellery. Deixe que ele a conte.

 

J.J. McC.

RYE, N.Y.

Agosto, 1932

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