Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 11 de 46

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Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo XX

Já de lá d'Alcochete caminhavam,

As fermosas borrachas apertando,

E depois de vasias as largavam,

Outras d'outro licor melhor tomando,

De branca escuma os copos se mostravam

Cubertos ao beber não lhe assoprando;

Mas as agoas nem doces, nem salgadas

D'ellas vistas não foram nem provadas.

 

XX.

 

Quando Francisco, bebado espantoso,

Que em copo, frasco, taça é eminente,

Se ajuntou em conselho, desejoso

De dar favor a toda aquella gente.

Pisando esse caminho tão famoso

Da rua das adegas prestemente,

Convocados da parte do entornante

Por um já n'outro tempo bom tocante.

 

XXI.

 

Deixam dos sótãos frios o aposento

Que para beber n'elles lhe foi dado,

Obedecendo logo ao mandamento

De um bebado tão nobre e tão honrado.

Alli se acharam juntos n'um momento

No bairro de Reimonde celebrado, Os da Porta d'Avis e outros onde