Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 12 de 46

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Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo XXII

As suas casas grandes tem o Conde.

 

XXII.

 

'Stava Francisco alli sublime e dino,

Vermelho como os raios de Vulcano;

Por sceptro tinha um copo crystalino

De cheiroso licor, mas não d'este anno;

Da boca lhe sahia um ar tão fino,

Que em vinho convertêra um tigre hyrcano; Dos ramos tinha c'rôa rutilante

Em que tornou a Daphne seu amante.

 

XXIII.

 

Em lagariças, dornas assentados,

Cubertos de mosquitos que voavam,

Os mais bebados são agasalhados,

Sem ordem nem razão se assentavam.

Precedem os menores aos honrados;

E assi uns pelos outros se trocavam:

Quando Francisco alto assi dizendo,

Com tom de voz começa grave e horrendo:

 

XXIV.