Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 32 de 46

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Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo LXXII

O faz ficar seu perfido inimigo!

 

LXXII.

 

Partiu-se n'isto André, sem companhia

Dos bebados que tinha despedido,

Com engano seu e grande cortezia,

O gesto ledo a todos e fingido.

Já sobre seu asninho se subia

Com vinho de que ia apercebido,

E quando se desceu no aposento

Não levava a borracha mais que vento.

 

LXXIII.

 

Da rua das adegas o Thebano,

Que da parternal coxa foi nascido,

Olhando o ajuntamento tão ufano,

Ser do seu bom André aborrecido,

No pensamento cuida um falso engano

Com que seja de todo destruido.

E em quanto isto n'alma imaginava

Um borrachão tomando assi fallava.

 

LXXIV.