Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Manuel Luiz Freire · Capítulo 26 de 46

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Paródia ao primeiro canto dos Lusíadas

Capítulo LVII

E quem beber quizesse que o tomasse.

 

LVII.

 

A noite se passou na leda frota

Com estranha alegria não cuidada,

Por acharem em terra tão remota

A venda nova d'elles desejada.

Disse o Mourisco alli: Venga la bota!

Na castelhana lingua d'elle usada.

Elles que no beber tanto se esmeram,

A seu mandado logo obedeceram.

 

LVIII.

 

Do vinho alegres côres rutilavam

Pelas taças de vidro crystallino;

As velhas azeitonas que lhes davam

Festejam mais que flôres e boninas,

Da venda os taverneiros s'espantavam

Do cheiro e do sabor das agoas finas,

Porém a demais gente não provava

O bom licor que entre esta se brindava.

 

LIX.